Notas iniciais
Olá lindos da minha vida! Aqui vai mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem. Ah, espero comentários também *-*

CAPÍTULO 42: Monte Olimpo – Explicações.

O almoço no Olimpo era servido pontualmente à uma da tarde todos os dias. Atena havia combinado de se encontrar com seu pai na sala de jantar nesse horário para comerem juntos. Era por isso que faltando dez minutos para o horário marcado Atena e Poseidon estavam na sala de jantar, sentados de frente para as portas duplas na enorme mesa de mogno. O deus dos mares tinha um carrinho de bebê ao seu lado, onde o mini-Poseidon dormia tranquilamente.

A deusa, por outro lado, estava bem nervosa. Ela respirou fundo algumas vezes e o deus dos mares apertou a sua mão como se dissesse “vai ficar tudo bem”. Ela queria mesmo acreditar naquilo.

Eles ouviram alguns passos apressados pelo corredor e um toque suave na porta antes de ser aberta. Zeus estava impecável, vestindo um terno risca-de-giz cinza e com o cabelo arrumado. Ele abriu um sorriso imediato ao ver a deusa.

—Atena! Acabei de chegar do mundo mortal, querida, Hera ainda está lá fazendo compras com Afrodite e – Seus olhos pousaram em Poseidon e depois do bebê e ele fez uma expressão que mesclava surpresa, confusão e desgosto. – Poseidon.

O desprezo era nítido na última parte de sua fala. Poseidon fingiu não perceber e acenou com a cabeça.

—Olá, pai. — A deusa falou.

—É uma surpresa meu irmão estar aqui, considerando que ele não me mandou uma Mensagem de Íris. Mas já que está no monte acho que Atena e eu concordamos que seria melhor se você fosse para seus aposentos, Poseidon. Nós marcamos um almoço.

A loira mordeu a parte interna da bochecha.

—Estou bem aqui.

Poseidon não estava ajudando com aquela mania de ser pirracento.

—Tudo bem. – Ela falou e Zeus a encarou, incrédulo. – E-eu... hã, pedi para que ele viesse comigo. O plano é que Poseidon também almoce conosco.

—E a que circunstância se deve isso, Atena?

—Gostaria de conversar com o senhor para explicar algumas coisas. E Poseidon precisa estar presente. É uma história longa, então seria melhor se você se sentasse, pai.

—Bem. Vejo que algumas coisas de fato devem ser explicadas. – Ele relanceou um olhar para bebê ao dizer isso. – Mas falta menos de dois minutos para 13h. É melhor pedirmos para os criados servirem o almoço.

—Na verdade prefiro almoçar depois de conversar.

—O almoço é servido todo dia nesse horário.

—Depois. – Ela repetiu inflexível.

—Atena. – Zeus suspirou e se sentou. – Tudo bem. O que você precisa conversar comigo que é tão urgente para mudarmos os horários das refeições que estão estabelecidos há mais de um milênio?

Poseidon rolou os olhos verdes com tanto drama.

—Se você ficar enrolando, maninho, a porcaria do almoço vai demorar mais.

—Poseidon! – Os dois falaram. Zeus com um tom que não aceitava brincadeiras e Atena meio suplicante para que ele parasse de irritar o deus dos deuses.

—Argh. Vocês dois. Já tinha quase me esquecido do quão irritante é quando ficam do mesmo lado.

—Atena nunca saiu do meu lado, e nem sairá, pra te defender, Poseidon.

“É aí que você se engana” o deus dos mares pensou, mas não disse nada.

—Primeiramente, pai, acho que seria bom explicar sobre o bebê.

—Suponho que não deve ser uma longa explicação. Pelo que posso deduzir este é o herdeiro que Poseidon e Anfitrite estavam esperando. Só não entendo o que ele está fazendo aqui com Poseidon, ao invés de estar no Palácio com a mãe.

Atena mordeu o lábio inferior e segurou a mão de Poseidon por baixo da mesa para que Zeus não visse o comportamento dos dois antes da hora.

—Sim, esse é meu herdeiro, Zeus. E ele não está com Anfitrite por que ela morreu.

Poseidon tomou fôlego antes de explicar toda a história do bebê. As sobrancelhas de Zeus subiam a cada momento e o deus dos mares se perguntou se elas não se juntariam ao couro cabeludo, de tão altas que estavam. Ele falou sobre o que Anfitrite havia feito, sobre o momento pós casamento e a ganância dela, sobre a possibilidade remota de guerra que havia existido e sobre a condição do bebê, quando eles ainda não sabiam exatamente como ele seria. Nesse momento Zeus estreitou tanto os lábios que eles se tornaram apenas uma linha.

—Ninguém sabia se essa criança seria um deus menor normal ou um ser amaldiçoado? – O deus dos deuses perguntou, a voz metálica e rígida demais, no tom que ele sempre usava para se dirigir a Poseidon. – E você decidiu correr o risco e deixar que ela nascesse?

Poseidon sentou-se mais ereto na cadeira e fuzilou Zeus com o olhar. Ele estava prestes a abrir a boca para falar algo estúpido devido a raiva mal controlada quando Atena interveio:

—Mas o feiticeiro já procurou por todos os sinais de magia negra existentes na criança e não há nenhum. Ele é completamente livre de resquícios.

—Não faz mal então se eu mantê-lo no Olimpo e o submeter a novos testes.

—Faz sim. Meu filho não vai passar por nenhum outro teste sem a minha presença e consentimento.

—Poseidon, eu decido o que acontece aqui no monte.

—E eu decido o que acontece com meu herdeiro.

—Ele passará por novos testes. E não estou pedindo permissão. É uma medida de segurança que deve ser tomada em favor de todos os outros deuses e da civilização ocidental.

—Oh, a civilização ocidental. – Poseidon zombou. – Sempre a civilização ocidental, mesmo quando não tem nada a ver com ela.

—Já chega. Se for preciso eu supervisiono outros testes. Mesmo que eu não ache necessário. – Atena massageou a têmpora e bufou. – Não viemos aqui pra discutir só essa questão.

—Ainda há mais?

Poseidon quis socar a cara de Zeus. É claro que ele deixaria que Atena fizesse os testes, mas nem a deusa da sabedoria julgava aquilo necessário. Zeus era tão estúpido.

—Sim. E acho que isso pode ser um pouco mais complicado.

—Mais complicado que um deus menor que pode ser deturpado? Nós já passamos por problemas terríveis com deuses menores que eram ruins por natureza. – Zeus relanceou um olhar para Atena, claramente indicando a história de seu passado. – Não quero passar por isso novamente.

O deus dos mares cerrou os punhos e trincou o maxilar. Ele contou até dez, tentando se acalmar.

—Não fale assim do bebê. Ele não é deturpado nem ruim. – Foi Atena que defendeu, lançando um de seus olhares mortíferos para o pai. Zeus certamente não esperava por isso. – E, sim, um assunto mais complicado. Pelo menos pra você.

—E o que é?

—Hã... Bem, quando Afrodite arrumou essa semana fora do Olimpo eu e Poseidon fomos designados para cuidar do Acampamento Meio-Sangue por três dias e... er, nós meio que.. hmm...

—Estamos namorando.

O silêncio foi esmagador. Atena arregalou os olhos tanto que pareceu que ela não conseguiria mantê-los no rosto. Zeus abriu a boca e a fechou duas vezes. Até que começou a rir, descontroladamente. Poseidon não se lembrava de já ter visto o irmão assim.

—Tudo bem. – Zeus se concentrou para parar de rir. – De quem foi a ideia de me assustar assim?

—Ideia? – Poseidon ergueu uma sobrancelha.

—É claro. Isso que você falou é completamente absurdo. Atena jamais sairia com qualquer homem, ela é uma deusa casta, ainda mais com você, Poseidon. Convenhamos, nem no fim do mundo minha filha poderia olhar pra você com nada menos que desprezo e ódio.

Atena sentiu sua garganta secar e quase teve um ataque de pânico.

—Pai. Digo, Zeus. O que Poseidon disse é verdade.

Ele se calou. Atena ouviu as batidas do próprio coração palpitante. Poseidon ainda segurava sua mão por baixo da mesa.

—Atena. Não ouse continuar com essa farsa.

—Mas... Pai!

—ATENA! – Zeus perdeu o controle e bateu com o punho na mesa. – Desminta isso agora.

—Eu não posso. – A deusa conseguia sentir as lágrimas se formando no canto de seus olhos. – É a verdade. Simples assim. Nós estamos juntos e não há nada que ninguém possa fazer para mudar isso.

—Isso é um absurdo! – Zeus estava ficando perigosamente vermelho. – Não. Inaceitável. Inadmissível. Nem mesmo Afrodite poderia fazer com que qualquer interação romântica acontecesse entre vocês.

Poseidon estava incrivelmente calmo até esse momento. O deus dos mares respirou fundo.

—Mas foi o que aconteceu, Zeus.

—Atena não pode fazer isso. – Foi a única resposta dele.

—Não pode? – Poseidon desafiou, erguendo uma sobrancelha. – Já está mais do que na hora de você parar de controlar a vida dela. E dos outros deuses também. Eu entendo que você é o deus dos deuses, mas uma coisa é você ser superior para o bem de todos e para o bem do Olimpo, outra é tomar decisões pessoais pelos outros, Zeus. Considerando que seu senso de justiça é extremamente afiado – Nesse momento o ácido e o cinismo que pingavam das palavras de Poseidon eram claros. – você deveria respeitar os demais. Atena é a deusa mais sensata que já conheci, ela faz jus ao seu título de Deusa da Sabedoria, da estratégia e do discernimento. Ela não é mais uma deusa inocente que deve seguir suas diretrizes, nem ficar à sua disposição e sempre um passo atrás das suas decisões. Todos sabemos que ela é competente até demais para fazer suas escolhas, sem que ninguém interfira. E, além do mais, ela não deve nenhuma explicação a você.

Zeus não esperava por aquilo. Parecia que o deus dos deuses tinha levado um belo tapa na cara. E ele não gostava nada disso.

—Atena tem um juramento a manter. Ela não pode mais ter um relacionamento amoroso.

—Você já quebrou milhares de juramentos, maninho, esse não é um bom argumento. E ninguém pode controlar como se sente. Nós estamos apaixonados e isso é incrivelmente simples.

—Ela te odeia. – Zeus insistiu.

—Nunca ouviu dizer que a linha entre o amor e o ódio é tênue?

—Ela é uma deusa casta.

—Não mais.

Atena afundou o rosto nas mãos. Deuses! Poseidon tinha que largar de ser tão impulsivo. Ela queria muito ser sugada para o Tártaro naquele instante. A deusa mordeu o lábio inferior e abriu os olhos lentamente. Ela tinha que enfrentar seus medos, não dava mais para fugir ou adiar. Além do mais, ela tinha que lutar por Poseidon.

Só depois de alguns segundos que a loira percebeu o silêncio extremamente pesado e desconfortável que pairava sobre eles. Ela olhou primeiro para Poseidon, que ainda mantinha sua expressão de seriedade e não parecia de todo arrependido pelo que tinha dito. Na verdade, ele até parecia um pouquinho orgulhoso como se dissesse “Há, Zeus, engole essa: sua filha me ama.”. Atena se controlou para não rolar os olhos. Não era um bom momento.

Ela então fitou seu pai. Zeus estava incrivelmente pálido. Ele mantinha as mãos apoiadas no tampo de vidro e tinha um olhar vago, como se estivesse muito distante daquela sala. A boca estava ligeiramente aberta e ele sacudiu a cabeça negativamente antes de voltar à realidade.

—Não. Não pode ser. Atena, me diga que...

—Pai. – Ela ergueu a cabeça, parecendo mais confiante do que se sentia. – Não me diga para dizer a verdade se não quer ouvi-la. Não pretendo mentir para o senhor, mas não ficarei repetindo meus motivos e argumentos se você não estiver disposto à aceita-los. Honestamente, eu sequer deveria argumentar e expor razões para me sentir do jeito que me sinto. Ninguém deveria se desculpar por amar. – Os olhos cinzentos da deusa estavam brilhando em um tom de azul, que era bem raro, mas aparecia quando ela era sincera. – Mas o senhor ainda é meu pai, então eu lhe devo algumas satisfações.

—Atena...

—Não me interrompa, por favor. Eu sei que é uma situação difícil para o senhor, mas também não é fácil para eu colocar meus sentimentos em palavras. Eu odiei Poseidon por três mil anos e jamais imaginei que isso mudaria. Mas ao ficar essa semana com ele percebi que eu estava errada. Muitos dos meus motivos para odiá-lo estavam ligados a você, pai. Eu me ressentia pelas brigas entre vocês dois e tentava defender o senhor. É claro que sempre achei Poseidon extremamente irritante e isso não mudou tanto. – Ela tentou abrir um sorriso mínimo. – Mas tive a oportunidade de ver o lado bom dele. E foi surpreendente. Eu não imaginava que ele podia ser tão diferente da minha concepção pré-estabelecida. Tão diferente que eu percebi que não havia motivo para odiá-lo e só nesse momento me dei conta de que poderia gostar de Poseidon.

“Não é como se ele fosse perfeito. Mas eu o amo mesmo assim. O amo apesar de suas imperfeições e o amo por causa delas. E a melhor parte de tudo é que é recíproco, então eu não posso simplesmente ignorar tudo o que sinto, nem o que ele sente. Eu sei que estou quebrando meus votos e sei que isso é de certo modo errado e difícil de aceitar. Mas é realmente errado ir atrás do amor? Não me esqueci do que aconteceu no passado, se é isso que o senhor está pensando. Tenho consciência dos meus erros e do que eu causei, mas não acho justo sacrificar toda a minha vida e meus sentimentos por isso. Temos que aprender com nossos erros, para que eles não aconteçam novamente, mas isso não quer dizer que devemos ficar presos ao passado e nunca mais tentar algo só porque deu errado da primeira vez.”

Zeus ergueu os olhos e fitou Atena por um instante. Ela não sabia dizer em que parte do seu discurso tinha começado a chorar, mas sua voz ainda era compreensível e estável e ela agradeceu mentalmente a todos os deuses por isso. Poseidon ergueu o dedo indicador e secou uma lágrima que escorria pelo queixo da deusa, silenciosamente. Ele sabia que aquele era um momento entre ela e Zeus, mas ainda estava ao lado dela. E ficaria para sempre.

—Pode ser que o senhor não aceite isso agora, nem nunca. Pode ser que você me deserde, ou me expulse do Olimpo, ou retire meus poderes por quebrar o juramento. Se minha decisão de ficar com Poseidon e com o bebê colocar tudo isso a prova não vai ser fácil para nenhum de nós. Mas esse é um risco que estou disposta a correr.

—Atena. Eu... – Zeus apertou os lábios e massageou as têmporas. – É muita coisa para absorver em cinco minutos. Eu realmente não posso dizer que fico feliz com sua decisão, nem que a apoio.

A deusa sentiu seus olhos acumularem mais água e fez um esforço descomunal para não chorar ainda mais. Era tão doloroso ver que seu pai estava desapontado. Poseidon apertou sua mão.

—Não sei ao certo o que fazer. – O deus dos deuses passou a mão pelo cabelo, em um gesto absurdamente humano. – Eu... Não tenho o direito e nem vou te impedir de ficar com Poseidon. Mesmo que isso vá contra algumas das minhas ideias, mesmo que suas decisões sejam completamente diferentes das que eu tomaria. Mas... Eu preciso de tempo. Como você mesmo disse, não sei quanto tempo levarei pra aceitar esse relacionamento e as consequências disso, nem sei se conseguirei aceitar algum dia. – Ele olhou fixamente para Poseidon. – Mas tenho que tentar, porque quero que Atena seja feliz. E se você fizer algo que vai contra a felicidade dela, Poseidon, vai pagar por isso. Guarde essas palavras. Espero que não se arrependa de suas decisões depois, Atena.

Zeus se levantou sem olhar para a deusa e alisou seu terno, que já estava perfeitamente desamassado. Ele cruzou os dedos sobre o peito em um gesto pensativo e andou até a porta. Em um gesto muito indeciso, se virou para olhar para eles antes de sair.

—Não se preocupe, Atena. Não vou te deserdar, nem retirar seus poderes, nem te condenar por quebrar o juramento. Jamais poderia fazer nada disso. Não aguentaria perde-la.

E sem dizer mais nada ele saiu da sala de jantar, deixando Atena e Poseidon em um silêncio desconfortável. A deusa ficou imaginando se ainda deveria ir à Festa de Reinauguração e se seu pai iria, e se ele ao menos olharia para ela lá. Ou ainda se ela deveria ir embora do Olimpo.

Poseidon a puxou para perto e deu um beijo na sua testa, murmurando.

—Não posso dizer que ele foi mais compreensivo do que eu esperava, porque estaria mentindo. Mas vi ficar tudo bem, eu prometo. Seu pai sempre faz o que você quer, no fim das contas.

Atena riu baixinho e encostou a cabeça no ombro dele, ainda tinham alguns vestígios de lágrimas no rosto dela, mas a deusa prometeu que não choraria mais.

—Espero que ele aceite, Poseidon. Odiaria que ele ficasse chateado com as pessoas que mais amo, e não posso abrir mão de você e do John.

Poseidon pareceu ignorar solenemente metade da frase de Atena e ergueu uma sobrancelha preta.

—John?

—Er... Pensei que seria um bom nome. Você disse que gosta de nomes simples.

—Como em Jon Snow ou em John Watson?

—Como em John Watson, Poseidon! – A deusa rolou os olhos azulados. – Eu amo Sherlock, mas você sabe que Sherlock na verdade é um nome de menina.¹

Ele riu.

—É, eu sei. John me parece perfeito.

—John Seaworth. – Ela provocou.

—Esquece! Eu jamais vou usar esse sobrenome ridículo no meu nome falso de mortal, por mais que você insista. Não vou deixar que você me ajude a criar o pequeno John se chama-lo assim.

—Você quer que eu ajude a cria-lo?

—Achei que isso fosse óbvio. – Ele provocou, com um sorrisinho de canto. – Não pensou que eu perderia a desculpa perfeita pra te chamar para morar comigo, não é?

—Não mesmo. – Ela concordou e pegou o John no colo, mesmo que ele estivesse dormindo profundamente.

—Bem, vamos almoçar. – Poseidon deu de ombros. – Não acho que devemos esperar por Zeus, de todo modo.

—Poseidon!

—Qual é! É sério.

—Cale a boca, criatura. E fale baixo ou o bebê vai acordar.

—John, use o nome dele.

—Você é tão irritante. E eu não estou com fome.

—Você tem que se alimentar direito, Atena.

—Hey, essa frase é minha!

—Sim, estou usando seus argumentos contra você. Agora sente-se.

Atena escondeu um mini-sorrisinho ao sentar-se na cadeira que Poseidon oferecia a ela, após colocar John no carrinho. Ela suspirou, nem adiantava resmungar e lutar contra a maré. Literalmente.

–X-

¹ Referência a Sherlock (seriado da BBC) em que Sherlock Holmes diz a John Watson que Sherlock é na verdade um nome feminino.