Era dia 24 de Março de 2013. Mathew estava comemorando seu décimo quinto aniversário com a sua família e com os amigos. Tudo corria bem, como o esperado: as crianças brincavam, os adultos conversavam, e por incrível que pareça os avós de Mathew dançavam. Mas havia algo errado, o aniversariante estava quieto em um canto, sem se importar com tudo a sua volta. Sarah, que estava junto de algumas crianças conseguiu notar que algo não estava certo com o garoto assim que o avistou. Foi na direção dele com um balão azul amarrado entre os dedos, disposta a entender o que acontecera.

- Thew? Thew, o que houve? Por que você está tão quieto?

O garoto olhou na direção de Sarah que demonstrava preocupação. Focou nos olhos azuis dela, mas logo desviou o olhar.

- Er... É só que... Eu não estou muito bem. Não sei dizer o porquê. Não estou confortavel. Disse olhando para o céu claro da noite.

Sarah se sentou ao lado de Mathew e em seguida lhe estendeu o balão.

- Para você. Me conte o que está acontecendo. Posso ser uma boa ouvinte.

- Você é psicóloga por acaso? Perguntou franzindo o cenho.

- Não, mas por você eu posso me tornar uma.

O rosto de Mathew ficou corado.

- Você se tornaria uma psicóloga por mim? prometa que serei seu único paciente.

Disse isso estendendo o dedo indicador da mão esquerda para que Sarah pudesse cruzar com o indicador direito dela. E foi o que ela fez.

- Prometo que você será meu único paciente. Agora pode me contar, ou quer que eu volte a ser babá de crianças? — Você se dá bem com elas, mas você fica melhor aqui.

Sarah esboçou um sorriso tímido como sempre fazia quando ficava envergonhada.

- Seu babaca, para de rodeios. Deu um tapinha na orelha de Mathew.

- Au! Isso doi.

Logo em seguida, avistaram uma mulher vindo na direção deles. Era a mãe de Mika.

- Sarah! Mathew! Gritou a mulher.

- Vocês viram o Mika? Eu não o encontro em lugar algum.

Mikaela é um amigo de infância de Mathew e de Sarah. Era um ano mais novo que os dois. Tinha 14 anos.

- Tia Lucy, não vejo o Mika há mais de meia hora. Disse Mathew.

- É claro que você não viu. Ficou tanto tempo sentado aqui sozinho. Eu sei onde ele está.

- Ei! Não me arrasa, Sarah. Disse Mathew se levantando.

Antes de ficarem totalmente de pé, eles ouviram um grito de horror tão alto que quase os deixou surdo.

- É o Mikaela. Disse Lucy já apavorada.

- O que está acontecendo? Pelo amor de... A pergunta de Mathew foi abafada por mais uma sequência de gritos. Dessa vez mais alto.

Sarah foi a primeira a sair correndo. Lucy e Mathew a seguiram. Passaram por pessoas desnorteadas sem saber o que estava acontecendo. Os pais de Math foram atrás depois de colocarem as crianças para dentro de casa.

Por fim, chegaram ao quintal escuro atrás de uma casa que havia muito estava abandonada. Não foi difícil encontrar Mikaela, já que o garoto gritava e chorava como um bebê. Ele estava encolhido contra a parede escura da casa, abraçando os joelhos.

Lucy foi correndo até o garoto. Antes de chegar até o filho, Lucy parou de repente e ficou sem esboçar reação alguma. Os outros logo foram ver o porquê ela tinha parado. Quando se aproximaram e viram o que ela estava olhando, todos ficaram apavorados com o que viram. A poucos metros, Mikaela continuava encostado na parede, agora com as mãos sobre os ouvidos. Ele ainda chorava muito.

Mathew quebrou o silêncio com uma pergunta.

- Mas que porra é essa?

Sarah se afastou e começou a vomitar tudo o que tinha comido. A mãe de Math foi ao socorro dela enquanto o pai dele foi ao encontro de Mikaela. Chegando mais perto, o senhor Jared perguntou a Mika o que ocorreu ali. O garoto respondeu apontando o dedo para o outro lado do quintal.

- Tem uma criança morta ali. Eu a vi ser assassinada.

Mikaela continuava muito assustado com o que aconteceu.

Mathew que já tinha se aproximado muito do centro logo disse:

- Pai, tem mais um aqui. Não, na verdade são partes. Mathew se aproximou e alguns segundo depois alguma coisa saiu correndo da casa aos gritos e o agarrou pela cintura em um abraço quase esmagador.

Notas finais
Bom, esse foi o primeiro capítulo e espero que tenham gostado. Críticas são bem vindas. Negativas ou positivas, produtivas ou improdutivas, afinal são críticas. Comentem.aí. Vou tentar postar um capítulo por semana se a faculdade permitir. Obrigado e beijos!