Fate.
2 Our past.
Emma Swan e eu somos velhas conhecidas, se eu tivesse uma consciência me culparia sem dúvidas, talvez eu tenha me prendido um pouco naquela figura de cabelos loiros, e me lembro ainda da primeira vez que nós nos encontramos. Lembro-me dos seus olhos arregalados e assustados, seus pés descalços e seus braços agarrados em um ursinho remendado. Aquela garotinha era um desafio, e pela sua personalidade digamos que ela desencadeou em mim minha pior inimiga, a curiosidade.
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Capítulo 2 — Our past.
Os últimos raios de sol do dia teimavam em desaparecer, um belo pôr-do-sol agarrado em poucas nuvens que preenchiam parte do espaço vago no céu laranja, refletidos na janela de uma menina, ela estava na sua segunda casa de adoção, vagava entre os onze e doze anos e sua mente tão aprimorada sabia o que aconteceria a seguir.
Lembro-me de adquirir uma forma quase humana, porém invisível é claro, o destino não é visível e diria que sou imprevisível.
Recostei minha forma em uma cadeira que estava semi-abandonada no quarto da pequena criatura que o habitava, observei enquanto ela deixava algumas lágrimas escorrerem dos seus olhos, grandes monstros verdes devo ressaltar.
Ouvi alguns gritos que vieram do cômodo inferior da casa e sem dúvidas a pequena menina também, observei ela se encolher e esconder os olhos inchados entre as palmas das mãos, eu sabia o que iria acontecer, é claro, porém o que me intrigava era a reação da menina.
A porta foi jogada de um lado para o outro, brutalmente vi um homem de meia idade e cabelos grisalhos se aproximar da menina. O cheiro impregnado de álcool no homem era pista do que provavelmente aconteceria, ele fitou a criatura jogada na cama e deixou uma gargalhada seca escapar seus lábios. Arrastou seus pés até o canto do quarto, quase ao lado da minha forma ainda recostada na cadeira, vi o homem arrancar uma estaca de madeira do chão e observei enquanto ele começava a dar golpes nas pernas da menina.
Vi sangue, ouvi gritos. Deixei aquilo acontecer, o motivo ainda era invisível para mim, e senti-me como a vilã da história e foi então que me dei conta de que o homem estava próximo a insanidade, os golpes começavam a alcançar o tronco da menina, foi então que me dei conta que era hora de parar com isso.
Uma mulher preocupada e três policiais arrombaram a porta, correram de um lado para o outro da casa, alcançando cada cômodo e berrando os sinais de "limpo" ou até "vazio" até que chegaram ao último quarto que havia sobrado.
Sangue, uma estaca de madeira, um homem inconsciente no chão e uma menina descalça, com as pernas totalmente cortadas, um vestido vermelho por culpa do sangue e um ursinho amassado entre os braços ainda trêmulos. Ela não chorou, ela não falou nada, ela apenas ficou lá, parada, fitando a cena e a falta de ação dos adultos que agora se juntavam ao palco do show de horrores, da tortura que a pequena menina passou durante os poucos meses que morou naquele inferno.
Depois disso decidi que não era mais minha obrigação cuidar do que ocorreria naquele momento, desapareci de cena e deixei meu manuscrito apto para adicionar os próximos capítulos que em breve eu anunciaria na vida da menina.
~~~~~~~~~SwanQueen~~~~~~~~
Assim como me lembro exatamente desses acontecimentos, sem dúvida lembro-me de como conheci a outra metade da dupla dessa história, Regina Mills... Ah, querida e sofrida Regina...
Um mundo diferente, mas é claro que eu estaria lá também, repito o mesmo ritual, e deixo a curiosidade tomar conta das minhas ações novamente.
Assim como eu posso prever várias atividades do futuro, sempre presencio o passado, e sei é claro dos acordos entre a mãe da futura rainha e o tal temido Senhor das Trevas.
Talvez esse passado com essas duas figuras na vida da bela morena tenha sido o motivo da minha curiosidade, prendi minha atenção na menina e fiz questão de observar algumas reações das bombas que eu largava na vida da menina.
Ressalto é claro, meu trabalho supostamente se resume em apenas decidir o que pode acontecer em algumas situações futuras, devo dizer que as poucas pessoas que eu me interesso por observar as reações são as que eu raramente consigo prever apenas olhando para elas, as mais indecifráveis.
Assim como Emma Swan, pesa-me dizer que eu permiti várias tragédias acontecerem com a Rainha tão sofrida...
E por isso acho que fiz um bom trabalho no fim, após tanto sofrimento de ambas partes trazer felicidade em comum, e principalmente trazer algo que ambas sempre quiseram.
O amor.
Notas finais
Primeiro de tudo: Esse capítulo em parte é importante sim, cita parte do sofrimento de ambas, e é escrito completamente no ponto de vista do destino, o que talvez possa ter ficado exagerado, e talvez seja por isso que o capítulo não tenha ficado bom.
IMPORTANTE: Se você lê minhas outas histórias e essa, gostaria de me desculpar pela demora nas atualizações, porém o tempo livre que tenho eu uso para ficar no twitter, e raramente tenho idéias pra postar capítulos, e quando não tenho ideias eles ficam ruins, igual esse que acabei de postar.
Quero dizer também que eu odiei escrever essa capítulo, apesar de ser dramática, escrever sobre esse tipo de abuso me faz mal, pois é algo detestável, mas eventualmente será importante.
Desculpem caso o capítulo tenha sido pesado, não foi minha intenção, mas acontece.
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