Faud

5 Capítulo 5 - Sequestro


Notas iniciais
Desculpa gente pela demora!!!!
Estive tão ocupada desde que começaram as aulas na faculdade que não tive tempo para escrever.
Mas como eu tava louca para escrever esse capitulo consegui um tempinho... então estou aqui novamente postando um novo capitulo...
Espero que gostem. Bjs!!!!

Aquela situação estava muito perigosa.

Faud estava desesperado para tirar aquele homem em cima de si ou então Jafar iria ir até o fim. Mas sua força não se comparava com daquele homem. Faud estava preste a perder as esperanças quando se ouviu um forte barulho do lado de fora da casa.

Jafar suspirou e saiu de cima de Faud e foi olhar lá fora. Podia se ver um pouco de fumaça sair de algum lugar da casa. Foi então que um criado apareceu correndo e informou o acontecido para Jafar. Depois de falar algumas coisas o criado saiu e Jafar olhou para Faud que se agarrava ao lençol da cama o cobrindo.

–Parece que nossa pequena diversão vai ter que esperar. Eu sairei por um momento, mas quando voltar espero encontrar você novamente aqui. Se tentar fugir será muito pior para você. Entendeu?

Faud simplesmente acenou a cabeça e Jafar saiu do quarto. Depois de um tempo ouviu-se mais uma explosão e um gritaria no andar de baixo. Faud esperou um pouco mais de tempo, então correu para a varanda. Ele podia ver um grupo de homens correndo com jarras cheias de águas. Elas iam em direção aos fundos da propriedade.

Faud pensou então em aproveitar a oportunidade para por fim fugir daquele lugar. Ele olho pela varanda e viu que não havia ninguém por perto então Faud abriu as janelas da varanda e escalou a mureta. Quando ele ia soltar da varanda uma mão forte o segurou por traz e o puxou.

–Não! Eu quero ir embora. –gritou Faud assustado pensando que fosse Jafar que havia voltado e flagrando-o tentando fugir.

–Então você irá. –disse o homem desconhecido atrás de Faud.

Pelo voz, Faud reconheceu que aquele homem não era Jafar, mas alguém desconhecido. Ele tentou se virar para ver quem era que estava atrás dele, mas antes que ele pudesse ver seu rosto Faud sentiu uma forte pancada em sua nuca e desmaiou.

–Parece que conseguiu sua flor exótica, Jafar. O que fará agora? –sorriu o homem maliciosamente.

*****

O fogo se espalhava rapidamente no armazém. A cada minuto uma nova, mas pequena explosão acontecia no local. Vários servos e escravas apareciam com grandes jarros de água e jogavam nas chamas mais próximas do armazém. Jafar andava para lá e para cá observando o andamento das coisas para controlar o fogo e gritava para os empregados orientando-os.

Não demorou muito tempo até que por fim o fogo foi abaixando. E para a surpresa de Jafar, Layla apareceu no local acompanhada de um jovem.

–O que está fazendo aqui Layla. É perigoso, melhor voltar para dentro.

–Só queria saber se estava tudo bem. E não se preocupe comigo estou com meu segurança. O fogo foi em um armazém importante?

–Sim. Nele continha uma quantia grande de álcool que seriam transportados amanhã para a cidade portuária Néfes.

–Você acha que foi intencional?

–Acredito que sim. Eu tenho sofrido pequenos atentados desde o começo do mês.

–Que horror. Você ainda não achou o culpado?

–Infelizmente não, pois ele parece agir sozinho. Assim fica mais difícil de saber quem fez os atentados.

–Mas se isso continuar, você vai ter que tomar uma posição mais firme. –disse Layla dando uns tapinhas nas costas de Jafar.

–Eu sei.

–Ah! Eu não te apresentei meu acompanhante. Esse jovem ao meu lado se chama Heidrun e trabalha junto comigo como assistente.

–Prazer Heidrun.

Heidrun apenas fez uma breve reverencia para Jafar.

–Bem, nós iremos embora agora espero que consiga apagar esse fogo. –disse Layla.

–Assim espero.

No momento em que Layla e Heidrun iam saindo um dos servos de Jafar veio correndo e anunciou em voz alta.

–Senhor Jafar, sua flor exótica foi sequestrada!

Layla, sabendo de quem o servo se referia, parou de andar e se voltou para prestar atenção.

–Como isso aconteceu? –disse Jafar explodindo de raiva.

–Quando fui ao quarto para ver como estava seu convidado, assim como o senhor ordenara, vi que não havia ninguém, mas que havia uma carta. –disse o servo lhe entregando a carta.

Para Jafar

Estou neste momento com sua mais formosa flor exótica, aquela mesma que o senhor exibiu hoje tão avidamente no salão. E sim, eu fui o responsável pelo incêndio no seu armazém assim como os outros pequenos atentados.

E pelo bem estar de sua flor exótica eu proponho uma troca. Eu quero a coisa mais valiosa que guarda em seu escritório. Acho que sabe muito bem do que falo. Então a troca ocorrerá daqui a três dia. O local será a praça principal em frente ao chafariz em formato de elefante.

Atenciosamente R.

Ao ler a carta Jafar ficou furioso.

–Então o Faud foi realmente sequestrado? –perguntou Layla.

–Sim.

Por um momento as mãos de Heidrun ficaram geladas quando Layla proferiu o nome de seu amigo.

–Quando vocês falam de Faud, não seria um garoto dotado de uma beleza exótica?

–Esse mesmo. Você o conhece? –disse Layla.

–Sim. É meu amigo de infância. –Haidrun olhou para Jafar com extrema raiva. –O que ele estava fazendo aqui.

–Não é da conta de outros o que faço com meus convidados. Mas só saiba que ele estava aqui por negócios.

–Mesmo assim ele foi sequestrado. E você deixou. –Haidrun segurou com força a roupa de Jafar.

Aquela atitude não assustou nem um pouco Jafar.

–Já disse garoto. Não tem por que eu lhe dar satisfações.

–Chega você dois! E largue ele, Hei. Ou você quer se meter em encrenca. –Layla falou com autoridade e deu um suspiro quando Heidrun obedeceu. –Hei tem razão. Você precisa resolver com cuidado isso.

–Não se preocupe Layla. Certamente farei as devidas providencias.

Jafar realmente estava em um impasse. Ele precisava resolver isso rapidamente.

*****

O quarto era extremamente escuro e úmido. Não havia nada ali que conectava para o mundo a fora, a não ser a porta do quarto. E a única brecha que existia era entre o chão e a porta, que por onde se passa o ar. Foi nesse tipo de ambiente que Faud acordou.

‘Aonde estou? Que lugar é esse?’ pensou Faud assustado.

Faud esperou um pouco para que pudesse se acostumar com aquela escuridão. Foi então que percebeu que estava em um quarto pequeno onde não havia nada a não ser uma esteira de palha e um lençol fino e rasgado. Faud começou a ficar desesperado.

Ele foi em direção a porta e começou a bater.

–Tem alguém ai? Por que estou aqui? Me soltem? Tem alguém ai?

Faud esperou um momento para ver se ouvia algo ou se alguém responderia. Mas o silencio profundo predominava aquele lugar. Sem nem uma resposta Faud voltou a bater a porta desesperadamente e a gritar se havia alguém para o tirar dali. Quanto mais tempo passava sem ter uma resposta mais o coração de Faud se apertava dolorosamente.

–Por favor! Tem alguém ai? Eu quero sair daqui. Por favor, me respondem. –disse Faud com lágrimas escorrendo por seu rosto.

Mas mesmo assim apenas o silencio respondia aos lamentos de Faud. Depois de um bom tempo, as forças de Faud foi sumindo. O cansaço e a solidão invadiram o coração de Faud, fazendo cair novamente em lágrimas.

Ficar ali sozinho naquele quarto escuro fez Faud perceber como ele era impotente. Não sabia de nada e não podia fazer nada. A única coisa que lhe restava era esperar que algum conhecido dele percebesse seu sumiço e o viesse lhe salvar. Pensando nisso Faud adormeceu ali mesmo no chão perto da porta.

*****

Faud não sabia por quanto tempo havia estado naquele quarto, mas sabia que alguém tinha estado ali enquanto dormia. Pois quando Faud acordara, depois de chorar, ele estava deitado em cima da esteira com o lençol cobrindo-o. E em sua frente havia um pequena tigela com sopa e um copo de água. Esses vestígios comprovavam que havia alguém que o estava lhe preso ali.

–Será que foi o Jafar?

Logo que disse isso Faud balançou a cabeça.

–Não isso seria impossível. Pelo que eu me lembro era um homem desconhecido que bateu em mim. Será que ele está envolvido com o Jafar ou ele está tentando me usando para se vingar da Jafar?

Depois de falar isso em voz alta pode-se ouvir uma risada atrás da porta. Faud ficou de pé rapidamente e foi até a porta.

–Quem está ai?

–Garoto, você percebe as coisas rápido! –riu a voz atrás da porta.

–Eu disse QUEM É VOCÊ! –gritou Faud batendo a porta.

–Bem, você pode me chamar de Read.

–Você realmente está me mantendo aqui por que quer se vingar de Jafar?

–Se você pensa assim.

–Mas eu não entendo o porquê de me usar.

–Você sabe o porque na festa de Jafar, ele e seus convidados lhe chamavam de a flor exótica?

–Não. –falou Faud confuso.

‘Por que ele mudou de assunto’ pensou Faud.

–Ser chamado de a flor exótica de alguém importante como Jafar significa que para ele você é uma pessoa muito importante e preciosa. Então para proteger sua flor exótica ele certamente virá para te pegar de volta.

–Hahahahaha! –riu Faud incansavelmente. –Você acredita mesmo que para Jafar eu sou uma pessoa importante? Não se engane. Ele é como todos os outros só, se interessa pela minha beleza. Ele não virá me pegar. Não desperdice tempo, me tire daqui.

–Não! Ele virá tenho certeza. Se não você irá ficar ai até morrer. –disse a voz se distanciando.

–Não vá embora! Volte aqui! Me tire daqui! Eu não quero morrer! –disse Faud desesperadamente.

Lentamente Faud voltou para a esteira e deitou novamente. Dormir parecia a única solução para Faud relaxar um pouco e passar o tempo.

*****

Com o passar do tempo Read vinha ‘visitar’ Faud de vez em quando, sempre trazendo consigo um copo de água ou pão, que dava para Faud através de uma pequena abertura na porta. Faud tentava conversar com ele, mas Read simplesmente deixava a comida e ia embora sem dizer nada.

E assim se passou dois dias. Era o dia da troca. Naquela tarde Read havia trazido uma nova muda de roupa para Faud e uma saborosa sopa. Faud achou muito estranho aquele comportamento.

–Por que tudo isso? –perguntou Faud quando Read apareceu novamente.

–Hoje a noite será a troca. O seu salvador virá para te pegar, então você tem que estar apresentável.

–Você acredita mesmo que Jafar virá para me salvar?

Faud esperou uma resposta mais Read permaneceu calado.

–O que não entendo é o porquê de tudo isso que você está fazendo. O que você realmente quer?

–Infelizmente não posso lhe contar o que estou planejando, mas posso dizer que vai mudar toda a cidade. Não estou dizendo que não gosto de nossa cidade, mas há muita coisa podre debaixo do tapete. E é essa toda sujeira que quero tirar.

–Por acaso Jafar está incluído nessa sujeira?

–O que você acha? Bem, já tá na hora de ir. Tenha uma boa vida, garoto. Nos vemos por ai.

–Prefiro que isso não aconteça. –disse Faud se aninhando na esteira.

Faud pode ouvir o som dos passos de Read sumindo. E quando não ouviu mais nada, suspirou e fechou os olhos.

‘Preciso manter a calma. Estou perto da minha liberdade. Por isso preciso me manter calmo. Antes que eu morra de ansiedade'.

*****

Três horas depois. Havia muita gente na praça.

Jafar esperava pacientemente perto do chafariz indicado na carta. Mas como havia muita gente ali ele não conseguiu suspeitar de ninguém. Enquanto olhava envolta procurando o sequestrador sem querer esbarrou em um jovem com um turbante.

–Desculpe-me. –disse sem jeito.

O jovem apenas acenou a cabeça e foi embora apressadamente. Por um momento Jafar achou estranho aquele comportamento. Então algo estalou em sua mente. Rapidamente procurou pelo pequeno saquinho que trazia consigo, mas no lugar havia um pequeno bilhete. Nele trazia um endereço e uma curta frase:

OBRIGADO PELA TROCA!

–Desgraçado. –disse Jafar olhando para a direção em que o jovem havia ido.

Mesmo que ele quisesse ir atrás dele, havia muita gente ali e ele tinha outra preocupação agora.

*****

As horas pareciam interminavelmente longas para Faud. Ele havia passado muito tempo ali, mas estando tão perto da sua liberdade fazia parecer que o tempo não passava. As esperanças de Faud ser resgatado estava se esgotando quando por fim ouviu um estrondo e vozes estranhas lhe chamando. Com um grande impulso Faud correu para a porta e desesperadamente começou a bater.

–EU ESTOU AQUI! TIREM-ME DAQUI! –gritava Faud.

Por fim Faud ouviu som de passos se aproximando da porta e com um puxão a porta se abriu. A primeira coisa que Faud viu foi seu salvador.

–Faud.

Ele não podia acreditar. Jafar estava ali em sua frente. Tinha uma expressão de desespero. Algo que nunca imaginou ver. Lágrimas começaram a correr em seu rosto. O que Read disse parecia ser verdade. Jafar se aproximou de Faud e o abraçou fortemente. Desnorteado Faud desmaiou ali mesmo. Cuidadosamente Jafar pegou Faud no colo e o carregou para fora do prédio abandonado. Lá fora se encontravam Layla e Heidrun.

–Como ele está? Está ferido? –disse Layla muito preocupada.

–Não. Parece que ele está bem. Apenas desmaio de cansaço... acho.

Repentinamente Heidrun se posicionou em frente a Jafar. Sua expressão era incrivelmente seria.

–Passe ele para mim. Eu cuidarei dele daqui em diante.

–Você não tem direito nem um em me impor as coisas. Não lhe entregarei.

–Foi você quem fez ele passar por tudo isso. Se ele não estivesse se envolvido com você, isso nunca teia acontecido.

–O que você disse? –disse Jafar indo para cima de Heidrun.

–Parem já com isso. Ele ficará em minha casa. Até que tudo esteja calmo ele estará sob os meus cuidados. –disse Layla se metendo no meio dos dois.

Como Jafar e Heidrun respeitavam Layla, decidiram silenciosamente seguir sua sugestão. Assim Faud foi levado para a casa de Layla e iria passar um bom tempo lá. Faud mal suspeitaria que indo para lá sua vida iria ficar de ponta cabeça novamente.

Notas finais
Então?
Acharam emocionante o sequestro do Faud?
O Read vai aprontar muita coisa. Você vão ver!
Não foi lindo a cena em que o Jafar aparece para resgatar o Faud?
E quando o Jafar e o Heidrun brigam pelo Faud?
Haha! Essa briga vai longe.
Deixem seus comentários.
Bjs e até o próximo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.