Felizes Para Sempre?
2 Como Vês
[Mas ele cantou cada vez mais alto dentro de casa, e, agora, eu não podia expulsá-lo,
Então, eu o prendi debaixo de uma caixa de papelão e fiquei sobre ela para fazê-lo parar.
Peguei o pássaro e no meio do barulho, eu disse: "Essa é a última canção que você irá cantar".
Segurei-o de cabeça pra baixo, quebrei seu pescoço. Ensinei-lhe uma lição que ele jamais esqueceria...]
– O que...? — perguntou a respeito do modo que Pedro o encarava.
– Hm? Eu acho que te conheço de algum lugar.
– Conhece? Não lembro de você. — disse Cadu. — Me conhece de onde?
– Não lembro... Já estudou no Di Cavalcanti?
– Não...
– Deve ter sido engano.
Bruno fitava os dois com certa desconfiava e desconforto, Catarina notou mas prefiriu não se envolver — por enquanto.
– Então, vamos? — interrogou Bruno.
– É, caras, vamos logo, quero ir pra casa! — pediu Catarina.
– Vamos. — disse Cadu, avançando para a saída da escola.
Em frente à casa abandonada, todos hesitavam em entrar. Catarina, que era a mais reclamona, foi a primeira a desanimar:
– Gente, isso ta com cheiro de bosta, deve ter um monte de maconheiro aí dentro.
– Essa é a graça! — afirmou Pedro animado para entrar, puxando-a.
Às vezes, Cadu achava o comportamento dele um pouco esquisito, mas passou a notá-lo cada vez mais, sabe-se lá o motivo. Todos entraram na casa, e diferente da maioria que entrou despreocupada ou levada pelo "calor" dos outros, Cadu revistou cômodo por cômodo.
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