Fechado Para Reforma!
35 Rendição.
Notas iniciais
–X-
CAPÍTULO 35: Inglaterra –Rendição.
Sexto dia– Parte 6.
Atena sorriu ao fechar a porta da sala de leitura no primeiro andar. Ela tinha colocado o pequeno Padfoot para dormir no meio das pilhas de livros e almofadas. O filhote era adorável! Mas nem por isso a deusa aceitou deixá-lo no quarto rosa, como Poseidon sugeriu. Escadas eram perigosas para uma criatura tão pequena como aquela, de todo modo.
Ela se virou e levou um susto ao ver Poseidon no batente da porta da cozinha. Eles tinham acabado de jantar e o deus disse que lavaria a louça enquanto ela arrumava um lugar para o cachorro. E Atena tinha que admitir duas coisas: aquela atitude do deus era muito, muito fofa e sim, Poseidon sabia fazer um bom jantar. Mesmo que preparar hambúrgueres e batata frita não fosse realmente uma habilidade culinária. Ainda era consideravelmente romântico.
Poseidon passou a mão pelos cabelos negros e desalinhados enquanto atravessava a sala até onde Atena estava parada. Ele a abraçou pela cintura e beijou-lhe a testa.
—Hey, o que vamos fazer?
—Hm. – A loira levantou a cabeça e varreu a sala brevemente com o olhar, parando na enorme estante de DVDs. – Podemos ver um filme.
—Ou... podemos fazer algo mais interessante. – Ele sussurrou e mordeu o lóbulo da orelha dela para deixar bem claro do que estava falando.
Atena rolou os olhos ao vê-lo com seu sorrisinho malicioso e se desvencilhou do deus, tentando entender a confusão de sensações que a insinuação dele havia causado nela. A loira foi até a estante e a analisou cuidadosamente.
—O Curioso Caso de Benjamin Button ou Guerra nas Estrelas?
—Tanto faz. Mas ainda tenho idéias melhores de como aproveitar o tempo.
—O Curioso Caso de Benjamin Button. – Ela decidiu, ignorando a última frase dele.
Atena pegou a caixinha e pôs o DVD no aparelho, enquanto Poseidon se sentava de frente para a televisão no tapete felpudo, com as costas apoiadas no sofá. Ele pegou uma almofada e colocou-a no tapete também, batendo com uma mão no espaço ao seu lado, para que a deusa se sentasse ali.
Ela escondeu um sorriso e se acomodou ao lado dele, os créditos aparecendo na tela. Poseidon desligou magicamente as luzes e passou um braço por sobre os ombros de Atena, enlaçando-a.
—Podemos pular os trailers.
—Podemos pular o filme. – Ele rebateu, rindo.
—Você não quer assistir? – A deusa questionou, confusa. Assistir filme parecia uma ótima programação para se fazer com o namorado. Ela estremeceu ao pensar nessa palavra para designar Poseidon.
—Está ótimo assim. – O deus aproximou-se ainda mais de Atena, para indicar do que estava falando, e escorregou uma das mãos para a coxa dela. A deusa tratou de tirá-la de lá. – Só acho que é uma boa oportunidade para se agarrar, durante o filme.
—Eu devia imaginar que você insistiria nesse assunto. – Ela riu baixinho e incrédula. – Shhh. Vai começar.
Ele rolou os olhos verdes.
—Sério, Atena. Você já deve ter visto esse filme um milhão de vezes.
—E você já deve ter feito o-que-você-quer-fazer um milhão de vezes. – Ela deu de ombros.
Poseidon riu.
—Mas eu não fiz contigo. Não é a mesma coisa.
A deusa se calou, pensando no que ele havia dito enquanto as primeiras cenas eram exibidas na tela da televisão. Como ela podia interpretar aquela frase?
Ele a puxou para mais perto no abraço e aspirou o perfume do cabelo da deusa. Era uma sensação muito aconchegante. Atena sentiu a habitual corrente elétrica percorrer seu corpo pelo excesso de contato e tratou de prestar atenção no filme.
Não que Poseidon fosse facilitar essa tarefa.
–X-
O deus não se importava nem um pouquinho de estar perdendo o filme. E, aparentemente, Atena também não.
Ele sorriu após se separar dela e respirou, ofegante. A deusa ajeitou o cabelo em um rabo de cavalo e deu graças aos deuses por estar relativamente escuro na sala, pois ela estava extremamente corada.
Poseidon sorriu ao ver que ela tinha tirado os sapatos e que estava quase deitada no enorme tapete felpudo. Ele deslizou uma das mãos pela bochecha dela e se aproximou para beijá-la outra vez. Atena retribuiu calorosamente, sentindo cada partícula de seu ser pulsar enquanto ele pressionava aqueles lábios incrivelmente macios e habilidosos contra os dela.
A deusa o trouxe mais para perto, sem perceber o que estava fazendo, e ele teve que tomar cuidado para não deixar todo o peso do próprio corpo sobre o dela. Atena era frágil e ele tinha que se lembrar disso. Só que parecia extremamente difícil se controlar quando ela bagunçava o cabelo em sua nuca, ou quando ela, inocentemente, deslizava uma perna por entre as suas. Ela provavelmente não tinha ideia das diversas, hmmm... reações que causava nele.
Ele separou seus lábios pela milésima vez desde que tinham deitado para assistir o filme, tentando clarear a mente. Atena franziu as sobrancelhas vagamente e lhe deu outro selinho.
—O que foi?
—Você tem noção do que está fazendo?
A deusa tentou enxergá-lo no escuro, mas tudo o que podia sentir era a respiração dele no seu pescoço.
—Hã?
—Não, você não tem a mínima idéia. – Ele riu e inverteu as posições, se deitando no tapete e deixando Atena recostar a cabeça em seu peito.
Ela sorriu brevemente, sem saber se aquilo era bom ou ruim, antes de Poseidon erguer sua cabeça para outro beijo desesperado. Atena passou uma das pernas por cima da cintura dele, praticamente se sentando em cima do deus, e Poseidon a puxou mais pra perto, deslizando a mão pela coxa dela.
A deusa sentiu os dedos dele subindo vagarosamente até sua cintura, por dentro da blusa, mas não o impediu. Por algum motivo muito estranho ela deixou que ele continuasse tocando a pele de suas costas. As mãos dele eram tão quentes e macias.
O deus passou a língua pelos lábios dela antes de mordiscar-lhe o lóbulo da orelha. Atena arfou minimamente quando ele fez uma trilha de beijos pelo pescoço dela, chegando perigosamente perto do decote da blusa.
Ela sentiu Poseidon tentar desfazer o fecho do seu sutiã e não teve uma reação rápida o suficiente. Tudo o que pode fazer foi continuar retribuindo os beijos dele. Graças aos deuses, ela notou, ele desistiu de soltar o fecho e voltou com as mãos para sua cintura erguendo-a minimamente.
Atena estava deslizando uma mão pelo braço torneado dele quando entendeu o motivo que o fez desistir de abrir seu sutiã (o que já tinha a deixado em pânico). Poseidon segurou seu quadril com uma mão e com a outra desabotoou a calça jeans dela.
A loira se separou bruscamente dele, arfando. Poseidon se aproximou, um tanto confuso, e lhe deu outro selinho. Atena colocou a mão no toráx dele e o empurrou quando o deus tentou aprofundar o beijo.
—Poseidon.
—Hmmm. – Ele respondeu, mais interessado em abaixar o zíper dela.
Atena mordeu o lábio inferior.
—Você é tão sexy, sabia?
—Poseidon!
—Sério. Adoro quando você morde o lábio, ou fica vermelha, ou quando mexe no cabelo. Acho que deviamos fazer isso aqui com mais frequência...
—Poseidon! – Ela pediu pela terceira vez, saindo de cima dele.
—Hey, o que foi?
Ele a encarou, confuso.
—Acho que vamos parar por aqui.
—Por quê? Tá tão bom.
—Talvez esse seja o problema. – Ela retucou baixinho, abotoando a calça.
—Peraí. Você... você não quer?
A deusa abaixou o olhar, com medo de respondê-lo. Poseidon tinha um ego enorme, talvez ficasse chateado ou coisa parecida.
—Eu... não. Não estou pronta pra isso.
—Você tem certeza? – Ele a beijou mais uma vez, sem tanto contato corporal.
—Poseidon... – Ela suspirou, após se separar dele outra vez. Não sabia se estava pronta. Só sabia que estava confusa. – Por favor.
Ele não bufou, nem rolou os olhos. Mas ainda parecia um tantinho chateado.
—Tudo bem. – O deus abriu um sorrisinho de canto. – Eu jamais te forçaria a fazer nada, Atena. E preciso de um banho frio.
A deusa corou fortemente quando Poseidon piscou pra ela e subiu as escadas.
–X-
Poseidon já tinha saido do banho e estava assistindo TV no quarto. Em todo caso, ela optara por tomar banho no primeiro andar, pois não tinha idéia de como reagiria sabendo que ele estava a esperando do outro lado da porta. Era mais seguro ficar distante.
Atena não conseguia encontrar uma linha de raciocínio. Como poderia dormir ao lado dele e se controlar? Como conseguiria tomar cuidado com cada beijo, para não passar dos limites?
Pareciam questões insolúveis.
E não adiantava negar, ela queria Poseidon. Não só fisicamente, o que era óbvio. Atena queria passar a eternidade ao lado dele, queria compartilhar os momentos felizes, e até os tristes com o deus. Queria se sentir bem e completa, como só se sentia quando ele estava por perto.
Atena se afundou ainda mais na espuma que flutuava na banheira e fechou os olhos tentando relaxar. Era inútil. Ela confiava nele. Ela o amava. Mas não sabia como reagir, não sabia se estava preparada para um passo tão grande.
Depois de mais de meia hora dentro d’água Atena saiu e se enrolou na toalha. A ponta de seus dedos já estava ficando branca por causa do tempo que ficara submersa, e já bastava um ser aquático naquela casa. A loira sorriu involuntariamente e penteou os cabelos.
Sua camisola estava pendurada em um cabide, perto da pia e a deusa franziu as sobrancelhas ao observa-la. Era a mesma que ela tinha colocado lá antes de entrar no banho, mas parecia diferente. O decote parecia mais profundo e o pano preto mais transparente, as rendas eram cheias de lacinhos e ela podia jurar que não era tão justo assim. A deusa suspirou ao ver um bilhetinho preso no pijama minúsculo.
Ela arrancou-o de lá e leu a letra floral que sem dúvida era de Afrodite. Use-o bem. Era o que estava escrito. A deusa percebeu a malícia e rolou os olhos. Estava tudo sob controle, ela não precisava se precipitar.
Ela era uma deusa casta. E tinha um juramento para manter. Certo?
–X-
O deus estava sentado na cama dedilhando o violão e observou a deusa entrar no quarto, parecendo tão vermelha quanto o habitual. Ele entendeu o motivo assim que viu o que ela estava vestindo.
A deusa estava com uma uma camisola preta transparente, que sem a menor sombra de dúvida evidenciava o corpo dela. Ela deu graças aos deuses (menos a Afrodite) por Poseidon não comentar nada, apesar de perceber alguns olhares furtivos que a deixaram ainda mais vermelha.
—Hey, o que é isso, outra surpresa? – Ela perguntou com um sorrisinho, ignorando o fato de suas bochechas estarem queimando, ao ver que haviam algumas velas acesas e dispostas sob os móveis.
—Não fui eu dessa vez, já estava assim quando cheguei. – Ele deu de ombros, apontando para algumas pétalas de rosas sobre o lençol incrivelmente limpo. – Acho que Afrodite está tentando nos induzir a fazer algo além de dormir essa noite.
A deusa baixou os olhos e mordeu o lábio inferior.
—Mas – Ele colocou o violão de lado e se levantou, andando até ela. – Eu acho que você não é influenciável. Nem seduzível.
Atena riu.
—Completamente certo.
—Então teremos que decepcioná-la. – Ele colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e beijou a testa da deusa.
Ela o abraçou e afundou o rosto no tórax do deus, sentindo o perfume amadeirado e convidativo dele. Poseidon era incrivelmente lindo.
—Atena?
—Hmmm.
Ele ergueu o queixo dela com a ponta dos dedos, para que pudesse ver o azul límpido de seus olhos. E sorriu, parecendo encabulado.
—Me desculpe. Por ter apressado um pouco as coisas hoje.
A deusa não respondeu. Ela simplesmente ficou na ponta dos pés para poder beijá-lo, sorrindo como uma criança para quem o natal chegara mais cedo. Não esperava que ele fosse tão compreensivo e fofo. Acima de tudo, ele era imprevisível. E Atena amava isso.
Poseidon a enlaçou pela cintura e a ergueu alguns centímetros do chão, aprofundando o beijo e fazendo com que um bilhão de borboletas se agitassem no estômago da deusa. Ele desceu uma das mãos sorrateiramente para o quadril da deusa.
—Poseidon... – Ela murmurou, se separando dele.
—Tudo bem, tudo bem. – O deus a colocou no chão e fez um sinal de rendição com as mãos. – Eu vou me comportar.
Atena riu.
—Eu não ia pedir pra que você parasse. – A deusa sussurrou e ele a encarou sem entender por que ela estava falando isso. Ela sorriu ao vê-lo confuso. – Na verdade, eu... Eu pensei muito e, bem...
—Não me diga que vai tentar me explicar a arquitetura da Torre Eifel pela milionésima vez. Sério. Sempre que você “pensa muito” tenta enfiar física aplicada na minha cabeça.
—Idiota! – Ela rolou os olhos e Poseidon riu, a abraçando. – Você sabe que não é isso.
—Com você eu nunca sei, Atena.
—Na verdade, você não sabe de nada mesmo. – Ela riu e desalinhou o cabelo dele.
—Eu pensei. E, bem, eu não sei mesmo se estou preparada... – Poseidon abriu a boca para dizer algo, mas ela colocou um dedo nos lábios dele o impedindo de falar. – Mas eu não me importo. Porque eu quero que seja com você, Poseidon. Porque eu confio e te amo mais do que eu imaginei ser possível.
O deus a fitou por alguns segundos, tentando absorver as informações.
—Você vai quebrar o juramento pra ficar comigo?
—Eu acho que já quebrei, sabe. – Ela abaixou os olhos, sorrindo envergonhada. – Eu jurei não me apaixonar. E isso já aconteceu.
—Você está falando sério? – O deus perguntou, com um sorriso do tipo tenho-trinta-e-dois-dentes.
—Poseidon, você é mesmo lerdo. – Ela riu e o puxou para outro beijo.
AVISO 2: Queridos leitores tão puros quanto nossa querida deusa, por favor, leiam só até aqui. Sério. Abaixo vocês encontrarão cenas mais explícitas (para maiores de 18 anos) e não quero minhas puras crianças lendo isso, então já podem fechar esse capítulo. Notem que eu prezo pela ingenuidade de vocês.
Para aquelas crianças mais pervertidas e que decidirem seguir em frente, tentem ler de olhos fechados. E liguem os ventiladores. Enjoy it! ;)
–X-
Ele a tirou do chão e a carregou até a beirada da cama, a sentando cuidadosamente. Atena o observou por um momento, gravando cada mínimo detalhe do deus. Ele tirou desajeitadamente algumas pétalas do caminho e prensou a deusa contra a cabeceira e as almofadas.
Atena percebeu que aquele era o beijo mais ardente de todos os tempos e passeou com a ponta dos dedos pelas costas largas e definidas do deus. Poseidon mordeu suavemente o pescoço dela e a deusa se controlou para não fazer o mesmo.
Ele afagou a cintura da deusa e com a mão livre apertou uma das coxas bem torneadas dela, o que fez com que Atena arranhasse levemente sua nuca. Poseidon sorriu antes de voltar a beijá-la.
Ela podia sentir as melhores sensações do mundo. De ter Poseidon por perto. De beijá-lo. De vê-lo sorrindo ao retribuir calorosamente alguma carícia. Era tudo incrivelmente bom, apesar de novo. E quente. Absurdamente quente.
O deus a deitou sobre as almofadas, se afastando por meio segundo para ver os cabelos dela se mesclando com o travesseiro. Ele mordeu o lábio ao observar que aquele pijama a deixava ainda mais linda.
Atena sentiu a boca de Poseidon descendo habilidosamente por sua testa, nariz, bochechas, deixando um selinho rápido na boca, passando pelo queixo e se aprofundando na área abaixo do pescoço. Ele beijou-lhe o vale entre os seios e sentiu Atena torcer os dedos no seu cabelo macio. O deus ergueu suavemente a camisola e a tirou do caminho, antes que a própria deusa percebesse o que ele estava fazendo.
A deusa passou as mãos cautelosamente, sem saber o que fazer, pela barra da camiseta dele e Poseidon alargou o sorriso enquanto a ajudava a tirar a própria roupa. A deusa engoliu em seco ao ver o abdôme definido e bronzeado do deus. Timidamente, Atena contornou a pele do lugar enquanto Poseidon a admirava.
A imaginação do deus não era mesmo das melhores. Por mais que ele imaginasse como Atena era, nada jamais chegaria aos pés de tamanha perfeição. A deusa tinha a cintura fina, os seios fartos e um quadril proporcional. Tudo bem que ele já tinha visto Atena de biquini, mas a situação era completamente diferente. Ela estava ainda mais linda, com a pele alva contrastando magnificamente com o conjunto de lingerie preto.
A deusa corou sob o olhar dele. Mas Poseidon só conseguiu achá-la mais linda por estar com vergonha.
Poseidon arfou enquanto Atena beijava seu pescoço e quase o levava a loucura. Sério. Ela não fazia idéia do efeito que tinha nele. O deus tirou a calça e escorregou-a para algum lugar do chão, voltando a beijar Atena e trabalhar simultaneamente para tirar o sutiã dela.
A loira teve que morder o lábio inferior ao ver o volume na cueca boxer branca do deus. Certamente, Jerry precisava de roupas de baixo tamanho G. E, apesar de um tantinho assustada, Atena não recuou como sempre fazia. Até por que era impossível se afastar de Poseidon naquelas condições.
O deus dos mares conseguiu desabotoar o sutiã de renda preta e o jogou em algum lugar do quarto, sem nenhum critério. Ele desceu os olhos vagarosamente pelo corpo dela e observou cada mínimo detalhe, se controlando o máximo que podia para não tomá-la de vez. Deuses, ela era tão perfeita! Mas ele tinha que ser delicado, o deus se lembrou.
Atena engoliu em seco ao ver toda a beleza de Poseidon tão perto. Ela estava praticamente pegando fogo, entrando em combustão espontânea, só de olhá-lo. Como ele conseguia ser tão charmoso? Os olhos verdes do deus estavam ligeiramente opacos enquanto ele a observava e Atena arfou diante da visão. Ela decididamente o desejava tanto quanto ele a queria.
—Você tem certeza? – O deus perguntou, com certa dificuldade em pronunciar as palavras certas. E com medo de que ela voltasse atrás. Mas ele tinha que perguntar.
A loira fez que sim com a cabeça, sabendo que não teria capacidade para responder verbalmente. Poseidon tirava toda a sua concentração. Ele abriu aquele sorrisinho de canto notadamente malicioso e satisfeito antes de beijar cada parte de pele exposta da deusa.
Atena retribuiu arranhando suas costas levemente, enquanto o sentia beijar seus seios, sua barriga, suas pernas. Ele deslizou as mãos suavemente pela parte interna das coxas da deusa e as afastou gentilmente. O deus a segurou pela cintura e Atena arqueou o quadril para que ele pudesse tirar a peça de roupa que lhe restara. Ele puxou a calcinha rendada dela lentamente, com cuidado para não assustá-la. Mas, de todas as sensações, medo era a única coisa que Atena não sentia.
Poseidon entreabriu novamente suas pernas e se abaixou, continuando sua trilha de beijos quentes. Atena arfou ao senti-lo beijar perigosamente perto da sua virilha. Ele sorriu ao ver as reações dela e achou que era o momento certo para provocá-la mais um pouco. O deus desceu a boca até a região úmida da deusa e beijou ali também. Atena torceu os dedos no lençol e se controlou para não gritar.
A sanidade da deusa já estava se esvaindo quando ele parou subitamente. Atena abriu os olhos e viu que ele também estava no limite. Poseidon retirou sua cueca com muita pressa, sem quebrar o contato visual e se ajoelhou no meio de suas pernas outra vez, a encarando em busca de algum consentimento. A deusa sentiu suas bochechas corando ao se erguer um pouquinho e trazer a boca dele para a sua, puxando alguns fios de cabelo do deus durante o processo, no mesmo instante que ele entrava nela.
Tudo o que impediu Atena de gritar de dor foi a boca dele contra a sua. Ele esperou alguns segundos antes de se mover, para que a dor dela passasse e a deusa sentiu-se infinitamente grata por isso.
Cautelosamente, Poseidon se mexeu uma vez, o mais lentamente que podia. Atena mordeu seu pescoço e ele soube que podia continuar. O deus apoiou as duas mãos ao lado do corpo da deusa, para que não deixasse o peso do próprio corpo cair sobre ela, e a beijou enquanto aumentava o ritmo. Atena sentiu a dor ser substituida pelo prazer e se moveu junto com ele, uma corrente elétrica percorrendo seus corpos.
E foi absolutamente perfeito e natural.
Atena sentiu alguns espasmos e cruzou as pernas em volta da cintura do deus, fazendo com que ele delirasse. Poseidon continuou a se mexer rapidamente, junto com Atena, e ela sussurrou seu nome. E depois gemeu.
O deus murmurou algo desconexo antes de chegar ao ápice, com ondas de prazer o atingindo. Atena o beijou suavemente e o acompanhou alguns segundos depois. Eles ficaram assim por algum tempo, até que o deus rolou para se deitar ao lado dela. Atena ainda estava vermelha e algumas gotinhas de suor salpicavam sua testa. Ele sorriu marotamente e a abraçou, trazendo o corpo da deusa para mais próximo do seu.
—Atena. Está tudo bem?
Ela sorriu ao notar uma pontinha de preocupação na voz dele.
—Nunca estive melhor.
—Pensei que pudesse ter te machucado...
—Shh. – Ela colocou um dedo sobre os lábios dele, rindo. – Não. Não precisa falar nada.
—Hmmmm. Então vamos fazer algo bem melhor que falar. – Ele provocou, afagando cintura dela.
—Deuses, você é insaciável?
—Hey, não me culpe pelos efeitos que você causa em mim.
Atena riu suavemente, erguendo-se um pouco para olhar nos olhos dele. Poseidon passou a mão pela bochecha corada da deusa, um sorriso de canto irrefreável surgindo nos lábios dele por saber que ela não estava apenas cansada.
—Não precisa ficar constrangida, Atena. É natural e—
—Perfeito. – Ela completou, desviando as orbes azuis.
—Olhe para mim. – Ele pediu, levantando o queixo dela. Atena não relutou e tratou de absorver cada mínimo detalhe do deus. – Essa é a nota que você me daria? Perfeito?
—Seu idiota!
Atena deu um leve tapa na testa dele enquanto ria. Poseidon a abraçou mais contra o seu corpo e a deusa encostou o queixo no peito dele, desembaraçando com a ponta dos dedos o emaranhado preto e sedoso que era o cabelo do deus.
—Não que eu me importe. – Ele deu de ombros como se realmente não ligasse. – Mas agora fiquei curioso.
Ela suspirou e rolou os olhos. Nunca perderia aquela mania perto dele.
—Provavelmente. – A deusa respondeu com falso descaso.
—Oh, você está sendo má e injusta.
A loira se controlou para não rir do protesto bobo dele e depositou um beijo nos lábios entreabertos de Poseidon.
—Sim. Perfeito.
—Eu te amo.
—Eu te amo mais.
–X-
Fale com o autor