Notas iniciais
Oi! Demorei? Espero que ainda estejam aí meus leitores lindos! Ah, comentem por favor, eu amo comentários *o* Espero que amem, leiam com carinho

Ágata

Quando eu bati a porta no rostinho lindo do idiota do Ogawa, eu logicamente fiquei devendo uma explicação à Sawa, então eu contei tudo, assim, de uma vez.

– Ah, mas que idiota! Ele é cego ou o quê? – Perguntava ela, andando de um lado ao outro no quarto, como se assim fosse conseguir a resposta. – Ele não percebe que você fica parecendo uma besta perto dele? Que você quase baba olhando-o? Que você...

– Tudo bem, tudo bem, eu já entendi! Ei, quem disse que eu babo? Ah, deixa pra lá...

Ela senta-se na cama e me olha.

– Ele gosta de você.

– O quê?

– Gosta sim, e isso é inevitável. Ele não consegue conter os ciúmes, e por isso imagina coisa aonde não existe. Você deveria se declarar.

Eu a encaro com uma expressão de “Não brinca?! O que eu estava fazendo mesmo antes de você abrir a porta??!!”

– Ops... Aquilo foi por acaso, Ágata, você sabe...

– Certo. Mas... Não, eu não vou me declarar agora, não antes de ouvir dele mesmo, que ele gosta de mim. – Dei um sorriso sapeca.

– Não está pensando em fazer ciúmes pra ele, está? Porque se for, essa é a coisa mais ridícula e ultrapassada que você já fez. Está desesperada tanto, pra chegar a esse ponto?

Eu arrumo minha cama enquanto falo, evitando olhar dentro de seus olhos.

– Não é desespero. Eu só quero testar algo... E além do mais, se não der certo, bola pra frente, né?

Ela balança positivamente a cabeça, concordando com o que eu falei agora. Minutos depois, estamos nós duas, prontinhas para dormir. Eu, vestindo meu pijama sexy: um shortinho preto com caveiras brancas, e uma blusinha de alça da mesma estampa. Sawa, usando uma camisola de gatinho – o que me fez lembrar de quando entrei no quarto de Ogawa e Caio. Ela era linda, e quando penteava os cabelos, se permitiu um leve sorriso ao se lembrar de algo.

– Sawa... Você gosta de alguém?

A propósito, ela embaraçou o cabelo, mas como ele é liso, novamente ela o penteia, e então me responde.

– Deveria?

– Que tipo de resposta é essa? Acho que não é justo eu falar de mim, enquanto que você tá aí, sorrindo só de pensar nele.

– N-ne-nele q-q-quEM? – É, eu também não entendi o que ela falou, mas depois, ela não disse mais nada, e então eu tinha que dizer o que estava acontecendo. Eu me sentei na cama para encará-la.

– Sawa, eu sei que você ainda deve hesitar quanto a confiar em mim, mas, poxa, eu confio muito em você. E entendo que por ter passado tanto tempo só, você tenha se acostumado a não desabafar de vez em quando com alguém. Mas a solidão tem um enorme efeito colateral, e talvez seja isso o que você está enfrentando agora. Tudo bem, eu espero até que você esteja pronta para dizer o que quer que seja, ok?

Estou prestes a me deitar novamente quando ela diz:

– É o Ran.

Meu coração fica a mil, eu tô muito feliz! Mas... Ela está muito séria. Eu espero por mais, e ela percebe, pois logo suspira e começa a confessar.

– Eu não sei se sinto por ele o mesmo que você sente pelo Ogawa, mas... É algo bem especial, eu sei disso. Uma vez nos sentamos no jardim da escola e conversamos... Claro que eu não queria conversa, mas depois eu logo entrei no clima. Falávamos de tudo e ao mesmo tempo nada, apenas palavras entusiasmadas e histórias engraçadas...

– E...?

– E... O que eu estou pensando? Ele nunca vai querer algo comigo...

Ela é interrompida por batidas na porta. Eu me levanto e quando abro a porta...

– Denis? O que você quer aqui?

Primeiro: ele me avalia de cima a baixo. Segundo: fica vermelhinho. E terceiro: noto Ogawa ao seu lado, repetindo o mesmo procedimento que o abestado da minha frente.

– DENIS!!

– Ah, sim, tá, hmm, é, eu...

– Desembucha, seu...

– O diretor ligou aqui para o hotel, e pediu que avisassem a todos que, se os pais autorizassem, passaríamos as férias aqui...

Não pude conter um risinho, um pulo e depois um abraço. Sei, entusiasmo de mais, mas Denis estava gostando, daí eu o empurrei.

– Bem, obrigado por avisar.

O idiota loiro saiu na frente, feliz por ter ganhado um abraço meu, mas o Ogawa... Ele ficou lá, paradinho, ainda me olhando.

– Sawa, me dê um minutinho, eu já volto. – Dei dois passos e fechei a porta atrás de mim. – O que você quer?

Ele ficou surpreso com minha frieza, mas eu precisava ser firme.

– Achei que nossa conversa deveria ter uma continuidade.

– Continuidade? Eu quero por um ponto final nisso de uma vez! Ogawa, eu não aguento ter que ficar te olhando sem poder fazer nada! Eu vou te fazer apenas uma pergunta, e sua resposta é muito importante. – Ele esperava, em silêncio, encostado na parede. Agora, percebi que usava uma camisa de botões branca, uma bermuda e chinelos. Seus cabelos pretos estavam lindamente armados. – Ogawa... Você tem algo a me dizer?

– Tipo o que?

– “Tipo o que?”, que tipo de resposta é essa?

– Mas não foi uma resposta.

– Então responde! Uma coisa... Que você tem guardado só para si mesmo, que você queira me dizer?

Ele sabia do que eu estava falando, e sacou minha jogada. Ao que parecia, ele também não iria se declarar. FILHO DA...

Ele dá um passo em minha direção, suspira e me observa. Não diz nada, apenas me observa, por um longo tempo. Até que me deseja uma boa noite e me dá um beijinho na testa. Apesar de parte de mim ter gostado disso, uma outra parte queria estrangular ele, até que ele me dissesse o que eu queria ouvir, mas, quem eu queria enganar? Eu gosto muito dele. Uma pessoa normal teria assumido o que sente. MAS, eu não sou normal, então entrei no quarto e pensei em algo para praticar amanhã mesmo. Dois meses aqui nesse lugar? Eu tenho que aguentar! Ou não me chamo Ágata Lima!

Notas finais
E aí? Eu sei que o capítulo ficou meio paradinho, meio idiota, mas foi preciso, confiem em mim. Merecemos comentários? Favoritem se acharem que vale a pena ;) Fui! Até o próximo!