Notas iniciais
Me perdoem por não ter postado ontem, fiquei com muita preguiça, confesso, mas tá aí :D Boa leitura amores ♥

Hoje é sábado mas acordei junto com as galinhas e mal consegui dormir a noite. Levantei e fui para o banheiro, ao me olhar no espelho vi o resultado da noite mal dormida, meus olhos estavam inchados e vermelhos, olheiras cobriam ao redor deles, meu cabelo estava em um estado que não podia nem dar um nome pra aquilo, se é que era cabelo ainda e não um ninho de passarinho.
Tomei um banho e fiz minhas higienes matinais, vesti um shorts jeans e uma regata preta. Quando desci para a cozinha, na hora senti aroma de café fresco, minha mãe andava pela cozinha batendo panelas e talheres enquanto trabalhava no café da manhã. Eu amo tanto minha mãe e a morte de meu pai me fez perceber o quanto ela é forte e determinada, claro que teve sua semana e meses de luto, mas nada a impediu de seguir em frente e me amar como nunca, sou muito grata a ela.
— Booom dia mãe. –Falei animada, ela se assustou e deixou uma faca cair no chão.
— Meu Deus Milla, me avise quando estiver aí, quer me matar do coração? – Ela falava rindo da situação. – Acordou cedo para um sábado, como dormiu?
— Não muito bem. – Falei ajudando ela a colocar a mesa. Ela parou e ficou me encarando com a expressão de preocupada. – Filha, o que tá acontecendo? E não adianta fala que é nada, só me conta. – Como ia contar o que tava acontecendo entre mim e Kyle, ainda mais eu, que nunca me envolvi com garotos e que nunca tive esse tipo de conversa com minha mãe,mas ela me olhava de uma forma que a hipótese de mentir estava muito longe.
— É que... sabe o Kyle? Aquele que fui no shopping? Então, ele gosta de mim,pelo menos aparenta que gosta, mas não sinto a mesma coisa por ele, no começo achava que sim, mas depois que fui conhecendo melhor vi que não, então falei com ele e disse que não era recíproco, mas ele não quis saber, disse que eu estava enganada e que depois eu ia ver que só falei besteira, o que eu faço mãe? Eu preciso que ele me entenda. – Ela ficou me estudando com uma expressão calma.
— Eu não preciso falar nada, você já fez tudo que devia fazer agora paciência pra ele, se você não gosta dele, não gosta e ponto. Esse é um grande problema das pessoas, elas não aceitam isso. É difícil? É, mas se ficarem presas nesse sentimento não se dão o direito de serem felizes com outra pessoa, e vi que isso era verdade quando seu pai se foi. – Ela abaixou a cabeça olhando para algo além do chão.
— Eu sei mãe. – Fiquei pensando no que ela disse e tive um estalo. – É O QUE??? Você disse que se ficarmos presos nesse sentimento não damos oportunidade para outros amores, e que descobriu isso depois que o papai morreu. Você não tem nada a me dizer dona Rita?
— Tá Booom. – Falou se rendendo. – Já faz algumas semanas, chegou um cliente e todos os dias ele ia no escritório até que um dia me chamou pra sair.
— E você não me contou??? Qual o nome dele? Como ele é? – Nos sentamos na mesa e servimos nossos café.
— Ele se chama Carlos e é bem gato. – Falou baixinho. – Claro que não demonstrei que tive interesse, mas ele é tão gentil e amoroso, à muito tempo não me sentia assim. – Falou rindo como uma garotinha. Minha mãe era linda, tinha os cabelos ondulados da cor de mel igual os meus, mas a cor de seu olhos eram castanhos o meu verdes. Quem olha pra ela não diz que tem 43 anos e que já tem uma filha adolescente. Ela merece ser feliz e ter chance de um novo amor.
Ficamos rindo e conversando enquanto tomávamos o café da manhã, quando meu celular tocou, era o Kyle.

(Ligação — On)

Milla: Alô?
Kyle: Eaê Milla, tudo bem?
Milla: Oi, tô bem e você?
Kyle: Também, tô ligando pra saber se você quer sair hoje?
Milla: Ahn, pode ser, que horas?
Kyle: Passo aí 16:00, tá bom?
Milla: Tá ok, tchau
Kyle: Tchau, beijo.

(Ligação — Off)

Fui com minha mãe para o escritório e fiquei ajudando até as 15:00, como era sábado não tinha muito trabalho e minha mãe ia sair mas cedo. Cheguei em casa tomei um banho e fui me arrumar, coloquei uma legging preta uma camiseta cinza com o número 89 estampado que ia até a coxa e um all star branco, passei corretivo naquelas olheiras horríveis, rímel, blush e um batom.
Eram 16:05 quando Kyle chegou, sai, tranquei a porta e me aproximei da moto.
— Linda como sempre. – Kyle disse me fazendo corar. – Sobe aê. – Me deu o capacete e subi na moto.
— Onde a gente vai? – Perguntei.
— Surpresaaa. – Disse e deu uma gargalhada estranha e deu partida na moto.
Independente de onde estávamos indo, eu sabia que era muito longe, minhas pernas estavam dormentes e minhas costas doendo.
— Tá demorando muito, aonde a gente tá indo? – Perguntei novamente.
— Eu já disse que não vou falar, agora cala a boca e fica quieta. – Nessa hora meu subconsciente deu um estalo de que nada tava bem, e comecei a ficar com medo.
Fomos andando por mais uns 20 minutos eu acho, a paisagem começou a ficar deserta e poucos carros passavam, o sol já estava se pondo no horizonte. Paramos em uma casa estranha e Kyle mandou eu levantar, mal consegui ficar de pé e cai sentada com as pernas dormentes, Kyle me ajudou a ficar de pé, mas não dizia uma palavra e me empurrou de leve para a casa.
Ele abriu a porta e pediu pra mim entrar, a casa estava escura, era fria e cheirava a mofo, dava pra sentir as paredes úmidas e o ar pesado que tava ali, levei um susto quando a porta bateu e fechou com tudo.
— Kyle? Por que me trouxe aqui? – Me virei para trás mas não o vi, só senti alguém tapando minha boca e uma pancada em minha cabeça, gritei de dor, meu grito abafado pela mão que me calava, e tudo que vi em seguida foi escuridão.

Notas finais
Millaaaa o que aconteceu?? Ahaha E que venha o próximo capítulo ♥