Notas iniciais
Aqui está o segundo capitulo da fic. Espero que goste e deixem reviews leitores fantasmas. kkkkkk.

– Como assim, quem sou eu? — Ela perguntou em choque e se aproximando, cada vez mais desesperada.

Eu estava começando a ficar com medo, tanto dela quanto do que poderia ter acontecido.

– Me desculpe, mas não faço a menor ideia de quem é você nem, do que estou fazendo aqui.

– Ai meu Deus, Sofia sou eu Lia, sua irmã mais velha – Ela tentou explicar. – Você ficou presa num incêndio na escola onde estuda, ou estudava, não só você, como alguns de seus amigos que estavam junto com você. Não consegue se lembra de nada?

Ela despejou tudo aquilo em cima de mim me deixando sem reação. Eu tinha estado presa num incêndio, meus amigos estava comigo, e o pior de tudo era não me lembrar de nada disso.

COMO É POSSÍVEL UMA PESSOA FICAR PRESA NUM INCÊNDIO COM SESU AMIGOS E NÃO SE LEMBRAR DE NADA?

Lia estava agora ao lado cama onde eu estava esperando uma resposta para sua pergunta.

Apenas balancei a cabeça em negação. Ela me olhou por um instante e saiu do quarto em silencio, fiquei sozinha alguns minutos tentando juntar os fatos que a garota que dizia ser minha irmã me disse, com o que eu vi no sonho.

Eu estava num incêndio antes de vim parar no hospital, isso explica o fogo. Os rostos conhecidos que também vi no sonho, eram de meus amigos, por isso me eram familiares, mas não me lembrava.

Voltei à realidade quando Lia entrou novamente no quarto com mais duas pessoas vestidas de branco, um homem e uma mulher pra ser mais exata, era obvio que eram médicos que ela tinha ido buscar. Mais uma vez me veio à sensação de conhecê-los, mas advinha só, não me recordava, e isso estava começando a me irritar de verdade.

Tanto o homem quanto a mulher tinham olhares preocupados quando me viram. A mulher tinha estatura mediana, cabelos ondulados e castanhos escuros assim como seus olhos, ela era bronzeada e muito bonita. O homem ao seu lado era alto com cabelos lisos e negros, e olhos azuis bem claros, ele também era lindo.

Que tipo de pessoa repara na beleza de seus médicos, enquanto está num estado de amnésia. EU

Os três se aproximaram lentamente da cama e enquanto andavam pude ouvi-los sussurrar

– Ela diz não se lembrar de nada, Lennon – Lia disse a ele preocupada.

– Acalme-se Lia, ela provavelmente ainda está em choque pelo acidente – Lennon tentou tranquilizá-la.

– Ele tem razão Lia, essa amnésia pode ser algo passageiro – A mulher completou, mas parecia que ela mesma estava tentando acreditar em suas próprias palavras. — Vamos dar um jeito, tudo bem?

– Sim Aline, sei que vamos – Lia respondeu a ela tentando soar positiva.

Eles chegaram até a cama onde eu estava, e a mulher, Aline acho que era esse seu nome, se dirigiu diretamente a mim.

– Olá Sofia. Como se sente? — Ela me perguntou de um modo bem calmo

– Confusa e com dor de cabeça. — Respondi a ela meio desconfiada, afinal eu tinha a impressão de conhece – la, mas não sabia de fato quem ela era.

– Você sabe que sou? Lembra-se de mim? — Balancei a cabeça em negação. — Meu nome é Aline Müller, esse é meu marido Lennon Müller.

– Esses nomes te dizem alguma coisa? – Lennon perguntou.

– Não – Respondi cada vez mais confusa, frustrada e incomodada com aquela situação. Ele pareceu notar porque disse com uma voz calma. — Não se preocupe, vamos descobrir o motivo de sua amnésia e pode ter certeza que iremos te ajudar tudo bem? — Fiz quem sim com a cabeça e me virei para a janela.

– Tem algo que você se lembre, qualquer coisa pode nos ajudar agora. — Ele perguntou.

– Não... Mas enquanto dormia tive um sonho. — Contei a eles o sonho que tive algumas horas atrás, onde eu vi fogo e aqueles rostos, disse a eles a impressão que tive ao ver os rostos das pessoas dos sonhos e deles também.

Não pense que eu já me sentia confortável na presença deles, porque eu ainda não me sentia, mas no momento eram as únicas pessoas que podiam me ajudar então não me restavam muitas opções a não ser confiar neles.

– Hm, interessante. Bem vamos fazer alguns exames em você e já que você não se lembra de nada vamos ver com as outras pessoas que estiveram com você no incêndio se você levou algum tipo de pancada ou alguma queda que possa ter afetado seu cérebro. — Aline falou aquilo, enquanto anotava algo em uma prancheta que estava em sua mão. — Vai ficar tudo bem, ok? — Ela estava tentando me ajudar, pude sentir isso, em algum lugar dentro de mim, bem lá no fundo, eu pude perceber que aquelas pessoas não queriam meu mal.

A visita de Lennon e Aline não demorou muito. Eles fizeram mais algumas perguntas e foram embora dizendo que logo viriam me buscar para fazer exames. Parece que eles tinham que visitar e fazer perguntas aos outros pacientes que também estiveram envolvidos no acidente.

Enquanto esperava alguém me buscar no quarto, fiquei a sós com Lia, ficamos num silêncio bem estranho. Eu com o olhar fixo na janela, que eu havia pedido a ela para abrir. Durante o tempo em que fiquei no hospital, ficar olhando pela janela se tornou um hábito, já que quando aberta, a janela dava para uma vista da praia e do céu azul, e aquilo me acalmava. Enquanto eu olhava pela janela, Lia estava com o olhar fixo na parede, cada uma perdida em seus próprios pensamentos, apesar de que eu suspeitava que o que passava em nossas mentes era a mesma coisa.

Mais ou menos, meia hora depois umas enfermeiras entraram no quarto para me preparar e me levar para fazer os exames. Antes de sair do quarto eu e Lia nos olhamos e eu tive certeza de que nossos pensamentos realmente eram os mesmos. “O que aconteceu comigo para eu estar com amnésia e como resolver isso”. Naquele momento pude notar a real preocupação de minha mais “nova” irmã mais velha.