Notas iniciais
Foi mal a demora. A preguiça é uma coisa terrível, não recomendo.

Ato 1- Skip it. Now.

Cena-8

Marlene McKinnon

Foi precipitado, eu sei. Usar todas as minhas economias para uma passagem para os Estados Unidos, Idaho — a passagem mais barata que encontrei, no site de voos pelo celular, enquanto era perseguida por um segurança particular -, na verdade, era completamente ridículo!

Acalma-se, Lene! Você pode ser uma garota perdida, mas pelo menos ainda é uma garota perdida bela... Nem tanto agora, depois de dois dias sem banho, bem... Você é uma diva nova iorquina, com um carro grande te esperando a mais de trezentos mil fucking quilômetros de distância. Só se acalme.

Bem, para você que está aqui e não entendendo bulhufas, vamos rebobinar um pouco.

Eu havia acabado de sair do aeroporto — depois de muito, muito tempo naquele aeroporto suspeito -, e me vi sem rumo. Caminhei pelas ruas com um all—star totalmente encharcado depois da chuva começar a cair. Era completamente deprimente encontrar tudo fechado, e... ah, não podia ser! Um hotel cinco estrelas!

Entrei para me cadastrar quando uma mulher apareceu com uma vassoura, dizendo: "Xô, mendiga!".

Era isso que eu era? Uma mendiga nojenta?

Corri, agora, desesperada com a noite caindo. Foi mais ou menos nessa parte do meu conto, em que eu vi uma luz. Não, não estava morrendo. Era uma luz de uma locadora de filmes!

Bah, posso achar coisa melhor.Um raio caiu a poucos metros de mim.

Tá, locadora! Locadora!

. . .

Quando eu entrei no estabelecimento, ferrada na pneumonia, um cara apareceu, para me perguntar se precisava de ajuda. Ele era tão pálido, magricela e com cara de louco, que eu desconfiei se este não seria um vampiro. Eu, é claro, disse meu nome, mostrando que tenho uma família que sentiria falta de mim se eu fosse morta — bem, talvez não.

Ele não teve reação, então ganhei tempo para mim, pedindo o seu telefone emprestado. Na verdade, eu precisava mesmo, ligar para alguém. Quem diria! Usando o telefone de um vampiro! Sim, meus filhos irão saber disso.

—Alô —comecei.

—Família McKinnon, no que posso ajudar? —ouvi a voz da assistente dos meus pais.

—Oi Cass! Posso falar com meus pais? Aqui é a Marlene...

—Marlene...? —ela me interrompeu —Você é a...

—Sim, sim, eu sei que faz tempo, desde a última ligação, mas...

E a ligação "caiu". É. Ela tinha de ter caído.

—O sinal deve estar ruim, com essa chuva... —disse o funcionário da locadora, percebendo o que aconteceu.

—É. Como se você acreditasse nisso... —murmurei.

Ele com certeza achava que eu era de rua e estava enrolando para ver se conseguia algum dinheiro.

—Bom... —tentou ele.

—Eu vou indo —cortei sua frase —Vejo que já está na hora de fechar.

Abro a porta da frente, com cautela. Não que eu estivesse fazendo drama, afinal eu nem conhecia ele, e... Ok. Eu estava fazendo drama. Ele suspira.

—Não pode dormir na rua. Você... pode ficar aqui, no porão do Ralf, meu assistente, onde ele trabalha de manhã. —parecia muito inseguro do que estava dizendo, era óbvio que não confiava em mim.

Eu iria recusar, como toda McKinnon com orgulho próprio faria, mas só então me dei conta de que eu não tinha nenhuma outra saída. É, porão! Aí vou eu!

Notas finais
E AÍ! Sinceramente, eu espero que o próximo capítulo saia logo, estou ansiosa por ele. Eu devia escrever mais. Nhé. Espero que não estejam enjoados de mim e as piadinhas bobas e da Marlene, pois eu simplesmente amo escrever as partes dela. Um beijo e fique com essa super novidade (!): Comentar beneficia a sua alma e seu espírito, alimentando o meu ego. Experimente já! É grátis! Brincadeiras a parte, comentem. Eu amo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.