Felling Dead

1 Capítulo único


Notas iniciais
Espero que gostem.


Annie estava mais uma vez perdida em seus devaneios, pensando em qual era o problema dessa humanidade problemática. Ela não tinha respostas, quando começa a criar uma solução plausivel para tudo, começa um novo nó, um novo problema sem solução, ela desiste, ela não entende os seres humanos e tem certeza deque não irá entende-los tão facilmente.

Ela tem seus próprios problemas, tem que lidar com a vida, e a única certeza que ela tem é a de estar cansada da vida.

–Amor o que você tem? — A namorada fiel de Annie pergunta, numa tarde qualquer de inverno. Annie não responde, sua namorada desconfia de seus atos a muito tempo, então decide tomar a frente. -Porque não conversa mais comigo? É pela morte da sua familia? Eu estou aqui! É pelo estupro? Eu vou te proteger, nada mais vai te acontecer!

–Eu não quero mais isso, eu te amo. Promete que nunca vai esquecer disso? -Annie estava aflita e a sua namorada ainda mais. Segurou a mão de sua namorada e levou a boca, depositando um beijo apaixonado.

–Annie... — Annie, pediu para que sua namorada se retirasse. Elas despediram-se e a namorada de Annie estava mais do que aflita, mas foi embora mesmo assim.

Annie então escreveu uma carta, sua ultima carta.

"Para qualquer um,

Vindo de uma boba, atrapalha que viveu o que precisava, essa carta será fácil para entender.

Eu não sinto mais alegria em viver, não sinto mais felicidade ao trabalhar, ao tirar minha amadas fotos, lembro-me detalhadamente de cada foto, cada estranha experiência, cada lugar que visitei, cada momento em que passei com a minha amada Liza, mas a troco de quê? Viver, qual é o sentido disso tudo?

"O fato é que não consigo enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não é justo para vocês e para mim. O pior crime que posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo que estou me divertindo 100 por cento." Como diz meu amado Kurt Cobain, me sinto assim, todos sabem, sou como um robô que não é controlado por ninguém.

"Devo ser um daqueles narcisistas que só dão valor às coisas depois que elas se vão. Eu sou sensível demais. Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que eu tinha quando criança.'' É... Momentos incríveis aqueles em que eu era feliz, passava tardes em um bosque qualquer com a minha amiga que veio a se tornar a mulher da minha vida, lembro-me de andar de bicicleta pelas ruas da cidade, lembro-me de cada machucado feito por quedas resultantes de meu absurdo desastre, lembro-me de coisas absurdas.

"Existe o bom em todos nós e acho que eu simplesmente amo as pessoas demais, tanto que chego a me sentir mal." Sim, eu quem o diga Kurt, amo a todos, amo demais, mas entender...? Nunca entendi a ninguém.

"Obrigado do fundo de meu nauseado estômago queimando por suas cartas e sua preocupação ao longo dos anos. Eu sou mesmo um bebê errático e triste! Não tenho mais paixão, então lembrem, é melhor queimar do que se apagar aos poucos." Faço das palavras dele as minhas.

Liza, eu sei que vai me perdoar e seguir em frente, com paz, carinho e nostalgia, sua Annie. "

Annie ainda estava aflita, suava frio. Caminhou até a gaveta de seu quarto, tirou de lá um maço de cigarros e um isqueiro. Tragou como se seus pulmões não existissem, aproveitou aquele momento, sentindo o caminho que a substancia tóxica do cigarro percorre. Sentindo que aquilo havia se tornado inútil, se apressou em pensar em algo que a aliviasse.

Annie caminhou de um lado para outro, e lembrou-se do "presente" que havia recebido para se proteger, uma pistola.

Foi até o armario e procurou por sua salvação. Admirou a sua fonte de liberdade, piscou uma vez ao destravar a arma, segurou-a contra sua cabeça, e ao ver a sombra de sua namorada se aproximando da porta e vendo-a pela janela, Annie sorriu puxando o gatilho, se livrando daquele peso inconiviente.