[Mas ele cantou cada vez mais alto dentro de casa, e, agora, eu não podia expulsá-lo,

Então, eu o prendi debaixo de uma caixa de papelão e fiquei sobre ela para fazê-lo parar.

Peguei o pássaro e no meio do barulho, eu disse: "Essa é a última canção que você irá cantar".

Segurei-o de cabeça pra baixo, quebrei seu pescoço. Ensinei-lhe uma lição que ele jamais esqueceria...]

– O que...? — perguntou a respeito do modo que Pedro o encarava.

– Hm? Eu acho que te conheço de algum lugar.

– Conhece? Não lembro de você. — disse Cadu. — Me conhece de onde?

– Não lembro... Já estudou no Di Cavalcanti?

– Não...

– Deve ter sido engano.

Bruno fitava os dois com certa desconfiava e desconforto, Catarina notou mas prefiriu não se envolver — por enquanto.

– Então, vamos? — interrogou Bruno.

– É, caras, vamos logo, quero ir pra casa! — pediu Catarina.

– Vamos. — disse Cadu, avançando para a saída da escola.

Em frente à casa abandonada, todos hesitavam em entrar. Catarina, que era a mais reclamona, foi a primeira a desanimar:

– Gente, isso ta com cheiro de bosta, deve ter um monte de maconheiro aí dentro.

– Essa é a graça! — afirmou Pedro animado para entrar, puxando-a.

Às vezes, Cadu achava o comportamento dele um pouco esquisito, mas passou a notá-lo cada vez mais, sabe-se lá o motivo. Todos entraram na casa, e diferente da maioria que entrou despreocupada ou levada pelo "calor" dos outros, Cadu revistou cômodo por cômodo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.