Feelings
6 Notícias?
Notas iniciais
Nas semanas que se seguiram, eu e Hans nos afastamos muito e não estava acontecendo nada de mais, apenas tinha muito trabalho, como sempre. Até que tive uma notícia que parecia mais um ultimato, na verdade, era um pouco dos dois:
– Vossa Majestade Real, Rainha Elsa de Arendelle, o parlamento norueguês tem uma mensagem para a senhora. — disse o mensageiro cheio de formalidades.
– Muito bem, prossiga. — disse eu, um tanto curiosa e temerosa quanto ao conteúdo.
– "Por ordem do atual presidente do Parlamento Norueguês, está determinado que a partir desta data a Rainha Elsa de Arendelle, filha primogênita do falecido Rei Agdar de Arendelle e a da também falecida Rainha Idun de Arendelle, deve escolher um conjugê com quem deverá se casar até seu vigésimo terceiro aniversário. Caso contrário será forçada a abdicar do trono e exilada." — o mensageiro fechou o pergaminho e me olhou com ar de superioridade.
– O quê? — perguntei eu, com uma expressão descrente.
O mensageiro fez que não me ouviu e foi embora sem me dar atenção. Eu joguei o corpo para trás no trono e olhei para o nada. Como assim deveria me casar antes do meu vigésimo terceiro aniversário, ou seja, em menos de dois meses? Além de príncipes não darem em árvores, quanto mais algum príncipe de caráter,eu não me casaria com um estranho.Falei com Anna,e ela ficou indignada.
– Isso é um absurdo, Elsa! Não pode se sujeitar às ordens deles! Eles só estão se aproveitando da situação! Imagine só, ninguém deve ser obrigado a se casar se não por amor. — Anna era muito romântica, e como tal, sempre confiava no amor, desde que havia se casado com Kristoff, não havia nem seis meses, estava mais romântica ainda.
– Não, Anna. Eu não "posso" me sujeitar às ordens deles, eu tenho que me sujeitar às ordens deles. Eles mandam, eles são o parlamento, e se arrumarem um bom motivo, me tiram do trono quando quiserem.
– Mas e se tirassem? Quem assumiria?
–Você, provavelmente. — Anna tremeu quando me ouviu dizer isso.
– Sem chances, Elsa! Eu vi tudo que você tem de tarefas para fazer e isso diariamente! Não sei se estaria preparada para assumir. Por isso, você tem que fazer algo!
– Mas o quê, Anna? Arrumar um noivo é a única coisa que eu posso fazer.
– Então arrume-o, ora.
– Mas não foi você que disse que só se deve casar por amor?
– Quem disse que você não pode se apaixonar pela pessoa que vai casar?
– Hã... — antes que pudesse responder alguma coisa, Hans entrou apressado na sala.
– Vossa Majestade, Sua Alteza! — ele olhou para nós duas enquanto falava, estava ofegante como se tivesse corrido uma maratona — Eu recebi uma carta e... Bem, é melhor vocês mesmas lerem.
Peguei a carta e comecei a lê-la, Anna espiando por cima do ombro. Li mas não acreditei, reli várias vezes, mas não tinha como contestar o quê estava escrito.
Hans estava livre. Sua pena havia sido cumprida e ele podia voltar para as Ilhas do Sul, ele estava livre para ir embora, para sempre.
Nessa hora me senti repentinamente triste, justo agora que eu estava passando por um assunto difícil e queria a presença de Hans — mesmo que não nos falássemos mais — ele tinha que ir? Sem contar que eu ainda queria me acertar com ele. Isso não era justo.
Hans pareceu ficar esperando uma resposta, mas eu não disse nada, apenas permaneci séria, não sabia como reagir àquilo.
– Majestade? E então, posso ir?
– O quê...? Oh sim, claro. — estava desligada, mas respondi seriamente.
Hans nos fez uma reverência e foi fazer suas malas, voltou um tempo depois com elas prontas e despediu-se de nós duas. Senti um aperto no coração nesse momento, mas não disse nada, eu não imploraria para que ele ficasse.
Fale com o autor