Notas iniciais
♫♪ os seis manés, sentido litoral, curtindo naranarananara ♫♪
kkkkk (não pode por nomes de bandas, então...) Bem, não vou atrapalhar a leitura de vocês, minha gente liinda! até lá embaixo .-.

Ágata

No terceiro andar, parada em frente à sala 10, turma 2-G, havia uma garota, com um bloco de notas na mão. Andei até ela, a fim de me apresentar.

— Oi! Meu nome é Ágata Lima. Qual é o seu?

Ela me avalia primeiro, antes de responder.

— Ágata Lima... Belo nome. — Ao dizer estas palavras, ela começa a fazer anotações em seu bloquinho. — Bem animada, bonita... Olhos grandes, altura... — e me olha de novo — Bem, er... Baixa. Roupas simples, parece ser despojada, interessante... — Até agora, eu só fazia cara de "Ãh? O-oi?" — Me chamo Sawa Oliveira.

— Ah, tá... — Olhei para a sala 10, então fiz um gesto para que ela me acompanhasse. Ela não vira, então eu segui. Menina estranha... Gostei dela.

Abrindo a porta, tudo passou em câmera lenta. Uma leve brisa balançava meus cabelos longos e ruivos. Demonstrando charme, mas sendo interrompida por alguns fios de cabelo que queriam fazer uma visita à minha boca. Cuspindo-os para fora, entrei na sala, tropecei no meu pé, caí feio. Levantei cuspindo o cabelo, e as pessoas me olhavam. Mais que isso... Garotos me olhavam. Como é? Acabei de pagar o maior mico da história!

Ainda aturdida com meu ato benéfico à minha reputação, bati a porta no rosto deles, ao mesmo tempo em que gritavam "GAROTAS!!!"

— Oi! Ei! Sawa! — Ela estava logo atrás de mim, e se exaltou com meu tom de desespero. — acho que estamos na sala errada!

— Não, Ágata. Esta é a turma 2-G, estamos na sala certa.

— Ma-mas, só tem... Tem... Meninos aqui!

Suspirando, ela tentava demonstrar paciência em me explicar...

— Claro. O que esperava de um colégio que ficou misto há, digamos... Este ano?

— Ãh?

— É Ágata, tá surda ou o quê? Este era um colégio masculino. Até o ano passado.

Observando minha reação, ela anotava em seu bloquinho "Tem dificuldade em absorver coisas simples".

— Quer parar de fazer isto?

— O quê? — Perguntava, com tom inocente.

— De fazer isso! Ficar anotando coisas...

— Eu preciso.

Tentando controlar minha calma, dei meia volta. Sendo esse ser maravilhoso, essa pessoa divina que eu sou, e muito desastrada, dei uma meia volta tão exagerada, que derrubei alguém. Este alguém caíra por cima de mim. E, por acaso, era um ser muito lindo. Tem os cabelos castanho-escuro que lhe cobria os olhos de uma maneira que arranca suspiros, alto — bem, todo mundo é mais alto que eu, mas...- olhos negros feito uma azeitona preta, lábios carnudos...

— Quer. Sair. De. Cima. De. Mim!!!

A meu ver, ele ficara irritado. Ops...

— Da próxima vez, olha bem aonde pisa. E como pisa.

Hoje, com certeza, não é meu dia...

— Eu não tenho culpa de ter tropeçado!

À essa altura, diabinhos saíram da sala.

— Então é verdade que agora estudamos com garotas...

— Ah, não me olhem assim! — Comecei a dizer, quando me levantei e limpava minhas roupas. — Estão tão desesperados que perderam a sensibilidade e o hábito de falar gentilmente com garotas?

Um menino alto — novidade...-, loiro dos olhos verdes, cabelo estilo moicano, deu um passo a frente, e tudo o que disse foi:

— COMO?

— Como o quê, garoto? — Perguntei, em tom de ameaça.

— Ah, é que eu não entendi nada do que você disse. — Ele se desculpava, enquanto colocava a mão direita no cabelo e fechava os olhos, com um sorriso imbecil estampado em toda sua cara.

— Ok, entrem. — Anunciou alguém que eu acredito ser o professor.

— Bem, este ano promete. — Disse baixinho Sawa.

Concordo plenamente... Ao entrar na sala, o professor anuncia sua matéria e seus propósitos, mas, ao se virar para o quadro negro, atacam-lhe uma bola de papel. Ele se vira para trás, procurando o idiota que fizera aquilo.

— Quem fez isso?

~ Fazem cara de paisagem ~

— Tudo bem então...

Ele se vira mais uma vez para a lousa, e o ato se repete. Dessa vez, ao invés de jogar o papel no professor, atacaram em um aluno, o loiro idiota.

— Ah seu jegue! — Gritava o garoto, pulando na mesa do menino de trás e se posicionando de uma forma estranha, como uma perereca se preparando para o pulo.

— Sente-se menino! — Pediu o professor, já perdendo a paciência.

— Cale a boca. — Disse o menino que caiu por cima de mim.

— Como é....?

— Você ouviu... Cale a boca.

Todos ficaram em silêncio, até a perereca. Até um outro menino gritar "Fora" e chutar o professor para fora da sala. Depois, comemoram o feito, como se isso fosse normal de todos os dias.

— Acham isso engraçado? Acham realmente isso um feito de alguém maduro? — Perguntei, deixando extravasar a raiva que eu sentia, enquanto Sawa balbuciava "Toma iniciativa e dá um jeito na sala...", anotando, no caderninho idiota dela.

— Como é? — Gritou o loiro.

Ao que parecia, ele queria me bater. Caracas, me ajudem!

— Calma Dênis! Ei, você, quem acha que é? — Perguntou o menino que gritara "Fora", que tinha os cabelos bem tratados...

— Eu? Eu me chamo Ágata Lima, e não permitirei que tratem assim os professores! Não enquanto eu estiver aqui.

Como resposta à minha ousadia, pegaram meu colar — que tinha a clave de sol -, e ameaçaram jogar pela janela. Por sorte, ele poderia se prender a um galho da enorme árvore.

— É o terceiro andar, se jogar aqui, bem, talvez você não o encontre.

— Não o faria... — Comecei a dizer, mas Dênis o jogou mesmo assim. Dei um grito esganiçado, e de um ato louco, pulei na árvore, em tempo de salvar meu colar. Oras, eu pratico esportes, e ao que parece, tenho sangue de macaquinhos em meu DNA. Mas, sair daqui seria embaraçoso...

Isto que acabou de ler é o que eu faria se fosse louca. Na verdade, eu só gritei mesmo.

— Seu imbecil!!!

Desci correndo a escadaria, peguei meu colar no jardim, avistei Luce e gritei "Cabulando aula?", então voltei à minha sala.

— Você é bem maluquinha... — Observou Sawa.

Então... Se era assim que eles jogavam, eu tinha que cortar esse mal hábito.

Notas finais
Quem nunca comeu cabelo? Ãh? Por que eu tô falando isso? Sei não.
...
...
Até a próxima pessoal .-.