Fearless
2 Clair de Lune
Notas iniciais
Enquanto aos dias que PRETENDO postar que me perguntaram nos Reviews: quero postar um dia sim, três não, a não ser que eu tenha mais de 3 comentários, aí eu adio o capítulo novo (sim, sou chantagista sahhsahhsa, sorry gente (:
Bom, eu achei esse capítulo uma droga. E provavelmente vão achar também, mas era só para mostrar o lugar que eles vão passar as próximas duas semanas. Mas a partir do próximo a história começa, então não me abandonem ok?
hahaha fora isso, boa leitura (:
OBS: recomendo ouvir a música enquanto leem! É linda, sério mesmo *-*
Clair de Lune- Debussy
PoV Freddie
- Vamos lá! Todo mundo colocando essas perninhas do lado de fora do quarto!
O berro que a Sam dava com certeza me tirou do meu sono. Depois de chegar à casa da loira, tomei um banho, organizei as coisas nas gavetas livres (que não eram muitas), dei uma olhada nas atualizações do facebook e aproveitei para tirar um cochilo que deve ter durado no máximo uns 10 minutos até que os murros e chutes na porta me acordassem. Com muito esforço levantei daquela cama incrivelmente macia e abri a porta.
Não preciso nem dizer que foi uma surpresa e tanto encontrar a garota com os cabelos presos em um rabo e um short minúsculo. Não se tinha essa visão todo dia. E que visão. Ela usava botas daquele estilo bem country, um short claro que deixava as suas coxas completamente expostas e uma blusa branca bem solta com o ombro caído. Estava perfeita a meu ver.
-Brad abre essa porta se não eu entro aí a força. O Freddie já está aqui! – Ela berrava enquanto olhava para mim. Provavelmente ela reparou ou meu olhar para suas pernas por que quase que instantaneamente corou e voltou a encarar a porta do quarto do garoto.
- To aqui, to aqui, que saco! Já to pronto não ta vendo?
-Ótimo! Vamos então?
Ela nem esperou nossa resposta já se virando e saindo do corredor. Íamos fazer como que um city tour pela sua casa que era imensa.
- Bom, aqui é a sala. – Ela disse abrindo os braços mostrando o local que havíamos passado antes de ir para os quartos.
- Porque folhas? – Perguntei a ela, que ficou surpresa com a pergunta – As almofadas têm folhas, os quadros têm folhas e muitos tons de verde.
- Bem observado – ela disse impressionada – Tudo nessa casa tem um motivo, um significado. As folhas são por que lembram a minha vó paz e liberdade. A tranqüilidade de sentar na cadeira e ver as folhas caindo das árvores sabe? Ela fala que ela queria uma sala assim: calma e relaxante.
- Hey! Eu não sabia disso! – Brad comentou em um tom de indignação
- É por que você não repara nessas coisas.
Em seguida fomos para a cozinha, toda branca e preta com eletrodomésticos de altíssima tecnologia, todos com cara de novos, e uma TV, parecia que eu todo local da casa havia uma. Alí se encontravam quatro empregados, pelas vestes duas das três mulheres eram cozinheiras, uma a chefe e a outra a ajudante. A outra mulher Sam disse ser uma das duas empregadas e ao lado dela estava Edward o mordomo da casa.
Ao sair da cozinha passamos ao lado da sala de jantar, onde a avó da loira se encontrava sentada com algumas revistas de lógica a sua frente e todas tinham o nome Rose na capa, provavelmente o dela.
- Vó, to mostrando a casa para os garotos e depois a gente vai até a casa dos gêmeos viu?
- Claro querida. Mas não vão almoçar antes?
- Nós comemos na estrada Rose – Brad respondeu educadamente.
-Certo, divirtam-se então.
Antes de mostrar as varandas e o andar de baixo, Sam preferiu subir e nos mostrar os quartos do resto dos residentes.
Subimos a escada que existia na sala e fomos parar em outra sala bem menor que a anterior com apenas um sofá e duas poltronas viradas para um móvel com uma TV enorme. Atrás do sofá havia uma pequena varanda com um banco de ferro para que alguém pudesse sentar e admirar a vista.
- Vamos primeiro no quarto de Melanie.
A loira adentrou em uma das três portas existentes ali. O quarto da irmã de Sam era quase do tamanho do que eu estava, acho que um pouquinho maior. As paredes eram todas de um tom de rosa forte e a decoração branca. A cama era lotada de bichinhos de pelúcia e as estantes cheias de esmaltes e perfumes. No quarto além da porta que entramos havia mais uma, que dava ao banheiro.
- O quarto dela não tem um significado. Ela que quis decorar e minha vó que acho que é uma das poucas da família que realmente gosta dela, deixou.
Saímos então do quarto cor-de-rosa e seguimos para um do outro lado da sala.
-Esse é o do meu pai.
O quarto era imenso todo branco e com os móveis cinza num tom que dava um ar industrial ao local. Tudo muito alinhado, nada torto. Alguns detalhes vermelhos davam um toque mais acolhedor.
- Minha vó falava que meu pai aparenta ser uma pessoa muito fria, ele não expressa muito bem seus sentimentos sabe? E só pensa no trabalho. Por isso os móveis são assim. E o vermelho que dá o contraste e é o destaque do lugar. Quando você o conhece bem descobre o quão amoroso e carinhoso ele pode ser. Bem sentimental.
Eu e o Brad assentimos e voltamos à salinha anterior. Sam já ia subindo as escadas quando o garoto comentou:
-E o seu quarto? Não vai mostrar.
- Você conhece meu quarto...
- Mais o Freddie não.
- Ele vai conhecer, mas não agora.
- Sem problemas – eu comentei. Tenho que dizer que aquilo me deixou bem curioso. Provavelmente era no quarto dela que tinha a cúpula de vidro que eu havia visto antes de entrar na mansão.
Subimos as escadas e chegamos ao ultimo andar da casa.
- Vocês não podem subir aqui sem mim. Ouviu Freddie?
- Por que só eu?
- Eu já vim aqui antes e já ouvi essa frase várias vezes.
- Aqui é o andar privado da minha avó diremos assim. Só eu posso subir aqui.
- Ta certo. – eu comentei e então ela continuou andando.
- Essa é a biblioteca da casa. A paixão da minha avó.
O lugar era lindo as estantes de livros velhos iam até o teto alto, para pegar algum lá de cima seria necessário uma escada. As janelas eram grandes e iluminavam bem o local todas com cortinas beges em suas laterais. Mais ao centro havia algumas poltronas de veludo vermelho e dois sofás com mesinhas ao lado. Parecia que o local havia saído de um livro. Era muito lindo. E para completar o som de uma música clássica ecoava pelo lugar.
- Quantos livros — Disse mais para mim do que para qualquer outra pessoa presente ali.
- É, mas acho que já devo ter lido a metade.
Meus olhos desceram da altura das estantes e encararam a ela. Ela lê livros desde quando? Os olhos dela ao encontrarem os meus curiosos desvendaram meu pensamento com certeza. Ela virou de costas para mim como que por birra e seguiu para uma porta branca com uma placa de ouro com uma frase no latim que Sam não deu muita importância, sem paciência abriu a porta e então meu queixo caiu por completo.
- Esse é o quarto da minha avó.
O lugar era do tamanho da sala principal, o maior quarto que já vi na minha vida. Era todo branco e cheio de anjos, nas paredes, nos travesseiros, em todo lugar. Era maravilhoso.
- Minha vó já é de idade. Perdeu muitas pessoas na sua vida. Pessoas que ela realmente amava. – A loira dizia olhando para o quarto com um rosto que me transmitia tristeza. Eu queria abraçá-la e dizer que ia dar tudo certo. Mas achei que minha atitude não iria fazer muito sentido. – Os anjos são contados. Um para cada pessoa que minha vó perdeu. Todos aqui olhando para ela. Cuidando dela. Todos próximos.
Ela abaixou a cabeça e respirou algumas vezes antes de virar e sair do local. Olhei para Brad que passou por mim a seguindo com um sorriso frouxo no rosto, ele também sentiu a tristeza de Sam. Ao fechar a porta reparei em algo na sala que me chamou a atenção um piano, grande e preto. A música que eu havia escutado ainda tocava.
- Que música é?
- O que? – Sam perguntou, não havia escutado a pergunta direito.
- A música que está tocando. – Aponto para uma das caixas de som ao lado das estantes. E por um instante ela fica quieta como que para identificar o som.
- Clair de Lune. Do Debussy. Um clássico. Impossível que não conheça.
Balancei a cabeça impressionado. Como ela conhecia a música e eu não? Livros, shorts, músicas clássicas, tristeza. Aquilo tudo era muito novo para mim. Como se eu estivesse lendo seu diário mais secreto, algo oculto nela que eu estava descobrindo agora. Por que nunca me contou nada disso, desse seu lado calmo e apaixonante?
Ela e Brad desceram as escadas numa velocidade incrível até o andar da sala principal. Saindo dela por uma porta de vidro transparente. O chão antes de azulejos brancos, agora passou a ser se pedras beges quase caramelo. Aquele era a varanda da casa. Enorme e com grades pretas que limitavam o espaço. Ali havia algumas cadeiras compridas para descansar e algumas mesas com guarda sol e cadeiras para relaxar e conversar.
Sam desceu uma escada que havia ali chegando a outra varanda parecida com a anterior mais coberta pela de cima e sem grade nenhuma por que nas suas laterais a grama continuava e na sua frente havia grama também só que esta descia como numa rampa bem íngreme. Entramos no primeiro cômodo daquele andar. As ‘paredes’ dos dois cômodos que haviam ali eram de vidro. A primeira sala era aparentemente uma sala de jogos, duas mesas grandes e retangulares se dispunham no centro do lugar. Ao lado da ultima havia um sofá bem comprido virado para estas e no canto da sala um bar com várias bebidas. E uma estante com maletas de fichas de poker, baralhos, jogos de tabuleiros como War, detetive e até Twister se encontravam.
- A sala de jogos e.. – ela disse passando para o outro cômodo – Tan dan...
E pela terceira vez no dia meu queixo caiu.
-Uma sala de cinema em casa?
-Uhum, super não?
A sala tinha umas 24 cadeiras, separas por um corredor e cada grupo em um andar de degrau para garantir uma boa visão de todos que estivessem assistindo ao filme e todas viradas para uma tela imensa. As cortinas deixavam o local extremamente escuro, não entrava nem um feixe de luz.
- Incrível.
- Eu sei. – Respondeu a loira convencida. – Já viu isso daqui? – Ela apontou para um lugar onde havia geladeiras com refrigerantes, um armário com um bom estoque de pipocas e doces e um microondas. – Perfeito não?
- Com certeza.
-Mas agora vamos indo, depois a gente vem ver alguma coisa.
- Aonde vamos? – Perguntei curioso
- Na casa de uns amigos meus. Aqui perto. Temos que voltar cedo.
- Por quê?
- Sempre que eu chego, ao mesmo dia minha vó chama todos os parentes para uma reuniãozinha. Sempre lá pelas 20horas. E já são 15hs mais meia hora para ir, meia hora para voltar e o tempo de nos arrumarmos. Então vamos logo.
Ela disse indo para a varanda do andar e pegando uma tábua de madeira. Ela a pegou, colocou no chão e desceu a rampa de grama para chegar no lugar de baixo. Brad repetiu o que ela fez, e eu fiz o mesmo.
-Podemos descer por aqui com as tábuas ou por ali. – Ela apontou para as escadas que tinham mais ao lado. –Mas aqui é mais divertido. — A loira disse soltando uma risada gostosa, e se virando para andar.
Brad caminhava mais atrás comigo e dalí a pouco me cutucou com o cotovelo mostrando com um olhar malicioso a bunda da Sam, com certeza corei com isso.
- Brad para. – aloira disse mais a frente sem se virar.
- O que?
- Eu sei que você tá olhando para minha bunda. Levanta esse olhar vai..
Tive que rir com isso, e então ele chegou mais perto de mim e disse – Como ela sabe? – bem baixinho. Brad tinha cara de santo, mas de santo não tem nada. Acho que toda garota desconfiaria disso, mas apenas Sam tinha coragem de falar e era isso que admirava nela.
Notas finais
Ah, esqueci de dizer que a maior parte da fic vai ser ponto de vista do Freddie viu? Mas vão ter vários da Sam também!
É isso, espero que comentem, mesmo que não tenham gostado, deixem sugestões certo? Beeijos e até o próximo gente (:
Fale com o autor