Feelings
1 Capítulo 1
Abri os meus olhos lentamente, olhando para o relógio que s encontrava em cima da mesa de cabeceira do meu lado esquerdo, este marcava as cinco horas da manhã. Como estava sem sono, decidi alevantar-me. Fui tomar um banho bastante demorado, depois deste, espalhei creme hidratante por todo o meu corpo. Gostava de sentir a minha pele macia como a de um bebé. Vesti o uniforme do colégio, que contém umas calças e um casaco pretos, uma camisa branca e uma gravata também ela preta. Nos bolsos junto ao peito do lado direito do casaco e da camisa encontrava-se o emblema do colégio em que eu sou aluno, assim como no fim da gravata. Eu nunca gostei muito de o usar, porém não tinha outra opção se não usá-lo, pois eram as regras do colégio para minha infelicidade.
— Kouyou filho o pequeno almoço está pronto! — Chamou-me a minha mãe.
Peço desculpa, por ter-me esquecido de me apresentar! O meu nome é Takashima Kouyou, mas se preferirem, podem tratar-me por Uruha, que é normalmente como me tratam! Ah é verdade! E tenho 15 anos.
Fui então até à cozinha, sentando-me na cadeira que se encontrava junto à mesa. Peguei numa torrada, dando-lhe uma pequena dentada, levando então depois a chávena que continha o cacau quente à boca. Mal acabei de tomar o pequeno almoço, oiço a campainha a tocar, deveria de ser o Akira. Alevantei-me então da cadeira e dirigi-me até à porta de entrada, abrindo esta de seguida, e como já estava à espera quem se encontrava do lado de fora era o Akira, meu amigo de longa data.
— Ohayo Reita! Tudo bem? — cumprimentei-o.
Reita, é o nome pelo qual eu costumo-o tratar. Quer dizer... eu e maior parte dos seus amigos, mas o nome verdadeiro dele mesmo é Suzuki Akira!
— Ohayo Uruha! Sim, está tudo bem e contigo? — Perguntou-me.
— Também está tudo! — Respondi-lhe.
— Estás pronto para ir-mos para o colégio? — Disse Reita.
— Lá vai ter que ser não é verdade? — disse tristemente já que odiava ter que me dirigir ao colégio.
Peguei então na minha mochila e saí então de casa juntamente com Reita, em direcção ao colégio. Durante o caminho íamos conversando animadamente e ignorando os olhares nada discretos que as pessoas lançavam a Reita, devido à sua faixa branca que ele usava para cobrir o nariz. Reita usava aquela faixa desde o dia em que andou à porrada com um outro aluno lá no colégio e partiu a cana do nariz. Quando chegámos, já faltava pouco tempo para dar o toque de entrada e por isso, fomos logo directos para a nossa sala de aula. Não demorou muito para que o professor da primeira aula chegasse. As aulas como sempre foram uma tremenda seca, mas por fim a hora de almoço chegou. Fomos para a fila da cantina, para podermos almoçar. Lá dentro os alunos berravam um tanto alto, para não dizer mesmo que estavam aos berros com toda a alegria do mundo! [[?]] Enquanto estava entretido a comer, os meus olhos cruzam-se com os de um rapaz um pouco mais baixo que eu, moreno e com um piercing num dos cantos inferiores do lábio. Eu fiquei estático dó de ter olhado para aquele ser que passara à pouco à minha frente, sentindo o aceleramento do meu coração.
— Uruha? — Disse Reita.
— ... — Nenhuma palavra saíu da minha boca.
— Terra chama Uruha! — Disse-me Reita abanando uma das suas mãos em frente da minha cara.
— An o que!? — Disse acordando do transe em que me encontrava.
Olhei para Reita que estava sentado à minha frente, que se ria que nem um perdido... não faço a mínima ideia do que é que ele se ria, mas tudo bem... Continuei a comer tal e qual como estava a fazer antes de ver aquele moreno à minha frente! Eu não sabia ao certo porque é que não o conseguia tirar da cabeça. Por mais que o tentasse fazer não o estava a conseguir fazer, e só o tinha visto uma única vez em toda a minha vida, e fora aquela!
Durante a aula que a seguir tivemos à hora de almoço e nas restantes, eu não me havia conseguido concentrar, pois a minha mente, estava muito distante, muito distante mesmo! Mas finalmente as aulas daquele dia acabaram, e eu regressei a casa, chegando a esta por volta das 16:30. Quando entrei em casa a minha mãe pede-me que eu fosse entregar uma encomenda que haviam encomendado lá na loja. Sim, os meus pais contêm uma loja. Pedi-lhe então que esperasse um pouco, subindo de seguida as escadas até ao andar de cima e entrando no meu quarto, deixando a minha mochila num dos cantos deste, voltando a descer pouco tempo depois. Peguei então na caixa da tal encomenda e na morada ao qual tinha que me dirigir para entregá-la.
Quando cheguei à casa que a morada indicava, toquei à campainha e esperei que alguém me viesse abrir a porta. Quando isso aconteceu, os meus olhos não acreditavam naquilo que haviam! Quem estava agora ali à minha frente era o mesmo rapaz moreno que há hora de almoço havia mexido comigo.
— Boa tarde! — Disse ele.
— Boa tarde! — Disse eu, começando a sentir o meu rosto a aquecer.
Mas que lábios meu deus! São uma tentação...! Vá Uruha! Controla-te....
— Posso ajudar? — Disse-me ele.
— Ah sim! Vim entregar esta encomenda! — disse eu.
— Obrigado! — Disse-me ele. — Eu não te vi já antes?
— An? — disse eu
— Se eu não te vi já antes? — Repetiu.
— Não sei! — Fingi não o conhecer.
— A tua cara não me é estranha... tenho a ligeira que já te vi em algum lugar! Andas em que colégio!? — Perguntou-me.
— No Colégio de Saint Catherine! Porque? — Disse.
— Então deve de ter sido lá que te vi! É que eu também ando lá! — Disse ele.
— Sério? Então deve de ter sido aí que me vistes... — Disse eu.
— É capaz de ter sido deve. — Disse ele.
— Bem... aqui tens a encomenda! — Disse eu ainda com a caixa nas mãos.
— Oh obrigada! — Disse-me retirando das minhas mãos a caixa que eu estava a segurar, fazendo com que as suas mãos tocassem nas minhas e eu meu rosto começa-se a aquecer mais uma vez por aquele toque insignificativo talvez.
— De nada! — Disse sorrindo.
— Vejo-te então amanhã no colégio! — Disse ele também sorrindo.
— Até amanhã então! — Disse eu.
— Até amanhã! — Disse ele.
— Bai bai! — Disse acenando a mão.
— Bai bai — Despendiu-se acenando também a mão.
Fui-me então embora daquela casa, regressando outra vez para a minha e durante todo o percurso que eu fiz até esta foi com um grande sorriso estampado no rosto. Chegando a casa, fui logo directamente para o meu quarto para que pode-se telefonar a Reita e contar-lhe o que tinha acontecido, apesar de não ter sido nada de mais! Para não dizer que certamente aquele assunto não iria um dos temas preferidos do Akira! Mas eu tinha que partilhar a minha felicidade com alguém, e nada melhor que ele.
Continua...
Fale com o autor