Feito Mal Aceito... Ou Nem Tanto.
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Capitulo 04.
Nos outros dias Edward saía como sempre para ajudar em alguma coisa com o pai e às vezes ainda chegava tarde, mas eu já tinha falado o que eu pensava e não queria mesmo ter outra briga. Talvez a senhora Esme tivesse razão, tinha que me usar para ter o privilégio de ter o meu marido só pra mim. À noite me pegava imaginando quem o tinha lá fora. O lado bom era saber que pelo menos não era todo dia que ele chegava às tardes da noite em casa e muitas vezes ele me pegava dormindo e com o tempo deixei de usar meu robe para me cobrir a noite.
Às vezes quando eu me levantava antes dele ainda podia sentir seus braços ao meu redor, e decidir por sempre que ele saísse pela manhã iria ajudar com as rosas e com o jardim em si, o que deixou Esme feliz com a minha iniciativa.
Jessi falava-me às vezes de como ela andava quando arrumava meu cabelo pela manhã, e Esme às vezes andava feliz pela casa junto com os criados á observar tudo ao redor, Carlisle e eu pouco nos falávamos, tínhamos uma relação à base de livros. Os livros que ele me emprestava eram todos ótimos, o que me estimulava a continuar a escrever – e minhas prosas eram sempre publicadas, me sentia ótima.
Ang veio a cá e se maravilhou pela casa e jardim, mesmo eu morando aqui já há algum tempo às vezes eu ainda me pegava admirando a grande imensidão da casa. E depois da visita de Ang para a entrega do convite formal de seu casamento, eu e Edward às vezes saiamos para o alfaiate para a finalização de meu vestido e de sua roupa. Jessica ia sempre como minha segunda acompanhante.
Íamos Edward e eu de braços dados, e Jessi ao meu lado levando o guarda-sol conversando comigo, mas sempre às vezes me cutucava quando alguém me dava um olhar exagerado de mais para ser amigável. O que demonstrava a inveja.
Amigos de Edward paravam para nos cumprimentar e falar com Edward. As únicas pessoas que eu realmente conhecia eram freiras, padres e outros poucos da nobreza. Quando eu vivia com meus tios eu não saia muito de casa, e eu passei quase minha vida toda em um convento.
E na verdade mesmo que meu relacionamento com Edward parecesse feliz aos olhos do povo, ate da minha própria família esse por sua vez não estava muito essas coisas. Eu percebi ao longo da nossa caminhada ao alfaiate que as mulheres – bonitas – sempre acenavam para Edward, mas nem quase sempre ele correspondia.
_Você devia corresponder aos acenos – disse.
_Porque eu deveria?
_Porque é rude Edward não fazer – lhe disse e logo sorri para um casal que passava nos cumprimentando.
_Não acho que seja. Essas mulheres não respeitam nem sua presença ao meu lado. Porque deveria acenar pra elas? – ele disse.
_Edward... Não me importo quem é que acena pra você, se é uma prostituta ou uma duquesa. Não ligo se elas estão ou não me notando, elas nunca irão de ser eu! Que por uma incrível sorte casei-me logo com você meu bem – lhe disse sarcástica e ele devolveu com um lindo sorriso.
_Se der por sortuda, mon amour – ele disse-me, ele pouco me chamava assim na verdade.
_Vocês não vão brigar aqui vão? – Jessica perguntou.
_Ah! Que ultraje, claro que não Jess, por que faríamos isso? – lhe perguntei com certa preocupação.
_Nunca vi vocês se falando assim. – ela desviou o olhar para frente.
_Assim como? – Edward falou pela primeira vez com ela.
_Ham, me desculpe senhor, mas usando esse sarcasmo – respondeu ainda olhando pra frente.
_Horas Jessica, não tem nenhum sarcasmo você entendeu errado. Somos apaixonados não precisamos desse tratamento não é mon amour? – ele perguntou-me.
_Claro que não querido. – lhe disse.
Logo mais a frente Jessica pediu-me para sair e se encontrar com alguém, Mike na verdade, eu lhe cedi depois de que chegássemos ao alfaiate, pois eu bem sabia que Edward não gostava de levar guarda-sol.
_Porque é tão liberal com ela? – Edward me perguntou, quando já estávamos no jardim de casa...
_Ela quem?
_Sua aia Bella.
_Ha sim, só é uma boa companhia. Quase uma amiga... Eu não tinha essas coisas de ser a dona dela, ela trabalha pra mim, mas não é minha escrava. É que sua mãe me influenciou com isso
_Minha mãe não pensa muito bem Bella! – ele disse rindo.
_Muito divertido Edward, és da sua mãe que falas, não deveria falar assim.
_Tudo bem. – ele encerrou o assunto.
O resto da manhã ficou — eu e ele — no jardim a conversar – o que me deixou muito feliz era a primeira vez que tínhamos uma conversa de verdade.
À noite Esme veio ao meu encontro na cozinha:
_Então Bella, como tem se saído? – perguntou-me
_Acho que bem, Senhora. – respondi meio receosa.
_Eu reparei que Edward não saiu hoje... Como esta o plano? Você ainda o está seguindo, querida?
_Na verdade, estou. Mas não exagero muito, eu quero que as coisas sejam no seu espaço de tempo. – lhe assegurei com um sorriso final.
Eu sabia que agora eu tinha que ser mais ousada, não me satisfazia com os pequenos selinhos que recebia dele. Santo Deus, é como se eu tivesse pecando! Exclamei em pensamentos.
Entrei no quarto e ele já estava pronto para se deitar, apenas com a ultima vela acesa ao seu lado da cama, quando entrei ao quarto sorriu-me.
_Só estavas esperando, a sua ilustre presença. — disse-me.
_Pois não, aqui estou. – sorri. E ele apagou a vela. Essa era minha deixa.
Desci lentamente o robe que usava de costas pra ele e o coloquei no cabide ao lado do criado-mudo, virei-me pra ele e perguntei-lhe:
_Edward, gostou da minha nova vestimenta pra dormir? – soou uma pergunta inocente, ou assim esperava.
Ele olhou-me por segundos muito longos, segundos que me fez corar e achar que ele não gostava do meu chambre. Virei me constrangida demais.
_Voc-cê está linda Bella – ele sussurrou. Logo atrás de mim.
Colocou as duas mãos, uma de cada lado de minha cintura e beijou-me o pescoço.
_Obrigada – disse. – Sabia que é seda pura? – lhe perguntei inocentemente.
_Sim, eu vejo. – e passou suas mãos ao redor de mim. Eu estremeci com o pequeno toque.
_Você não deveria fazer isso Bella...
_Fazer o quê? – perguntei e cometi o erro de virar pra ele, deixando seus lindos orbes nos meus.
_Me deixar assim Bella, louco. – ele sussurrou. Edward é muito manipulável, eu mal comecei, pensei.
_Acho que você só esta exagerando Edward! – esquivei-me dele e fui para meu lado da cama, com um pequeno sorriso no rosto. Sentei-me para a minha oração e fiquei o encarando ainda paralisado lá no lugar que o deixei.
_Vamos Edward, venha para a cama. –tirei-o de seus pensamentos.
_Claro, estou indo. – ele murmurou desconectado e com o cenho franzido. Deitou-se ao meu lado, encarando o teto desnorteado.
Assim que terminei de agradecer com uma oração pelo meu dia, o fiquei encarando e ele ainda estava com aquela ruga na cara, o que me deixava antipática, pois me achava à culpada de tal ato. ‘Tentando’ aliviar a sua tensão fiz algo.
Subi em cima dele, uma perna de cada lado das suas e logo ele despertou de seja lá onde estava. Inclinei-me e fui dando beijos tímidos pelo seu pescoço ao rosto.
_Bella, o que você está a fazer? – ele perguntou-me impaciente e já excitado, mas fingir que eu não senti nada disso.
_Estou tentando tirar essa sua cara, e sua tensão... – respondi-lhe e parei de beijá-lo e só fiquei sentada lá.
_Você não esta me ajudando – murmurou entre dentes.
_Você não está me ajudando também Edward! – lhe disse, sorrindo.
_Bella, você se lembra da conversa sobre você dizer algo sobre termos tempo? – perguntou-me nervoso.
_Certo Edward, boa noite — sai e deitei de costas pra ele, minutos depois o senti acariciar meu rosto.
_Você não ficou zangada não é? – me perguntou.
_Porque ficaria? – virei-me pra ele.
_Porque ti rejeitei?
_Na verdade não, eu entendo que você não queira... – terminei deixando a frase morrer pra o deixar pensar que eu queria algo mais...
_ Você queria...
_Na verdade você me fez lembrar sobre meu tempo – sussurrei e forcei um bocejo. – Hoje foi um dia longo não? – virei-me de costas pra ele.
Ele deu um suspiro com um misto de frustração e nervosismo. Minutos depois o sentir me levar para mais perto dele.
_Boa noite minha Bella – ele sussurrou e deu-me um beijo na testa. Aquilo poderia ser um sonho, mas não sabia concluir se era de fato uma verdade. Acho que adormeci não me recordo de mais nada que se possa ter acontecido. Só sei de uma coisa: talvez os meus planos tivessem dando certo. Talvez.
Uma brincadeira com o marido nunca foi tão excitante para Isabella, Edward iria enlouquecer, se não tomasse cuidado.
Notas finais
Espero ter reviews para postar/escrever mais rápido o próximo capt.
Beijos, Nath.
Fale com o autor