Fathers Day

3 Abarai Renji


Notas iniciais
Oee, pessoas! =D Desculpe a demora. Dia de semana, colégio = sem tempo u.u'. Bem, não achei este capítulo muito bom, mas tudo bem. Eu ia escrever um IchiRuki. Eu tinha a idéia em mente, mas não consegui passá-la para o papel.

A casa estava silenciosa demais, pois Hinamori havia sido chamada para uma reunião no 5º esquadrão de proteção da Seireitei. Ficaram apenas Abarai e sua filha de três anos de idade. Os dois estavam sentados à mesa, que estava enfeitada com uma chaleira e varias pequenas xícaras. Duas bonecas bem vestidas e com os cabelos presos em penteados diferentes os acompanhavam no chá. Almofadas e alguns utensílios do imóvel haviam sido jogados sobre o chão em locais estratégicos para demonstrar que estavam em sua própria casinha de bonecas.

- Renji-san, gostaria de mais uma xícara de chá? – Indagou a pequenina, possuindo mais facilidade para falar corretamente que qualquer outra criança da sua idade. Ela pegou a chaleira rosa, oferecendo-o.

- Oh, sim. – o ruivo estendeu o braço e apanhou uma das xícaras – Por favor, madame – ele a observou fingir que colocava o liquido no recipiente plástico com um sorriso no rosto. – Arigatou.

Renji levou o objeto côncavo até a boca e tomou um gole do líquido imaginário. Sorriu ao notar os olhos de sua pequena brilharem e, mais uma vez, fingiu tomar o chá.

Os cabelos dela eram negros, devidamente puxados da mãe. A criança, fisicamente, não parecia em nada com o tenente do 6º esquadrão, mas os jeitos e manias era todo ele. Só em vê-la brigando com Yachiru, por esta colocar apelidos estranhos nela, já dava para ter certeza que puxara o temperamento do pai.

- Você não vai servir as meninas? – Ele se referia às bonecas que estavam sentadas à mesa com eles. – Elas estão esperando, madame.

- Gomen – se desculpou, já servindo as convidadas.

Depois de cinco minutos, a tenente do 5º esquadrão chegou e os procurou assim que colocou os pés dentro de casa. Ela abriu a porta e se deparou com a bagunça do cômodo. Era sempre a mesma coisa. Já deveria estar acostumada.

- Quem vai arrumar isso tudo? – Indagou, fingindo estar brava. A pequenina de cabelos lisos levantou-se do chão e correu até onde ela estava.

- Okaa-san – chamou-a, abrindo os braços para abraçá-la. Hinamori abaixou-se e também abriu os seus, segurando-a para não cair. Abraçou-a forte e depois a olhou.

- Já tomou banho? – A tenente indagou, ajeitando seu cabelo.

- Hai! – Levou uma das mãozinhas até a testa fazendo pose de sentinela. A mãe apenas riu do que presenciou.

- Tudo bem então – assentiu com a cabeça enquanto levantava-se. – Agora o papai vai colocar você para dormir.

- Mas por que, okaa-san? – Fez uma carinha de choro ao indagar. Não queria parar de brincar de casinha com seu pai.

- Está tarde, meu amor. Amanhã vocês brincam mais – sorriu, pegando-a no colo e levando até Renji, que as observava em pé ao lado da mesa.

Renji a pegou no colo e deu um beijo estalado em uma de suas bochechas rosadas. A menina fechou os olhos e riu do carinho que o pai coruja fizera. Depois ele se aproximou da tenente do 5º esquadrão e tentou dar-lhe um beijo, mas a pequena colocou a mão na frente, impedindo-os de prosseguir.

- Nunca vi tanto ciúme – o ruivo resmungou, emburrado, fazendo-as rir.

- Assim que ela dormir, volte para arrumar esta bagunça – Hinamori os viu entrar no quarto. Algo dizia que ele não voltaria. Conhecia o marido que arrumara.

O tatuado entrou no quarto e a colocou no chão. Não sabia dizer quando fora exatamente que se tornara um pai tão coruja. Só sabia que amava sua filha e que sempre fazia de tudo para nada de ruim lhe acontecer. Ela acabou virando seu porto seguro. A pessoa com quem mais conversava; apesar da diferença de idades. Brincava com ela, alimentava, dava banho, penteava seus cabelos, etc. Chegara até a conclusão que se fosse menino, não haveria se apegado tanto.

Ele tirou as roupas dela e vestiu um pijama amarelo com ursinhos rosa. Em seguida, pegou a escova de cabelos e a chamou para perto de si. Ela foi, toda sorridente, pulando de um lado para o outro. Já acostumado com a situação de cuidar de uma criança, Renji soltou os cabelos dela. Notou que eles haviam crescido um pouco mais. Estavam quase chegando aos ombros e eram tão bonitos quanto os de sua mulher.

Depois de observar os cabelos da menina, ele os escovou gentilmente. Rapidamente terminou o serviço na pouca cabeleira e em seguida soltou os seus próprios. A cascata de fogo caiu sobre os ombros tatuados e então ele também começou a escová-los. Quando notou que não havia mais nada a fazer, tirou a roupa e colocou um short folgado. Desde que fora ao mundo dos humanos como o novo representante da cidade de Karakura, pegou a mania de dormir de short. Era muito mais confortável – no calor, é claro.

Deitou-se na cama e a acomodou em seu peito. Depois de ter pego a chupeta e ter posto na boca dela, eles ficaram conversando por alguns minutos até que pegaram no sono. O tempo passou e finalmente Hinamori resolveu chamá-lo para ajudá-la a arrumar as coisas. Não ficou nenhum pouco surpresa ao vê-lo dormindo junto com a pequena. Ele sempre fugia. Bagunçava e nunca arrumava. Já havia se tornado um hábito.

- Por que será que eu não fico mais impressionada? – Indagou para si, sentando-se ao lado deles. Primeiramente beijou a testa da pequenina, que dormia profundamente e depois aproximou os lábios dos do ruivo.

Acariciou-lhe o rosto, tirando algumas mechas e colocando-as atrás de sua orelha. Sorriu um pouco ao perceber algo estranho e então, finalmente tocou os lábios dele de forma delicada. Não sabia dizer o porquê de ter negado o pedido de namoro que Kira lhe fizera anos atrás. Agora sabia que amava Renji e que era ele quem queria ao lado para toda a vida. Não se arrependera de esquecer Aizen e tentar seguir sua vida. Tinha uma filha e um marido para cuidar e, agora, nada mais importava. Só eles.

- Não precisa fingir que está dormindo – mordeu-lhe os lábios, divertindo-se com a situação.

- Como descobriu? – Ele indagou, sentindo o adocicado sabor dos lábios sobre os seus. Preferiu manter os olhos fechados.

- Você ficou inquieto quando eu te beijei – deu uma risadinha abafada e, mais uma vez, beijou-lhe.

- Que tal você largar o que está fazendo e vir dormir com agente? – Propôs, ajeitando-a do seu lado. A pequena continuava a dormir sem ser interrompida. Até por que, se ela acordasse, separaria os dois imediatamente.

- Tudo bem, mas não pense que fugirá das obrigações – tentou brigar, mas logo ele calou sua boca com um beijo mais ousado. Suas línguas se tocavam enquanto a mão livre dele acariciava-lhe as costas. Mordeu-lhe o lábio inferior e o puxou de leve.

- Ta bom, mãe – sorriu, olhando-a. Ela saiu do cômodo e ele ficou a esperá-la acordado, com a pequena nos braços, para dormirem finalmente.

Ele nunca arrumava a bagunça. Então por que arrumaria justamente no dia dos pais?

Notas finais
Acho o casal interessante, mas não gosto da Hinamori. Principalmente com o Hitsugaya =). Alguém quer arricar qual será o próximo casal? =P
Beijoo e até a próxima.