Feelings in Secret

3 O feitiço virou contra o feiticeiro.


Notas iniciais
MUITO OBRIGADA POR TODOS OS REVIEWS! AMEI CADA UM. quero dizer que hoje, eu estou INSPIRADA! Então aí vai mais um cap. Espero que gostem, tá? Esse é BEM maior que os outros. (Atendendo à pedidos e também querendo acelerar um pouco a história). Enfim, chega de falar e vamos ao que interessa. Boa leitura, mil beijos

Freddie's POV
Eu entrei em casa chorando. Já não conseguia mais conter as minhas lágrimas, mesmo se eu quisesse. Eu fiz a coisa certa, não fiz? Eu tô mais confuso agora, quebrado, arrependido e eu não posso fazer mais nada. Talvez tenha sido melhor assim. Mas, meus pensamentos pararam quando eu vi os olhos da Sam se encherem de lágrimas, meu peito se encheu de angústia e eu realmente não sei como tomei coragem de falar tudo aquilo pra ela. Ainda mais em um tom tão arrogante. Eu não me reconheci naquele momento. Será que eu ainda sou o Freddie de três anos atrás? Será que minha mãe, meus amigos e a Carly estavam certos quando disseram que eu mudei? E mais importante: será que eu sou feliz?
Eu vivi a época mais feliz da minha vida há três anos, mas acredito que posso refazê-la sem a Sam. Uma coisa é certa: não consigo enxergar minha felicidade de hoje, ao lado da Jennifer, com a felicidade de ontem, ao lado dela. Minha vida tá toda revirada, eu não sei o que fazer, como agir, como pensar. Não sei nem o que eu sinto! Por que eu senti tanta tristeza quando vi a Sam triste? Pessoas dizem que eu sou tão inteligente para algumas coisas, mas tão burro para outras. Talvez isso se encaixe nessa situação. Talvez eu ainda ame a Sam. Talvez eu me lembrei de 24 de setembro com tanta clareza porque ela ainda significa algo pra mim. Talvez eu nunca tenha superado o 'eu te amo' que disse à ela naquele elevador. Talvez seja por isso que eu nunca mais me senti bem entrando naquele elevador.
Eu tentei de todas as formas não terminar, mas parece que o destino quis assim. Não fazem nem 25 minutos que eu disse isso pra Sam e já me arrependi. Mas, não vou voltar atrás. A Sam é uma pessoa muito difícil de lidar e nunca mais vai me escutar. Vou tentar refazer a minha vida de verdade ao lado da Jennifer, porque parece que esse é meu destino. E se o destino fez eu falar aquilo pra Sam, talvez seja esse o meu caminho.
Tentei afastar esses meus pensamentos e liguei a câmera que eu instalei para o projeto de ciências. Ela pega da minha cama até a porta, ou seja, não pega tanto assim porque são próximos. Meu projeto é registrar em vídeo o crescimento de uma semente. Em meio da minha porta e minha cama, fica a minha estante e lá já está a sementinha preparada para crescer e eu vou registrar tudo em vídeo.
É um projeto bem simples para os que eu fiz anteriormente, então não vai tomar muito o meu tempo. Só vou relatar o que aconteceu no dia, tudo sobre a evolução da semente e afins, e vou desligar a câmera.
— Aqui é Freddie Benson no primeiro dia da semente de tomate. — coloquei a semente no vaso de terra que preparei ontem à noite em cima da minha estante — Vocês vão acompanhar o crescimento dela durante alguns dias. — despejei um pouco de água em cima do vaso — Acabei de regá-la e ela está numa distância agradável do Sol. Agora é só esperar! Até a próxima.
Desliguei a câmera e fui tomar um banho, porque eu realmente precisava me acalmar e tentar espantar todos os pensamentos relacionados a o que eu acabei de fazer.

Sam's POV
Entrei na casa da Carls com uma força mais que necessária. Estava chorando tanto que nem me reconhecia. Estava mal conseguindo me manter de pé. Estava chorando de soluçar. Meu estado era péssimo, estava com os cabelos bagunçados, olhos vermelhos e inchados e meu nariz estava absurdamente vermelho. Não demorou muito pra Carly ouvir o que estava acontecendo e logo a ouço descer as escadas. Olhei pra ela e ela estava apavorada.
— Sam! M-meu Deus! O que aconteceu? Você falou com o Freddie? Você tá bem? O Freddie tá bem? — ela perguntou afobada.
Eu a encarei com o pior dos olhares. O olhar de dor e mágoa. Carly me abraçou forte e me deixou chorar no ombro dela. Alguns minutos depois ela disse:
— Sam, agora me fala, vai... — ela disse com ternura — Por favor, nunca te vi assim. Me fala, talvez eu possa te ajudar.
Respirei fundo e engoli o choro. Era bom que eu desabafasse com alguém, e a Carly sempre foi meu pai, minha mãe, minha irmã, minha amiga, tudo.


— Carly, e-eu... encontrei o Freddie, nós conversamos um pouco e ele estava estranho, sabe? Arrogante, frio. Carly, o Freddie — respirei fundo e tentei me controlar — pediu pra que eu me afastasse dele. E que ele não iria sair com você se eu fosse junto e que ele não viria pra cá se eu estivesse aqui. — eu estava tentando segurar ao máximo o choro que já estava querendo vir — E disse que nosso contato só será sobre coisas relacionadas ao iCarly.

— O QUÊ? — Carly falou gritando, mas logo se acalmou — C-como ele pode fazer isso?! Sam, eu não reconheço o Freddie! Eu disse que ele mudou depois que começou a namorar essa tal de Jennifer! E não foi pra melhor! Mas ninguém me escuta, né? Ninguém me ouve! Eu sabia que estava certa! Essa garota tá mudando o Freddie! — ela já estava quase gritando de novo, mas respirou fundo e começou a falar calmamente — Mas, você não precisa dele, Sam.

— Quê? Como assim, do que tá falando? — perguntei confusa.

— Isso mesmo. Amanhã nós vamos à uma festa e você vai esquecer o Freddie. — ela disse totalmente decidida.

— Festa? Que festa? Do nada? — perguntei, ainda mais confusa.

— Não te contei? Vai ter uma festa amanhã de inauguração de um lugar em que a maioria das coisas de lá vão ser dos trabalhos do Spencer. Só que os Old Yellow Bricks (N/A: Sim, eu peguei o nome do capítulo três de Sexo e Outras Drogas, da minha amora linda Mandy) vão tocar e vai ter um monte de gatinhos! — ela disse toda animada — Sam, você tem que ir! Se o Freddie que você o esqueça, você vai esquecê-lo!

— Sei lá, Carly... festa? Não tô muito animada...

— Mas, aposto que vai ficar quando ver um loirinho de jaqueta de couro cheio de tatuagens e de cicatrizes. Ou até um moreninho de cabelos escuros, piercings e alargadores. Ou até, um nerd qualquer que esteja naquela festa. — Carly sabia como me convencer, mas não foram só as palavras, ela estava toda animada, mas no fundo estava com aquele olhar: aquele olhar de cachorrinho abandonado.

— T-tá! — hesitei um pouco, mas agora já foi — Eu vou na festa, tá legal?

— AH! Sabia que ia te convencer! Você dorme aqui e a gente começa bem cedinho a se arrumar. Você tem que ficar linda! A festa é às 19 horas, então nada de acordar tarde amanhã! Temos muito o que fazer. Temos que fazer cabelo, maquiagem, as unhas... se bem que as unhas vão demorar um pouco porque tem manicure e pedicure...
De repente parei de escutar o que a Carly estava dizendo. Só conseguia me lembrar da feição de Freddie quando me disse aquelas coisas. A frase 'quero que você se afaste de mim' ecoavam na minha cabeça o tempo todo. Procurava desesperadamente por motivos do Freddie ter me tratado daquela maneira.
Meus devaneios foram interrompidos por Carly.
— SAM! VOCÊ TÁ ME OUVINDO? — ela disse brava.

— Claro que tô! — menti.

— Então repete a última frase que eu disse. — sabia! Carly sempre faz isso.

— Tá legal, eu não estava ouvindo nada do que você disse. Mas, eu vou à festa. E vou fazer isso tudo aí que você falou. Mas, a gente pode dormir? Tô exausta.

— Olha, é pra fazer mesmo, hein! E pode ir dormir. Pega qualquer pijama da primeira gaveta da estante, menos o do panda. Já tô indo também...

— Tá bom, tô subindo! Não me acorda muito cedo amanhã! Não tem necessidade disso Carly Shay! — eu disse debochando.

— Não prometo nada! E nunca mais diga que não tem importância porque tem sim! É claro que tem! — ela falou elevando o tom de voz para que eu escutasse.
Entrei no quarto da Carly, peguei qualquer pijama da primeira gaveta da estante, menos o do panda e fui escovar os dentes. Meus pensamentos não eram nada além de 'Freddie Freddie Freddie Freddie'. Deitei na cama e logo peguei no sono.

Freddie's POV
Parece que dormi por só duas horas. Acordei com 16 chamadas perdidas da Jennifer. É! Esqueci de ligar pra ela ontem! Sabia que estava indo dormir esquecendo de algo. Percebi que tinham 49 mensagens também. Cara, alguém morreu? Não tem necessidade disso.
Liguei pra ela e ela atendeu:
— Freduardo Benson, pelo o amor de Deus! Quer me matar? Te liguei 16 vezes essa manhã e nada de você atender! Por que não me ligou ontem? O que aconteceu? Que é? Cansou de mim? Quer terminar? Não precisa agir assim! Não precisa ficar me evitando! É só você falar! Mas que coisa! Não já te falei que você tem que me ligar pra TUDO? TUDO? Espero estar refrescando a sua mente, porque sinceramente...

— JENNIFER! — a interrompi em um tom mais alto que o dela — Você acha mesmo que eu vou atender 16 telefonemas seus pela manhã?! Eu também durmo, tá? Tô cansando de você regrando a minha vida o tempo inteiro! Não aconteceu nada! Eu só esqueci de te ligar.

— Tá cansando? ENTÃO QUER TERMINAR? FREDDIE, FALA LOGO. — ela disse gritando.

— Não, Jennifer. — tentei manter a calma — Eu não quero terminar. Eu só quero que você pare de agir desse jeito.

— Tá bem, Freddie... desculpa. Mas, só queria saber porque não me ligou... — ela disse calmamente.

— Agora você já sabe. Nos falamos depois, tenho muita coisa pra fazer aqui. Beijos.

— Beijos. Te amo. — ela disse e eu desliguei o telefone e desci para tomar café.

Minha mãe não estava em casa, provavelmente foi resolver algumas coisas.
Não conseguia tirar da cabeça a noite de ontem. Meus pensamentos não eram nada além de 'Sam Sam Sam Sam'. E eu realmente estava achando isso estranho. Meus pensamentos nunca mais foram assim desde que nós terminamos, mas parece que esses pensamentos e essas sensações estão voltando. Ou nunca saíram daqui.
A Sam só queria me ajudar e eu fui babaca, estúpido e todos os adjetivos que são sinônimos desses dois adjetivos anteriores com ela. É raro ela querer ajudar alguém e ela quis me ajudar. E eu agradeci como? Isso mesmo, sendo babaca, estúpido e todos os sinônimos disso.

Algumas horas depois...
Sam's POV
Carly me acordou às 7 horas da manhã. Se eu tenho uma melhor amiga exagerada? Sim, com certeza.
Carly cismou que eu não tinha roupa 'pra esse tipo de evento' e sim, ainda deu tempo de ir à minha casa e da Carly ver minhas roupas. Uma por uma. E ainda deu tempo de comprar algumas roupas pra mim.
Ela queria que eu fosse de vestido, mas eu insisti que não. Então, compramos uma calça jeans, uma blusa e uma jaqueta de couro preta. Claro que eu tinha isso no meu guarda-roupa, mas pra Carly não eram 'bons o suficiente pra esse tipo de evento'.
Enfim, tirando toda a cisma da minha amiga. Já são 18:40 e a Carly ainda está acabando a minha maquiagem. Deixei bem claro que não queria nada exagerado e não queria nada na minha boca. Nem batom, nem gloss, nada. E por incrível que pareça, ela respeitou isso.
Eu estava com os cabelos bem cacheados e uma maquiagem leve. Minha calça estava colada nas minhas pernas e eu estava usando as minhas botas de cano médio com um pequeno salto.
Eu estava bonita. Mas o dia inteiro, nada me fez esquecer o Freddie.
— Sam, você tá linda! Fiz um ótimo trabalho. — ela disse se gabando.

— Valeu, Carls. Se você diz... fez mesmo então. — eu disse debochando.

— Tá Sam, que engraçada. Agora vamos porque o Spencer ainda não tá pronto e não vai nos levar. Ele vai depois. — ela disse me empurrando em direção à porta.

— Tá legal Senhorita Apressadinha, vamos logo.
Pegamos um táxi e chegamos lá, e vou te confessar que nunca vi tanto garoto bonito na minha vida.
Freddie's POV
O dia foi realmente estranho até agora. Eu não consigo parar de pensar na Sam. Eu fiquei aqui na cama, o dia todo só pensando nela. Fiquei pensando na noite de ontem e eu sinceramente, estou sentindo nojo de mim mesmo agora. Sério, eu preciso falar com a Sam.
Fui até a casa da Carls, entrei e a chamei umas três vezes, mas parece que ela não ouviu.
A chamei mais uma vez e quem apareceu foi o Spencer.
— Tá procurando a Carly, cara? — ele perguntou.

— É o que parece. — eu disse.

— Ela não te disse? Ela e a Sam foram à uma festa de inauguração de uma casa de festas que vão ter obras minhas. Aqui tá o endereço se quiser ir, eu tô indo daqui a pouco e você pode me esperar, eu vou só... — nem ouvi o resto da frase e fui atrás delas.
Peguei um táxi ali na rua mesmo e disse pro taxista onde eu queria ir.
Sam's POV
A Carly já estava cumprimentando todo mundo, como se conhecesse. Começamos a dançar um pouco e eu fui procurar comida.
Tinha uma mesa com alguns salgadinhos e fui tentar ir até lá.
Mas, alguém me impediu. Um menino, muito gato por sinal. Pele branca, cabelo castanho, olhos azuis um pouco mais claros que o meu e tinha uma cicatriz perto do olho.
Já vi logo. É badboy.
— O que você quer? — perguntei com frieza.

— Calma loirinha... Tava indo aonde? — ele disse já flertando comigo

— Comer. — disse com um tom mais frio ainda.

— Você não prefere, tipo... fazer outra coisa? — ele perguntou se aproximando.

— Não, obrigada. Agora me dá licença que eu tô com fo... — ele me puxou pelo braço, colou nossos corpos e minha boca já estava a um centímetro da boca dele. Nos beijamos verozmente logo em seguida. E eu correspondi.
Freddie's POV
Cheguei, dei o dinheiro para o taxista e já estava preparando meu discurso para me desculpar com a Sam. Quando entrei procurei a Carly e procurei-a por todos os cantos.
Foi aí que eu vi. Reconhecia bem aqueles cachos. Sam estava beijando um menino.
A raiva, saudade, culpa, tristeza vieram nesse momento.
Eu estava paralisado ali. Com milhares de lágrimas caindo dos meus olhos e eu não conseguindo fazer nada para pará-las.
Saí dali o mais rápido possível, porque essa foi definitivamente, a cena mais dolorosa que eu já vi em toda a minha vida.

Notas finais
O que acharam? Reviews?