Notas iniciais
Mais um capítulo aí gente... Deixem seus reviews por favor, adoro os reviews de vocês. Boa leitura amores.

Sam's POV

Freddie estava com as mãos pousadas na minha cintura e eu, como de costume, com as mãos nos ombros dele.

Cessamos o beijo com alguns selinhos e eu não consigo abrir os olhos.

Consegui só me afastar um pouco dele e virar de costas.

Eu consigo encontrar palavras ou só alguma palavra pra descrever esse momento.

Abri meus olhos devagar com uma certa dificuldade e me virei em sua direção. Freddie estava com uma expressão confusa. Talvez, pela minha reação depois do beijo.

Por quê eu demorei pra abrir os olhos? Não quero encarar os fatos. Não queria olhar pro Freddie e dizer que eu lembrei de todo o meu discurso sobre a vida ser cor-de-rosa.

Um beijo não vai apagar o que ele fez comigo. Eu tô feliz por ele me corresponder, mas eu não consigo esquecer o quanto eu sofri só nesses dias.

Freddie limpou a garganta fazendo com que eu prestasse atenção nele.

— Sam... Tá tudo bem?

Eu não sei Freddie, eu juro que não sei. Era pra eu estar feliz, certo? Parece que pra mim não.

— Freddie, eu... Você me decepcionou muito. E não foi só uma vez. Eu não sei se posso confiar em você de novo. — respirei fundo e fechei os olhos pra que eu não visse a reação dele — Eu te amo. Mas, pra mim um relacionamento é muito mais que amor.

Tive coragem de dizer por fim. Abri os olhos e ele estava com uma reação um pouco abalada. Seus olhos estavam um tanto marejados.

— Não pedindo pra que confie em mim... Vim só pedir perdão. Eu te entendo, Sam. Completamente. O que eu fiz foi só um acidente. Me desculpa por isso e por tudo. Até mais. — ele virou em direção à porta e me encarou pela última vez. Seus olhos estavam completamente vermelhos e cheios d'água.

Não queria que ver Freddie assim, mas eu tenho tanto medo de me magoar de novo...

— Freddie... — disse com uma certa hesitação.

— Hum?

Senti que foi só o que ele conseguiu responder.

— Esqueceu seu casaco em cima do carro...

E isso foi a única coisa que eu consegui dizer.

— Ah, tá. — ele limpou suas lágrimas — Obrigado.

Ele saiu. E meu coração apertou.

Meu orgulho é o maior de todos.

Algumas horas depois (sim, horas), eu saí de lá porque vi pela janela do estúdio que já estava escuro e eu nem tinha percebido. Me deparei com a Carly no sofá da sala. Não queria falar sobre, mas já sabia que não tinha como escapar.

— Sam! Tava lá em cima até agora? — ela disse meio assustada.

— Sim. — disse somente.

. Vamos ao que importa. O que fez com o Freddie? — ela disse pausadamente e muito séria.

— Nada. — tentei disfarçar. Em vão.

— Então, ele saiu chorando daqui a toa?!

— Carly... , eu sei que não tem como escapar. Escuta, eu e o Freddie conversamos, ele me pediu desculpas e nos beijamos.

— Se beijaram?! NÃO ACREDITO, FINALMENTE! SAM! VOCÊS VOLTARAM! VOCÊ NÃO ME CONTA NADA!

— Eu ainda não acabei. Você acha que se a gente tivesse voltado ele sairia daqui chorando? Pensa bem...

— Sam.

legal, continuando... Eu disse pra ele que ele tinha me magoado muito e que não sabia se podia começar um relacionamento outra vez.

Carly fez uma expressão indecifrável. Parecia brava, eu sei lá.

— Samantha Puckett. — ela disse pausadamente. De novo.

Fodeu.

— O que foi?

— VOCÊS SÃO AS PESSOAS MAIS COMPLICADAS DESSE PLANETA, CARA!

Começou a gritar. Ótimo, até aí estamos super bem Samantha. Claro que eu não vou retrucar porque Carly vai continuar falando em 5, 4, 3, 2...

— SERÁ QUE EU VOU TER QUE DAR O MESMO CONSELHO QUE EU DEI PRO FREDDIE? — ela se acalmou — Sam, senta aí. — obedeci — Tá bem, agora me escuta. O que te encorajou quando você beijou o Freddie naquela noite na escola?

Não sabia onde ela estava querendo chegar.

— Eu não sei, Carly. O que isso tem a ver?

— Exato! O conselho que ele te deu!

A Carly é maluca sim. Eu sei.

— Lembra de algo como: nunca vai saber se não tentar? Exatamente. Quero que esqueça seu orgulho e se lembre do amor que tem pelo Freddie. Quero que pense que você pode perdê-lo pra sempre e essa é a única noite que você pode consertar tudo.

Carly estava certa. Como sempre. Tenho medo de me magoar mas tenho mais medo ainda de perder o Freddie. E Jennifer sempre estava um passo à frente.

Mas dessa vez não.

— Carly, você é demais. Amo você. — peguei meu casaco e dei um beijo na bochecha dela.

— Vai aonde?

— Pegar o que é meu, ué.

Freddie's POV

Acabei de gravar o vídeo do quarto dia da semente. E eu não sei como consegui controlar meu choro pra conseguir gravá-lo.

Cheguei há algumas horas e só o que consegui fazer foi chorar, chorar e chorar. Chorei até eu ver que não era mais dia e um pouco mais.

Além de responder as mensagens da Jennifer com uma única frase:

"Me deixa em paz"

Tudo bem, agora a minha certeza vem à tona. Tenho que esquecer a Sam e seguir em frente.

Sem Jennifer ou com Jennifer. Tanto faz, só preciso seguir em frente.

Liguei o computador pra fazer meu trabalho de inglês e tentar espantar esses pensamentos.

Como sempre, espantar esses pensamentos. Como se fosse possível.

Tudo que eu olho, lembro da Sam. Acho que ela é o meu único pensamento e não tem como espantá-la dele, até eu espantá-la do meu coração.

Sam's POV

Fiquei só meia hora em frente ao apartamento dele tomando coragem.

Tomando coragem primeiro pra falar com a Senhora Benson, porque certamente, eu vou ter de inventar uma desculpa bem elaborada pra ela deixar eu falar com Freddie.

De repente me lembrei do que a Carly disse.

Ecoou na minha cabeça principalmente "você pode perdê-lo pra sempre".

Por alguma força do meu pensamento, finalmente toquei a campanhia.

E pra minha sorte, a Senhora Benson atendeu.

Merda.

— Oi, Senhora Benson...

Ela apresentava uma expressão de confusa. Como se não soubesse que eu sempre amei o filho dela.

— Samantha? O que tá fazendo aqui?!

Sonsa. Como se isso fosse uma grande surpresa.

— Vim falar com o Freddie... Posso? — disse impaciente, mas tentei, juro que tentei ser educada.

— Freddie não está em um bom dia.

Eu já estava no limite da minha paciência com aquela mulher.

— Posso? — insisti.

T-tá! — senti que ela hesitou — Ele tá no quarto. Sabe onde é.

Finalmente!

— Valeu...

Subi até chegar no quarto dele.

Olhei na frestinha da porta e ele estava mexendo no computador.

Um tanto concentrado, mas às vezes olhava pra janela por um motivo desconhecido.

O vi deixar cair uma lágrima de um dos olhos e ouvi-o dizer para si mesmo: "se concentra Freddie".

Aquilo estava acabando comigo de todas as maneiras possíveis.

Então tomei coragem finalmente de bater na porta e ele disse:

— Me deixa, mãe! Já disse que eu não estava chorando! É só alergia! tentando estudar!

Fiquei em silêncio.

— E antes que você pergunte: — ele continuou — não, eu não quero comer! Obrigado.

Ele fungou e chacoalhou a cabeça.

O vi chorando mais uma vez e não aguentei, abri a porta e ele me olhou assustado.

— Boa noite, nerd... — eu disse.

— Sam? O que tá fazendo aqui? — ele limpou as lágrimas e tentou disfarçar — Não é uma boa hora, estudando.

— Freddie, tenho medo de te perder. — disse tão rápido que nem sei se ele entendeu.

— Mas, Sam... Você disse hoje mais cedo...

— Esquece tudo que eu disse hoje mais cedo, menos a parte do "eu te amo" — eu ri e ele me olhou confuso.

— O que te fez mudar de ideia tão rápido?

— Carly.

Ele riu. Como eu amo esse sorriso.

— Te entendo... O que você decidiu?

— Quero dar uma chance pra nós dois. Eu te amo e você me ama. Não quero te ver com outra garota, de novo, e ter que sofrer as consequências disso, de novo. Freddie, guardei isso por tanto tempo... Três anos. Não quero mais guardar nada.

— Mas, você confia em mim? Sam, eu juro, eu nunca mais vou fazer nada que te faça sofrer.

— Eu não vou mentir, que temo que você me magoe de novo. Mas, temo mais ainda o fato de que eu posso te perder pra sempre.

Ele chegou mais perto e pousou suas mãos na minha cintura.

Isso me fez gelar a espinha.

Me deu um abraço apertado, como se eu fosse fugir a qualquer momento.

— Se depender de mim, você nunca vai me perder. — sussurrou no meu ouvido.

Estava arrepiada dos pés à cabeça.

— Eu amo você. — sussurrei de volta — Quer voltar? — disse me soltando de seu abraço.

— Vamos fazer o seguinte? Imagina que esse é o começo de tudo. Nada antes desse momento aconteceu... Sam, quero fazer uma vida nova com você e preencher esse vazio que existe aqui dentro.

Esse, com certeza, foi o melhor momento da minha vida.

Anotaram? É melhor que sim.

— Topa?

Em vez de respondê-lo com palavras, o beijei.

O beijei de uma maneira calma, mas logo ele pediu passagem para aprofundar o beijo.

Passagem concedida.

Ele como de costume, estava com as mãos na minha cintura e ele com as mãos na sua nuca.

O ar começou a ficar escasso e então paramos o beijo o mais devagar que pudemos.

— Isso responde sua pergunta? — eu disse.

— Com certeza.

Notas finais
SEUS REVIEWS POR FAVOR! obrigada amoressssss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.