Feitos Um Para O Outro
8 Borboletas.
Notas iniciais
Era sexta-feira.
E meus pesamentos bombardeavam e iam para minha vida, lançando fleches em minha mente.
Minha nova vida.
Não tão nova. Mas com gente nova.
Jake.
Minha mãe Lara.
Eu não estava recuperada de tudo ainda. Era tudo muito novo.
Eu estava apaixonada por um garoto que as vezes me odiava e outras não.
Minha mãe reaparece do nada.
Eu brigo na escola.
Um garoto quase me bate. Quase.
Se não fosse por Jake.
Os seus olhos verdes hipnoizantes e cativantes que me afetava como um tsunami.
E hoje era um dia em que eu o veria. Um dia depois dele ter saido daquele belo lugar com a cara fechada e pisando fundo, ignorando minha pergunta e me ignorando.
Andei por toda a escola, esperando dar o horário de minha primeira aula para eu entrar de uma vez e esfriar minha cabeça. Ignorar os jornais que jogavam em meu rosto. Todos com aquela manchete inútil.
Eu também queria entrar para ver Jake.
Talvez isso fosse loucura, ou obsessão.
Eu era uma louca obsessiva.
_____
Deixo minha mochila de lado e pego meu caderno e um livro de quimica que estava guardado dentro dela, mofando há alguns dias.
Tento pensar positivo. Pensar em algo bom.
Quando me pego pensando em borboletas.
Como elas eram encantadoras e frágeis.
Coloridas e alegres.
E apenas com uma pisada, elas simplesmente morrem esmagadas.
Era uma coisa terrível de se pensar mas... Durante muito tempo eu sempre gostei de borboletas.
As mais encantadoras eram as azuis.
Como eram grandes e lindas.
Lembrei de uma vez que eu Tom fomos em um campo de uma fazenda. Havia bichos de todos os tipos, mas o que eu mais gostei foi de um porco.
Uau. Um porco.
Eu tinha 8 anos!
E principalmente, eu amei as borboletas que rondavam o lugar. Felizes e alegres. Em meus pensamente eu podia as ouvir cantarolar por ai, fora um dia perfeito. Que nunca mais se repetiu pois meu pai se encheu de trabalhos.
O pensamento se desfez em um borrão complexo quando noto alguém sentado ao meu lado me encarando.
Eu engasgo quando fito seus olhos verdes saltando as ''velhas'' faiscas sobre os meus. Sua expressão era de raiva, furia e de algo a mais que para minha infelicidade eu não consegui detectar.
Já minha expressão era totalmente diferente.
Eu estava o olhando de uma forma estranha, estudando todos os pontos de seu rosto, todos os traços, como se estivesse o gravando em minha memória.
''Você ainda não me respondeu.'' — eu não queria ter dito isso, não dessa forma. Não agora. Era para ser apenas pensamentos confusos, e acabou escapando de meus lábios sem eu nem ao menos querer.
Ele enruga sua testa e olha para frente. Dando um olhar ao professor de quem estava entendendo tudo.
''Eu não sei do que você está falando.'' — eu aperto meus lábios para evitar de ficar boquiaberta — ''Só... Me deixe em paz.''
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