Feelings.
1 Finalmente Novembro.
Notas iniciais
"E você percebe que é amor, quando ele se torna o motivo de sorrisos bobos e inevitáveis."
Joanna fazia o tipo de menina que não se apaixonava facilmente, por isso nunca sofreu nem nunca chorou por causa de amor, sua vida sempre foi tranquila, ela vivia numa cidadezinha perto de São Paulo, estudava em casa devido as condições das estradas — já que ela morava no interior — ela nunca deu tanta importancia ao dinheiro, para ela felicidade está nas coisas mais simples que existem, não em uma nota que compra tudo, mas na verdade não compra nada de intenso, realista e concreto.
FLASHBACK, ON:
- Joanna, filha... onde você está? — dizia dona Carla, apavorada atrás da filha pequena de apenas 5 anos que corria pelo mato, desfrutando de sua infância que é um pouco curta.
- Mamãe, mamãe. Estou aqui na minha casa. — Carla riu ao ouvir isto, ela amava o jeito que a filha aproveitava o seu tempo, vivia cada segunda, demonstrava confiança à todos, era feliz e não se preocupava com coisas pequenas.
- O que você está fazendo de almoço hoje, filha? — disse Carla enquanto se apoiava na janela.
- Bolinho de areia com vegetais, quer um pouco? — Joanna esticou a mão com um pratinho e nele haviam uns bolinhas de areia e uns capins cortados.
- Hum, está com uma apariência ótima. — Carla pegou o pratinho dando um sorriso.
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH. — alguém por algum motivo gritou e esse grito vinha do mato.
- JOANNA VENHA FILHA AGORA. — Carla tinha que arranjar um jeito de proteger Joanna e também se proteger.
Joanna seguiu as regras de sua mãe, pegou a mão dela e ambas sairam correndo em direção ao carro da família.
- Onde vamos mamãe? — disse Joanna que estava sendo colocada na sua cadeirinha no bancod e trás do carro.
- Vamos embora... para bem longe. — Carla em movimentos rápidos manobrava o carro.
- Mas, e o papai? Como ele vai ficar? — disse Joanna em um tom choroso.
- Ele ficará bem Joanna, agora deite a cabeça e durma, por que a viagem é longa. — Carla já estava ficando irritada com as perguntas.
Ela estava nervosa, com raíva e com medo... não acreditara que seu marido continuava cometando "crimes" para sobreviver, como poderia? Promessas devem ser cumpridas e ele não cumpriu a dele.
FLASHBACK, OFF.
Charles, sempre naquela vidinha frouxa em São Paulo, cheio de empregadas, peguetes e garotas de programa na volta, Joanna definitivamente odiava aquilo. Após a morte de sua mãe à alguns anos atrás, ele ficou deprimido e pegava qualquer mulher que passava na sua frente.
"Não pode estar acontecendo de novo, não acredito...." — Joanna se perdia nos seus pensamentos, turbbinados por milhões de sensações, sentimentos e frustações.
- Ah, Jô você está ai... venha tomar café. — Dizia a Brigída, a peguete a qual eu mais me apeguei durante esse tempo, ela vivia lá em casam era minha melhor amiga nesses últimos anos, me entendia como ninguém e me dava conselhos maravilhosos, eu definitivamente a adorava.
- Já vou Brigi. — sorri.
- Hey, o que houve? — Brigída sentou-se ao meu lado.
- Sinto saudades da mamãe, de como o papai mudou nesses anos, de como ele nem se importa com a minha existência... — disse começando a sentir as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
Fale com o autor