Quando você está no meio de uma discussão e a pessoa com quem você fala não te conhece e só faz julgamentos sobre você, o que você responde pra ela? Talvez um: "Você não me conhece, não sabe NADA sobre mim?" E talvez ali você termine a discussão e fique chateado com a situação. Bom, isso não é diferente comigo mesma. "Será que eu realmente me conheço? Será que eu tenho noção dos limites das minhas capacidades, dos limites da minha moral?"

Fico pensando... esse é um assunto que passo muito tempo pensando, creio eu que estou desperdiçando meu tempo, o desperdiçando de forma descabida, inepensada, desesperada. Às vezes de forma desesperada penso: pra que desperdiçar meu tempo de forma tão incalculada? Que objetivo tenho eu com isso? Respostas simples não me satisfazem, pois não tenho em mim o que a maioria das pessoas têm: sentido. Bom, querido leitor, você pode interpretar a palavra "sentido" da forma que bem entender. Isso daqui não é um guia, ou um livro de auto-ajuda em que te trará esperança de que você poderá superar seus medos; não, não, nada disso, isso daqui é apenas um caderno onde escrevo meus pensamentos e experiências. Queria eu poder ser essa ajuda para alguém, porém não a sou nem para mim. Eu gostaria de encontrar esse tipo de ajuda eu mesma, mas isso é pedir de mais para qualquer coisa que haja nesse mundo. O que me leva a lembrar o que a maioria das pessoas me diz quando demonstro não ter o singelo sinal de esperança: "você precisa de Deus", "esse vazio que sente é falta de Deus", "seu problema é espiritual".

Se eu for parar para pensar esse ser espiritual até me traz um conforto de certa forma, mas na maior parte da minha vida é: vazio, vazio, vazio. Na maior parte creio eu ser a resposta para meus problemas, tanto na parte positiva quanto na parte negativa. Tanto para alimentá-los quanto para resolvê-los.

Bom, essa daqui foi uma simples introdução. Você pode se perguntar "introdução para o quê?", e eu te respondo: para o marasmo da vida de alguém que não vê sentido em nada.