Notas iniciais
Oooi! Acho que estamos sendo bem rapidinhas de acordo com o tempo de postagens (estamos fazendo um novo capítulo por dia!). O que vocês estão achando da fic? Pelo jeito, ainda há muito o que acontecer! Não percam!

Ágata

Horas antes das boas vindas sanguinária de Luce.

Depois de me despedir de Luce, subi para o terceiro andar, para entrar para minha sala. (Tipo, não, você subiu para o terceiro andar pra ficar contando quantas pessoinhas têm lá em baixo!). E lá ia eu, saltitando, cantarolando, quando... Eu vejo uma garota familiar, andando ao lado do... Ogawa... A garota era baixa – tipo eu! – seus cabelos longos, cacheados e castanhos batiam até sua bunda (o meu também... Essa garota tenta ser um clone da minha perfeição, vê se pode?).

Eles estavam rindo de algo que ela dissera. Ele estava lindo... Ogawa estava com os cabelos úmidos, vestia uma camisa branca – que o deixava mais pálido – de botões, que estava aberto até o terceiro botão. Uma caça jeans preta com um detalhe rasgadinho nos joelhos e um All Star preto.

Eu fui andando, e ao invés de usar a boa educação que minha amada mãezinha deu, eu usei a brutalidade: eu me esbarrei propositalmente em seu ombro.

– Ai! – Ela se queixava.

– Ei, cuidado aí. Olha por onde anda. – Reclamou Ogawa, tentando não rir de minha cena ridícula.

– Ah, claro. Mas é que o meu GPS não me alertou que eu deveria me desviar de galinhas. – Eu mandei um beijinho praquela menina de cara azeda, e dei mais um passo quando ela disse:

– Ai, me desculpa Ogawazinho ♥ Eu não sabia que você tinha namorada.

As suas próximas palavras me chocaram. Sem olhar para mim, Ogawa respondeu:

– Não somos namorados. Nem temos nada um com o outro.

SEU FILHO DA MÃE!!! Quando eu vi aquela... Aquela... Pessoa rir de meu espanto, eu continuei andando, como se nada houvesse acontecido.

Mas quando eu vi Sawa, tive vontade de pular em seus braços e chorar. Mas eu sei que teria de ser forte, então apenas sorri. Sawa usava um vestido até os joelhos cor bege, um All Star preto e mantinha seus cabelos soltos. Podem achar engraçado o que vou dizer, mas ela parece mais feminina, de uns dias pra cá...

– Que cara feia é essa, Ágata?

– Nada. É só que eu queria ter batido com a cabeça num poste mil vezes antes de testemunhar algo horrível.

– O que você viu? – Ela parecia preocupara.

– O diabo! – Falei dramaticamente, e ela sorriu de meu rosto.

– É bom saber que você está aparentemente bem. Mas, sinceramente, quando quiser desabafar, eu estou aqui.

Depois do que ela disse, seus olhos se iluminaram como se dissessem “Filosofei!”, e então ela pegou seu caderninho e anotou isso.

– Como você está, Ágata? E que camiseta hein? – Disse Ran, vindo logo atrás de Sawa, fazendo-a ficar vermelhinha.

– Estou aparentemente bem, e posso me desabafar com Sawa assim que achar possível. – Disse, ignorando o comentário desnecessário.

Eu falei tudo aquilo imitando a voz de Sawa, o que a fez me encarar e dizer “Não é assim que eu falo”. Então ficamos sorrindo uns para os outros.

– Eu estou ansiosa, na verdade. Essa é a primeira vez que eu saio a um passeio oferecido pela escola, e isso é muito legal!

– Nossa, sério? – Ele parecia realmente surpreso, e aquilo me fez sorrir. – Bem, então, espero que se acostume, temos passeios assim muitas vezes.

– Vocês são idiotas? Ninguém gosta de ir à merda da praia! – Denis interrompera a conversa.

– Bem, realmente, “à merda da praia” não deve ser legal ir, mas à praia, isso com certeza. – Puxa, como dizem por aí, eu estava com o “HumorLuceDaVida”. – Denis, não seja intrometido. Você realmente sabe como acabar com o clima né?

Então ele ficou emburrado, e eu achei graça. Ficamos ali por mais uns minutinhos, mas quando Ogawa veio logo atrás de mim, eu andei como se ele não estivesse ali presente e entrei para a sala.

Sawa arregalou os olhos e Ran deu um tapa em sua testa. Yo! Com certeza Ran se deu conta que a culpa do acontecido não dito a ninguém ainda, tinha sido causado por Ogawa. Mas eu não estava nem um pouco a fim de me desculpar de algo que eu não fiz.

– Então – disse Sawa, achegando-se na carteira ao lado da minha. – Ogawa é o diabo?

Eu ri.

– Não, infelizmente. Mas estava do lado dela.

– Uh! Ela? Quem é ela?

Mas antes de eu responde-la, o professor entra na sala e faz a chamada, depois anuncia que iríamos ao ônibus.

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– Está muito quente!

Ao ouvir aquilo, todos olhamos o babaca – Denis – e nos seguramos para não dizer: “Alô-ou? Estamos numa praia, dã?”

Eu peguei a chave do meu quarto (10) e descobri que seria o mesmo que o da Sawa. Fomos andando e conversando no caminho até o quarto.

– Sawa...?

– Hm?

– Você gosta de alguém?

– HM?

– Ah, você sabe. Um garoto.

Ela hesitou.

– Eu não preciso de um garoto. Estou bem, e não gosto de ninguém.

Se acha que a conversa morreu por aí... Está certo. Mas por hora. Ela está sim gostando de alguém, mas... Quem? Preciso descobrir!

Ao chegar ao quarto, eu me joguei em minha cama e assim eu ficaria, até que... Resolvi procurar por Luce. Sabe, ver como ela estava. Mas antes, levantei-me da cama (tipo, como se eu fosse ir até o quarto dela deitada na cama), fui beber água e trocar de roupa. Coloquei uma outra camiseta, uma blusinha larga e transparente (sem malícias, ok?), mas continuei com o mesmo short e All Star.

Eu estava andando – mais uma vez toda serelepe – até que ouvi barulhos estranhos. Estranhos uma ova, parecia um tiroteio! E depois, gritos. Eu estava em frente ao quarto 18 da Ala Feminina, então fui andando mais e mais. Os barulhos vinham do quarto 20. Eu não queria ser intrometida, mas eu não ficaria parada quando a porrada rolava bem na minha frente! EU abri a porta, e dei de cara com: Luce em cima de uma garota. “Que garota, Ágata?” AQUELA LÁ! A do GPS, não pera... A do “Ogawazinho ♥”. Então eu sorri.

– Fecha a porta Ágata, está tudo sobre controle! – Gritou Luce, pouco antes de levar um tapa no meio da fuça. Eu fiquei paralisada: nem EU conseguia fazer isso. – Ó NÃO, VOCÊ NÃO FEZ ISSO!

Sinceramente? Eu não sabia se ria ou se ajudava a garota. Claro, porque se ela ficasse ali, na certa morreria. Então saí e entrei na Ala Masculina, à procura de ajuda. Eu estava correndo/tropeçando/caindo quando vi Caio fechando a porta do quarto n° 30.

– Caio! – Eu gritei, mas o idiota não me ouviu, então saltei na porta (tipo, MEAU) e bati a porta na parede. (PÁ!!!!) ~Efeitos sonoros Ágata, a gente se vê por aqui~

Eu quase caí em cima do garoto! Se a Luce me visse... Me recompus no mesmo instante, e passava as mãos na camisa para limpá-la. Mas parei a mão a alguns centímetros do tecido fino e sujo para encarar alguém que me encarava: Ogawa.

– Ãh? – Disse Caio. – O que você quer?

MUAHAHAHAHAHA (risada maligna mental), Ogawa estava me comendo com os olhos! (Calma, safadinhos, sei que pensaram besteira).

– Caio, eu preciso da sua ajuda. Preciso não, NECESSITO da sua ajuda.

– Você conhece ele? – Perguntou Ogawa, mas eu o ignorei. Ao invés de responder, esperei uma resposta: a de Caio.

– O. Que. Você. Quer? – Caio repetia como se eu tivesse algum problema em absorver os fatos.

– Não seja ignorante comigo! Eu apenas preciso de sua ajuda... Para salvar uma vida!

Eu lancei a ele um olhar que queria dizer tudo, então ele largou sua mochila em cima da cama e veio comigo. Foi o suficiente? Não, não foi. Ele era muito lerdo, então agarrei na manga de sua blusa e o arrastei comigo.

Chegamos em frente ao quarto e eu abri a porta.

Momento atual

Luce estava enforcando a menina. ENFORCANDO! Caio viu a cena e então pegou Luce e a puxou para o lado. Ao fazer isso, a outra menina se levantou e logo daria um tapa em Luce, que estava imobilizada por Caio. Daí eu segurei seus braços para trás de seu corpo.

– Se você se mexer de mais, eu te dou um golpe! – Eu dizia.

– O que vocês estão pensando?

Agora estavam as duas sentadas uma ao lado da outra – a menina estava massageando o pescoço –, entreolhando-se com um ódio que dava medo. Caio e eu estávamos em pé de frente para as duas.

– Sejam quais forem os motivos, as duas estão erradas. 1° Somente EU bato na Luce. 2°... SOMENTE EU BATO NELA! – Caio me olhou como se quisesse dizer “Está piorando a situação...” – O que eu quero dizer, é que nada se resolve na pancadaria. Por que estavam brigando?

As duas olhavam para os próprios pés. Luce estava a ponto de se confessar, quando a garota estranha disse:

– Caiozinho ♥, vai ficar do meu lado, não é?

Fiquei com tanta raiva daquilo, que abaixei a cabeça e lhe dei um tapa no rosto. Até mesmo Luce parecia surpresa.

– Você deveria ter vergonha de si mesma, dando em cima dos meninos desta maneira. Nunca mais faça isso com Ogawa, ou com o Caio. Você me entendeu?

Ela ficou boquiaberta, mas parecia ter entendido a mensagem. Luce saiu do quarto, seguida por Caio. Eu ainda permaneci em silêncio ali, mas resolvi sair. E lá fora estava Ogawa.

– Estava me seguindo? – Eu pergunto. Ele não diz nada, então sigo em direção ao meu quarto, dando passos curtos.

– Eu ouvi a conversa.

– Legal! – Digo, mostrando os polegares e fazendo um sorriso forçado. – Bom pra você.

– Não, espera... Quem era aquele? E por que você disse “Não faça isso com o Caio de novo?”

Arqueei minhas sobrancelhas.

– Você distorceu tudo. Eu não disse isso.

– Mas foi o que parecia.

Eu estava ficando irritada.

– Escuta aqui, eu não me importo que sinta ciúmes de mim, sério. Se eu fosse um garoto, sentiria atração por mim, eu sou de mais. Mas, se você dissesse o que sente em voz alta...

– Como é? Deixa de ser convencida. – Seu maxilar estava rígido. Como se quisesse muito dizer algo, mas algo o impedisse. Então eu me aproximei dele.

– Não sou convencida, eu só... – Que merda! Eu não o alcançava para ter uma discussão normal. – Estou cansada disso tudo.

– Já entendi. – Eu parecia ter pisado em seu calo, pois ele segurou em meus ombros e me afastou de si. – Está cansado de mim, não? Mas o Caio... Aí já é outra história. Deveria saber que ele nem olha para você. Ele parece gostar muito de sua irmã.

Dei um tapa em minha testa. Tipo, um tapão.

– Você é idiota assim... Ou só quando respira? – Eu estava chorando de tanta raiva. – Você é um... Um... Argh!!!! – Eu já estava em frente ao meu quarto. – Eu não gosto do Caio, porque eu gosto de voc...

– Ágata? Você está bem? – Sawa saíra do quarto.

Olhamos para ela.

– Ah... Er... Foi mal... – Respondeu, saindo de fininho.

– Eu estou bem. – Eu limpava meu rosto, e sorria, ainda chorando. – Estou ótima.

Não sei ao certo se a careta que Ogawa fez foi devido à nossa discussão, ou se queria dizer algo. Não deu tempo para ver, eu estava ocupada demais batendo a porta na cara dele.

Notas finais
Ui, tenso! O que acharam? Comentem, favoritem, recomeeendem ^^ Até o próximo capítulo pessoal!