Felicidade Envolve Loucura
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Ah, e eu tenho uma outra história (se quiserem ler um pouquinho) chamada Meu Tudo ♥
Booa leitura!!
~Thais~
Ágata
Não pude esconder de Luce que meus olhos estavam vermelhos e inchados, e como ela me conhecia bem, sabia que eu não iria conseguir contar tão cedo o que eu estava sentindo. Ela era paciente. E como notou que eu percebi sua carinha confusa e mega vermelha, então ela me contou o que a aflige.
— Bem... — comecei dizer, enquanto enxugava meus olhos. — É normal você se sentir assim, confusa, você se sente atraída pelos dois, mas... Você tem que se decidir. Se você ficar assim, você vai acabar se arrependendo futuramente. — Vi que ela me olhava com uma carinha de "Você-sabe-que-não-é-fácil", então sorri educadamente. — Eu sei disso, então, aja normalmente. Se a situação for se agravando... Então vai ter de conversar com eles.
Daí ela arregala os olhos.
— Não, não é com os dois ao mesmo tempo — eu disse sorrindo -, mas... Tenho certeza de que, por um deles, o que você sente é apenas uma atraçãozinha, pelo fato de você nunca ter estado rodeada de garotos.
Agora sim ela estava quase melhor, comparado a quando ela chegou em casa.
— Mas e você? Hein? Acha justo somente eu ficar toda vermelha aqui e você não me dizer nada? Anda! Fala logo!
E eu falei. Não que ela mandasse em mim, que isso, foi apenas porque eu estava precisando. E tudo o que ela me disse foi:
— O tempo ajeita guria.
Mas... Ela estava dando um risonho muito sapeca....
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No dia seguinte, chegando à escola, Sawa veio a meu encontro.
— Nossa, pelo visto o dia de ontem foi marcado por fortes emoções.
Eu sorri, e expliquei a ela o que me aconteceu.
— Você deveria ter dito a ele o que sente! Qual é? Vai desistir assim, e deixar ele pensar que também não gosta de você?
Como assim?, eu pensava.
— Você acha que eu deveria ter feito isso?
— Não sei, mas gosto de personagens que são insistentes. — Ela dizia, fazendo anotações em seu caderninho. Aaaaah!!!
Entrei na sala e Ran me cumprimentou, acompanhado de Dênis. Por saber o que ele sentia por mim, eu o evitei, de uma forma bem discreta. Ogawa chegou, e foi minha vez de evita-lo também. Mas, para meu azar, este não era tão idiota quanto o outro, e notou assim que saí da sala e fui em direção ao jardim, ver piscina que estava com a água limpa, muito limpa...
— Você está bem?
Que cara de pau!!!
— Você já teve alguma namorada? — E ao vê-lo confuso, apressei-me a dizer — Parece que você não sabe como lidar com garotas! Fala sempre o que sente ou atira palavras para ver qual será a consequência?
Ele ainda parecia confuso, mas disse, com sarcasmo:
— Tive sim uma namorada, mas garotas dão trabalho. — Eu mordi o lábio para não gritar e esmurrar aquela carinha linda. — Me diz, o que eu fiz que a deixou assim?
— Aaaaaaaaah!!!! — Eu gritei e pulei em cima dele, minha mão voando até seu rosto, mas foi impedida por ele, que ria da cena. (O que vem agora pode ser muito, muito desconcertante):
Andamos para trás e trás, ele desviando de cada tapa meu, então pisei em uma folha molhada e caí dentro da piscina. Comecei me debater que nem louca, e aposto como Ogawa pensou que eu subiria logo — à propósito, ele estava se recompondo da queda, logo que também escorregou, mas não caiu na piscina. Mas ele não sabia que eu não subiria sem ajuda... Porque eu não sei nadar!
Me debati mais e mais, o desespero tomando conta de mim, mas assim eu afundava mais, até... Outro corpo vir me buscar. Saindo da água, vi que meu salvador se chamava Ogawa, que me olhava muito preocupado, enquanto eu chorava feito criança. Soluçando, eu tentava dizer obrigada, mas saía algo do tipo... Uma foca morrendo. Ele riu baixinho, ainda preocupado, e me deu um abraço forte, que eu retribuí também.
— Me desculpe. — Ele disse, mas é claro que eu ainda não podia responder. — Escuta... Não tem condição assistirmos a uma aula todo encharcado como estamos agora, e eu moro aqui perto. Se quiser, pode se secar, e descansar um pouco...
Eu pensei um pouco. Deveria recusar, mas a culpa disso tudo era dele, então aceitei, somente para não preocupar meus pais se fosse na diretoria. Mas, como sair daqui sem "dar na vista"?
— Vem comigo.
Ele me levou até um muro distante e me segurou para que eu pudesse pulá-lo. Nunca pensei que faria este tipo de coisa, mas quando me dei conta, já estávamos na rua, andando pelo bairro e parando em frente a uma casa enorme de madeira. Linda...
Estramos ainda em silêncio, e senti minha pele corar. Eu estava na casa do Ogawa com o Ogawa!. Não era uma decisão esperta de se tomar, ficar sozinha com ele numa casa grande.
— Por aqui — disse ele, com uma camisa obviamente sua nas mãos estendidas para mim. — Uma roupa seca pra você e... A secadora fica por lá.
Ele estava com seu cabelo preto escorrido, sua calça jeans também encharcada, e estava sem camisa. Olhei para sua mão e de volta a meu vestido cor bege que estava super-mega-colado. Peguei a camisa e não pude evitar de ficar encarando seu abdômen.
— T-tá... É, p-por onde v-vou?
Gaguejando, que mico!
Ele apenas sorriu e apontou para a esquerda, então eu fui. Entrei na lavanderia e tranquei a porta. Somente agora me dei conta de que ele me dará apenas uma camisa, e que não ficou muito longa, tampava apenas um pouco de minhas coxas... Droga!
Certo... Aproximei-me da secadora, sem saber que botão apertar, então pressionei o primeiro que vi. Não queria que ele pensasse que sou idiota — por não saber mexer nessa coisa. Mas ela fazia um barulho monstruoso, e parecia estar devorando meu vestido favorito! Gritei histericamente enquanto chutava a máquina.
Logo depois, Ogawa arromba a porta, procurando aonde estava o incêndio, quando eu abaixei rapidamente a perna — porque se não ele ia ver tudo!!! — e fiquei vermelha igual pimentão.
— Em minha defesa, ela rugiu pra mim.
Ele colocava a mão no rosto, depois se dobrou de tanto rir. Quando finalmente parou, me ensinou como manusear o demônio, que parecia rir cruelmente para mim. Depois de controla-lo, e de secar minha roupa, me troquei e fui para a sala de estar, mas Ogawa estava dormindo — e eu estava com fome!
Fui para a cozinha, enquanto pensava "O que farão os pais dele se me virem aqui?". Preparei um ótimo lanchinho e depois de um tempo ele acordou.
— O que ainda faz aqui?
— Quê? Você me chamou pra cá, esqueceu? Oras, não tem problema, eu posso ir embora.
Dei meia volta e já ia saindo quando ele me virou:
— Não, fique... Eu...
— Não sabe como tratar uma garota, é, eu percebi. Tudo bem, eu aceito suas desculpas.
— Eu não pedi desculpas.
Eu rugi enquanto tentava controlar os nervos.
— A gente só caiu porque você me irritou!
— Eu te tirei da água, estamos quites, não?
Olhei para meus pés, enquanto tremia só de lembrar.
— Obrigada. — Cuspi as palavras de forma rude, por não querer admitir que ele havia me ajudado. Então ele realmente se desculpou e voltei a comer, e passamos o resto da tarde falando, rindo e discutindo muito.
Poderíamos ter uma conversa normal, mas nada é normal quando estou perto dele.
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