Fear Of Love

1 The London Surprises


Notas iniciais
Repostando o primiero capítluo da história, espero que gostem suas fofas,

-Vitor! Isso não é justo! Por que você sempre tem que se meter em tudo? — Tentava pela ultima vez convencer meu irmão a desistir da idéia de ir para Londres comigo. Vitor era meu irmão mais velho, e em plenos 17 anos ainda tinha tempo para implicar e enlouquecer sua irmã caçula, no casa eu. Vitor era meu irmão mais velho, o mais implicante e chato do mundo, mesmo assim, por motivos que ainda desconheço, eu o amava. Eu estava prestes a completar 16 anos, e o meu presente seria um belo intercâmbio para Londres, o meu grande sonho, porém, o meu irmãozinho, conseguiu convencer meus pais de que ele merecia ir junto comigo, o argumento dele foi o mesmo que o meu, ele vai fazer 18 anos em breve e o presente seria esse intercâmbio. Apesar de meus pais desgostarem da idéia, eu e meu irmão concordamos que ficaríamos em casa diferentes, mesmo que no mesmo país, acredito que será difícil encontra-lo, fora da escola, pois meus pais estão irredutíveis em me deixar estudar em uma escola diferente da de Vitor.

- Porque eu lhe amo! — Ele veio em minha direção e deu um beijo estralado em meu rosto.

- Eca! — Falei enquanto limpava aquela baba que havia ficado em mim.

- Deixa de ser mal agradecida menina! — Vitor pegou algumas bolacha que estavam encima da mesa e as colocou em seu prato. Eu era tão agradecida aos meus pais por terem me deixado ficar em outra casa, mesmo sabendo que teria que vê-lo todas as manhas, eu ainda teria as tardes livres dele.

- Isso mesmo, pode me provocar o quanto quiser, não vai conseguir estragar menina alegria. — Cuspi as palavras, com todo desprezo, como se não me importasse com ele, e suas provocações.

- Posso saber o motivo de tal alegria? — Falou ele com a boca cheia de bolachas.

- Claro que pode, mas antes para de comer com a boca aberta pois eu não preciso ver o que você come. — Sorri ironicamente, enquanto ele fazia uma careta debochando de mim. — Eu estou assim porque hoje é a ultima noite que durmo na mesma casa que você por um mês e meio!

Soltei uma risada debochada. Minha mãe entrou na cozinha, cantarolando alguma musica da sua novela favorita. Vitor a olhou, então se voltou para mim, liberando um sorriso perigoso.

- Mãe, a Bianca disse que esta feliz em se livrar de mim por um mês! — O garoto fez uma cara manhosa. Um fato importante sobre Vitor, ele é o queridinho da casa.

- Filha, não me faça mudar de idéia sobre deixar vocês em casa diferentes! — Bufei, pude ver um sorriso largo aparecer no rosto dele.

- Venci. — Ele sussurrou em meu ouvido quando saia da cozinha. Tentei controlar meus nervos, não vou deixar ele estragar minha felicidade e meu bom humor! Já era tarde, amanhã teria que acordar cedo, sairíamos do Brazil no começo da tarde e chegaríamos em Londres, ao final do dia. Subi para meu quarto, minhas duas malas já estavam prontas. Dei uma ultima revisada nelas e me deitei na cama, tentei não pensar no dia seguinte, em como seria, ou em nada, uma coisa eu tinha na cabeça, eu não havia feito planos sobre esta viajem, o que Londres me traria era totalmente e absurdamente surpresa.

{...}

Pela primeira vez, acordei com a musica do despertador e um sorriso tomou conta de meu rosto, era hoje... Fiz minha higiene matinal e descia para tomar meu café da manhã, e como temia, Vitor ainda estava dormindo. Comi um torrada com geléia de morango.

- Bom dia, mãe. — Soltei um sorriso

- Bom dia meu amor! — Ela puxou uma torrada do pacote enquanto sentava-se ao meu lado.

- O preguiçoso ainda não acordou. — Suspirei. — Se agente se atrasar, eu o mato!

- Nossa, tudo isso é amor? — O Garoto apareceu na porta da cozinha, sorrindo. — Bom dia mãe, — Ele a beijou e depois se voltou para mim, eu o encarava. — Ficou com ciúmes? Tadinha, não precisa, tem Vitor pra todo mundo. — Ele depositou um beijo babado em minha bochecha.

- Tanto amor! — Dei um tapa de leve em seu ombro. Enquanto me levantava para sair da cozinha.

- Isso era pra doer? — Falou ele enquanto levantava as sobrancelhas.

Bufei, e sai da cozinha, fui para meu quarto descer as malas. Enquanto eu as colocava no porta-malas do táxi, Vitor se dependia dos nossos pais.

- Se cuide lá, Bianca! E você... — Ela falou apontando para Vitor enquanto nos abraçava. — Se comporte!

- Pode deixar! — Vitor entrou no carro.

- Filha, o Vitor te provoca e te irrita mais ele te ama, se precisar de alguma coisa em Londres, pode ligar pra ele, okay?! — Assenti com a cabeça, dando-lhe um beijo no rosto, e entrei no táxi.

Seguimos para o aeroporto, Vitor me ajudou com as malas. Sentamos lado a lado no avião, sentei perto da janela, enquanto olhava pro imenso céu que nos cercava senti, agora sim faltava pouco...

{...}

Passei o vôo inteiro ignorando todas as provocações do meus querido irmão. Quando finalmente chegamos em Londres Vitor me ajudou a pegar minhas malas, então ficamos parados nos olhando.

- Então... Agente se vê em dois dias... Na escola! — Tentei quebrar o silêncio em que nos encontrávamos.

- É... — Ele me puxou para perto e me abraçou — Vou sentir sua falta, sabe... Falta de te deixar irritadinha! — Soltei um risinho, e uma lágrima escapou do meu olho.

- Com licença. — Um moço moreno alto, vestia um terno preto, parecia ser um motorista. — Você é Bianca, Bianca Stone?

- Sim, sou eu.

- Srta., Paul está lhe esperando no carro. Gostaria de me acompanhar? — O homem sorriu para mim.

- Bom, até mais Vitor. — Nós ainda estávamos abraçados. Nos separamos e eu peguei uma de minhas malas.

-Pode deixar, eu a levo para você! — O homem pegou minhas malas. Acenei para Vitor e o acompanhei até o carro. Tudo o que eu sabia sobre minha família Londrina eram seus nomes, Paul Mcurdy e Lucy Mcurdy, sabia também que tinham uma filha, cujo o nome era Emma Mcurdy e a idade era a mesma que a minha, quinze anos.

- Srta. acredito que ainda não me apresentei, sou Finn, o motorista da família Mcurdy.

- Muito prazer, sou Bianca. — Sorri, enquanto ele guardava as malas.

Finn mandou eu entrar no carro enquanto ele terminava de guarda-las. Enquanto íamos para minha nova casa Londrina senti como se tivesse mil borboletas no estômago. Eu estava em Londres, e agora mais que nunca senti vontade de devora-la.

-Chegamos. — Finn parou o carro em frente a uma casa azul, com um colorido e florido jardim. A casa era linda. Em frente a porta da casa estavam um homem moreno, e uma mulher loira de olhos verdes, cujo olhavam curiosos para mim. Finn tirou as malas do carro e as deixou ao meu lado. Paul pegou uma das malas e eu outra. Entrei casa acompanhado-os.

- Bem vinda! Espero que passe bons momentos aqui em Londres. — Lucy me abraçou e me deu um beijo no rosto de boas vindas. — Filha, desce aqui, vem conhecer a intercambista!

Uma garota com cabelos morenos e lisos, olhos castanhos, desceu as escadas, ela vinha com um sorriso no rosto, mas não parecia ser sincero.

- Essa é nossa filha única, Emma, ela tem sua idade, 17 não é?! — Lucy apresentava a filha.

- Oi, — ela fala enquanto tenta se livrar dos braços da mãe que a envolviam.

- Oi, — Sorri para a garota.

- Emma, mostre para Bianca o quarto onde ela dormirá. — Paul apontou para as escadas. — Deixe as malas aqui, depois as levamos para cima.

Apenas acenti com a cabeça, e soltei um leve sorriso.

- Vem comigo, — Emma subiu as escadas, eu a segui, ao terminar a escada havia um corredor iluminando por um enorme e belo lustre de cristais, e então havia varias portas. — Esse é o meu quarto — Ela apontou para a primeira porta a esquerda. — Nunca, NUNCA, entre ali, OKAY?!

Fiquei sem expressão facial, eu tinha achado essa Emma meio antipática, mas eu achei que era timidez, não pensei que ela fosse assim, grossa. Acenti com a cabeça.

- Ótimo, agora aquele ali é o qu...

- Pode pular o tour pela casa, só me mostra onde eu vou ficar, por favor. — Cuspi a crase dando de ombros.

- Bom, se você prefere assim, esse aqui, durma bem, amanhã será um dia difícil! — Emma apenas apontou para uma porta a minha esquerda, deu um sorriso, que pareceu maquiavélico, e saiu.

Repeti para mim mesma " Não arrume confusão ". Mas ao mesmo tempo em que repetia pensava nas palavras ditas, o que quis ela dizer com "Amanhã será um dia difícil" ?! Tentei esquecer e relaxar, afinal estava em Londres, o que poderia ser melhor que isso?!

Abri a porta do quarto devagar, e olhei ao redor, ele era lindo, as paredes brancas, com uma janela enorme, conseguia-se ver uma grande parte de Londres, a cama era confortável, e havia um banheiro só pra mim.

Eu estava olhando o liar, pela janela quando ouvi batidas na porta.

- Pode entrar. — Falei logo em seguida.

- Vou deixar suas malas aqui na porta, se você quiser guardar suas roupas no armário, — Paul colocou as duas malas para dentro do quarto.- Mas, você pode fazer isso amanhã se estiver cansada hoje, afinal já esta tarde. Bom, você decide, boa noite.

- Acho que vou fazer amanhã mesmo, mas obrigada por trazer as malas, boa noite, Paul. — Sorri, enquanto desviava meu olhar da janela e o direcionava as malas, quando me voltei para Paul novamente ele havia saído e a porta do quarto estava fechada.

Puxei as malas para o lado da escrivaninha, eu estava tão cansada, mas minha agitação para o dia seguinte era muito maior, estava louca pra sair e finalmente conhecer Londres, sair pelas ruas e passear, quem sabe até ir a um parque e alimentar esquilos... Queria ficar ali acordada, olhando o luar pela janela, mas o cansaço me venceu, fechei a vidraça, e deitei na cama, sem nem trocar de roupa, apenas puxei o cobertor, afinal, é inverno em Londres.

{...}

Eu estava em um sono tão profundo, mas fui acordada por um ruído, que parecia vir do quarto. Abri os olhos lentamente, ainda estava escuro. Tentei força-los, olhei para o quarto de modo geral e apenas percebi uma figura ao lado da porta. Perai...UMA FIGURA? Em movimento apenas, sentei-me na cama, piscando, na tentativa de enxergar melhor.

- Bom dia! — Falou uma voz familiar. Só então percebi que a luz havia sido acendida. Voltei meu olhar para a porta, e lá estava ela, Emma, ela segurava um tesoura, e minha blusa vermelha de rendas, olhei para o quarto, e percebi, uma de minhas malas estava aberta e as roupas contidas nela estavam jogadas por todo o quarto, mas com um detalhe, todas estavam cortadas. Meu rosto foi tomado por uma face de medo.

- O que você...que diabos você fez com as minhas roupas? — Minha voz estava fraca, eu estava assustada, aquela garota era doente, só podia ser!

- Eu lhe avisei, disse que hoje seria um dia mais difícil para você, duas e quinze da manhã, o amanhã de ontem é o hoje! — O quê? Eu não entendera nada do que ela havia falado, mas com certeza eu havia ficado assustada com a risada maquiavélica que ela havia soltado ao terminar aquela frase.

- Sai daqui! — Falei tentando captar toda minha força e solta-la em minha voz. — Agora! — Falei em um tom mais alto.

- Se preferes assim, mais saiba, que isso... — Emma apontou para algumas de minha roupas cortadas que estavam espalhadas pelo chão. — Foi apenas o começo para você!

A garota saiu do quarto e eu imediatamente chaviei a porta e busquei meu telefone em meio de tanta bagunça, disquei o mais rapidamente possível o número que eu já havia decorado.

- Vitor? — Lágrimas escorriam pelo meu rosto, estava difícil falar sem deixar claro que eu estava em prantos.

- Bianca? Deve ter acontecido alguma coisa muito séria para você me ligar ás duas da manhã, suponho.- Não consegui conter o choro. — Você está chorando? Bia, o que houve? — A voz de Vitor havia mudado, não era mais a irônica e implicante de sempre, desta vez era uma voz preocupada, comigo.

- Me ajuda! A casa onde eu estou hospedada tem uma garota, você sabe... Acontece que ela entrou no meu quarto enquanto eu dormia, e ela rasgou todas as roupas que estavam em uma de minhas malas, ela me ameaçou e...e...Eu estou com medo, eu não quero, não posso mais focar aqui, será que tem como eu passar a noite ai?

- Bia, eu não sei o que te dizer, vou falar com a dona da casa onde eu estou, ver se você pode ficar aqui, mas ai você não fica de jeito nenhum, me passa seu endereço, estou indo ai te buscar. — Mesmo sabendo que ainda teria outros problemas, como onde iria dormir, e onde iria morar, me senti um tanto aliviada quando passei o endereço ao meu irmão sabendo que ele viria me buscar.

Assim que desliguei com Vitor, liguei para meus pais, contei tudo a eles, e disse que iria morar com meu irmão, mas omiti deles o fato de ainda não ter pedido permissão para a dona da casa, eles aceitaram e avisaram para Lucy e Paul não se preocuparem, eu estava indo apenas por causa de saudades e nada mais, eles resolveram não contar sobre o incidente com Emma. Eu peguei minhas malas, e fui esperar Vitor na porta da casa dos Mcurdy, mesmo sendo tarde, me despedi de Paul e Lucy, já que eles haviam sido tão gentis em me receber, porém de Emma nem passei perto.

- Vitor! — Nunca me senti tão feliz em vê-lo.

- Vem, entra no carro, — Ele falou enquanto me ajudava a guardar as malas. — Já falei com Emily, e ela ficou super contente e quer que você more lá com agente, ela vai falar com Anne amanhã, mas você pode passar a noite...

- Vitor...Eu nem sei o que te dizer...

- Você é meu bebê, eu sempre vou cuidar de você! — Sorri delicadamente para o irmão que tão preocupado ficou comigo.

- Eu tenho 15 anos, não sou bebê não! — Nossos olhos se encontraram e por um momento começamos a rir.

- Vem, são três da manhã, eu estou faminto, vamos comer um McDonald?

- Guloso! — Ironizei. — Vamos, estou com fome também...

Notas finais
Oiiiieee, deixem reviews suas fofas, agradecendo á quem nçao me abandonou
Recomendações? Reviews ?
Beijoos