Notas iniciais
Oiie, gente, essa é a primeira história que eu já tive coragem de postar, espero que gostem, e comentem, estou ansiosa pelos seus comentários.

Sangue...

Podia-se ver sangue por todos os lados. Estava em um rio, e, de alguma forma, flutuava sobre ele.

Estava assustada e com medo, virava freneticamente o rosto, tentando enxergar alguma coisa, ao menos um rastro do que havia acontecido em meio a aquela imensidão em vermelho, ao horizonte, podia-se ver o contorno de algo, – ou alguém – uma luz forte atrás do vulto. Alice espremeu os olhos para enxergar melhor, viu, que aquela pessoa, flutuando a sua frente, sobre o imenso e inesgotável rio de sangue, era Milton, seu irmão gêmeo. Sentiu-se aliviada.

–Milt! Milt! – tentou gritar, mas nada saía de sua boca, era como se alguém tivesse arrancado sua voz a força, e toda vez que tentava produzir algum som, sua garganta fechava, tentou correr, debatendo-se freneticamente, mas, subitamente, parou de flutuar e caiu no sangue.

Nadou desesperadamente na direção de Milton, sendo sugada por aquela imensidão, desesperada, ainda mais sem conseguir pronunciar uma única palavra, Milton ergueu grandes asas negras ensopadas de sangue, saindo de suas omoplatas, balançou a sua cabeça, olhando para Alice, já não era mais possível ver nenhuma parte do seu corpo que não fora tomada por vermelho, estava se debatendo, tentando gritar. Estalou a língua duas vezes, cruzou os braços e disse:

– Sinto pena de você, irmãzinha, lutando para sobreviver enquanto sabe que irá morrer, ao menos, antes de mim. Não sei se merece a honra de ser salva por mim – Dizendo isso, se abaixou, tomando impulso e em seguida voou para o alto, com suas grandes asas negras, desaparecendo na neblina.

Alice estava horrorizada, e sentia vontade de chorar, mas não desistiu, nadou e nadou até ficar cansada de tentar ir para lugar algum, perdia suas forças, seus membros doíam, seus olhos ardiam, e estavam vermelhos com sangue e lágrimas. Lentamente, ao ver que não valia mais a pena, parou de lutar, afundou-se no sangue, e conseguiu dizer uma última palavra, debaixo de todo aquela imensidão e sofrimento.

–Henry...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.