Feel The Love

19 2ª Season: Chapter 9 - You.


Notas iniciais
EI, PESSOAL! Demorei, mas cheguei, hein? HAHAHA Então, eu tive uma semana super corrida por causa da escola (graças à greve, como vocês sabem), mas usei um tempinho pra terminar o capítulo e, YEAH!, está lindíssimo aqui! Ah, esse é o penúltimo capítulo já da 2ª temporada. Ou seja... Muitas bombas por aí, galera. Lembrando que, como minhas férias estão quase chegando até mim! - ou eu quase chegando até elas - Logo vai ter a 3ª temporada dando as caras, embora eu não saiba quando vou postar o último capítulo dessa temp. MAAAAAAAAAAAS enfim, vamos logo ao capítulo! Apaguem a luz e até lá embaixo. ♥

///STORYTELLER///

Ele a olhava, de perto. Entretanto, ela nem notava. Esboçava sorrisos para sua amiga, Allison, mas, assim que Allison se despediu dela, Lydia encostou-se em uma árvore do pátio do colégio e sua expressão denotava terror. Medo. Tristeza. Ele sorriu. Era disso que ele precisava naquele momento, e tudo estava acontecendo como ele queria.

Lydia fingia, mas estava destruída. Quando ninguém estava por perto, suas feições luminosas tornavam-se sombrias, e ela olhava para todos os lados como se pudesse ali mesmo achar o seu provável assassino. Embora tentasse, nunca conseguia. Apenas via por perto feições conhecidas, como naquele momento.

Ela mudou completamente sua expressão quando o viu, esboçando um sorriso leve. Ele sorriu, e seus maxilares doíam com a risada que ele tentava evitar.

POV Stiles.

– Tudo bem, agora vocês vão me explicar o que está acontecendo aqui? – Peter perguntou, e todos desviaram os olhares. Infelizmente, fui o mais lento de todos, e ele me olhou, a espera de uma resposta. Fechei a cara.

– Eles são da sua família, eu não. Peça a eles para disserem, se quiser – disse eu, irritado – Aliás, nem era necessário vir para cá! – reclamei, gesticulando para mostrar que falava da casa deles.

Derek revirou os olhos para mim e bufei, fitando o chão em seguida, enquanto todos ficavam quietos. Como o esperado, Peter rompeu o silêncio:

– O magricela está certo – ele afirmou, e eu o olhei enquanto ele dava de ombros.

– Ei!

Ele continuou, como se não tivesse me escutado:

– Falem logo o que aconteceu.

– Eu beijei o Stiles – disseram os três, em uníssono.

Bati a parte de trás de minha cabeça na parede e Peter soltou um assobio curto, seguido de uma risada sarcástica. Esperei – junto com Derek, Malia e Cora – até que Peter parasse, mas sua risada ecoava cada vez mais alta pela casa. Suspirei.

Após um tempo, ele parou de rir e olhou maliciosamente para nós.

– Agora só falta vocês fazerem um...

– NÃO! – gritamos, interrompendo-o. Isso fez com que Peter gargalhasse novamente, cada vez mais alto. Mas ele parou mais rápido dessa vez e nos olhou, com um sorriso torto.

– Vocês são tão espantados... Bem, é melhor se resolverem logo, porque não aguento mais essas briguinhas.

– Nem era pra eu estar aqui – resmunguei, a contragosto.

Cora me fitou.

– Vai para casa, Stiles – ela disse, e de repente todos ficaram com uma expressão completamente diferente.

Franzi o cenho, confuso. Tem alguma merda acontecendo aqui?

– Ahn... Tudo bem, eu vou.

*

Um tempo depois, eu estava em casa. Meu pai ainda estava lá, e assistia a um jogo de futebol na TV enquanto repousava sobre o sofá, alheio a minha chegada. Decidi deixa-lo quieto e fui para o meu quarto sem fazer barulho. Ao chegar lá, sentei em minha cama e fixei o olhar no quadro, de repente me lembrando de conversas anteriores, que pareciam ter acontecido há muito, muito tempo...

FLASHBACK ON.

– Por que todas essas cores? – Scott perguntou.

Chacoalhei a cabeça e respondi, com impaciência:

– O vermelho é para as coisas que eu não sei. O amarelo, é para as coisas que eu quase sei e o verde, é para o que eu sei. Entenderam? Eu sei que a Lydia recebeu um bilhete ameaçador, que indicava o quê?, a morte dela. Mas não sei quem escreveu tal bilhete, existem pessoas demais nessa cidade! Mas olha o que sabemos: essa pessoa não gosta da Lydia. Precisamos achar pessoas que não gostam da Lydia!

Pude ver Allison com uma expressão confusa.

– Hmm... Stiles, quem não gosta da Lydia? – perguntou, e agora o ponto de interrogação passava de face a face em todos ali.

FLASHBACK OFF.

– E se for alguém que gosta muito da Lydia? – sussurrei para mim mesmo enquanto batia cuidadosamente os pés no chão – E se for alguém que gosta muito e alguém que gosta pouco, ou...? Pode ser Parrish – afirmei, olhando para o nome dele marcado em vermelho no meu quadro – E Derek? Por que Derek não gostaria de Lydia? – olhei para o nome de Derek, marcado também a caneta vermelha – Poderia ser Peter, ou todos os Hale juntos... – Concluí, mas balancei a cabeça negativamente. Isso não fazia porra de sentido nenhum.

Mas de uma coisa eu sabia: estava cada vez mais próximo de descobrir quem era.

E a pessoa ia pagar por isso.

///STORYTELLER///

Enquanto a garota se aproximava, vira ele abrir um sorriso ameaçador para ela, que arrepiou dos seus pés até o couro cabeludo. Era à noite já, e os olhos dele brilhavam. Não de um jeito bom, mas de um jeito ameaçador, como tudo nele era.

– Até que não demorou, docinho – ele disse sarcasticamente.

Ela suspirou, controlando-se para não demonstrar fraqueza na frente dele.

– O que você quer? – perguntou, em um sussurro.

Ele bufou.

Eu faço as perguntas aqui. Mas é o seguinte: amanhã precisarei de você para a parte final do plano, você sabe – comentou naturalmente, embora um sorriso erguesse os cantos de sua boca – Como você sabe, amanhã tem jogo na escola. Quando o jogo maravilhoso estiver no final, você vai lindamente se aproximar de Lydia e leva-la para perto do portão da escola, dizendo a ela que precisa contar algo muito importante – murmurou, divertido – E, assim que as menininhas estiverem por perto, você sabe. Ela vai... Puf!, sumir.

Ela engoliu em seco e já estava prestes a chorar, sem conseguir aguentar mais um segundo sequer.

– Fará isso, docinho? – perguntou, irônico.

E a garota só pôde assentir com a cabeça, olhando para os olhos brilhantes de terror dele enquanto os seus próprios embaçavam a visão do rapaz, devido às lágrimas.

POV Lydia.

Quando cheguei em casa naquela noite com Parrish, não consegui me sentir perturbada. Sua mão quente envolvia a minha, e só aquele simples ato fazia sumir qualquer insegurança e desesperança que eu tive desde me dera conta de que era a vítima de um possível assassinato. Seus olhos estavam mais escuros, e sua expressão denunciava cansaço.

– Como... Estão as coisas? – perguntei, e ele logo se deu conta do que eu estava me referindo.

Seus ombros caíram.

– Nada. Ele aparece, e é como se sumisse mais ainda. Como se fosse impossível identifica-lo. Não tenho suspeitos, ninguém das investigações consegue achar algo, e... Me sinto um nada – disse, e notei a aflição em sua voz enquanto largava da minha mão e se jogava no sofá.

Forcei um curto sorriso em direção a ele e me aproximei dele, sentando-me cautelosamente no sofá.

– Bem... – comecei, alisando a saia do meu vestido com as mãos – Talvez ele tenha simplesmente desaparecido. Gosto de pensar nessa hipótese, sabe? Me dá vontade de ir para o shopping tranquilamente e não me preocupar se vou quebrar alguma unha caso ele me ataque.

Parrish soltou uma risada baixa e eu sorri enquanto o olhava, feliz ao ver o riso que provocara nele – o riso que fazia todos os problemas se dissiparem.

– Você não é uma pessoa normal – comentou, ainda com um vestígio de riso em sua voz.

– Não é como se eu quisesse ser – murmurei, encarando minhas mãos por um tempo.

Quando o olhei novamente, notei que ele estava perto demais e franzi o cenho, confusa ao ver que os olhos dele estavam cada vez mais escuros. Antes que eu sequer pudesse me mexer – não que eu realmente conseguisse me mexer – sua mão tocou com certa cautela meu joelho direito, e não pude evitar o sorriso malicioso que surgiu em meus lábios.

O sorriso dele se igualou ao meu.

– Tem só uma coisa que eu quero pensar nesse momento – ele disse, fitando-me.

– Você?

– Você.

Nossos lábios chocaram-se contra o outro cautelosamente, embora o ritmo cauteloso logo fosse completamente banido entre nós. Minhas mãos envolveram com habilidade os fios dos cabelos de Parrish – que estavam um pouco maiores – e as mãos dele me envolviam pela cintura enquanto ele se inclinava sobre mim. Deixei que ele me deitasse no sofá e, quando ele o fez, ergui brevemente minhas pernas, envolvendo-as em seguida na cintura dele.

Meu fôlego se esvaía aos poucos – junto com o de Parrish – e ele, percebendo isso, deixou com que os lábios soltassem dos meus, relutantes. Ainda assim, o beijo que tomou meu pescoço foi ainda mais intenso do que em meus lábios, e eu tentava recuperar minha respiração em um esforço vão. Uma de suas mãos novamente tomou o caminho de minhas pernas e eu soltei um pequeno arquejo enquanto adentrava minha saia, roçando os dedos com certa calma na parte inferior da minha coxa. Soltei um suspiro forte e, quando ele me olhou, os olhos agora diziam o que antes estava escondido: desejo.

Não pude controlar o gemido que saíra de meus lábios quando o dedo indicador dele empurrou minha calcinha para o lado e o dedo médio começou a me estimular. Percebendo minha reação, um sorriso tomou o rosto dele, e eu não pude distinguir qual emoção havia ali. Fechei meus olhos e os apertei com força enquanto ele me estimulava, fazendo meu corpo tremer diante disso. Quando meu celular tocou, quase não o ouvi, até que Parrish falou.

– Atenda o celular, Lydia – ele disse contra a minha pele, enquanto ainda me estimulava.

A força que usei para pegar o celular em um dos bolsos do meu vestido foi a maior que já devo ter enfrentado em minha vida e, enquanto atendia, acabei soltando um gemido alto quando ele passou a esfregar os dedos em meu clitóris.

– Alô – resmunguei, com a voz um pouco rouca, sem olhar no visor do celular antes para ver quem me ligava.

Filha?

– MÃE?!

Senti o corpo de Parrish sacudir levemente contra o meu e só então me dei de conta que ele estava rindo.

Lydia, não grite, sou eu! Faz um tempão que não conversamos, e eu queria saber de você. Talvez eu volte daqui uns dias para Beacon Hills e...

Perdi a linha do raciocínio enquanto ouvia a voz da minha mãe, sem de fato distinguir o que ela falava. Olhei novamente para Parrish enquanto ele começava a tirar meu vestido vagarosamente e arfei baixo quando seus lábios pressionaram-se contra meu seio – que ainda estava coberto pelo vestido.

... Parrish está cuidando de você?

– PARRISH?! – gritei para ele enquanto via ele tirar minhas pernas de sua cintura e abaixar mais pelo meu corpo, seguindo o caminho para a minha virilha.

Sim, Lydia, o Parrish. Já falei para não gritar, estou com uma dor de cabeça terrível!

– Ele... Está...

Está prestes a me beijar lá embaixo, mamãe.

Lydia?

– Parrish está cuidando de mim – disse rapidamente, soltando um gemido baixo quando sua língua roçou contra minha intimidade.

Minha mãe fez silêncio por alguns instantes, e eu já tinha tapado minha boca com a mão para segurar qualquer coisa quando ela voltou a falar.

Está doente, meu bem? – perguntou, preocupada.

– Não, eu... Estou... Com um pequeno incômodo. Desculpa, mamãe – falei, entredentes.

Oh, não se desculpe por isso! Lydia, eu achei uma loja por aqui e...

Perdi novamente a linha de raciocínio enquanto a língua de Parrish me penetrava. Minhas pernas – que antes tremiam – já fraquejavam, e eu tinha absoluta certeza de que nenhuma palavra poderia ser pronunciada naquele momento.

Quando ele percebeu que eu já estava perto do deleite, afastou o rosto e me olhou, com as sobrancelhas franzidas de um jeito divertido.

Lydia? Lydia, está me ouvindo? – minha mãe perguntou.

Bufei e desliguei, jogando o celular para um outro canto da sala.

– Você vai se arrepender disso, Jordan Parrish – eu disse ameaçadoramente, me ajeitando no sofá para logo terminar de me despir do vestido.

Ele umedeceu os lábios, com um sorriso torto.

– Vou me arrepender?

Antes que pudesse responder, nossos lábios novamente se tomaram em outro beijo, que levou a outros caminhos cada vez melhores do que os primeiros.

*

Quando terminamos, meu queixo pousava em seu ombro enquanto eu recuperava o ar para meus pulmões, e seus dedos traçavam um caminho lento em minhas costas. Um sorriso bobo tomava conta de meus lábios há um bom tempo desde que havíamos terminado, e eu sequer tinha força – nem vontade – para me soltar dele.

– Lydia – Parrish sussurrou.

– Hmm.

– Acho que eu gosto de você mais do que podia.

Afundei meu rosto na curva do pescoço dele, sentindo aquele cheiro como se nunca mais o sentisse novamente.

– Acho o mesmo – murmurei, sentindo a felicidade nos rodear por um momento que parecia eterno.

Mas nada que parecia era real.

Notas finais
E aí, lobinhos? HAHAHAHA Queria tanto ver a reação de vocês! Fiquei destruída escrevendo esse cap. ♥ Imaginem agora o que será no próximo capítulo! Só adianto uma coisa: pode ser destruidor pra uma certa pessoinha aí. Espero que tenham gostado como eu gostei, porque gente... HUAHSAHS Enfim. Até a próxima!!! ♥