Felseiru - Primeira Consideração

1 Felseiru – Umas Histórias


Notas iniciais
{FÊLSÊIRÜ}

É impossível começar uma história por ela própria quando esta está situada em um local onde apesar de continuarmos sendo os então moradores mestres, nós não continuarmos mais sendo os mesmos na ética, no uso da lógica ou de Gaia. E ainda, também, não continuarmos sendo os antigos homo sapiens sapiens. Ou até uma única raça.

Essa história poderia começar em muitos momentos históricos diferentes. Poderia, eu, ter iniciado dramaticamente em várias e “longínquas” partes as quais os sapiens sapiens dividiam sua história, que de algum modo louco percorria do moderno para o contemporâneo. Entretanto, agora nada sobra destas informações. Resta-nos apenas o período que antecipou um dos muitos meteoros que atingiram a Terra, pois que se esqueçam os dinossauros, hoje seres que nada mais são se não a sanidade de poucos cabíveis a tal conhecimento.

Hoje, a história é dividida em duas distintas e desiguais partes, às quais foram divididas por uma outra que não é contada, apesar de não ser imaginada e ter feito de nós espécies diferentes, cuja união ainda obedece a antiga lei de união e, então, descontinuidade.

Antes do meteoro, aos seres resta a lembrança de certas guerras, certas culturas e muitíssimo pouco do resto. Essa época ainda deixou determinados fundamentos para cada um dos seis continentes de agora.

Depois do meteoro, aqui estamos. Sentados, deitados com olhos fixos em coisas diferentes pelo simples motivo de cada um dar a ênfase onde bem entender porque assim é. Os idiomas, agora três, são o mandarim, o inglês e o castelhano. Os continentes tornaram-se muitos mais grandiosos em sua essência. E as verdades agora se apagam, pois a verdade aproximou-se um pouco mais, tornando-se lúcida a muitos, entretanto, poucos. Depois do meteoro, outras loucuras antes cabíveis ou até então nunca pensadas agora atormentam os que aqui estão. Sendo essas diferentes mais difíceis, pois não dizem mais respeito somente a nós.

No entanto, o prólogo deve falar dessa parte que durante o efeito do meteoro fez desse livro uma notícia do incabível a nós, meros antepassados. Vidas, muitas, que hoje não passam de sonhos da cabeça dos meninos que agora olham para a Terra do Nunca. Sonhos guiados por ninguém.

À ninguém.