Feel the silence
2 Capítulo 2: The Silence
Notas iniciais
Tudo começou a cinco anos atrás, quando eu era apenas uma criança.
Eu e Anna, tinhamos acabado de sair do colégio. Estavamos andando calmamente, as ruas estavam brancas e havia crianças brincando em todo canto, todas elas extremamente felizes.
Eu estava andando pelas ruas apenas observando a beleza do inverno. Mal sabia que a minha vida estava prestes a mudar bruscamente.
Com Anna ao meu lado, passseavamos pela rua calmamente até que encontro uma pedra brilhante e metálica. Fico impressionada com tamanha beleza, abaixo-me disfarçadamente, fingindo que estou indo amarrar meu cadarço e a coloco no bolso do vestido.
Anna e eu somos gêmeas, mas só na aparência, nossas personalidades são completamente diferentes. Somos ruivas, e meus olhos são azuis, como o céu no verão. Já Anna, possui um azul mais puxado para o verde. Uma das poucas diferenças.
Entramos em casa, e somos recebidas com um caloroso abraço de minha mãe. Ao invés de mandar almoçar, ela fala:
–Vocês podem ir brincar na neve.
Anna super feliz já corre para as ruas, já eu prefiro ir para o meu quarto e tirar uma soneca. Mas Anna não me deixa em paz. Escuto batidas em minha porta, e em seguida, uma pergunta:
–Você quer brincar na neve?
E é com essa pergunta que adormeço.
Acordo sem me lembrar muito bem do que aconteceu mais cedo. Pego meu celular para olhar as horas. Está de noite, pelo visto dormi mais do que uma soneca.
Ao pegar meu celular, percebo uma coisa estranha. Minha pele estava mais pálida, levanto-me e caminho até o espelho de meu quarto. E agora percebo.
Meu cabelo estava branco, ou melhor, um loiro quase branco, como a mais impecável neve, meus olhos continuavam azuiz, chamando atenção em meu rosto tão claro.
Eu sabia que a única coisa que havia mudado drasticamente em minha rotina tinha sido a pedra. Preocupada procuro pela pedra pelo quarto e não a encontro, até que olho para cima e percebo que a pedra estava no teto.
Subo em um banco, em uma falha tentativa de pega-la, pois ao chegar perto dela, uma energia sobrenatural impedia que eu a tocasse. Como dois imãs de polos iguais.
Deito-me em minha cama, já sem esperanças e começo a chorar. Porque isso está acontecendo comigo?
Afasto-me de meus devaneios, quando alguém bate na janela.
Fale com o autor