XXI-Felicidade.

Quer saber, felicidade,

Fugiste de toda a minha revolta,

Deves ter fugido dos meus gritos,

Não habitas mais em minha volta,

Foi-se para longe de mim.

Onde estás, felicidade?

Não consigo mais te ouvir.

Levaste toda a música,

Levaste toda a alegria.

Não há sonhos e nem magia,

Tudo parece ainda mais escuro,

Não que o escuro seja ruim,

Na realidade eu o acho bom.

O silencio reina entre nós,

Não há força de vento feroz.

Só há a lembrança de

Que um dia te conheci,

Felicidade.

Ah, felicidade, são só memórias

Do meu passado!

Felicidade, há algo novo?

Sinto o cálido anúncio,

De que vamos terminar com isso,

Algo que antes parecia inacabável,

Há a esperança de terminar friamente

E eu não me importo a mínima

Que esteja sendo feito.

Através de tudo, prometi.

Quando chorasse, riria.

Deus me ama ainda, eu acho.

Mesmo eu sendo uma moça tão terrível

E tão absurda,

Que ainda sonha com os anjinhos

Que a espera na beira da piscina,

Que ainda acredita em fadas

E acredita que com tanta maldade

Ainda existe felicidade.

Mas eu tive um anjo,

Ele era lindo,

E se no mundo ainda há felicidade

Deus livrará de mim toda a crueldade

E, se em seu poder está,

Dias chegando,

Eu estarei com meu anjo,

Sorrindo, dançando, cantando.

Afinal, sem isso eu não quero viver.

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