Feelings locked

5 Entre o bem e o mal


Notas iniciais
Oiie, voltei com mais um capítulo! Espero que gostem. Capítulo sem revisão. Boa leitura! Nos vemos lá embaixo. Mayu.

Capítulo 4,

Entre o bem e o mal.

O que é bem e o que é mal?

Para mim ambos são o mesmo, encarados apenas por perspectivas diferentes. O que é bem para mim, pode não ser para o outro e vice versa. É tudo questão de perspectiva. Um ponto de vista diferente pode mudar uma história completamente...

...

Desde que a guilda Sabertooth tomou o lugar de nossa guilda, passando a ser a guilda número um e logo depois, exatamente passados sete anos, retomamos o posto de melhor guilda, desde então, há uma certa rivalidade entre ambas guildas.

Para a Fairy Tail a Sabertooth é má, para a Sabertooth a Fairy tail é má.

Para mim, Lucy Heartfilia, nenhuma é má.

Em toda guilda existe uma pessoa que não é a mais benevolente bem como o coração bondoso. É comum na Fairy Tail ver a maioria das pessoas serem muito mais voltadas para o bem do que para o mal, mas às vezes, acontece de a ambição, o sentimento por mais poder, falar mais alto e dominar a mente desta pessoa, tornando-a cega. Na Sabertooth não é diferente. É nessas horas que um bom mestre deve mostrar-se presente e aconselhar seu “filho”.

A única diferença entre ambas as guildas é que se encontra fadas bem mais problemáticas na Sabertooth do que na Fairy Tail, mas eu acredito que não devemos julgar todas as frutas somente porque uma mostrara-se estragada.

Não concordo com o fato de sairmos julgando, generalizando todos tendo como base apenas uma pessoa. Não é só porque esta pessoa está estragada que as outras também estarão. Cada um possui uma forma de pensar, um objetivo a se alcançar, um lado distorcido e escolhas para ambos os lados que fazem o balanceamento da vida...

Foi por causa deste meu pensamento, que acabei arrumando vários olhares mal encarados em minha direção, bem como muitos rostos torcidos me encarando. E até agora eu não consigo ser deixada em paz.

................................. Flashback ..................................

Como sempre, estávamos todos reunidos na guilda. Todos com exceção daqueles que estavam em missão.

As conversas paralelas, deixavam o local bastante tumultuado, mas agradável e aconchegante, deixando-o com um verdadeiro ar de família reunida.

Conversa vai e conversa vem, não sei dizer como e nem o porquê, mas de repente estavam todos da guilda discutindo sobre a Sabertooth.

Como o assunto surgiu e o que o fez surgir, eu não tenho a mínima ideia. Só sei que de repente Laxus estava botando o pau neles e Elfman falava coisas sobre ser homem Sabertooth isso, ser homem Sabertooth aquilo. Natsu dizia que seus punhos estavam preparados. Erza comia seu bolo de morango, sem nem prestar atenção na conversa. Gajeel discutia com Natsu sobre quem tinha o punho mais forte para derrotar os Sabertooth, enfim, foi uma verdadeira confusão.

Em determinado momento, Laxus dissera algo que eu, particularmente, achei bastante injusto, tomando assim a iniciativa e pela primeira vez entrando na conversa, invés de apenas observar.

Foi apenas eu dar minha opinião, para que todos me olhassem espantados e depois emburrados.

Não entendi o porquê dos narizes franzidos em minha direção. Só havia mostrado o meu ponto.

— O que foi isso, Lucy, por um acaso está querendo nos abandonar para se contrabandear para o lado dos gatinhos, é? — Laxus indagou com seu jeito todo intimidante.

Ao que parecia, ele não havia gostado nadinha de eu ter ido em oposição ao que dizia.

Um dia, esse seu porte todo imponente já me deixara de pernas bambas, tamanho era meu temor diante de si, porém agora ele já não possui mais este efeito sobre mim, o que eu devo dar graças a Deus, pois não saberia como reagir diante toda essa sua imponência voltada a minha pessoa.

— Não, Laxus, só estou dizendo que não devemos julgar todos por causa de um. — Pela enésima vez eu dizia a mesma coisa. — Em todo mal existe o bem, assim como também todo bem existe o mal...

— A Lucy tem razão. — E novamente, Mirajane tentava me acudir, vindo ao meu resgate. Direcionei-lhe um sorriso cúmplice.

— A Sabertooth não me engana, eles estão se fazendo de bonzinhos, dizendo que a culpa era toda do mestre e blábláblá, mas no fundo só estão esperando nós abaixarmos a guardar para nos darem o bote. São gatinhos vingativos. Apostem nisso. — Não tinha quem fizesse Laxus acreditar que a atual Sabertooth havia mudado desde que seu mestre sumira do mapa, assim como Minerva.

— Laxus, por favor, pare de encher! Você mais do que ninguém deveria saber que as pessoas mudam. Elas só precisam acordar para vida e enxergarem a luz escondida, mas que está bem estampada em sua frente. — Cana que estava em cima de uma mesa, agarrada ao seu barril, manifestou-se.

— Eles estão tramando algo, tenho certeza. De vilões estão querendo bancar os mocinhos? Isso não me desce. Estou avisando, velhote, você está dando bobeira. Depois que a Fairy Tail for massacrada e você morto, não diga que não avisei. — E sem dar chance de alguém tomar partida e argumentar, Laxus sumiu.

— Ele deveria mais do que ninguém, entender que as pessoas mudam. Ou melhor, elas resolvem mostrar-se como são verdadeiramente, mostram a personalidade que vem do coração, da alma. — O mestre murmurou, partindo logo em seguida para sua sala.

— Não importa se eles estão tramando ou não. Se por um acaso resolverem tentar nos golpear as costas, é bom estarem muito bem preparados para enfrentar meus punhos fervendo. — Natsu respondera, levando todos para um auê.

Sorri, porém não pude deixar de menear a cabeça.

Todos merecem uma nova chance e com essa nova chance um novo voto de confiança, mas eu entendo que quando uma confiança é quebrada, dificilmente ela volta a ser como era antigamente. O que acontece é que nós sequer sabíamos da existência da Sabertooth até pouco tempo atrás.

É verdade que nos jogos mágicos esta fora uma guilda um tanto quanto cruel, mas mesmo assim. Não sei... Um voto de confiança não faz mal a ninguém...

Segui em direção ao balcão, chegando bem perto de onde Mira estava secando a louça. Sentei-me no banco que havia ali, e deixei com que meu corpo caísse sobre o tampo do balcão, apoiando minha cabeça em meus braços.

— Lucy, posso lhe fazer uma pergunta? — Mira despertou-me de minha quase sonolência.

— Claro, até duas se você quiser. — Brinquei.

— Não me leve a mal... — Meneei a cabeça, informando silenciosamente que de forma alguma a levaria mal. Ela sorriu e continuou: — Não é que seja estranho ver você defendendo a Sabertooth, até entendo o seu ponto, mas não sei, sua defensoria para o lado deles foi tão forte que eu fiquei pensando e pensando, porém não consegui chegar a nenhuma conclusão plausível para o que pudesse ter levado você a defendê-los de tal forma. — Explicou.

Antes que eu pudesse responder algo, Cana, como sempre esperta em minhas conversas, tomou partida.

— Mira, sua tolinha, está na cara que isso aí tem um simples significado. Esse significado é óbvio para mim. — Cana chegou mais perto de nós, ou melhor, de mim.

Quando ela parou ao meu lado e me cheirou eu estranhei, mas então com sua fala seguinte, só pude ficar de queixo caído:

— Sente esse cheiro, Mira? — Mirajane negou. — É cheiro de mulher defendendo seu macho. Lucy com certeza está apaixonada por algum membro daquela guilda. Só pode. Agora só espero que não seja aqueles dois estranhos, o do cabelo loiro longo e de cabelo verde-azulado.

Direcionei meu melhor olhar assustado para Cana, me perguntando como ela podia ter chego a conclusões tão assustadoras como esta.

— Lucy, isso é verdade? — Mira indagou, parecendo mais chocada que eu com as conclusões de Cana.

Neguei. Balancei freneticamente a cabeça para um lado e depois para o outro.

— Me engana que eu gosto, docinho. — E passando o dedo indicador em meu queixo, Cana levantara-se, me direcionara uma piscadela e acrescentara: — Mais cedo ou mais tarde a verdade virá átona, Lucy...

Encarei as costas de Cana, ainda petrificada pela linha de raciocínio da morena.

— Alguém fala para ela cessar um pouco a dose do álcool... — Foi tudo o que pude proferir, ainda embasbacada com o que ouvira.

Mirajane riu.

— Então quer dizer que não é verdade? — Mira agora parecia estar me especulando, buscando alguma brecha em minhas ações para encontrar a verdade que eu pudesse estar escondendo.

— E por que seria? Eu nem tenho contato com os membros da Sabertooth, como poderia estar apaixonada por um deles? — Sorri sem graça.

— Faz sentido... — Mira deixou as palavras pairarem no ar, como quem realmente não acredita num todo no que se foi dito.

— Bom, Mira linda, está tarde, vou voltar para casa, tomar um banho e ir dormir. Talvez amanhã venha pegar uma missão. Boa noite. — Sai apressada da guilda.

Cana realmente havia me surpreendido com sua suspeita.

Quando estava prestes a chegar em minha casa, na rua que localizava-se o parque, avistei a pessoa misteriosa aos olhos de Mira e Cana. A pessoa que elas desconfiam existir, porém não fazem ideia de quem é.

Aproximei-me.

— Está perdido? — Indaguei.

— Algo assim. — Respondeu, sem ao menos virar o rosto para me olhar.

Já estava começando a me adaptar a esse seu jeito indiferente de ser.

— O que acontece? — Não pude evitar não fazer esta pergunta.

— Por que a pergunta? — Invés de me jogar uma resposta, recebi outra pergunta. Revirei os olhos.

— Não sei, só achei que havia algo errado. Intuição feminina. — Menti. Não queria ter que explicar como sabia que havia algo errado com ele.

— Me diga, intuição feminina de loira é válida, funciona ou é bugada? — Debochado como sempre.

— Há-há, engraçadinho você. Minha intuição é ótima para sua informação. Uma vez eu consegui me livrar de um assalto, sabia? — Indaguei me sentindo demais.

— É, e o que você fez? Saiu gritando a todo vapor com sua voz histérica, pedindo socorro ou invadiu a residência de alguém para se esconder? Talvez tenha se fingido de morta? — Esse cara tem algo contra mim, posso sentir isso.

Revirei os olhos.

— Fiz melhor que isso. Vi que havia algo de errado com o garoto, senti que ele era suspeito e então resolvi seguir uma outra rua invés da que eu pegaria. — Sorri largamente. — E, para sua informação, minha voz não é histérica.

— Já pensou que você poderia estar julgando mal uma pessoa? — Indagou.

Respirei fundo. Tudo o que eu não queria mais era falar sobre julgamentos...

— Antes prevenir do que remediar. — Sorri.

Ele meneou a cabeça, porém o sorriso imperceptível, quase nulo, dera as caras no canto de sua boca.

Ficamos mais um tempo calados, não exatamente nos encarando, mas às vezes os olhares se encontravam e não era como aquelas cenas de filme, era só olhares curiosos de ambas direções.

Respirei fundo.

— Bom, preciso ir. Nos esbarramos a sós novamente, por aí, uma outra hora. — Despedi-me dele com um aceno ao que ele respondeu com um afirmar de cabeça.

Custava ao menos tirar as mãos do bolso e devolver o aceno? Bufei, seguindo meu caminho.

Quando cheguei em casa, me esparramei no sofá e lá acabei adormecendo.

................................. Flashback Off ..................................

O mundo sempre deixou bem claro que para poder existir é necessário um balanceamento. É por isso que existe o bem e o mal.

Em minha vida há esse balanceamento também. O bem e o mal caminham juntos e, dependendo de minhas escolhas, posso acabar me tornando a maçã podre ou a maçã que mesmo perto da maçã podre, não se estragou. Posso me levar a conquista, como também ao declínio...

Quando eu te conheci, não sabia nada a seu respeito, bastou um tempo ao seu lado e eu então notei que você podia ser quem me faria bem, assim também como poderia ser aquele que me faria mal.

A maior parte da escolha, encontra-se em suas mãos. O balanceamento do meu amor, o rumo ao qual ele tomará, está em suas mãos. Você dará o ponto final. Então, por isso, por favor, me faça apenas bem. Não me queira mal.

Notas finais
E então, que tal este capítulo? Ficou bom, péssimo, sem condições de ser lido? Comentem! Me deixem a par de suas opiniões :3 Nos vemos no próximo, que provavelmente só virá no domingo. Beijitchos da Mayu e até loguinho.