Felicidade Envolve Loucura
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Desculpem a demora a postar :/
Mas enfim, aqui estamos com mais um capítulo!!!
Boa leitura .-.
Ágata
Quando cheguei em casa Luce veio logo me perguntando:
— Por que pulou o muro?
Olhei no fundo daqueles olhinhos e vi que seria impossível mentir.
— Eu estava brava com o Ogawa, então tentei evita-lo, mas ele percebeu. Então ele foi atrás de mim no jardim. Eu caí na piscina... — Agora ela compreendia. — E como ele mora perto da escola, eu fui até lá me secar, sem que papai ou mamãe fossem à escola, preocupados. Nunca pensei que pularia o muro, mas... Ei, espera aí... Como que você pode ter me visto? Ogawa me garantiu que ninguém que não vá pular o muro fica por lá...
Aha!!! Peguei-a no flagra! Querendo me dar sermão tendo metade da culpa?
— Eu fui para a casa do Caio porque Shou me segurou e me levou à força.
— O QUÊ??? Tá querendo me dizer que esse tal de Shou te domou?
— Ei, não sou um touro!
Eu ri.
— Mas é tão forte quanto um. Ok então, estamos quites. Não toque no meu assunto que eu não toco no seu, tá?
Ela odiava quando eu a colocava contra a parede, mas me ouviu.
Quando papai chegou em casa, ele assumiu sua personalidade de ator e subiu em cima da mesa de estar.
— Fui promovido!!! Pro-mo-vi-do! Agora sou assistente do chefe! — Então começou a fazer a dança do caldeirão, enquanto cantava "Aham, aham, a-aham!". Com um clima assim, de loucura e felicidade, os problemas, tristezas e preocupações se vão, e eu não pude deixar de rir e cantar também.
O dia não tardou a chegar. Penteei meus cabelos, mas os mantive soltos. Vesti uma calça jeans, uma regata preta e um bolero de cor neutra. Calcei meu All Star favorito e esperei Luce no portão, com meu skate.
Luce veio vestida com uma calça jeans azul escura, uma camiseta verde e, assim como eu, All Star e skate. Ela era mais simples, não fazia tanta questão de ficar bela — talvez porque não precisasse de esforço algum para isto -, então fomos.
No caminho, começamos a falar sobre nossas classes, e que teríamos três provas hoje e quatro amanhã.
— Cho que fiz eles estudarem bastante. — Dizia ela, pensativa.
— O mesmo eu digo dos meninos da minha sala.
Chegamos na escola e nos separamos. Fui em direção ao terceiro andar — mas eu estava distraída com a paisagem, ou seja, estava sem olhar para a frente. E...
— Ai... Desculpa...
— Ah! o que foi agora? Todo mundo deu pra me irritar hoje?
— Ei!!! Será que consegue ser mais mal-educado?
Olhei para os olhos negros do garoto que eu acabei de me esbarrar, ele tem cabelos pretos e lisos, usava uma calça jeans preta, um cinto que pegava da sua cintura e descia em diagonal, uma camisa preta — com uns desenhos sinistros. Resumindo: lindo.
— Você é o Caio né?
— Sim.
Eu sorri.
— Sou a Ágata, irmã da Luce.
Ele sorri também.
— Certo... Eu peço desculpas, apesar da culpa ser toda sua.
Engraçadinho...
— O que faz aqui em cima?
Então de repente ele se lembra do que veio fazer e sai andando atrás de uma pessoa que estava no fim do corredor.
Continuei andando como se nada tivesse acontecido, e encontrei Sawa em frente à nossa sala.
— Oi.
— Oi. — ela responde. Olhava para seus próprios pés, preocupada.
— Você está bem? O que aconteceu?
— Não é da sua conta.
Ela entrou na sala fazendo barulho com sua sapatilha. Ela usava uma calça jeans e uma camiseta bege com renda. Estava sem seu bloco de notas.
Eu estranhei a agressividade em suas palavras, pois ela fora sempre tão gentil e... Sozinha...! Sozinha! Talvez seja isso...
Fiquei em silêncio, até ver Ogawa e ir cumprimenta-lo. Ele vestia calça jeans azul marinho, uma camisa preta escrita "Eu mordo" em vermelho sangue. Seus cabelos castanhos estavam um pouco úmidos e a pele parecia mais pálida que o normal.
— O... — ele interrompe meu "oi" me dando um beijinho na testa. E então ele me olha e, percebendo meu espanto , sorri.
— Oi — diz ele.
Juntos, entramos na sala e Dênis veio em nossa direção com um olhar desconfiado.
— Por que não vieram pra escola ontem?
Ãh?
— Quê?
— Não, quer dizer, por que foram embora? Aonde foram? — Ele se corrigiu.
— Não fala na... — Ogawa ia sussurrando em meu ouvido, mas tarde de mais, pois eu dissera:
— Na casa do Ogawa.
Todos os meninos fizeram silêncio e nos olharam — até mesmo Sawa, que a propósito não é um menino. Então fiquei constrangida.
— Não foi pra isso!
Alguns ficaram aliviados, mas outros duvidavam que eu fosse estar dizendo a verdade — Dênis, por exemplo.
— Por isso eu pedi que não dissesse nada — sorriu Ogawa -. Garotos, ela caiu na piscina e...
— Para de mentir Ogawa! — Gritava Dênis. — Eu pensei que você não fosse esse tipo de pessoa!!! Saiba que...
— Dênis para... — Disse Ran, prevendo desgraça.
— Só falo com você por pena!
— Dênis! — Ran gritou.
Ao meu lado, Ogawa ficou rígido. O sorriso se foi, voltando à ele novamente uma expressão fria.
— Eu não pedi sua compaixão, muito menos sua companhia.
E ao dizer isto, deixa a sala, todo mal-humorado . Viro-me para xingar Dênis, mas este já está ajoelhado e com a cabeça nas mãos, todo arrependido.
— Seu idiota! O que você tem na cabeça?
— Calma Ágata, ele já se arrependeu. — Ran tentava me tranquilizar.
— Mas por que diabos Dênis falaria com Ogawa por pena?
Fez-se silêncio outra vez, até Ran me dizer:
— A mão de Ogawa morreu quando ele tinha onze anos, a mãe dele sofreu um acidente e morreu. A partir daí a relação dele com o pai piorou. Ogawa era aluno exemplar, mas como para seu pai nada que ele fazia era bom o suficiente, então ele desistiu de tentar ser esse tipo de pessoa...
— E começou a expulsar os professores — concluí. Me senti um pouco mal por isso tudo. — Denis, vá se desculpar. É o único jeito desfazer o erro.
Após convence-lo de que daria certo, fomos para ao jardim procurar Ogawa. E encontramos olhando para a piscina onde caímos ontem.
— Ogawa. — chamei, e ele se virou. — Denis tem algo a lhe dize.
~Ran empurra Denis para que se aproxime~
— Acho que ele já falou muita coisa. — reclamou.
Denis se aproxima e fala, com cabeça baixa.
— Ogawa eu... O que eu disse.... Não era exatamente o que eu queria dizer. — Ogawa olha pro lado, pensando. — Eu nunca andei com você por dó, pena nem nada do tipo... Você é meu amigo, e é por isso que eu falo com você. Eu gosto da sua amizade, Ogawa.
Ele ainda continua sério, mas então diz:
— Eu não vou te dar um beijo, se é o que está pensando.
~Denis fica vermelho~
— Seu idiota!
Ran e D a brincar com Ogawa — perto da piscina.
— Gente já fizeram as pazes , então... Eu vou indo.
Quando dei as costas, Denis me pega e começou a andar comigo no colo gritando:
— Vamos joga-la na piscina!
O QUE?! ele disse p-p-piscina?
Comecei a gritar e ele pensou que era só escanda-lo. Então comecei a chorar parece idiota, mas tenho pavor de piscina.
Ogawa me tira dos braços de Denis e me senta no chão. Denis se sente culpado e Ogawa tenta lhe explicar o porquê do meu escândalo e Ran tentava me acalmar.
— Eu estou bem....
Na saída da escola, eu ainda não tinha melhorado, então um ser alto, lindo e gentil me abraça.
— Não sei porque você tem esse medo, mas ... Prometo que você não vai mais chegar perto daquela piscina...
Ficamos assim abraçados por um bom tempo.
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