Feliz Dia dos Pais Frank!
1 Tudo Sempre Pode Dar Errado...
Notas iniciais
O dia amanheceu levemente nublado e abafado*. Alice tinha tudo acertado para surpreender Frank. Ela passara a semana trabalhando na surpresa do primeiro dia dos pais do marido. O pequeno Neville estava próximo do seu décimo mês de vida e crescia forte e saudável.
A moça acordou cedo, no domingo, deixando pai e filho dormindo enquanto arrumava o café da manhã meticulosamente planejado para que nada desse errado: o chá havia sido preparado, biscoitos assados e os pães comprados, tudo ao gosto simples e agradável de Frank. A única coisa que faltava era por a mesa e suspender a faixa de felicitações e tudo estaria perfeito.
Porém, quando se tem um bebê, nada na vida pode ser tão planejado, afinal de contas. Neville acordou mais cedo que o esperado, aos berros. Alice correu escada acima, lançou um rápido feitiço de imperturbabilidade na porta de seu quarto para não acordar o marido e entrou no quarto do bebê, que se encontrava em pé, apoiado pelas grade do berço, chorando copiosamente. A jovem mãe o pegou nos braços e foi conversando com o garotinho:
— O que foi, bebê? — Ela perguntou em tom sereno — O que aconteceu com você?
Mas o garoto não precisou dar resposta alguma, ele estava queimando em febre e fazia movimentos de morder com a boquinha. Eram os dentinhos novamente.
Seguindo as instruções do Curandeiro que acompanhava o desenvolvimento de Neville, fez todo o possível, a febre cedeu com o banho, mas o menininho não parava de chorar. Ele sentia dor. Sentada à mesa da cozinha, ela recorria ao pózinho efeito anestésico, para cessar a aflição do bebê:
— Não é justo um carinha tão pequeno quanto você, saber nessa idade o que significa dor. — Ela dizia, enquanto lutava para passar o pó de Pimpinella Anisum nas gengivas do garoto. — Eu sentiria todas as dores do mundo por você, se pudesse, meu amor...
Neville foi se acalmando enquanto mordia o pocotó de borracha dado a ele pela Vovó Augusta. Quando ergueu os olhos, Frank ainda de pijamas, olhava para mãe e filho e sorria. Sobressaltada, Alice se colocou em pé, olhando para a surpresa meio organizada e voltando os olhos a ele num pedido mudo de desculpas. Frank passou pela esposa e abriu a faixa para ler "PARABÉNS PELO SEU PRIMEIRO DIA DOS PAIS, PAPAI FRANK". Olhou de volta para ela, com os olhos marejados:
— Você fez tudo isso sozinha, Alie?
— Bom, eu tentei... Mas o Neville acabou acordando mais cedo com os dentinhos despontando e...
— É tudo perfeito! — Ele beijou a moça no rosto e estendeu os braços para seu filho, que quase pulou para o papai — Obrigada, meu amor!
Com Neville no colo, ele próprio agitou a varinha, colocando a mesa e pendurando a faixa. Curiosa, Alice perguntou:
— Eu deixei o quarto imperturbável. Como você acordou antes? — Ele deu a ela aquele meio sorriso que derretia seu coração:
— Passei a mão pela cama e senti sua falta. Levantei e fui ao quarto do bebê, que estava vazio. Então desci e encontrei vocês!
Com tudo organizado, os Longbottom finalmente conseguiram comemorar a data juntos:
— Feliz Dia dos Pais, Frank!
— Obrigado, meus amores. Amo vocês!
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