Fathers Eyes

15 O beijo da morte.


Notas iniciais
AVISO: Risco de querer matar a escritora no fim do capítulo é de 90%

Em algum lugar de Moscou...

No subterrâneo de uma indústria abandonada habitavam seis homens em uma mesa de jantar velha que servia para eles jogarem cartas. Já haviam perdido a conta de quantas rodadas já jogaram hoje. Eles faziam de tudo para que o tempo passasse rápido, mas aquilo parecia em vão. Lixos jogados no chão. Os restos de comidas eram a festa para os ratos que havia ali. Aqueles homens passaram tanto tempo ali que já haviam se acostumado com o horrível odor que habitava ali. Como homens, não se humilhariam em pegar uma vassoura e limpar a sala. Apenas com uma fraca luz que balançava no teto, eles não conseguiam ver quase nada que se passava ali. Mas eles não ligavam para isso também. Eram homens que se rotulavam “noturnos”. Eles estavam jogando cartas em silêncio. Conheciam-se há anos, mas nunca confiava um no outro. Russos. Quando ouviram as badaladas de um grande relógio velho de marfim encostado no canto da sala souberam que era a hora do banho. Não deles, mas sim da prisioneira. Um deles, o maior. Nomeado Lucius. Jogou suas cartas sobre a mesa espalhando-as. Levantou-se bruscamente fazendo a mesa tremer. Seus parceiros olharam para ele por um instante e depois voltaram ao jogo como se nada tivesse acontecido. Lucius seguiu até uma pequena porta que havia no final daquela sala. Enfiou a mão no bolso de sua calça e tirou de lá um molho de chaves. Havia cinco cadeados naquela porta, junto com uma corrente de ferro pesada. O grandão começou a abrir todos os cadeados e logo depois tirou a corrente e a jogou no chão, ao lado da porta. Entrou no cômodo. Era um quarto. Ele essa era a visão: um quarto acabado. Com paredes quase rachadas ao meio. Havia uma luz quase igual a da sala que estava apagada. Havia um vaso sanitário logo no final da parede. Uma cômoda de apenas uma gaveta. O rapaz ligou o interruptor ao lado da porta e logo conseguiu ver a prisioneira. Ela estava deitada naquela cama que seu patrão havia trazido de algum hospício. Suas mãos e seus pés estavam amarrados por fortes correntes de ferro. Lucius foi para fora do quarto e pegou uma mangueira logo ao lado da porta, ele abriu a torneira fazendo com que a água começasse a cair no final da mangueira. Era uma mangueira grande e azul. Deixando o rastro de água. Ele foi até a cama e despejou a água sobre o rosto da mulher.

Assustada ela acordou quase se afogando com a água em seu rosto. Tossiu várias vezes até conseguir encontrar ar. Virou o rosto para o lado para poder respirar. Então o homem começou a despejar água por todo seu corpo. Fazendo-a gemer com a água gelada sobre sua pele. Com dificuldade para respirar, ela tentou se mexer um pouco, mas as correntes que machucavam seus pés e suas mãos não a deixavam fazer nenhum movimento brusco. Ela nunca se acostumava em ser acordada daquele jeito todos os dias. Não sabia como seu corpo aguentava aquela água que parecia vir do Alaska. Ela não aguentava mais aquilo. Todos os dias esperava um deslize de algum desses cretinos para poder acabar com eles e fugir. Seu corpo começou a tremer de frio. Sua roupa era uma blusa branca e uma calça de moletom preta. Seu uniforme foi arrancado dela no primeiro dia que chegou aqui. E eles o queimaram. Lucius então foi para fora do quarto e desligou a torneira. Voltou até o quarto e observou o corpo dela. Era uma verdadeira tentação. E ela viu que ele estava olhando para seu corpo, apreciando-o. E ela poderia usar isso.

- Você poderia... me esquentar.

O home nada disse. Foi até a porta e viu se seus parceiros estavam ainda jogando. Eles pareciam bem concentrados no jogo. Ele voltou para o quarto e encostou a porta, deixando apenas uma brecha aberta. Foi até a cama que agora estava molhada e sentou-se no canto dela. Olhou nos olhos azuis dela e aproximou seus lábios com os dela. Rapidamente a beijou. Embora a visse tremer de frio, sentiu que seus lábios eram quentes. O beijo foi apressando-se. Foi um beijo de luxúria e paixão, mas apenas para ele. As mãos bobas dele começaram a levantar a blusa molhada. Então ela apenas parou aquele beijo e olhou para ele com pena.

- Pode me soltar?

Logo o homem desconfiou dela e raivou.

- Acha que sou estúpido?

- Não é isso que você pensa! Pode ser apenas uma mão... Por favor.. Eu não posso fazer nada com apenas uma mão, certo?

Lucius viu que ela parecia falar a verdade. Aliás, como ela sairia dali apenas com uma mão desamarrada? Era impossível na mente dele. Ele, com um pouco de receio colocou a mão em seu bolso e tirou o molho de chaves. Pegou a chave certa e destrancou o cadeado da corrente que prendia sua mão direita. Deixou a corrente no chão ao lado da cama e logo depois disso voltou a beija-la com desejo. Ela então levou sua mão livre até o rosto dele acariciando-o. Ele não deixou de soltar um gemido abafado por aquilo. Ela queria rir do pobre coitado naquela hora. Mas deixaria como está. Lucius cego pela vontade de ter aquela mulher deixou as chaves ao lado do corpo da mulher. Um grande erro. Assim que Lucius se afastou dela para respirar, sentiu uma grande forte dor em sua cabeça e ficou tonto. Foi à mulher que chocou sua cabeça fortemente com a dele, fazendo-o ficar tonto. Rapidamente ela pegou o molho de chave silenciosamente e pegou a chave maior e pontuda. E em um golpe enfiou em cheio sua nuca. No lugar certo, fazendo-o seus músculos relaxarem e seu desmaiar encima dela. Com o peso dele quase esmagando ela. Pegou a chave que ele havia usado para abrir o cadeado e abriu o de sua outra mão com um pouco de dificuldade. Assim que se soltou jogou o corpo dele sem fazer muito barulho no chão. Então foi até seus pés e testou algumas chaves na fechadura do cadeado, na quarta tentativa conseguiu e abriu as duas. Levantou-se da cama silenciosamente e sempre com cautela na porta. Agachou-se até o corpo de Lucius e procurou por alguma arma. Com sorte achou um revólver com seis munições. Foi silenciosamente até a porta. Abriu-a aos poucos e espiou rapidamente para ver quantos havia ali. Eram cinco. Ela respirou fundo e destravou a arma. Abriu a porta toda rapidamente e logo saiu do quarto dando o primeiro tiro e acertando a cabeça de um que logo caiu com o corpo para frente encima da mesa. Rapidamente os outros quatro se aprontaram e se levantaram de susto. Ela correu para o outro lado da sala atirando três vezes. Apenas acertando dois que caíram mortos no chão. Logo o último que sobrou estava caído no chão pelo susto que havia tomado. Tirou uma arma de sua calça e tentou mirar nela. Tirou três vezes mas foi em vão. Ela corria rápido em direção a porta. Quando viu que a porta estava trancada tirou no fecho fazendo-a abrir. Quando foi saindo, ouviu um tiro seguido de uma forte dor em sua perna. Havia sido atingida. Olhou para trás e viu o rapaz no chão trocando o cartucho da arma. Apenas com uma bala foi na sorte e mirou em sua cabeça. Mas tropeçou no chão. E a arma disparou acertando o abdômen do homem que com o impacto deixou a arma cair no chão. Sem olhar para trás ela correu e subiu as escadas saindo de vista dele.

No chão com uma incrível dor e sentindo seu sangue escorrer. Ele pegou o telefone em seu bolso e apertou a discagem rápida número 1, seu chefe. Quase desmaiando de dor. Esperou seu chefe atender.

- Fale!

- A viúva negra fugiu!

Notas finais
ESPEREM!
~ Le corre e pega o escudo do papai capitão ~
PODEM ATACAR!
Como a Natasha: LOKI A BOSS, BITCHES!
obs: desculpem os erros de português.