Notas iniciais
oi pessoal! me desculpem a demora mas é que eu travei no final desse capitulo e finalmente hoje destravei!
espero que gostem do capitulo não sei se ficou bom
boa leitura! :D

Quinn

Eu não sei o que deu em mim quando invadi o bar daquela maneira. Acho que o ciúme falou mais alto. Nesse momento eu estava encostada na moto da Rachel esperando ela e a vadia terminarem de conversar.

Observo as duas do outro lado do estacionamento, a Rachel tem uma expressão seria e determinada no rosto, já a vadia estava com o deboche estampado no rosto.

E é nesse momento que eu sinto uma energia de lobo vindo da vadia e antes que eu possa avisar a Rachel, a vadia corre para dentro da floresta. Rachel olha para mim e corre atrás dela.

Nem penso duas vezes antes de segui-las, elas já tinham sumido de vista, usei minha ligação com a Rachel para descobrir o caminho até elas.

Depois de um tempo correndo, me desviando de arvores, tropeçando em raízes começo a enxergar dois vultos grandes brigando. Quando chego mais perto vejo que é a Rachel e o outro lobo provavelmente é a vadia.

Vejo a vadia arranhar fundo o ombro da minha parceira e fico preocupada, mas ela rapidamente se recupera e se lança contra o outro lobo o arranhando, mordendo seu ombro para depois prende-lo no chão com sua pata.

Percebo que ela agora não tem ideia do que fazer apenas fica ali recuperando o fôlego com a pata firmemente plantada no peito do outro lobo. Decido ajudá-la a se lembrar do que deve fazer.

_Mata ela! Eu digo com a voz ofegante.

_Você sabe que é isso o que acontece com o lobo que invadi o território de outra alcatéia sem pedir permissão ao alfa local! Eu digo com a voz mais firme do que antes.

Ela olha novamente para a vadia, depois volta o seu olhar para mim e eu posso ver a duvida estampada em seus olhos, mas ela não pode hesitar é a lei da alcatéia.

Rachel

Eu realmente não sabia o que fazer, quero dizer, eu sabia o que fazer, mas apesar de tudo eu realmente não sei se conseguiria matar uma pessoa que já trouxe tanta felicidade a minha vida.

Me mata logo é o seu dever não é? Ela disse sarcasticamente, mas eu percebi o medo em sua voz.

Cala a boca. Eu digo e rosno para ela ficar quieta.

Eu vou te falar exatamente o que você vai fazer. Eu digo e ela me olha confusa.

Você vai sair do meu território agora, e se você voltar eu vou desconsiderar o nosso passado juntas e te matar sem piedade. Eu digo com uma voz sombria, vejo ela estremecer e depois acenar com a cabeça mostrando que entendeu.

Saio de cima dela que logo se levanta olha rapidamente para mim e depois para Quinn, que estava nos olhando incrédula, antes de correr de volta ao estacionamento.

Observo ela se afastar antes de voltar o meu olhar para a Quinn. Puta que paril! Agora eu vou ter que ouvir o maior sermão e pela cara dela não vai ser bonito.

_Rachel você ficou maluca? Por um acaso esqueceu os seus deveres coma alcatéia? Reviro os olhos com esse comentário.

Ela continua o sermão falando mil e uma coisas. Ignorando vou em sua direção, mas quando dou o primeiro passo sinto uma dor em meu ombro esquerdo. Agora que a adrenalina saiu do meu corpo eu me tornei consciente da dor excruciante em meu ombro.

Solto um ganido de dor, Quinn para de falar e na mesma hora vem olhar o meu ombro. Ela faz uma expressão preocupada e diz:

_Vamos voltar para o estacionamento, precisamos cuidar do seu ombro.

Olho para ela e balanço a cabeça concordando. Começamos a caminhar de volta para o estacionamento e eu começo a divagar. Esse Quinn que eu vi agora pouco era um reflexo da Quinn malvada que costumava me aterrorizar na escola. Eu sinto que nestas ultimas semanas eu estou conhecendo a verdadeira Quinn Fabray aquela que é mandona, decidida e têm gênio forte e aquela que eu conheci recentemente a carinhosa, gentil e leal.

Percebi que estava me apaixonando por ela, apesar do sentimento de possessividade entre Parceiros, eu estava me apaixonando por essa nova Quinn. “Não que ela precise saber” eu penso. Durante o caminho eu percebi que a Quinn ainda estava com raiva, mas mesmo assim não deixou de me fazer perguntas constantes sobre como estava o meu ombro.

Assim que chegamos ao estacionamento ela foi ao jipe ver se tinha alguma roupa do Puck para eu vestir enquanto eu esperava na floresta, escondida entre as arvores. Ela volta com uma calça de moletom, que provavelmente dava duas de mim dentro e uma camiseta.

Depois que ela me entrega as roupas, eu vou para trás de uma arvore colocá-las. As roupas ficaram largas, eu tinha que segurar a calça para ela não cair. Voltei para perto do jipe onde a Quinn estava me esperando. Ela olhou para mim e pude ver que ela segurou um riso zombeteiro depois ela olhou para o meu ombro machucado, que estava exposto pela camiseta, e depois para o meu rosto.

_Vamos! Ela disse indo para o jipe e vi que ela ainda segurava o riso.

Fui para o banco do passageiro, já estávamos nos afastando do bar quando eu lembrei que a minha moto estava ali. Eu não tinha condições de dirigir a moto para casa com o meu ombro ruim, mas eu sabia quem podia levar ela de volta.

Noah? Eu chamei mentalmente.

Oi Rach tudo bem? Ele me pergunta

Mais ou menos, depois eu te explico. Escuta você pode fazer um favor para mim? Eu pergunto.

Olha Rachel, você é gostosa e tudo mais e eu sei que quando a lua cheia se aproxima nós lobos ficamos cheios de tesão, mas eu não posso fazer isso com você. A Quinn é minha amiga.

O que? Não seu idiota não é nada disso. Você sempre pensa em sacanagem não é? Eu ia te pedir para buscar a minha moto, pois eu estou com a Quinn no seu jipe. Eu digo corando com o que ele disse.

Ah! Ta eu pego a sua moto, onde ela está?

Ta naquele bar que fica na fronteira. Você sabe qual é? Eu pergunto

Sei, mas porque você deixou a sua moto lá? Ele perguntou afinal todos sabem do meu amor pela minha querida moto.

Eu tive alguns problemas, depois eu te conto. Eu digo sem querer contar a história toda agora.

Vai contar mesmo? Ele pergunta

E eu não sempre conto. Eu digo sorrindo.

Ok! A gente se vê amanhã Rach. Ele se despede.

Tchau Noah!

Volto a prestar atenção no carro e vejo que de 30 em 30 segundos a Quinn olha para mim se alternando em olhares preocupados e carrancas irritadas. Em um desses olhares irritados eu digo:

_Quinn, você esta fazendo aquela cara de Cheerio malvada e está começando a me assustar.

_Talvez você mereça uma cara de Cheerio malvada. Rachel o que você estava pensando... Ela começa, mas eu a interrompo dizendo:

_Por favor, Quinn meu ombro está doendo e eu não estou conseguindo pensar claramente agora, deixe o sermão para depois ok?

Ela não responde e se concentra na estrada passado um tempo ela percebe que eu estou com uma careta permanente de dor no rosto.

_Você está bem? Ela pergunta e eu apenas balanço a cabeça concordando.

_Você já está em forma humana sabia. Pode responder com palavras. Ela diz parecendo ligeiramente irritada eu rio e digo:

_É que você me fez essa pergunta tantas vezes quando eu estava como lobo que balançar a cabeça foi automático.

Ela me lança um olhar irritado e eu levanto as mãos em sinal de rendição esquecendo do meu ombro machucado. Na mesma hora faço uma careta de dor. Ela me olha preocupada e diz:

_Para de mexer o braço! Vai doer mais se você continuar mexendo.

_Ta, eu sei. Eu digo revirando os olhos. Ela levanta a sobrancelha com se dissesse “Sabe mesmo?”

O resto do caminho foi feito em silencio que só foi quebrado quando ela percebeu que o meu ombro tinha voltado a sangrar e me deu um pano que estava no porta luvas do jipe.

Ela parou em frente a casa dela, desceu do carro eu também desci e parei na calçada. Quando ela chegou perto de mim colocou a sua mão na base das minhas costas me incentivando a continuar. Ela abriu a porta de casa, esperou eu entrar.

_Mãe? Ela chamou assim que fechou a porta, mas ninguém respondeu.

_Meus pais ainda devem estar na aldeia, espera ali na sala que eu vou buscar o kit de primeiros socorros. Ela disse

Eu apenas assenti e fui para a sala. Era uma casa bem bonita igual aquelas casas de filme da Disney com um gramado bem cuidado e uma cerca branca de madeira.

Vejo a Quinn retornar com uma maleta branca com uma cruz vermelha na frente. Ela faz um sinal para eu me sentar e eu me sento ao seu lado no sofá.

_Me deixa ver! Ela diz olhando para o pano que eu pressionava contra o meu ombro.

Olho para ela e tiro o pano de meu ombro expondo o meu machucado. Ela faz uma careta e se levanta, sem dizer nada, indo em direção a cozinha. Ela volta momentos depois com um pano e uma vasilha com água.

_Eu vou ter que limpar antes de fazer o curativo. Ela disse

_Ok! Eu digo

Ela molha o pano, se inclina em minha direção, ficando muito perto, afasta a camiseta para longe do machucado e gentilmente começa a limpa-lo. Arde um pouco, mas não é nada que eu não possa aguentar.

Quando ela terminou de limpar o machucado, ela se virou para a pequena maleta e de lá retirou um spray que ela espirrou em meu ombro ferido. Chupei o ar pelos dentes aquele troço ardia pra cacete. Ela esperou eu me acalmar e fez o curativo em meu ombro.

Quando ela levantou a cabeça e olhou em meus olhos, eu percebi que estávamos muito perto. O cheiro dela estava inebriando a minha mente, me impedindo de pensar claramente.

Ela parecia com dificuldade para respirar, respirando fundo e ainda olhando em seus olhos pude perceber vários pontinhos verdes em seus olhos cor de avelã. Suas pupilas estavam lentamente se dilatando, assim como tenho certeza que as minhas também estavam, sua respiração estava batendo em meu rosto, seu cheiro bloqueando minha mente foi impossível eu não me inclinar em sua direção.

Ela também estava vindo em minha direção, ela queria tanto quanto eu, meu corpo estava tremendo, a minha respiração ofegante, o meu coração quase saindo pela boca, o ponto entre as minhas pernas estava pulsando dolorosamente e a gente nem tinha se beijado ainda.

Nossos lábios se roçaram e eu estremeci, nossos olhos ainda estavam abertos aproveitando o momento intimo no qual estávamos.

Nós aproximamos os nossos corpos ainda mais e ao mesmo tempo fechamos os olhos para nos entregarmos de vez ao tão esperado beijo quando a porta da frente se abre fazendo a gente se separar assustadas.

Pela porta entram Russel e Judy Fabray que estavam nos olhando com um sorriso contido nos rostos. Vejo o alfa olhar de sua filha para mim antes de perguntar:

_Estou interrompendo?

_Não, senhor. Eu respondo respeitosamente.

Quinn

Estava tão perto! Tão perto que eu já podia sentir o gosto de sua boca, mas parece que o universo tem alguma coisa contra mim. Sinceramente não tinha outra hora para os meus pais chegarem não? Eu estava muito irritada por agora estar vendo minha mãe se apresentar a Rachel em vez de estar beijando a minha Parceira.

_Olá, eu sou Judy a mãe da Quinn. Minha mãe diz sorrindo e apertando a mão da Rachel.

_É um prazer conhece — lá Sra.Fabray. Rachel diz sorrindo de volta para a minha mãe.

_É bom finalmente conhecer a Parceira da minha filha. Minha mãe diz e eu me sinto corar, vejo que a Rachel também está um pouco vermelha sorrindo timidamente para a minha mãe. “Ela é tão fofa” eu penso.

_Rachel, o que houve com o seu braço? Meu pai pergunta franzindo a testa olhando para o curativo no ombro da minha Parceira. “Lá vem a conversa delicada”

_É uma longa história, alfa. Ela diz séria e eu percebo que ela quer contar desde o principio.

_Então é melhor você começar logo. Meu pai diz enquanto se senta na sua poltrona e faz um gesto para Rachel se sentar também. Ela olha para mim, que tinha me sentado ao seu lado, respira fundo antes de dizer:

_Sim, eu vou começar a contar desde de o principio.

Notas finais
e ai o que acharam? pessoal não sei quando vou postar de novo eu estou de ferias e estou meio que sendo arrasta por todos para sair de casa afinal nas férias não dá para dar a desculpa de "tenho que estudar" mas vou fazer o maximo para postar na proxima terça! até a proxima :D