Feel
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Calor. Tudo naquele quarto era calor. Os braços e pernas conectados, as respirações se misturando, os gemidos entrecortados e os beijos ardentes.
A chinesa arqueou as costas, os olhos fechados e as mãos amassando o lençol branco enquanto o amor da sua vida se deliciava em seu corpo explorando suas pernas, barriga, coxas, seios e pescoço. As mãos quentes, as mordidas estratégicas e a língua que proporcionava sensações indescritíveis.
Ela saiu de sua viagem extra corpórea assim que deixou de sentir a boca de Coulson sob seu corpo. Abriu os olhos e encontrou um sorriso incrível pincelando o rosto dele enquanto a encarava maliciosamente. A boca a poucos centímetros de sua intimidade.
– Você é linda! — beijou seu centro e ela gemeu baixinho, ele voltou a encará-la — E quando se entrega pra mim desse jeito consegue ficar ainda mais linda. — os olhos dela se iluminaram de um jeito incrível e ele pensou que não deveria existir nada mais belo nesse mundo ou em qualquer outro.
– Você é cruel Phil Coulson — a voz soprada, baixa e sexy — depois de todos esses anos me tortura desse modo. — piscou e mordeu o lábio. Ele suspirou sentindo sua ereção aumentar assustadoramente. Ela provavelmente também havia sentido pois soltou um risinho baixo e sacana.
– É uma tortura que eu sei que você adora querida. — Piscou um olho e atacou a intimidade da agente, fazendo-a arquear as costas e gritar seu nome.
Ficou longos minutos estimulando-a, acariciava seu clitóris e a penetrava com a língua. Ouviu os gemidos ficarem mais altos, e sentiu o ventre da amada se contorcendo em pequenos espasmos. Os nós dos dedos da mulher estavam brancos tamanha força com que ela se agarrava ao lençol, estimulou seu clitóris por mais alguns segundos e ela se derramou pra ele.
Ele a encarou novamente, a respiração ofegante e um sorriso genuíno nos lábios.
– Você é muito sortudo Coulson — falou encarando-o mantendo o sorriso.
– Por que você diz isso Mel? — arqueou uma sobrancelha a duvida no olhar.
– Porque você vai se dar muito bem essa noite querido! — riu e num movimento extremamente rápido inverteu suas posições ficando por cima do Diretor.
Explorou todo o corpo do agente retribuindo o carinho de minutos antes. Usou as mãos, a boca e a língua fazendo Phil gritar seu nome e tremer de tesão, mordeu a coxa do homem e ele quase explodiu de excitação. Ela apoiou suas mãos sob seu peito e abaixou o quadril acomodando todo o membro dele dentro de si. Gemeram juntos e a dança erótica e sensual dos corpos se iniciou. Ele encarou a mulher e pode compara-lá a uma obra de arte, uma das mais belas. Os olhos fechados, os dentes pressionando o lábio inferior, a cabeça jogada para trás, alguns fios de cabelo grudados pelo rosto e uma solitária gota se suor que surgia de sua nuca e fazia um caminho de fogo passando pelo seu pescoço, o vale entre os seios, o plano de sua barriga e desaguando em seu umbigo.
Ela cavalgava vigorosamente e ele pôde sentir que ambos estavam muito próximos do orgasmo. O Diretor sentou-se sustendo-a pela base da coluna, beijou-lhe entre os seios e pediu para que ela o olhasse. As pupilas dos olhos castanhos estavam encantadoramente dilatadas e ele sentiu-se o homem mais amado do mundo quando ela deixou um beijo em sua boca e passou levemente seu nariz no dele.
Deitando-a com cuidado ele passou a dar estocadas firmes, aumento gradativamente a velocidade e força, os olhos continuavam conectados e quando ela rodeou a cintura dele com as pernas apertando-o mais contra si ele a beijou longo e profundo, os gostos se misturando.
Ele entrelaçou seus dedos e ergueu as mãos da chinesa ate o alto de sua cabeça um amo você foi sussurrado e, com os olhos presos um no outro, se derramaram de amor.
...
Passaram a madrugada a dentro se amando e quando a manhã de sábado chegou ambos estavam deitados, um de frente para o outro, apenas se admirando.
– Parecem galáxias — exclamou a chinesa baixinho, a respiração calma como quem esta se entregando ao sono.
– O quê? — questionou sem entender, também sonolento.
– Seus olhos — piscou devagar — parecem pequenas galáxias.
– Acho que já esta dormindo, meu amor. — ele riu baixinho achando graça do pequeno biquinho que se formou nos lábios da amada antes dela o acompanhar na risada.
– Não estou dormindo Phil — reprimiu um bocejo — Seus olhos são tão azuis e perto como estou agora posso ver pequenos pontos pretos e brancos que se parecem com estrelas. E tem esse brilho... Parece mesmo uma galáxia. Você tem olhos lindos. — a chinesa pousou sua mão direita no rosto do amado, sorriu com jeito de menina e ele se apaixonou mais um pouquinho por ela.
– Eu te amo tanto Melinda — pousou a mão em cima da dela — E eu sinto tanto por termos perdido todos esses anos. Eu...
– Shhh... — colocou o dedo indicador sobre os lábios dele — Tudo isso já passou, estamos juntos agora e eu amo você também.
Eles se prenderam mais uma vez entre olhares.
– Os seus também são lindos — eles estavam quase dormindo, as respirações sincronizadas.
– O quê? — ela perguntou em tom ameno, estava pronta pra se entregar ao sono.
– Seus olhos — arrastou-se para mais perto dela — eles sempre mostram força, determinação e doçura. Quando eu olho pra eles perco o ar e é como se tudo ao redor deixasse de existir. E quando eu os encaro assim, tao de perto, logo depois de termos feito amor, é como se eu pudesse fazer qualquer coisa. Qualquer coisa desde que eu esteja do lado da minha garota de doces olhos castanhos.
Ele plantou um pequeno beijo em sua testa e assim que a encarou novamente pode notar as duas esferas castanhas rasas d'água. Eles sorriram ao mesmo tempo e aconchegando-se ainda mais perto trocaram um ultimo eu te amo antes de se entregarem ao mundo dos sonhos.
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