Felicidade Envolve Loucura
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Ágata 30
Quando caí no quarto Ogawa não parava de gargalhar. Pô cara que mico, na frente do namorado?
Levanto-me rapidamente.
– O que foi? – Falo, mas ele se segura pra não rir.
– Olha, você sabe ser desastrada hein?
Olho para as camas. Ogawa está na dele... É, acho que vou dormir na cama do Caio, mas e se ele reclamar tipo: ”minha cama tá bagunçada, a culpa é sua”? Sério como a Luce consegue falar com ele sem surtar? Mas, ele não está aqui e vou dormir na sua cama.
De repente, Ogawa me encara. Chega mais perto de mansinho e sussurra em minha orelha:
– Você vai dormir na minha cama.
Arrepio-me toda, daí minha voz sai mais fina que o normal.
– O QUÊ??? Deixa de ser safado homem! Não posso dormir contigo só porque agora somos namorados e... — ele me cala com um selinho.
– Não é nada disso, doidinha histérica... Eu só não quero que durma na cama de outro homem.
Huuuum ciumento! Que bonitinho! Sorrindo com essa ideia, eu aceito seu pedido.
Deito-me, ele apaga a luz, mas a temperatura muda que a gente só percebe quando tá sentindo.
– Hum... Ogawa? – o chamo.
– O que?
– Não tem cobertores aqui?
– Não, está calor, e também uma faxineira teve que pegar os cobertores pra lavar. – sua voz saia com preguiça.
– Mas não tem outros?
– Ágata, o lugar está cheio e acabam os cobertores. Agora dorme.
Começo a dar uma cochilar, mas começa a ficar frio. Encolho-me, não pediria pra ele vir me esquentar – apesar de ser uma tentação. Mas no que estou pensando?
Começa a ficar mais frio, mas que saco! Encolho-me mais e mais, até que sinto que começa a esquentar... Depois, sinto mãos que sobem pela minha cintura e param ali. Eu começo a gostar do calor provocado por aquelas mãos, apesar de achar estranho, daí...
Viro para o lado e dou de cara com Ogawa, que estava sonolento.
– Eu disse que poderia esfriar.
– Cala a boca, e o que tá fazendo?
– Eu to com frio e você tá quentinha, me deixa aqui...
– M-m-mas – gaguejo percebo que ele sorri.
– Não vou fazer nada que você não queira, só quero me esquentar.
– Então tá.
O abraço, e sinto seu queixo tocar na minha cabeça, assim consigo dormir e fico quentinha.
**************************
Quando acordamos fomos para a cantina, eu estava com muita fome. Sentamos perto, mas nem tanto. E então vejo uma coisa inédita: Luce. Caio. Andando um ao lado do outro. Pera minha ficha ainda não caiu... AGORA SIM!
Levanto-me apressada e Ogawa não entende nada, mas nem ligo vou à direção do Caio e Luce como um raio. A puxo para longe e Caio fica sem entender.
Quando a puxo para longe ela me encara.
– Ágata o que foi? – eu a encaro de um jeito suspeito, e esta se avermelha.
– Você e o Caio né?
– A gente tá namorando – ela falou a ultima palavra muito baixo, não entendi nada.
– Hum?
– Namo...
– Hã!? – a interrompi e foi engraçado.
– ESTAMOS NAMORANDO TÁ SURDA!!?
– Ui revoltada, mais isso é tão fofo! – ela se avermelha novamente.
– Mas, e você e o Ogawa? – ela fazia uma voz safadinha.
– É nós também estamos namorando, satisfeita?
– Claro pô! Tava mais do que na hora daquele tapado e você começarem a namorar!
– Tá não precisa falar assim.
Ela ri e voltamos para o refeitório juntas, e Caio fica sem entender nada.
– AH, Caio agora se vira para atura-la – falo para ele, que ri e Luce fica com raiva.
– Você é irmã dela, a atura desde que nasceu. – ele diz, não me seguro e começo a rir.
– Tá já chega de falar de mim! – ela diz nervosa e ficou do ladinho do Caio e pude ouvir o que ela dizia – Caio tá sabendo da Ágata e o...
– Quieta, se contar... – mas, acho que ele já desconfia.
– Então era você que estava no quarto? -ele pergunta – Dormiram bem? – ele dava um sorriso estranho.
– NÃO PENSA ASSIM!!- todas as pessoas que estavam no refeitório me olharam. – Ah, quer dizer, não aconteceu isso – falo mais baixo e as pessoas param de me olhar. Ufa!
Vi Sawa andando normalmente, e depois Ran. A SAFADINHA! Fui até ela a perguntei na sua orelha.
– Então Sawa como foi sua noite no mesmo quarto que o Ran? – ela se avermelha.
– Não é nada disso apenas...
– Apenas?
– Conversamos!
A levei/arrastei para um banco. E fiz uma cara de: me conta ou você nem vai sentir as pernas pra sair do lugar. Ela suspira.
Sawa
Flash Black on
Eu estava no meu quarto escrevendo (enquanto Ágata deve estar com o Ogawa). Então alguém bate na porta.
– Tá aberta! – a pessoa entra e... – Ran? O-o-oque faz aqui? – por que gaguejei?
– Ah, é que um tal de Shou, me pediu para passar a noite aqui. Sinto muito, mas vai ter que me aturar, pois só tem aqui para eu dormir.
– N-n-não, pode dormir na cama da Ágata, não tem problema. – ele sorriu quando gaguejei, mas que... Ele se senta na cama dela e me olha.
– O que está fazendo?
– Hm? Gosto de escrever, quero ser uma escritora.
– Legal, escreveu o que até agora?
– Por enquanto apenas estou anotando as coisas, para colocar na minha história.
– Espero que consiga o que quer.
– O-obrigada.
– Ah... E quem sabe eu apareça na sua história? – diz ele, fitando o vazio.
Sorrio nervosamente e ajeito algumas mechas de meu cabelo atrás da orelha.
– É, quem sabe?
– Provavelmente eu seria o idiota da sua história...
– Você não é idiota... Você é inteligente, um bom amigo e sábio conselheiro, além de muito boni... – mas de repente me calo. Fico muito vermelha e desesperada... O QUE EU ESTAVA DIZENDO? Ou melhor... O que eu iria dizer???
Ele sorri, corado.
– Apesar de não concordar com você em tudo o que disse sobre mim, eu fico agradecido pelos elogios. Mas você também não fica para trás... Você é reservada, mas é muito legal. Eu sei que você esconde coisas... Que não diz nem á Ágata. – E quando eu faço uma carinha de “Como você sabe disso??”, ele responde: — Eu vejo em seus olhos. Saiba que... Quando estiver pronta, pode contar comigo. E com a Ágata.
– A Ágata é muito enxerida. – Sem pensar, isto e o que sai de meus lábios.
– Sei que pensa assim, mas ela não faz por mal. Ela se preocupa com os outros, mais do que consigo mesma. E sei que você também acha isso.
Conversamos mais e mais, tanto que nem lembro-me de ter ido dormir.
Flash Black off
– Então depois começamos a falar de coisas que nem me lembro mais, até nós dormirmos. – ela me fala.
– TUDO BEM! Mas fala sério ele é bem legal, por que não fala que gosta dele?
– Porque não!
– Olha eu e o Ogawa começamos a namorar.
– Bom pra vocês.
– É, mas eu disse que gostava dele.
– É, mas pra mim não é nada fácil.
– E acha que pra mim foi? Tudo bem. Vou te deixar em paz.
E assim fiz, não falei com ela a menos que ela queira, mas eu claro que faria ela falar com ele novamente, eles são tão fofos juntos! Não resisto sou assim mesmo.
Dei meia volta e acomodei-me mais uma vez ao lado de Ogawa, e comecei a beber um suco. Até ouvir algo tipo assim, muito sinistro.
– Ogawa, estamos organizando uma festa só com os solteiros, e você tem que ir. – Disse Denis.
Eu encaro suas costas – porque ele não está virado para mim – e penso “Diga NÃO!!!”. Mas ao invés disso, ele apenas diz:
– Tanto faz... Por mim não faz diferença.
Cuspo o suco da caixinha todo na pessoa que estava sentada em minha frente, e então ele percebe que eu estava ao seu lado. Fecho meus olhos com força e mordo meu lábio – para não chorar/gritar/esmurrar esse babaca situado do meu lado!
– Desculpa... Eu não estou me sentindo muito bem. Eu vou indo...
– Ágata... – Sussurra Ogawa, e quando ele pega em meu cotovelo, livro-me de suas mãos bruscamente.
Por um momento eu pensei... Ele me parecia tão... Artgh!! E daí que estamos namorando escondido? Ele não poderia dizer que não tava se sentindo bem??
Ogawa... Seu idiota! Idiota, idiota, IDIOTA!!!
Tropeço em meu próprio pé – novidade – e quase aio junto com outra pessoa.
– Me desculpa...
– Tudo bem... Ágata?
Essa voz... Me parece familiar. Olho para cima e quem eu vejo? Um garoto alto, cabelos castanhos bagunçados, a pele bronzeada, olhos castanho-claros. Ele era musculoso sem ser exagerado. Era lindo.
– Ágata...? Por que está chorando?
– Gu... Gustav...?
Fale com o autor