Notas iniciais
Eu prometi que faria um one shot e wee, pela primeira vez consegui cumprir um prazo, oh, eu não tive tempo de corrigir e ficou bem maior que o esperado. Estou treinando a questão de descrição de beijos, não sabia o quanto de LuNa colocar e bom... Eu realmente espero que vocês gostem, eu me esforcei bastante escrevendo isso. Feliz aniversário, Luffy! õ/ ~~Não esqueçam de comentar *Piscada sugestiva* Ps: Isso se passa antes de Dressrosa, Luffy não sabe que um certo alguém está vivo...

Mais um dia se passava e a tripulação do chapéu de palha preparava-se para aportar em uma nova ilha à procura de aventuras, o que não era difícil uma vez que meter-se em confusões era a especialidade do capitão infantil.

Não importava quantas vezes a situação se repetira ao longo de sua viagem, o garoto de borracha mantinha sua constante animação a cada vez que a notícia de terra à vista fora dada.

Sorria demasiado enquanto o vento acariciava seu rosto risonho e, sem seu consentimento, bagunçava os fios negros de sem cabelo. Sentava-se na proa do navio, seu assento especial, como gostava de chamar, tentando conter a ansiedade. Luffy gostava dessa sensação.

—Oe, Luffy, eu e Chopper vamos brincar de esconde-esconde, quer jogar com a gente? — Gritou o Usopp ao lado da rena de nariz azul despertando a atenção do capitão que rapidamente correu na direção dos dois aceitando a diversão.

(...)

Na calada da noite, os membros da tripulação se reuniam no Bar Aquarium (*), a grande maioria bebendo e conversando animadamente os assuntos mais diversos que variavam desde os mais triviais sobre o que fariam na nova ilha até os mais sérios.

Mas havia um espaço vazio onde faltava uma certa arqueóloga de quem os outros não faziam ideia do paradeiro.

─Sanji, você tem uma tesoura? ─ Robin, a última integrante do grupo, adentrou a sala segurando com cuidado um embrulho colorido.

Haaaaaaaai (*) Robin-chwaaaaan! ─ O loiro correu para a cozinha trazendo consigo o objeto desejado por sua querida mellorine (*), mas não antes de flertar com a mesma dizendo-lhe como era linda e graciosa, como uma flor na primavera.

Ela apenas educadamente agradeceu ao cozinheiro enquanto deixava-se soltar um leve riso abafado por sua mão na frente de sua boca e então cortou a fita de tom avermelhado para completar o embrulho com um lindo laço.

─O que é isso Robin? ─ Indagou a rena curiosa sem se deixar perceber como parecia adorável em sua forma baixinha com a voz doce como uma criança inocente.

A arqueóloga voltou seu olhar para o garoto de cabelos negros que descansava sobre o sofá constatando se estava, de fato, dormindo.

─É um presente para o capitão. ─ Sorriu docemente para Chopper em resposta.

─E por que está dando algo para esse idiota, afinal? ─ Perguntou a ruiva enquanto levava mais um gole do sakê aos lábios.

─Amanhã é aniversário dele. ─ O mesmo sorriso brincava em seus lábios ao dizer-lhe. A morena manteve de fora como exatamente sabia dessa informação uma vez que nem mesmo o primeiro companheiro parecia ter conhecimento do fato, mas o fragmento de uma conversa com um certo revolucionário lhe veio à cabeça.

O silêncio se instalou no local e sumiu quase instantaneamente sendo preenchido por um sonoro “O QUÊ?” vindo dos piratas.

Todos direcionaram seu olhar para o garoto que dormia tranquilamente agarrando-se ao que sobrara da carne que comia antes de adormecer, ou seja, apenas o osso.

Sem dizer nada, o grupo apenas decidiu então que precisavam planejar algo para o homem que salvou suas vidas e os forçou a seguir seus sonhos que por muito tempo estavam enterrados em algum lugar fundo e escuro em seus corações, aquele que animava todos os seus dias e lhes concedera a vontade de viver.

(...)

Sanji havia acordado mais cedo para preparar um café da manhã especial e secretamente começar o bolo para a festa surpresa do capitão mais tarde.

Usopp e Franky concordaram em juntar seus habilidade para fazer um presente para Luffy assim como Zoro e Chopper saíram bem cedo naquela manhã para comprar-lhe algo, Robin também os acompanhara, mesmo já tendo o que dar ao garoto, talvez apenas quisesse se certificar que o espadachim não se perderia.

Brook compunha uma nova canção para lhe apresentar mais tarde.

(...)

Luffy era o último à acordar uma vez que era o único que mantinha em seu horário normal, não parecia expressão nenhuma diferença em relação ao seu dia especial, apenas a animação de sempre.

Deixou um de seus sorrisos brilhantes de orelha à orelha tomar conta de seu rosto infantil ao ver a mesa do café da manhã cheia com os mais variados alimentos. A comida sempre lhe fora atraente, principalmente a Sanji, mas hoje estava excedendo os limites.

Antes que pudesse perceber, já estava sentado devorando tudo o que podia antes que Sanji viesse lhe chutar, xingar e gritar dizendo-lhe para esperar as duas beldades do bando, mas isso não aconteceu.

─Bom dia, Luffy. ─ Simplesmente disse o loiro colocando mais panquecas sobre a mesa.

O resto da tripulação fora chegando em seguida, talvez se o garoto de borracha fosse mais inteligente teria notado como todos pareciam estranhamente gentis consigo naquele dia, mas com tantos alimentos sobre a superfície de madeira, ele certamente não conseguiria manter-se focado em nada.

(...)

Luffy pulava animadamente por finalmente poder descer na nova ilha, estava na hora de decidir quem iria descer, mas a verdade, que apenas o capitão não sabia era que seus tripulantes já haviam combinado tudo.

Foi quando teve uma navegadora agarrando-se ao seu braço de borracha.

─Luffy vai comigo para carregar as compras.

─O que? Eu não concordei com isso. ─ Ele disse não querendo perder sua tarde com algo chato como servir de burro de carga para Nami, mas recebeu uma liga de fora por parte dela como se dissesse “Você vai do mesmo jeito”.

(...)

Sanji ficara para decorar o grande bolo que havia feito e preparar todos pratos para a festa, assim como Franky, Usopp, Chopper e Brook estavam encarregados de enfeitar o local com balões e cartazes.

Zoro e Robin foram comprar mais coisas para a decoração uma vez que não sobrara muito desde a última festa.

Nami até passara em algumas lojas no caminho, mas seu plano era levar Luffy em algum lugar divertido na intensão de lhe dar uma tarde agradável. Ela lhe deixara escolher um lugar para comerem quando ele sentiu fome e isso é, pouco minutos depois de saírem, e até o acompanhou nas lojas estranhas que ele queria entrar.

Sugoooi! (*) Uma boneco com cabeça de tubarão! ─ Ela riu vendo como mesmo um ano mais velho, ele continuava uma criança, seu gosto era bastante peculiar, o que era de se esperar do garoto que escolheu um cyborg, uma rena falante e um esqueleto pervertido para fazer parte de sua tripulação.

Seu olhar se virou para o pote com insetos perto da porta onde a navegadora avistou um espadachim de cabelos verdes passando com decorações.

─L-Luffy! ─ Ela imediatamente agarrou-se ao seu braço o que chamou a atenção do capitão.

Nami pode deixar de corar levemente como aquele olhos negros de coruja a fitavam.

─E-eu vi uma coisa interessante ali. ─ Disse puxando-o consigo para uma prateleira com relógios cucus. Luffy parecia encantado como os passarinhos saiam do relógio exibindo seu som incomum e então voltavam para esperar a próxima chance de sair.

Ele parecia fofo esperando animadamente para vê-los novamente, o suficiente para fazer Nami esquecer-se de soltar seu braço.

─Você parece um jovem com bons olhos. ─ Ouviu a voz de um senhor saindo do balcão da loja. ─ Acho que tenho algo que possa te interessar. ─ Ele estendeu a mão deixando a amostra uma pequena caixa aberta com grandes brincos encrustados de diamante. ─ Sua namorada gostaria.

Nami corou mais ainda ao perceber o velho olhando para ela.

─Nami não é minha namorada. ─ Respondeu o garoto simplesmente.

─Oh, certo, certo. ─ O homem de idade riu. ─ Que tal um chapéu então? Esse que está na sua cabeça parece bem desgastado. ─ Aproximou-se para pegá-lo, mas fora impedido pelo garoto por baixo do chapéu.

─Não toque no meu tesouro. ─ A aparência infantil e inocente de Luffy desaparecera nesse instante assim como sua voz engrossara.

O balconista tremeu em quão assustador o menino doce parecia agora, mas engolindo em seco lembrou-se que precisa continuar seu trabalho.

─Esse é bastante elegante. ─ Mostrou-lhe um modelo coco.

O capitão voltara ao seu aspecto doce e infantilmente recusou-se, mas antes que pudesse novamente defender seu tesouro dizendo que não o trocaria, o homem continuou.

─E esse sombreiro? ─ Perguntou apenas para ser novamente respondido com um movimento da cabeça em negação. ─ E esse? ─ Mostrou-lhe outro modelo, mas Luffy não estava mais prestando atenção.

Seus olhos negros se encontravam mirando outra coisa, um chapéu ao fundo da loja.

─E aquele? ─ Indagou ignorando a última pergunta do velho.

Esse veio ao seu encontro com um chapéu de tom alaranjado com contas vermelhas acima da aba e duas azuis em especial, uma feliz e outra triste.

Ele estendeu a mão com cuidado como se fosse se despedaçar ao seu toque, seus dedos deslizaram pela borda como se quisesse ter certeza de que era real e então murmurou palavras inaudíveis para os outros dois.

─Luffy, esse não é... ─ Nami começou, mas fora interrompida pelo amigo.

─Onde conseguiu isso? ─ Sua voz engrossara novamente.

─Um viajante veio aqui uma vez querendo um produto, como não tinha dinheiro, me ofereceu em troca, não é o de Portgas D. Ace, se é o que está pensando, é uma réplica.

O garoto meio que desconfiava uma vez que estava em estado muito bom para ser o de seu irmão, mas mesmo assim...

─Vou levar isso por 100 berries. ─ A navegadora se fez presente ganhando um olhar do capitão.

─O quê? Isso é muito pouco! ─ Reclamou o velho.

─Está bem, 300 e eu levo a joia que você mostrou antes como brinde. ─ Retrucou, oh, ela não deixaria aqueles brincos para trás assim.

─Eu não concordei com isso!

Mas não há quem vencesse aquela mercenária quando se trata de pechincha, afinal, essa era Nami e esse, seu jogo. No final conseguiu ambas as coisas por um preço bastante abaixo do verdadeiro.

(...)

Estavam na rua, andando calmamente mesmo que Luffy se recusasse a soltar o presente, ela deixava um sorriso brincar em seus lábios ao ver como o capitão parecia ter gostado da lembrança.

Foi quando a ex-ladra fitou um narigudo passado com balões, ele nem mesmo deveria estar ali, como explicaria aquilo para Luffy?

Ela rapidamente fez a primeira coisa que lhe veio à cabeça que foi abraçar o capitão.

─Aah, o que foi Nami?

─N-nada, e-eu só... ─ Estava novamente corando. Por quê? ─ Queria te abraçar.

Ele, em toda sua inocência, acreditou na navegadora, então envolveu o braços envolta dela tornando o tom de seu rosto mais avermelhado.

─Nami, aquele não é o Usop--!

─Não!

─É sim! Ele está carregando balões, OOOOE USOP-- ─ Dessa vez fora interrompido por algo diferente, eram os lábios da navegadora.

O queixo do mentiroso de cabelos encaracolados do outro lado da rua parecera cair até o chão com a cena que nunca nem passara por sua cabeça que um dia veria.

A navegadora ainda estava envolta pelos braços do companheiro e suas mãos permaneciam em seu rosto desde que o puxara para si, o “chapéu de Ace” quase caíra de suas mãos com o choque, mas o segurar mais firma contra as costas da navegadora quando percebera.

Nosso começo, Luffy mantinha-se paralisado e com os olhos arregalados, mas logo os fechara por instinto, seus braços se moviam sem seu consentimento trazendo a ruiva para mais perto e Nami tentava ignorar como isso parecia bom.

“Estou apenas o distraindo, apenas distraindo” repetia em sua mente uma vez que tinha consciência de que eram apenas os instintos do garoto falando.

Sua resistência era rompida pouco a pouco como sua língua não parecia obedecê-la mais, teria que admitir que carne nunca tivera um gosto tão bom como agora, bom o suficiente para tirá-la de si até ser gentilmente afastada pelo garoto de chapéu de palha que começava a sentir falta do ar.

Oxigênio não parecia fazer tanta falta para a ruiva como fazia para o capitão, ela simplesmente o observava. Tinha os olhos fechados enquanto seu peito arfava com irregularmente, talvez ele apenas não tivesse acostumado.

Nami já havia feito isso antes, algumas vezes quando era mais nova e sua resistência para o álcool não era tão grande ou até para seduzir alguns piratas idiotas na tentativa de roubar seus tesouros, mas era a primeira vez que realmente gostara de fazê-lo.

Estava corada, muito mais do que se lembrara de estar algum dia, eles ainda estavam próximos, ela tentava conter sua vontade de colocar seus lábios nos seus novamente, mas ela não podia fazer isso, afinal, esse era apenas seu capitão idiota... Não é?

Lambera os beiços aproveitando o último fragmento do gosto maravilhoso de carne.

─Nami, ─ Quase pulou com a voz de Luffy. ─ o que foi isso? ─ Oh, ainda era tão inocente. Ela gostava disso nele.

Talvez ele não tivesse consciência disso, mas suas bochechas haviam atingido um leve tom de rosa enquanto as dela já estava completamente ruborizadas.

Nami sorriu docemente ignorando a pergunta do companheiro não querendo responde-la, apenas deixou-se soltar um “Apenas não conte aos outros, ok?”.

Por um segundo Luffy achou que teria sua dívida a aumentar novamente, mas isso não acontecera.

(...)

Ainda faltava pouco tempo para a hora combinada com o resto da tripulação, a ruiva estava arrastando o moreno consigo atrás de algo que tinha visto mais cedo.

─Luffy, vista isso. ─ Entregou-lhe uma peça de roupa fazendo-o estranhar um pouco, mas não o suficiente para discutir, então apenas andou até o provador.

A navegadora pegou um vestido que parecia combinar perfeitamente com o terno que escolhera para ele e se dirigira ao provador também.

Normalmente os homens são mais rápido que mulheres nessas coisas, mas esse homem era Luffy e havia uma gravata envolvida, oh, claro que não poderia dar certo.

A pirata gananciosa estava à espera do companheiro a algum tempo de modo que começa a se preocupar, mas quando ouvir os gemidos vindos do provador já soube do que se tratava.

─Luffy, precisa de ajuda?

Ele pulou para fora sem nem ao menos mexer na cortina fechada, estava com a gravata amarrada em sua cabeça como ele se debatia sem conseguir tirá-la.

Nami não pode deixar de rir.

─Aqui, deixe eu te ajudar. ─ Ela cuidadosamente soltou o nós e passou por seu pescoço e a ajeitou, também fez questão de abotoar os últimos botões para que o garoto ficasse mais apresentável.

Se afastou olhando como não poderia ter escolhido roupa melhor, consistia em uma camisa de um tom vermelho queimado indo para o vinho de mangas compridas e botões, uma gravata preta como a as calças, mas infelizmente não conseguiu convencê-lo a tirar os chinelos. (São as roupas do Luffy em Strong world)

Haviam também o paletó e sobretudo, obviamente ambos da mesma cor das calças embora o segundo tivesse seus detalhes amarelados.

Luffy ficava realmente bem assim, talvez bem demais de modo que parecia estar atraindo a atenção de algumas garotas que se encontravam na loja. A ruiva não pode deixar de se sentir num tanto possessiva em relação a ele.

“Oras, mas o que é isso Nami, Luffy não é seu, ele é apenas seu capitão.”

Mas mesmo que se sentisse dessa forma, não pode deixar de rir quando uma garota jovem de cabelos castanhos paquerara o garoto dando-lhe um leve aceno e ele respondeu-lhe mexendo ambos os braços para o ar como um completo idiota e então virou-se para a navegadora e disse:

─Hey, Nami, você a conhece? ─ Infantil, inocente e idiota, seriam suas primeiras palavras para descrevê-lo se não conhecesse seu lado sonhador e faria qualquer coisa pelos companheiros.

─Não. ─ Achou melhor não dizer-lhe as intenções da garota.

─Yosh, então é uma mulher misteriosa. ─ Ele bateu uma mão na outra como se entendesse algo, o que não era o caso.

(...)

O sol estava se pondo de modo que o céu atingia uma coloração alaranjada e as nuvens eram rosas. Os últimos raios solares batiam contra os telhados das casas e as ruas pareciam mais cheias.

Estava na hora de voltar, o dia tinha sido bastante divertido para ambos, certamente não esqueceriam tão cedo.

─Namiiii ─ Luffy distorcia o nome da navegadora com sua voz infantil. ─ Por que tenho que usar essas roupas mesmo?

─Você vai ver. ─ Ela parou na frente do navio que parecia estranhamente silencioso. ─ Luffy, quero que coloque essa venda.

Ele pareceu desconfiado com as atitudes da garota.

─Por quê?

─Você não confia em mim, Luffy? ─ Ela fingiu inocência.

─S-sim.

─Então coloque. ─ Nami aproximou-se colocando-lhe a venda nos olhos para então pegar sua mão tentando não pensar como a mesma parecia quente. ─ Me siga.

(...)

Dentro do Sunny, Luffy pisava cuidadosamente atrás da ruiva que o puxada pela mão enquanto agarrava ainda mais forte o “chapéu de Ace”.

─SURPRESA! ─ O grito de todos os seus companheiros ecoou pelo navio antes silencioso fazendo com que o moreno quase caiu no chão com o susto.

Livrou-se da venda em um segundo de modo que fora possível ver o navio inteiro decorado com balões, cartazes e todos os tipos de enfeites, seus olhos estava focados nos pratos encima da mesa, doces e salgados, mas principalmente no enorme bolo preparado por Sanji.

Todos pareciam bem arrumados e felizes (Todos com as roupas de Strong World) oferecendo-lhe presentes e o que só fez o podre garoto mais confuso ainda, por que estiveram sendo tão gentis com ele o dia todo?

─O que é isso? ─ Indagou inocente.

─É uma festa, feliz aniversário, Luffy. ─ Respondeu Nami entregando-lhe o chapéu alaranjado que deixara cair.

O rosto do garoto se tornara ainda mais confuso.

─Aniversário? ─ Virou sua cabeça apoiando-a no ombro.

─Aniversário é o dia em que se comemora mais um ano desde que você nasceu. ─ Explicou Robin simplesmente. ─ Hoje é o seu.

De repente algumas imagens vieram a mente do capitão.

─Aaah, como quando eu, Ace e Sabo erámos crianças?

Ninguém parecia saber quem era esse tal de Sabo que Luffy mencionara antes, salvo por Robin que simplesmente balançou a cabeça em afirmação e ofereceu-lhe um sorriso.

─Sabo-san me disse que era seu aniversário. ─ Agora nem mesmo o mugiwara (*) estava entendendo mais nada.

─Eh? Sabo?

─Fufufu. ─ Sua pergunta apenas fora ignorada pela mulher mais velha que riu levemente. Talvez tivesse dito mais do que devia.

Depois disso, essa conversa simplesmente caiu no esquecimento uma vez que Luffy se via repleto de presentes, comida e carinho de seus companheiros que lhe agradeciam do fundo de seus corações por tudo que aquele homem já havia feito por eles, o garoto de borracha era o herói de todos ali, embora nunca aceitaria ser chamado assim, diria que só fez o que achou que deveria fazer, afinal, heróis dividem a carne e ele queria toda a carne para si.

Comida, bebida, conversas altas e danças esquisitas que consistiam em colocar hashis (*) no nariz eram o que não faltava naquele navio feliz, certamente o espirito de Sunny agradecia por transportar uma tripulação tão unida e alegre.

(...)

Agora todos haviam desmaiado de cansaço depois de horas de divertimento intenso e risadas, a grande maioria estava apenas bêbado, estavam deitados de qualquer jeito pelo convés, haviam garrafas por todos os lados assim como vestígios da grande festa que rolara mais cedo.

Alguém ainda estava acordado, esse era Luffy, não havia comemorado seu aniversário desde que Ace partira de sua vila e essa grande festa parecera lhe trazer nostalgia em relação as suas memórias de seus irmãos falecidos.

Estava na proa do navio, seu lugar especial, fitando o céu enquanto trazia o “chapéu de Ace” mais próximo, não era o real, ele sabia, gostaria que fosse, mas esse estava descansando acima do túmulo de seu irmão, porém ainda assim era um jeito de lembrar do sardento.

Infelizmente não tinha nada de Sabo...

Vislumbrou duas estrelas brilhantes lado a lado, deixou um sorriso brilhar em seus lábios pensando em seus irmãos como se pôs a conversar com elas o que atraiu a atenção de uma certa navegadora que estava andando para seu quarto.

─O que está fazendo, Luffy? ─ Apoiou-se nas grades do navio.

─Hm... Eu e Ace costumávamos ver as estrelas em nossos aniversários. ─ Ele fez uma pausa. ─ Sinto falta dele e de Sabo, mas estou feliz por ter todos vocês...

Nami sorriu docemente para isso, era tão fofo.

─Você se divertiu hoje? ─ Ele desceu da figura de proa para responder-lhe dando continuidade à conversa.

─Mas é claro. ─ Os olhos dele brilhavam, mas os desviou dos dela por um segundo ao pensar no dia que tivera, por um momento, Nami pensou que o vira corar levemente. ─ Hm... Nami... Podemos fazer aquilo de novo? ─ Ele não sabia o nome, mas seu nervosismo era evidente.

Ela riu.

─Mas é claro, capitão. ─ E aproximou-se colando seu lábios nos dele entrelaçando seus braços no pescoço do companheiro enquanto o mesmo se colocava na mesma posição de mais cedo.

Ele podia ser um idiota, mas ela amava esse idiota, afinal, como não amar a pessoa que sempre risonha que lhe concedera a chance de seguir seu sonho? Aquele que confiou nela mesmo que ela tivesse o traído, aquele que salvou sua vila mesmo sem a conhecer direito e o que pediu em troca? Nada.

Aqueles sorrisos brilhantes alegravam seu dia, amava o seu jeito simples de ver o mundo e como ele nunca hesitava em ajudar os companheiros, a coragem que ela nunca tivera para fazer as coisas e a como ele transbordava determinação.

Esse era seu capitão e ela não podia deixar de admirá-lo.

Seus devaneios não eram o suficiente para tirar a atenção de quão doce ele era até mesmo em relação ao beijo, o chapéu de palha realmente aprendia rápido.

Talvez sua mente inocente não o deixava perceber como ele também gostava da navegadora, mas ele sentia de qualquer forma, mesmo que considerasse como dor de barriga antes disso.

A resposta para a pergunta da ruiva? É, ele definitivamente se divertiu hoje.

Notas finais
E ai? O que acharam? Bom? Ruim? Uma bosta? O que eu posso melhorar? O que acharam da cena do beijo? Por favor, me digam suas opiniões õ/ Ps: Se vocês acompanham Ocean Wide, não se preocupem, eu não abandonei, vou postar dentro de um mês, eu juro. *Bar Aquarium: http://www.onepiece.it/files/gallerie/utenti/usr-1/Thousand%20Sunny%20Acquario.jpg < É o aquário do Sunny, para quem não sabe. Informação tirada do mangá 46. *Hai: Sim, eu apenas achei que colocando Hai ficaria mais fácil de imaginar a voz do Sanji e afins. *Mellorine: Pelo que entendi, é um doce italiano, é como se ele dissesse que ela é doce (Oh, vou interpretar dessa forma porque o Sanji é um cavalheiro) *Sugoi: Legal!, Wow *Mugiwara: Chapéu de palha é o Luffy. *Hashi: aqueles famosos palitinhos usados para comer comida japonesa/chinesa.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!