Faça-me amar novamente.
25 Verdades.
Notas iniciais
POV Elena
Damon é ótimo para explicar a matéria, ele tem paciencia e explica cada coisa nos minimos detalhes para que eu entenda tudo. Vê-lo assim, sentado no chão e concentrado nos livros é de certa forma sexy demais, ele tem a caneta na boca e uma expressão séria para os livros enquanto procura a informação certa para colocar no dever.
– Lenis, tu ainda não terminou. — Ele me pega olhando para ele e aponta para a última questão do banco de questões. — Está com duvida?
– Na verdade eu estava te admirando, tu não parece o tipo de cara que estuda e que para completar, ensina melhor que a própria professora! — Falo sorrindo.
– Eu não estudo, tenho uma certa facilidade para pegar a matéria assim que a professora explica, é só prestar bem atenção e um dia antes da prova, apenas ler um pouco. — Ele da de ombros como se fosse a coisa mais fácil do mundo enquanto faz carinho nas minhas pernas.
– Tem certeza que tu não tem nenhum tipo de habilidade especial, será que tu não é um ser especial ou sobrenatural? — Eu levanto as sobrancelhas brincando com ele e ele fica tenso com a pergunta.
– Não, claro que não! Se eu fosse um ser sobrenatural o que acha que eu seria? — Pergunta com um sorriso nervoso.
– Um vampiro, nunca imaginei os vampiros com o Drácula, se eles existissem de verdade, eles seriam como tu. Charmosos, sedutores, quentes e extremamente sexys! — Falo imaginando o vempiro perfeito e logo vem Damon na minha mente, não sei o porquê.
– Tu viaja demais, Lenis volte a fazer teu dever. — Ele bate a mão no meu joelho e eu vejo o anel de prata, um desing bruto com uma pedra azul no meio.
– Eu sempre vi esse anel no teu dedo e sempre tive essa curiosidade, ele tem algum significado pra ti? — Não consigo conter minha curiosidade.
– É só uma coisa que passa pelos homens da família Salvatore, meio que um símbolo de honra. Meu pai tinha um igual a esse e Stefan também tem. — Fala olhando para o anel.
– E essa pedra, qual é? — Pergunto.
– Lápis Lazuli, bonita né? — Ele olha para mim com os lindos olhos azul mar.
– Não tão bonita quanto os teus olhos. — Dou um selinho nele. — Depois que eu terminar isso aqui, vamos fazer alguma coisa? Cansei de ficar aqui sentada.
– Claro, mas antes termina isso. — Ele volta a se concentrar no dever dele.
Demoro um pouco para terminar essa merda, Damon olha uma vez e diz que está errado, mais três vezes até eu acertar tudo porque eu sou cega e não acho a merda do angulo. Nós arrumamos os livros e os cadernos, guardamos na mochila dele e deixamos os meus no quarto.
– O que quer fazer, Lenis? — Pergunta Damon me puxando para sentar no colo dele.
– Não sei o que propõe? — Falo olhando para ele.
– O que acha de irmos ao cinema? Está passando aquele filme que tu queria ver esses dias.
– Atividade Paranormal: Marcados pelo Mal? — Pergunto sentando de frente para ele e repentinamente alegre.
– Sim, vamos? — Pergunta segurando meus quadris e subindo as mãos até minha cintura.
– Vamos. — Fecho os olhos e aprecio o toque dele.
Damon passa as mãos por dentro da minha blusa, estremeço um pouco com as mãos geladas dele, mas me acostumo e um rastro de formigamento fica na minha pele. Ele segura meus quadris e me faz rebolar no colo dele, fecha os olhos e geme, sorrio satisfeita por vê-lo assim, tão entregue a mim. Tenho Damon Salvatore só para mim, rendido ao meu toque, beijo e calor, quem diria! Me debruço sobre ele sem parar de rebolar e beijo o pescoço dele, mordo levemente e chego aos lábios macios dele, beijo-o com desejo e ternura, sua língua enconsta na minha e a conhecida eletricidade preenche meu corpo por completo, mordo o lábio dele e ele morde o meu, com um pouco mais de força que o normal cortando-o.
– Elena, desculpe-me! — Ele sai de baixo de mim em uma velocidade incrivel e por pouco não caio de cara no sofá.
Chupo o meu lábio inferior e sinto o gosto metálico do sangue, estremeço. Levanto e vou até Damon que está de costas para mim.
– Calma, Damon não foi nada. — Falo forçando os ombros dele para que ele olhe para mim, mas ele resiste. — Vamos logo para o cinema, vou ligar para o papai e avisar que vamos sair.
Saio de perto de Damon e ele fica lá parado diante da janela, porra! A pessoa fica assim só porque passou um pouquinho do limite na hora da mordida? Pego meu celular e disco o número do papai e ele atende rapidinho.
– Filha, aconteceu alguma coisa? Volto para casa daqui à 1hra, a reunião está meio enrolada aqui e estamos dando uma pausa, alguma coisa que queira pedir? — Rio do tom preocupado na voz dele, como eu amo meu pai.
– Não, papi! Não se preocupe comigo, liguei apenas para avisar que eu e Damon vamos ao cinema, mas devo voltar cedo, ok? Podemos sair para jantar quando eu voltar. — Proponho, até porque faz um tempo que não saimos em família.
– É uma ótima ideia, avisa para Kate que umas 20hrs nós vamos, vocês escolhem o restaurante. Vou ter que desligar, papai te ama viu, filha?
– Eu também amo tu, papi! — Falo sorrindo.
– Mande um beijo para KathKaty, tchau. — O telefone fica mudo.
Subo as escadas e troco de roupa, desço e Damon ainda está parado na frente da janela, pigarro e ele se vira para mim e vem em passos rápidos na minha direção e me beija, a língua dele invade minha boca assim mesmo, sem pedir licença, sem educação, mas eu gosto. Ele passa a língua de leve no meu lábio ferido, ainda molhado por causa das gotinhas de sangue que está saindo dele, Damon pende a cabeça para trás e fecha os olhos e olha para mim.]
– Tão doce, Elena. — Do que diabos ele está falando? — Está linda como sempre, vamos?
– Tu é bipolar, cara? — Falo pegando a chave enquanto ele me puxa porta a fora.
– Não, eu apenas fiquei meio chateado por ter te machucado, foi sem querer, mas mesmo assim. — Ele da de ombros e sei que isso significa que o assunto encerra aqui.
– Nossa, tua moto é linda demais! — Olho encantada com a moto preta.
– Sabe pilotar? — Ele pergunta entregando um capacete.
– Sei, bom, mais ou menos. Meu tio me ensinou ano passado. — Falo passando a mão pela moto.
– Quando voltarmos ou qualquer outro dia eu te ensino, mas vou pegar minha moto mais antiga, porque essa aqui... — Ele não termina a frase e pega o capacete das minhas mãos.
Damon coloca meus cabelos longos para trás e os amarra em uma trança rápida, coloca o capacete na minha cabeça e prende a fivela sorrindo para mim.
– Tem um cabelo tão lindo, Elena. — Fala tocando meu cabelo novamente.
– Obrigada, Katherine costuma dizer que parece com os da mamãe. — Sorrio tocando distraidamente meu cabelo enquanto ele coloca o capacete e sobe na moto.
Subo também e seguro forte na cintura dele, ele da partida e a moto voa pelas ruas, as árvores viram um borrão. É bom estar com Damon, mas as vezes sinto como se ele sempre escondesse algo de mim, inicialmente achei que fosse o negócio com a Caroline, mas agora que eu sei de tudo não pode ser, a não ser que ele ainda esconda algo.
Chegamos ao shopping e descemos da moto, tiramos o capacete e ele sorri para mim pegando-o da minha mão e guardando no baú da moto, pega minha mão e saimos. Não sei, mas algo está me incomodando, tem algo que ele esconde de mim e eu tenho certeza disso, porque se tem uma coisa que eu aprendi, é que não devo ignorar minha intuição.
– Damon, tem algo que tu gostaria de me falar? — Pergunto olhando para ele.
– Não, por que? — Ele olha nos meus olhos e diz tranquilamente.
– As vezes sinto que tu esconde algo de mim, sabe? — Falo assim mesmo, sem rodeios.
– Por que esconderia, Elena? Se estiver falando isso sobre o negócio com a Caroline, já te disse que contei tudo. — Ele olha confuso para mim.
– Esquece isso, Dam! Eu estou meio assim com essa história ainda, desculpe-me. — Falo deixando o assunto para outra hora.
– Vamos fazer seguinte, eu vou comprar os bilhetes e tu vai pegar as pipocas, nos encontramos ali na entrada. — Fala beijando levemente meus lábios e sorrindo para mim.
– Tudo bem. — Solto a mão dele e vou para fila da pipoca.
A fila está enorme, espero pacientemente até que meu celular vibra na minha bolsa e eu o pego, é uma mensagem de um número bloqueado,
"Vejo que tu e o Damon já fizeram as pazes, não é mesmo? Mas não é atoa que tu sente que ele esconde algo de ti, quando namoramos com alguém não temos segredos, mas Damon prefere contar as coisas para Caroline do que pra ti."
Quem diabos fez isso? Primeiro o cartão no meu ármario e agora essa mensagem, seja lá quem está fazendo isso não quer me ver com Damon ou então só quer me alertar sobre algo.
POV Damon
Olho para a fila da lanchonete e não vejo Elena, guardo os bilhetes no bolso e vou atrás dela, não a encontro em lugar algum. Ligo para o celular dela e está desligado quando vou tentar novamente ele toca e é Caroline.
– Damon! Sabe a Rebekah Mikaelson? — Pergunta desesperada.
– Sim, o que tem ela? — Essa guria é sinonimo de problema.
– Eu descobri que ela deixou uma carta no ármario de Elena falando que nós estaríamos no esconderijo lá e eu fui até a casa dela e ela não estava lá, mas o lindo do Klaus falou que ela estava indo para o shopping, onde vocês estão? — Pergunta.
– Estamos no shopping e cara, a Elena sumiu! E hoje ela perguntou para mim se eu estava escondendo algo dela. — Falo olhando para todos os lados, temendo que algo ruim tenha acontecido com ela.
– Puta que pariu, será que Rebekah contou para ela que tu é um vampiro? — Pergunta sussurrando a palavra vampiro,
– Não sei, mas vem pra cá que precisamos encontra-la, estarei na porta do shopping. — Desligo o celular e corro pelo shopping, procurando pelo cheiro dela, mas não a encontro. Volto para o cinema e Caroline já está lá.
– Damon, eu liguei no celular dela e ela atendeu! — Fala Caroline vindo na minha direção.
– E o que ela disse?
– Que não quer olhar na minha cara nunca mais e não quer falar contigo e eu ouvi a voz da Rebekah, ao fundo. — Fala com os olhos cheios de lágrimas.
– Calma, Car! Nós vamos resolver isso, só precisamos acha-las e resolver o que tiver para resolver. – Falo pegando o celular e discando o número de Stefan.
– Damon, o que foi? – Pergunta Stefan do outro lado da linha.
– Rebekah! Ela está revelando alguns segredos meus para Elena e estávamos aqui no shopping, mas ela sumiu, não atende telefone e temo que ela esteja com Rebekah e que ela conte sobre o fato de eu ser um vampiro para ela, e ai? – Pergunto.
– Vou ligar para o irmão dele e já te retorno ai, só uns minutinhos. – Responde e o telefone fica mudo.
Esperamos sentados no banco enquanto Caroline tenta freneticamente ligar novamente para Elena, levanto-me e compro uma garrafinha de água e dou para Caroline, que pega a garrafa com as mãos tremendo e meu celular toca.
– Damon, Klaus está indo ai no shopping encontrar vocês para levar vocês até o lugar onde Rebekah costuma ir. Tenho que resolver umas coisas aqui na empresa, qualquer coisa pode ligar, não importa a hora. – O telefone fica mudo.
Sempre entendi a profissão de Stefan e agora que estamos mais próximos vejo que tenho sorte de ter um irmão como ele. Logo avisto Klaus e ele vem na nossa direção.
– Vamos, levo vocês até Rebekah. – Ele se vira novamente para a saída e nós o seguimos

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