Felicidade Envolve Loucura
6 Capítulo 6
Notas iniciais
kkkkk (não pode por nomes de bandas, então...) Bem, não vou atrapalhar a leitura de vocês, minha gente liinda! até lá embaixo .-.
Ágata
No terceiro andar, parada em frente à sala 10, turma 2-G, havia uma garota, com um bloco de notas na mão. Andei até ela, a fim de me apresentar.
— Oi! Meu nome é Ágata Lima. Qual é o seu?
Ela me avalia primeiro, antes de responder.
— Ágata Lima... Belo nome. — Ao dizer estas palavras, ela começa a fazer anotações em seu bloquinho. — Bem animada, bonita... Olhos grandes, altura... — e me olha de novo — Bem, er... Baixa. Roupas simples, parece ser despojada, interessante... — Até agora, eu só fazia cara de "Ãh? O-oi?" — Me chamo Sawa Oliveira.
— Ah, tá... — Olhei para a sala 10, então fiz um gesto para que ela me acompanhasse. Ela não vira, então eu segui. Menina estranha... Gostei dela.
Abrindo a porta, tudo passou em câmera lenta. Uma leve brisa balançava meus cabelos longos e ruivos. Demonstrando charme, mas sendo interrompida por alguns fios de cabelo que queriam fazer uma visita à minha boca. Cuspindo-os para fora, entrei na sala, tropecei no meu pé, caí feio. Levantei cuspindo o cabelo, e as pessoas me olhavam. Mais que isso... Garotos me olhavam. Como é? Acabei de pagar o maior mico da história!
Ainda aturdida com meu ato benéfico à minha reputação, bati a porta no rosto deles, ao mesmo tempo em que gritavam "GAROTAS!!!"
— Oi! Ei! Sawa! — Ela estava logo atrás de mim, e se exaltou com meu tom de desespero. — acho que estamos na sala errada!
— Não, Ágata. Esta é a turma 2-G, estamos na sala certa.
— Ma-mas, só tem... Tem... Meninos aqui!
Suspirando, ela tentava demonstrar paciência em me explicar...
— Claro. O que esperava de um colégio que ficou misto há, digamos... Este ano?
— Ãh?
— É Ágata, tá surda ou o quê? Este era um colégio masculino. Até o ano passado.
Observando minha reação, ela anotava em seu bloquinho "Tem dificuldade em absorver coisas simples".
— Quer parar de fazer isto?
— O quê? — Perguntava, com tom inocente.
— De fazer isso! Ficar anotando coisas...
— Eu preciso.
Tentando controlar minha calma, dei meia volta. Sendo esse ser maravilhoso, essa pessoa divina que eu sou, e muito desastrada, dei uma meia volta tão exagerada, que derrubei alguém. Este alguém caíra por cima de mim. E, por acaso, era um ser muito lindo. Tem os cabelos castanho-escuro que lhe cobria os olhos de uma maneira que arranca suspiros, alto — bem, todo mundo é mais alto que eu, mas...- olhos negros feito uma azeitona preta, lábios carnudos...
— Quer. Sair. De. Cima. De. Mim!!!
A meu ver, ele ficara irritado. Ops...
— Da próxima vez, olha bem aonde pisa. E como pisa.
Hoje, com certeza, não é meu dia...
— Eu não tenho culpa de ter tropeçado!
À essa altura, diabinhos saíram da sala.
— Então é verdade que agora estudamos com garotas...
— Ah, não me olhem assim! — Comecei a dizer, quando me levantei e limpava minhas roupas. — Estão tão desesperados que perderam a sensibilidade e o hábito de falar gentilmente com garotas?
Um menino alto — novidade...-, loiro dos olhos verdes, cabelo estilo moicano, deu um passo a frente, e tudo o que disse foi:
— COMO?
— Como o quê, garoto? — Perguntei, em tom de ameaça.
— Ah, é que eu não entendi nada do que você disse. — Ele se desculpava, enquanto colocava a mão direita no cabelo e fechava os olhos, com um sorriso imbecil estampado em toda sua cara.
— Ok, entrem. — Anunciou alguém que eu acredito ser o professor.
— Bem, este ano promete. — Disse baixinho Sawa.
Concordo plenamente... Ao entrar na sala, o professor anuncia sua matéria e seus propósitos, mas, ao se virar para o quadro negro, atacam-lhe uma bola de papel. Ele se vira para trás, procurando o idiota que fizera aquilo.
— Quem fez isso?
~ Fazem cara de paisagem ~
— Tudo bem então...
Ele se vira mais uma vez para a lousa, e o ato se repete. Dessa vez, ao invés de jogar o papel no professor, atacaram em um aluno, o loiro idiota.
— Ah seu jegue! — Gritava o garoto, pulando na mesa do menino de trás e se posicionando de uma forma estranha, como uma perereca se preparando para o pulo.
— Sente-se menino! — Pediu o professor, já perdendo a paciência.
— Cale a boca. — Disse o menino que caiu por cima de mim.
— Como é....?
— Você ouviu... Cale a boca.
Todos ficaram em silêncio, até a perereca. Até um outro menino gritar "Fora" e chutar o professor para fora da sala. Depois, comemoram o feito, como se isso fosse normal de todos os dias.
— Acham isso engraçado? Acham realmente isso um feito de alguém maduro? — Perguntei, deixando extravasar a raiva que eu sentia, enquanto Sawa balbuciava "Toma iniciativa e dá um jeito na sala...", anotando, no caderninho idiota dela.
— Como é? — Gritou o loiro.
Ao que parecia, ele queria me bater. Caracas, me ajudem!
— Calma Dênis! Ei, você, quem acha que é? — Perguntou o menino que gritara "Fora", que tinha os cabelos bem tratados...
— Eu? Eu me chamo Ágata Lima, e não permitirei que tratem assim os professores! Não enquanto eu estiver aqui.
Como resposta à minha ousadia, pegaram meu colar — que tinha a clave de sol -, e ameaçaram jogar pela janela. Por sorte, ele poderia se prender a um galho da enorme árvore.
— É o terceiro andar, se jogar aqui, bem, talvez você não o encontre.
— Não o faria... — Comecei a dizer, mas Dênis o jogou mesmo assim. Dei um grito esganiçado, e de um ato louco, pulei na árvore, em tempo de salvar meu colar. Oras, eu pratico esportes, e ao que parece, tenho sangue de macaquinhos em meu DNA. Mas, sair daqui seria embaraçoso...
Isto que acabou de ler é o que eu faria se fosse louca. Na verdade, eu só gritei mesmo.
— Seu imbecil!!!
Desci correndo a escadaria, peguei meu colar no jardim, avistei Luce e gritei "Cabulando aula?", então voltei à minha sala.
— Você é bem maluquinha... — Observou Sawa.
Então... Se era assim que eles jogavam, eu tinha que cortar esse mal hábito.
Notas finais
...
...
Até a próxima pessoal .-.
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