Feel The Love

20 2ª Season: Chapter 10 - Scream.


Notas iniciais
Antes de tudo, MIL PERDÕES PELA DEMORA, GENTE. Juro. Os dias foram tensos. Fiquei de férias na quinta da semana passada, tive um bloqueio de escrita e começava a escrever, mas não conseguia. Foi tenso mesmo. SORRY :( Mas então, esse cap. é o final da segunda temporada e talvez eu poste novamente só depois do Natal. Ou depois, depois, depois... HAHAHAHA Parei. Boa leitura, lobinhos. ♥

STORYTELLER.

Scott bateu a porta de seu armário e voltou o olhar a Stiles, com os olhos arregalados.

– Você realmente acha que isso é verdade? Derek? Parrish?!

– Bem – disse Stiles, franzindo o rosto em uma careta – Digamos que eu não acredite tanto que o Derek seja o serial killer. Mas, quanto ao Parrish...

Scott ficou quieto e Stiles olhou em volta para ver se alguém os observava. Já tinham se vestido para o jogo, é claro. Todos os caras que iam jogar estavam ali, conversando animadamente, e o apito do treinador era ouvido constantemente. Isaac conversava com alguém no celular – provavelmente Allison, já que ele não largava o sorriso do rosto. Jackson, o novo aluno, passava mal em um canto e a atenção do treinador foi rapidamente voltada para ele. Ethan estava afastado de Aiden, conversando com Danny, e Aiden estava encostado na parede, observando a todos silenciosamente.

– Você fala assim do Parrish porque ainda gosta da Lydia? – Scott perguntou, fitando o melhor amigo com certa compreensão no olhar.

Stiles revirou os olhos.

– Eu superei, Scott. Além disso, tem três Hale atrás de mim.

– Dois.

– O quê?

– Estou com a Cora.

Stiles deu um tapa amigável no ombro de Scott, soltando uma risada.

– Eu te disse, cara! Você é a gostosona – murmurou, dando uma piscadela para Scott. Isaac estava já próximo à eles e olhava confuso para os dois, mas Stiles já começara a se afastar, sorrindo.

– O quê? – Isaac perguntou.

– Eu... Sou a gostosona.

– Sim, você é – disse Isaac, afirmando metodicamente com a cabeça.

Scott deu-lhe um sorriso divertido e todos foram chamados pelo apito, pois o jogo iria começar. Todos saíram correndo do local, exceto Jackson, que havia sido dispenso do jogo.

~*~

Quando Lydia e Parrish se sentaram nas arquibancadas, Lydia precisou se conter para não se agarrar a Parrish ali mesmo, na frente de todas as pessoas. Mesmo que eles não admitissem, estava claro que era errada a relação que havia entre os dois, por isso mesmo apenas Allison sabia. Mas, Lydia concluiu, tem coisas mais erradas por aí do que isso.

Como Parrish dizia, o melhor prazer é aquele que vem lentamente!

Enquanto Lydia olhava para os lados, viu que, na fileira à sua frente, mais próxima a arquibancada, estava o Xerife Stilinski. Seu corpo ainda possuía curativos, mas a perna dele ainda parecia melhor. Parrish, notando onde o olhar de Lydia estava, deu um sorriso torto.

– Ele já está melhor o bastante pra sair de casa.

– Ainda me sinto culpada pelo que aconteceu a ele. Nada disso vai mudar – Lydia suspirou, e, antes que Parrish pudesse dizer algo, todos chegaram ao campo, e o barulho foi impossível de compreender qualquer coisa.

Depois de um tempo, enquanto o jogo ocorria, Allison, Malia, Kira e Cora sentaram-se perto de Lydia e todas começaram a torcer. Parrish ria de algumas caretas que Lydia fazia enquanto torcia, e tudo foi esquecido por algum momento. Menos para ele, é claro. O garoto pálido que observava de perto, porém afastado, olhando fixamente para Lydia enquanto brincava com seu isqueiro. Ninguém prestava atenção nele, é claro. Nem mesmo Kira. Porém, quando ela olhou de relance para o lado e notou a presença dele, foi recebida com um sorriso sem humor, seguido de um olhar que apontava para a frente do colégio. O medo gelou todo o seu corpo, e foi praticamente impossível ignorar e contar para todos que era ele. Mas ele já tinha deixado claro, e ela sabia que, se ele escapasse – isso é, ele escaparia – todos ao redor dela morreriam.

Mas a Lydia... Kira pensou, agarrando-se involuntariamente a Malia.

Malia fez uma expressão confusa e olhou em volta antes de perguntar, em um tom baixo:

– Está tudo bem?

Kira, sabendo que ele a observava, forçou-se a sorrir e ignorar o bolo em sua garganta.

– Sim, está!

~*~

O jogo acabou. A escola deles venceu.

Todos nas arquibancadas pularam, mas nada superou a reação de Stiles por ele ter feito o último gol, que faria do time da escola vencedor.

– Parrish, vamos lá! Vamos! – Lydia gritou, puxando-o pelo braço em direção ao campo.

Parrish começou a rir e forçou-se no lugar que estava para que Lydia não conseguisse puxá-lo. Ela revirou os olhos e tentou, e, vendo isso, Allison revirou os olhos também e correu para o campo sem Lydia.

– Deixa ele aí! – ela gritou, enquanto se afastava.

Lydia continuava daquele mesmo jeito, como uma criança que se agarrava a alguém. Porém, parou e olhou para trás quando dois dedos trêmulos cutucaram suas costas.

– Kira?

– Preciso falar com você... Agora – ela disse, evitando olhar para os olhos de Lydia.

Franzindo o cenho, Lydia afastou-se de Parrish, sem antes avisar que iria dar uma volta com Kira. Assim que ele concordou, com o olhar preso novamente no campo por alguma coisa, Lydia começou a seguir Kira, que estava em silêncio a sua frente.

Enquanto seguiam o caminho em direção à escola, Lydia ouviu Kira soluçando e correu para ficar ao lado dela, olhando-a com preocupação.

– Kira? Está tudo bem? Ei...

– Não – Kira balbuciou, em meio ao choro – ele me obrigou. Eu queria te contar, eu queria contar ao Parrish, mas ele ameaçou contar a todo mundo. Eu tenho que contar ao Parrish, assim que tudo acontecer eu vou contar pra todo mundo...

Lydia, pressentindo que algo ruim estava acontecendo, sentiu suas mãos suarem frio, mas tentou manter-se calma com Kira.

– O que você está dizendo?

– O serial killer, ele... Ele chegou, ele me pegou naquele dia, eu tentei só que ele estava ameaçando e...

Lydia nunca saberia o que Kira teria falado, porque a garota logo caiu no chão com algo que bateu na cabeça dela. Lydia deu um grito, mas logo grossas mãos tamparam a boca da garota. Ao conseguir se desvencilhar, pôde ver melhor o rosto dele. E quase desmoronou.

POV Lydia.

– Não. Não, não, não, não, não – disse eu repetidamente, desviando o olhar do rosto dele enquanto caminhava em voltas, olhando para o chão, com os dedos agarrados na raiz do cabelo – NÃO.

Serial killer... É assim que vocês me chamam? Esse nome que me deram? Que horror! Eu poderia matar alguém que me deu esse nome ridículo. Não, é isso o que eu quero fazer, quero matar. Quer me contar quem foi, docinho? – ele perguntou, aproximando-se de mim.

– SAI – berrei, enquanto me afastava dele o mais rápido que podia, embora minhas pernas parecessem gelatina naquele momento.

Jackson assumiu um brilho ameaçador em seu olhar e me pegou antes que eu pudesse sequer dar um passo.

– Grita novamente – ele sussurrou, aproximando-se do meu ouvido – E eu acabo com todos os seus amiguinhos queridinhos na sua frente, um por um. E a culpa será toda sua. Já olhou para Kira, não é? Ela sabe obedecer melhor que você. Ou sabia...

Precisei me conter para não gritar, mas acho que ele já tinha se assegurado disso sem nem mesmo saber. Meus olhos que antes se fixavam na arma dele agora estavam no bolso de sua calça, e a faca, como se soubesse que eu a estava olhando, lançou um brilho para mim. Se ao menos eu...

– Eu sei o que está pensando – ele sussurrou, e eu pude captar o sorriso em sua voz – Que pode seguir em frente e me matar, garota. Mas você não é superior a mim.

Antes que pudesse responde-lo, ouvi uma voz conhecida me gritando.

– LYDIA.

Quando eu e Jackson olhamos para o lado, vimos Parrish parado um pouco a distância, olhando-nos como se pudesse entender o que estava acontecendo.

– E o namoradinho se juntou para a festa! – Jackson gritou, e meu estômago embrulhou-se de repente. Como eu fora burra, meu Deus...

– O que está...? – Parrish começou, mas, assim que seus olhos focaram-se em Kira jogada no chão e as armas que Jackson possuía, foi doloroso ver a compreensão que tomava conta dele.

Jackson me abraçou por trás com força e, assim que comecei a tentar me soltar, parei ao sentir o cano gelado da arma em minha cabeça. Olhei fixamente para Parrish, tentando focá-lo enquanto meus olhos lacrimejavam, impedindo que eu pudesse distingui-lo.

– Vem, se aproxima, porra. Se aproxima e eu estouro o miolo da sua queridinha – Jackson disse amargamente – Vocês vão ter uma morte melhor que Romeu e Julieta!

– NÃO – berrei para Parrish. Minha voz parecia distante para os meus ouvidos, estranha. Meu corpo tremulava constantemente, e a única coisa que eu queria, pela primeira vez, era ver Parrish se aproximar de mim.

Jackson me apertou mais ainda e, quando um interminável silêncio tomou conta do lugar, a única coisa que eu conseguia ouvir era o meu coração disparado. Conforme as lágrimas caíam, pude ver Parrish com mais clareza. Sua expressão era o que mais me doía naquele momento, mesmo que uma arma estivesse apontada para a minha cabeça. Nada poderia mudar isso.

– Foi o que imaginei – Jackson disse, largando repentinamente a arma da minha cabeça e atirando para o alto. Soltei um grito com o susto e logo o senti puxar meus cabelos para trás – Não grite, docinho. Vamos para casa.

Enquanto ele me puxava pelo meu cabelo, não pude olhar para nada além de Parrish, mesmo a dor lancinante em meu couro cabeludo. Jackson, percebendo isso, bufou alto:

– Vamos acabar logo com isso.

Tudo o que eu vi foi Parrish cair no chão após o tiro.

Nunca gritei tanto em toda a minha vida.

Notas finais
Espero que tenham gostado, que não me matem e... FELIZ NATAL! ♥