Feelings That Do Not Die With Time
1 Um passado agora presente.
Notas iniciais
Depois que vovô faleceu tudo mudou, há anos eu não via o poço, eu incrivelmente ainda tinha medo de reencontrar mudanças que preferir esquecer, mas eu ainda tinha modos de reviver aqueles grandes momentos, a cada instante, no dia em que Kuro nasceu eu sabia que para sempre teria uma pedaço deles em mim.
— Oka-san, eu não vou entrar na sala, já estamos muito atrasados, deixa eu ficar em casa hoje?
— Você sabe que não pode, escola nova, tem que se comportar — Fingi uma bronca, mas não o levaria mais a escola.
Na verdade nem eu queria sair de casa, sabia que essa hora já tinham colocado outro médico em meu lugar, poderia muito bem pegar um plantão a noite e tudo ficaria bem. Também tinha que ver a mamãe. De acordo com Souta, a saúde dela andava meio ruim. O incrível de tudo isso é que eu quis seguir medicina pelo fato de ter ajudado vários na Sengoku com o poder da Shikon, e mesmo não a tendo hoje, várias tecnologias me ajudam a fazer o mesmo e até mais — Kuro me balançou, esperançoso por uma resposta.
— Ta bem seu preguiçoso, só porque hoje é sexta e eu estou devendo uma visita a sua avó.
Antes de irmos passei no supermercado e fiz umas compras com frutas e legumes que o corpo dela precisava, resolvi que prepararia a janta, ela mais que merecia, foi quem sempre me apoiou. Chegando ao templo, o que vi foi totalmente diferente do que eu esperava, ela não estava fraca e frágil como fiquei sabendo, estava radiante e com sorriso tão lindo que foi impossível não sorrir também.
Passada as apresentações, descobri que o motivo de felicidade de minha mãe tinha nome e endereço, e era dono de cabelos todos cor de prata também — começo a crer que isso é sina da família — Seu nome é Reiji Sakamoto, tinha 45 anos e era arquiteto, tendo uma vida estável e em paz. Precisei conversar um pouco com ele, saber essas pequenas coisas bobas para me assegurar que não traria sofrimento a mamãe, com Souta foi o mesmo, ele ficou desconfiado no começo, mas depois que o conhece melhor,deixou que "entrasse" na família.
O final de semana passou rápido, e quando percebi já era domingo a tarde, estava sentada perto da árvore do InuYasha, me concentrando em olhar Kuro para não trazer algumas lembranças a mente... Algo impossível, como não lembrar de Shippou e em como ele poderia estar grande, com seu sorriso brincalhão. Nos filhos de Sango e Miroku? E também neles... InuYasha e sua tão perfeita Kikyou, ou em Kouga? Como eles estariam? Eu nunca descobriria — suspirei — voltei a realidade com o barulho que Kuro causou quando quebrou a tranca da porta do templo. Travei por um momento. O poço-come-ossos. Ainda não queria ir ali, então me levantei e avisei Kuro que não demorasse a entrar e me dirigi para casa.
— Okaa-san, okaa-san!
— Já disse Kuro, não demore ai dentro — mas ele continuava apenas a me chamar.
Bufei irritada, me segurando para não dar umas broncas nele. Pórem quando cheguei a porta do templo, vi toda minha vida ou a maior parte dela, se repetindo. O poço brilhava e eu conseguia ver apenas as mãos de Kuro se segurar na borda do poço. Meu corpo se recusava a ir adiante, mas meu amor por meu filho foi maior, e corri para busca-lo, iria mante-lô o mais longe possível dali. Entretanto, quando me inclinei para puxa-lo fio arrastada junto com ele para dentro. Me remexi, por poucos segundos gritei, quem sabe assim eu acordasse e disse daquele pesadelo. Mas não, quando voltei a mim, Kuro estava puxando meu braço, olhando maravilhado para cima, para aquele céu que tantas vezes eu vi, o céu da Sengoku Jidai.
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