Notas iniciais
Oooii genteeee ♥
Desculpem a demora a postar :/
Mas enfim, aqui estamos com mais um capítulo!!!
Boa leitura .-.

Ágata

Quando cheguei em casa Luce veio logo me perguntando:

— Por que pulou o muro?

Olhei no fundo daqueles olhinhos e vi que seria impossível mentir.

— Eu estava brava com o Ogawa, então tentei evita-lo, mas ele percebeu. Então ele foi atrás de mim no jardim. Eu caí na piscina... — Agora ela compreendia. — E como ele mora perto da escola, eu fui até lá me secar, sem que papai ou mamãe fossem à escola, preocupados. Nunca pensei que pularia o muro, mas... Ei, espera aí... Como que você pode ter me visto? Ogawa me garantiu que ninguém que não vá pular o muro fica por lá...

Aha!!! Peguei-a no flagra! Querendo me dar sermão tendo metade da culpa?

— Eu fui para a casa do Caio porque Shou me segurou e me levou à força.

— O QUÊ??? Tá querendo me dizer que esse tal de Shou te domou?

— Ei, não sou um touro!

Eu ri.

— Mas é tão forte quanto um. Ok então, estamos quites. Não toque no meu assunto que eu não toco no seu, tá?

Ela odiava quando eu a colocava contra a parede, mas me ouviu.

Quando papai chegou em casa, ele assumiu sua personalidade de ator e subiu em cima da mesa de estar.

— Fui promovido!!! Pro-mo-vi-do! Agora sou assistente do chefe! — Então começou a fazer a dança do caldeirão, enquanto cantava "Aham, aham, a-aham!". Com um clima assim, de loucura e felicidade, os problemas, tristezas e preocupações se vão, e eu não pude deixar de rir e cantar também.

O dia não tardou a chegar. Penteei meus cabelos, mas os mantive soltos. Vesti uma calça jeans, uma regata preta e um bolero de cor neutra. Calcei meu All Star favorito e esperei Luce no portão, com meu skate.

Luce veio vestida com uma calça jeans azul escura, uma camiseta verde e, assim como eu, All Star e skate. Ela era mais simples, não fazia tanta questão de ficar bela — talvez porque não precisasse de esforço algum para isto -, então fomos.

No caminho, começamos a falar sobre nossas classes, e que teríamos três provas hoje e quatro amanhã.

— Cho que fiz eles estudarem bastante. — Dizia ela, pensativa.

— O mesmo eu digo dos meninos da minha sala.

Chegamos na escola e nos separamos. Fui em direção ao terceiro andar — mas eu estava distraída com a paisagem, ou seja, estava sem olhar para a frente. E...

— Ai... Desculpa...

— Ah! o que foi agora? Todo mundo deu pra me irritar hoje?

— Ei!!! Será que consegue ser mais mal-educado?

Olhei para os olhos negros do garoto que eu acabei de me esbarrar, ele tem cabelos pretos e lisos, usava uma calça jeans preta, um cinto que pegava da sua cintura e descia em diagonal, uma camisa preta — com uns desenhos sinistros. Resumindo: lindo.

— Você é o Caio né?

— Sim.

Eu sorri.

— Sou a Ágata, irmã da Luce.

Ele sorri também.

— Certo... Eu peço desculpas, apesar da culpa ser toda sua.

Engraçadinho...

— O que faz aqui em cima?

Então de repente ele se lembra do que veio fazer e sai andando atrás de uma pessoa que estava no fim do corredor.

Continuei andando como se nada tivesse acontecido, e encontrei Sawa em frente à nossa sala.

— Oi.

— Oi. — ela responde. Olhava para seus próprios pés, preocupada.

— Você está bem? O que aconteceu?

— Não é da sua conta.

Ela entrou na sala fazendo barulho com sua sapatilha. Ela usava uma calça jeans e uma camiseta bege com renda. Estava sem seu bloco de notas.

Eu estranhei a agressividade em suas palavras, pois ela fora sempre tão gentil e... Sozinha...! Sozinha! Talvez seja isso...

Fiquei em silêncio, até ver Ogawa e ir cumprimenta-lo. Ele vestia calça jeans azul marinho, uma camisa preta escrita "Eu mordo" em vermelho sangue. Seus cabelos castanhos estavam um pouco úmidos e a pele parecia mais pálida que o normal.

— O... — ele interrompe meu "oi" me dando um beijinho na testa. E então ele me olha e, percebendo meu espanto , sorri.

— Oi — diz ele.

Juntos, entramos na sala e Dênis veio em nossa direção com um olhar desconfiado.

— Por que não vieram pra escola ontem?

Ãh?

— Quê?

— Não, quer dizer, por que foram embora? Aonde foram? — Ele se corrigiu.

— Não fala na... — Ogawa ia sussurrando em meu ouvido, mas tarde de mais, pois eu dissera:

— Na casa do Ogawa.

Todos os meninos fizeram silêncio e nos olharam — até mesmo Sawa, que a propósito não é um menino. Então fiquei constrangida.

— Não foi pra isso!

Alguns ficaram aliviados, mas outros duvidavam que eu fosse estar dizendo a verdade — Dênis, por exemplo.

— Por isso eu pedi que não dissesse nada — sorriu Ogawa -. Garotos, ela caiu na piscina e...

— Para de mentir Ogawa! — Gritava Dênis. — Eu pensei que você não fosse esse tipo de pessoa!!! Saiba que...

— Dênis para... — Disse Ran, prevendo desgraça.

— Só falo com você por pena!

— Dênis! — Ran gritou.

Ao meu lado, Ogawa ficou rígido. O sorriso se foi, voltando à ele novamente uma expressão fria.

— Eu não pedi sua compaixão, muito menos sua companhia.

E ao dizer isto, deixa a sala, todo mal-humorado . Viro-me para xingar Dênis, mas este já está ajoelhado e com a cabeça nas mãos, todo arrependido.

— Seu idiota! O que você tem na cabeça?

— Calma Ágata, ele já se arrependeu. — Ran tentava me tranquilizar.

— Mas por que diabos Dênis falaria com Ogawa por pena?

Fez-se silêncio outra vez, até Ran me dizer:

— A mão de Ogawa morreu quando ele tinha onze anos, a mãe dele sofreu um acidente e morreu. A partir daí a relação dele com o pai piorou. Ogawa era aluno exemplar, mas como para seu pai nada que ele fazia era bom o suficiente, então ele desistiu de tentar ser esse tipo de pessoa...

— E começou a expulsar os professores — concluí. Me senti um pouco mal por isso tudo. — Denis, vá se desculpar. É o único jeito desfazer o erro.

Após convence-lo de que daria certo, fomos para ao jardim procurar Ogawa. E encontramos olhando para a piscina onde caímos ontem.

— Ogawa. — chamei, e ele se virou. — Denis tem algo a lhe dize.

~Ran empurra Denis para que se aproxime~

— Acho que ele já falou muita coisa. — reclamou.

Denis se aproxima e fala, com cabeça baixa.

— Ogawa eu... O que eu disse.... Não era exatamente o que eu queria dizer. — Ogawa olha pro lado, pensando. — Eu nunca andei com você por dó, pena nem nada do tipo... Você é meu amigo, e é por isso que eu falo com você. Eu gosto da sua amizade, Ogawa.

Ele ainda continua sério, mas então diz:

— Eu não vou te dar um beijo, se é o que está pensando.

~Denis fica vermelho~

— Seu idiota!

Ran e D a brincar com Ogawa — perto da piscina.

— Gente já fizeram as pazes , então... Eu vou indo.

Quando dei as costas, Denis me pega e começou a andar comigo no colo gritando:

— Vamos joga-la na piscina!

O QUE?! ele disse p-p-piscina?

Comecei a gritar e ele pensou que era só escanda-lo. Então comecei a chorar parece idiota, mas tenho pavor de piscina.

Ogawa me tira dos braços de Denis e me senta no chão. Denis se sente culpado e Ogawa tenta lhe explicar o porquê do meu escândalo e Ran tentava me acalmar.

— Eu estou bem....

Na saída da escola, eu ainda não tinha melhorado, então um ser alto, lindo e gentil me abraça.

— Não sei porque você tem esse medo, mas ... Prometo que você não vai mais chegar perto daquela piscina...

Ficamos assim abraçados por um bom tempo.

Notas finais
Esse ficou longo, mas e ai o que acharam? :)