Fate, Jokes and Coffee

1 Capítulo 1 - Fate


Notas iniciais
Eu espero que vocês gostem, essa daqui eu escrevi em um momento de bad. (Que por um milagre não saiu algo triste)
Mais uma vez, obrigada Maíra. Essa é dedicada a você.
Beta: Maíra ♥

Castle atravessou a rua até chegar à cafeteria do outro lado. Observou atentamente as pessoas assim que entrou. Cada uma em seu pequeno mundo à espera do seu café ou do muffin de chocolate. Algumas acompanhadas, outras com expressões sonolentas e entediadas por não terem com quem conversar. Rick podia incluir-se no grupo de pessoas solitárias. Estava longe de ter uma companhia naquele dia.

Sua esposa não estava ali para fazer-lhe companhia e ele não gostava de lembrar o porquê, mas, como sempre, ele pedira o café favorito dela e o seu, o qual ele jurou ter perdido o gosto há algum tempo.

Sentado ali, naquela mesa de canto na cafeteria, ele analisava o movimento através da janela de vidro. Os carros em uma velocidade considerável, pois ainda se tratava de New York, as pessoas passavam umas pelas outras sem darem a mínima atenção ao que estava diante de si mesmas. Rick pensou que muitos deles perderam a oportunidade de encontrar o amor de suas vidas, deixaram o destino e a magia escaparem por entre seus dedos.

Talvez alguns não acreditassem no tal destino ou na querida amiga magia, mas era assim que acontecia, pois, se você não acredita na possibilidade da magia, você nunca a encontrará. O destino é aquele garoto traquina que gosta de pregar peças nos distraídos e, no caso, esses seriam os que passavam na rua sem olhar ao redor.

Sorrindo, Rick deixou sua mente vagar por outras coisas: o guarda na esquina, a moça com roupa de ginástica, a babá com a sua pequena, porém retendo grande responsabilidade, e o grupo de amigos que pareciam um tanto atrasados para pegar o transporte escolar. Todos muito distraídos para prestar atenção no mundo a sua volta.

— Sr. Castle? – Mary, a garçonete, o chamou, trazendo consigo os dois copos de café com os pedidos de sempre. – Um duplo baunilha e um café preto, certo?

O escritor balançou a cabeça confirmando e, após pagar, saiu da cafeteria. Caminhou alguns quarteirões até se deparar com um local isolado por uma fita amarela com a frase que ele tão conhecia “Cena de crime, não ultrapasse”. Ele imaginou como seria trabalhar naquele lugar, no entanto, uma voz doce o tirou daqueles pensamentos.

— Senhor, poderia sair do caminho? Está atrapalhando a passagem dos peritos. – Assim que se virou, ele encontrou a dona daquela melodiosa voz.

Os olhos verdes brilhavam e mudavam de cor ao passo que a moça movimentava a cabeça, indicando a direção que o escritor deveria seguir.

— Desculpe-me... – Ele mordeu o lábio inferior por não saber o nome daquela bonita mulher.

— Detetive Kate Beckett. – Ela estendeu a mão, mas logo a recolheu ao perceber que ele tinha as duas mãos ocupadas pelos copos de café. – O senhor não deveria estar aqui, é uma cena de crime. Não é algo que alguém queira ver logo às seis da manhã.

Ele riu um pouco e se encostou na parede de tijolos ao lado dela.

— Estou fora do seu caminho, detetive. – Ele fez menção de jogar o copo cheio com o duplo de baunilha no lixo.

— No meu mundo, esse é o pior pecado de todos. – Ela apontou e ele soube do que ela estava falando.

— Policiais e suas manias. – Ele encolheu o braço, logo o esticando em direção a ela. – É um latte, duplo de baunilha, espero que goste.

Ela parou alguns segundos e sorriu, era o seu café favorito.

— Eu não acredito em magia ou destino, mas acho que você foi enviado aqui para trazer o meu café favorito logo no dia em que não tive tempo para comprá-lo.

Rick deu de ombros e piscou para ela.

— Magia e destino estão interligados, e eu acredito neles. – Ele deu a costas para ir embora, mas não antes de arrancar um último sorriso da jovem detetive.

— Quem sabe um dia esse tal de destino brinque novamente, não? – Ela falou alguns tons mais alto e ele virou, continuando a andar, agora de costas.

— Um dia. – E virou novamente, deixando-a com seu primeiro caso como detetive.

##

O copo de café, agora vazio, repousava sobre a mesa do parque, o notebook ligado e com um documento em branco aberto. Antes de começar a escrever, ele parou para refletir sobre o que acontecera naquela manhã: sua rotina normal sendo interrompida pela detetive de olhos verdes.

Àquela altura ele não conseguia mais lembrar o nome da jovem, mas sabia que fora ela quem trouxera sua inspiração e o sabor de seu café de volta.

Notas finais
E então?
Deixem suas opiniões?
Ah! Mais uma coisa, se vocês gostaram, me digam se querem uma continuação dessa one com uma longfic.
Beijos! ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!