Mathew acordou como se tivesse sido atropelado por 3 caminhões. Na noite passada demorou tanto para dormir e quando finalmente conseguiu ouviu a voz de um homem que dizia "Belo, pesadelo, não?". Mathew não queria pensar muito no assunto, mas mais cedo ou mais tarde ele teria que conversar com seus amigos sobre o que ocorreu. Ele se levantou, colocou os dedos nos olhos e os movimentou para clarear sua visão. Bocejou como um leão e em seguida pegou seu uniforme que por algum motivo estava passado sobre uma poltrona em seu quarto. Sua mãe não costumava deixa-los ali. O uniforme era uma camiseta branca com o logo azul sobre o peito. Sobre a calça... Não era obrigatório usa-la desde que ele fosse com uma bermuda ou calça jeans. Nada de cores extravagantes. Pegou o necessário: uma toalha e uma cueca e partiu para o banheiro. Tomou um banho de no máximo 25 minutos e ao todo gastou 30 minutos para ficar pronto. Desceu para tomar café da manhã. Encontrou seus pais sentados como de costume. Antes de descer toda a escada seu pai disse:
– Você está 10 minutos atrasado.
– Por mim, eu dormiria mais. Posso? Perguntou com a esperança de que seu pai fosse concordar.
– Nah. Vem tomar café. Sua mãe fez pão de queijo e temos pão francês com presunto e queijo, bolo de milho, além de suco natural de laranja e café passado na hora com leite.
– Pai, eu odeio milho. Vou ficar apenas com o pão de queijo com o suco. Bom dia para vocês.
– Bom dia, querido. Disse a mãe de Mathew.
– A propósito, com quem você tanto falava nessa madrugada? Alguma namoradinha?
– An? Eu estava falando? Não me lembro. Mudando de assunto. Esse pão de queijo está divino, mãe. O que tem nele?
– Tem... Mathew interrompeu.
– Nossa, que pergunta idiota. Tem queijo.
Se levantou da mesa com um pão na boca e dois na mão. Mal conseguiu falar.
– Mãe, pai, vou indo pra aula. Vou passar na casa do Mikaela.
– Tá bom, filho. Boa aula!
Ele saiu pela porta, mas ainda escutou seu pai dizer lá no fundo.
– Espero que sua namorada seja a Sarah! Adoro essa menina.
A casa de Mikaela ficava a duas casas da dele. Não demorou nem 1 minuto pra chegar. Tocou a campainha e em poucos segundos a mãe de Mika abriu a porta.
– Oi, tia Lucy. O Mika já acordou?
– Bom dia, Math. Se eu estiver certa, Mikaela ainda está dormindo. Disse fazendo um gesto para que Mathew entrasse.
– Ah... Vou lá acordar ele.
Passou pela porta da cozinha e viu o senhor Ricardo tomando café.
– Bom dia Math. Quer tomar café?
– Oi, tio Rick. Obrigado, mas já tomei e vim comendo três pães pelo caminho.
Mathew subiu as escadas até chegar na porta do quarto de Mikaela. A porta estava fechada, mas não trancada. Entrou, fechou a porta e viu Mikaela dormindo sem cobertor. Chegou perto de fininho, balançou a mão na frente do rosto dele. Nada. Por fim, pegou o celular, aumentou no último volume e colocou do lado da orelha do garoto. Pegou o celular de Mikaela que estava na mesa do lado, estava desligado, mas pôde ligar. Ligou para o seu celular e no mesmo instante começou a tocar "Sweet Child 'o' Mine" no volúme máximo. Em 2 segundos ao som da guitarra do Slash, Mikaela acordou gritando. O que não tinha feito de madrugada.
– MANO, EU SOU O HOMEM ARANHA! EU POSSO TE MATAR!
Mathew não aguentou e caiu na risada enquanto Mikaela falava mais algumas coisas, mas agora, sem gritos.
– Eu sou o homem aranha? Achei que eu fosse o Batman.
– Homem aranha? Batman? Mathew continuava rindo muito.
– Mathew, seu nojento! Por que você fez isso? Mikaela jogou dois travesseiros em Mathew e enfiou a cabeça entre os joelhos para poder rir. Mathew conseguiu se conter.
– Cara, você precisava acordar. Estamos atrasados para ir para a escola.
– Ah... É mesmo. Dormi tão mal essa noite.
– É, eu também, e nós precisamos falar sobre o que aconteceu. Amon me disse que você e Sarah também estão envolvidos nos planos deles. Precisamos nos encontrar com ela na escola. Mathew se sentou na cama de Mikaela para ouvir ele falar.
– Por que de nós três, eu fui o único sobrevivente no pesadelo? Perguntou, olhando no rosto de Mathew.
– Não sei, mas vamos descobrir logo.
– Mas e se eu não quiser?
– Aí eu não sei. Eu quero. Minha vida nunca foi tão animada.
– Okay. Se você vai eu vou também. Mikaela olhava fixamente nos olhos castanhos claro de Mathew, que acabou ficando constrangido.
– Ér... Okay. Agora vai se trocar. Estamos atrasados.
Mikaela se levantou e encontrou seu uniforme passado sobre a mesa de cabeceira. Tirou a bermuda e ficou de cueca.
– Vai logo, cara. Disse Mathew apressando-o.
– Calma, carai! Acabei de levantar.
Mika pegou o que precisava e foi tomar banho. Não demorou mais que 15 minutos. Saiu do banheiro já pronto. Por fim, desceram e se aproximaram da mesa do café.
– Mãe, vou só beber um pouco desse suco e ir. Estamos 30 minutos atrasados.
– Dormiu muito. Eu percebi. Leve ao menos uns biscoitos para comer no caminho.
– Eu vou levar. Cadê o meu pai?
– Seu pai já foi trabalhar. Querem que eu leve vocês na escola?
– Não precisa, mãe. Nós... Mathew interrompeu.
– Oshe, Mikaela. Precisa sim, tia.
– Ow! aff, tá bom. Leva a gente.
– Tá bom. Vou lá ligar o carro. A mãe de Mikaela saiu da cozinha e foi para fora.
– O que queria? Que a gente se atrasasse ainda mais? Mathew disse isso rindo.
– Qual a graça, palhaço? Mikaela franziu o cenho.
– Homem aranha (risos)
– Seu babaca. Vamos.
Os dois sairam de casa, entraram no carro e no banco de trás estava Hauser, sentado atrás de Lucy.
– Olá, amiguinhos! Prontos para o início?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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