Fear, Why...
1 Prisão de Éter
- O que vê um garoto como você vê em um animal tão pequeno e fraco.
- Eu vejo sinceridade, tá claro, tá no brilho daqueles olhos.
- Mas como essa relação se tornou tão especial?
- Não só especial como mudou o mundo, amigo.
- Não sou seu amigo.
- Sarcasmo Scitis, para alguém tão esperto você tem um sério problema para compreender as entrelinhas. Desdenhou o garoto Nectunt. Pessoas como você acreditam que laços afetivos não tem poder, são um conjunto de convenções baratas.
-Mas são, porém existe poder nessas convenções, usando-as da maneira certa você pode exercer a influência necessária sobre os outros.
Inesperadamente a expressão do garoto mudou, pôde-se perceber uma confiança diferente talvez mesmo uma arrogância como daqueles que conseguem vislumbrar o xeque-mate logo ao iniciar da partida, e então ele disse:
-É mais que isso, é uma manifestação material do laço se criou entre mim e Rerum.
(as luzes piscaram lentamente na prisão de aço e madeira como um lento fechar e abrir de olhos)
Scitis num sobressalto gritou: O que aconteceu aqui ?!
-Não tem importância, o que quero Scitis é seu fim. Mas preciso de algo à altura, algo que não posso concluir agora, portanto, você esperará.
Então Scitis experimentou pela primeira vez uma sensação, algo que mesmo com todo seu conhecimento não podia descrever, como se sua existência estivesse se enveredado por uma trilha sombria e mortal, da qual já sabia que estava condenado a vagar e sofrer até o fim.
- (Déjà vu ? Neurônios-espelho?)
- O que disse ?
Recobrando seu controle Scitis voltou-se para a saída daquele lugar dizendo:
- Saiba Nectunt, palavras vazias não abalam, mas os fatos, meu caro, sim e o fato é que você vai apodrecer aqui.
E então deixou o lugar, não a tempo de perceber a presença de um terceiro no recinto, à espreita de um canto, silenciosamente ofegante, do qual uma sombra disforme que se formara no chão.
Notas finais
Dèjávu: Sensação de estar diante de algo que já foi vivido. Acredita-se que reconhecer um objeto ou situação familiar engatilhe dois processos no cérebro. Primeiro, a mente busca em seu arquivo de memória para descobrir se os conteúdos daquela cena já foram vistos antes. Em caso afirmativo, uma parte separada do cérebro identifica a cena ou o objeto como familiares.
Neurônios-espelho: Entender as intenções de outros é fundamental para o comportamento social, acredita-se que e os neurônios-espelho de humanos conferem essa capacidade.
Esse é o primeiro foco da história, vou desenvolvendo outros visões desconectas no tempo e espaço nos próximos capítulos com outros personagens, até quando as histórias se encontram, críticas e sugestões são muito bem vindas. Quem quiser mais manda um: o/
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