Feel The Love
15 2ª Season: Chapter 5 - What the fuck is going on with the Hale?
Notas iniciais
POV Lydia.
Antes mesmo que eu abrisse os olhos, pude sentir sua respiração contra a minha nuca.
Seus braços me envolviam carinhosamente, passando o calor de seu corpo para o meu. Embora a temperatura estivesse amena – até mesmo um pouco fria – meu corpo queimava com o calor que ele transferia para mim, como se ambos estivéssemos em combustão. Mesmo nenhuma combustão ser compara a que tivemos naquela noite... Na nossa noite.
Lembrei-me do quanto suas mãos me tocaram, da boca quente contra a minha pele. Dos gemidos insanos que inundaram o quarto, das palavras sujas, do orgasmo que me levou ao Paraíso.
– Meu Deus – sussurrei, soltando um suspiro em seguida.
Desvencilhei-me dos braços de Parrish cautelosamente e, assim que peguei um leve vestido e me vesti, parei no meio do quarto para olhá-lo. Nunca tivera a chance de ver Parrish dormindo, e, agora, vendo-o nu sobre a minha cama e em um sono pesado, parece que fui presenteada por um ano inteiro. Como podia?
Chacoalhei a cabeça e saí do quarto sem fazer barulho, sentindo meu coração bater fortemente contra o meu peito. O que estava acontecendo?
POV Malia.
– Stiles, isso é loucura! – guinchei enquanto meus olhos absorviam o que ele me explicara há poucos segundos atrás.
Stiles balançou a cabeça em descrença, sem deixar de fitar os nomes em seu quadro.
Lógico que era insano, até mesmo um insulto. Eu via como Parrish olhava para Lydia e, com certeza, não era de uma maneira assassina. E embora o meu irmão vivesse com aquela expressão de ódio em sua face, eu sabia que não era ele. Ou, pelo menos, eu queria me convencer disso. Apesar de tudo, não estava irritada.
– Malia, pensa comigo – ele pediu, começando a dar voltas pelo quarto – Por que o serial killer trabalharia sozinho? Ele não teria vantagens assim, e, claramente, precisaria de um ajudante.
Revirei os olhos.
– Então Parrish é o serial killer e meu irmão é o ajudante? – indaguei ironicamente.
– Isso! – ele disse, dando uma piscadela para mim.
– Isso é insano – fiz uma careta para ele – Não tem sentido, Stiles. Eu vejo o Parrish e a Lydia, e pode ter certeza que o lance entre eles não é nada de assassinato – sem perceber, dei um sorriso torto. Stiles notou e fez uma expressão de náusea.
– Mas...
– Sem “mas”. Vou me encontrar com Kira agora – disse eu, levantando-me da cama dele.
– Tudo bem – ele murmurou, em um tom chateado.
Comecei a dar alguns passos em direção à porta do quarto, mas parei no meio do caminho. Dei uma olhada em Stiles que estava de costas para mim – com o rosto voltado para o quadro de vidro – e não consegui mais me conter. Aproximei-me de Stiles num segundo e o puxei para mim, beijando-o sem me dar o tempo de pensar.
Stiles pareceu surpreso por um momento, mas logo seus braços me envolveram e suas mãos me tocaram. Deslizaram-se por meus longos fios e logo percorreram minhas costas, até a minha cintura, enquanto seus lábios ávidos beijavam os meus com certo fervor. Apertei-o contra o meu corpo conforme o ritmo do beijo tomava intensidade e, quando não mais nos aguentamos, separamos ao mesmo tempo nossas faces e eu respirei fundo na tentativa de trazer o ar para os meus pulmões enquanto o olhava.
Ele estava ofegante, assim como eu, entretanto, após acalmarmos a respiração, Stiles deu um sorriso pra mim e encolheu os ombros, com a face ruborizada.
– Eu te levo até a casa da Kira.
– Tudo bem – sorri, dando de ombros.
Mas, antes de sairmos do quarto, voltei a olhar para o nome de Derek no quadro de vidro de Stiles, apreensiva.
POV Parrish.
Após o banho, me vesti rapidamente e me olhei no espelho, sentindo-me saciado – e insaciado. Fiquei nesse meio termo assim que acordei, e ela não estava mais na cama. Também não me apressei em procura-la, embora meu corpo doesse com a distância do corpo dela. As imagens daquela noite vieram em minha mente em um jato, e tive que me conter para que as sensações de outrora não voltassem tão cedo. Lydia me atiçava mesmo não estando perto, e eu não sabia como controlar isso.
Mesmo não estando perto...
É claro. Ela havia ido para a escola, eu já devia ter esperado isso. Me xinguei mentalmente por não ter levantado cedo para acompanha-la. Eu quase esquecera qual era o meu serviço ali, praticamente me esquecera. Esperava que a mãe de Lydia não ligasse tão cedo – não teria desculpas para o que acontecera. E, mesmo ela não sabendo, não deixaria de ficar desconfortável.
Assim que terminei de me arrumar, peguei minha moto e dei a partida até a escola, esperando ardentemente que Lydia estivesse lá e, ao mesmo tempo, temendo que ela estivesse lá.
POV Stiles.
Assim que saí da escola naquele dia, procurei Malia por todos os cantos da casa, embora não a tenha achado em lugar nenhum. Dei um suspiro em decepção e comecei a caminhar em direção ao Jipe – que estava estacionado o mais longe possível do estacionamento da escola.
Assim que cheguei, peguei minhas chaves para abrir o Jipe e fui surpreso por uma mão que agarrara a gola da parte de trás da minha jaqueta.
Engoli em seco.
– Não me mata, não me mata! – pedi, encolhendo os ombros – Eu sou um cara bom, por favor. Quase todos os anos o Papai Noel me dá bons presentes...
– Pare com o papo furado.
Quase tive um alívio ao ouvir a voz de Derek, mas, ao lembrar que era Derek, quase me encolhi novamente em desespero. Felizmente, ele me soltou.
Virei-me de frente para ele, arqueando as sobrancelhas.
– O que você... – comecei, mas fui interrompido.
Interrompido da maneira menos esperada o possível, principalmente por ser Derek. Principalmente pelo ato que ele tomara naquele instante, pressionando-me contra o Jipe e, sem avisos, iniciando um beijo intenso – tão intenso que sequer pude tomar fôlego.
Que porra estava acontecendo com os Hale?
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