Fate
16 Capítulo 17
Notas iniciais
CAPITULO 17
Rukia puchou o ruivo com força mas ele se segurou, impedindo-a totalmente de tirá-lo dali.
– O que está fazendo Ichigo?! Ficou louco?!
– Qual o problema de seu irmão me ver? – Disse Ichigo tranquilo.
– Ah, deixa eu ver. Talvez você tenha atropelado a irmã e a moto dele, além do mais, é só um moleque arrogande de 20 e poucos anos que não tem noção do perigo que está correndo ao se envolver com a irmã dele, a que foi atropelada. Ta bom assim? Agora ‘vaza’!
– Não tenho medo do seu irmão. – Ichigo andou até o sofá e pegou os controles entregando um a Rukia que estava totalmente incrédula, realmente, ele era arrogante. Ele se sentou no sofá e tirou o jogo do pause. – Vamos lá, Natko, preciso de cobertura!
Rukia conhecendo o irmão sabia que se não estivesse ali não receberia a primeira parte do sermão, então virou-se calma indo para a cozinha, no momento em que o primeiro passo foi dado ouviu a voz do irmão:
– Rukia! – O resto da frase, mesmo que subentendido soou na cabeça dela: “O que foi que eu te disse?”. Os olhos acinzentados partiram dela para o ruivo que agora estava em pé olhando para ele. – Kurosaki Ichigo, com licença, — ele andou até Rukia — por acaso dei-lhe permissão? – Rukia abaixou a cabeça e já ia lhe responder quando Ichigo o fez em seu lugar.
– Não foi culpa dela... Eu pedi para entrar, na verdade, eu entrei. Simplesmente.
– Reformulando. Dei-lhe permissão para entrar? Acho que não, concorda? Saia daqui Kurosaki Ichigo, e não volte tão cedo.
– Não. – Ichigo contrariou, na boa, ele aceitaria a proposta de ir embora, mas ao ver o jeito que ele olhou para a sua morena, como quem diz “Saia de perto desse marginal, Rukia” não pode se conter.
– Não? – Byakuya se aproximou e encarou o ruivo.
– Isso... – Rukia percebendo o clima deu alguns passos a frente, mas se conteve ao ouvir a voz do irmão.
– Quem você pensa que é, moleque? Acha que é muito mas não sabe nada da vida! Então suma daqui e fique longe da minha irmã! – A morena franziu o cenho.
– Não! Só porque você é o Sr. Empresário e acha que tem tudo na palma da mão quer me impedir de ficar perto da sua irmã?! Mas nem em sonho eu fico longe dela! – Ela se surpreendeu.
Byakuya, se surpreendendo com a confissão do garoto, se aproximou mais segurando-o pela gola de sua camiseta, o ruivo já esquentado lhe desferiu um soco que foi segurado pela mão grande. Ichigo o encarava e o moreno decidiu dar um desconto, o soltou e então se afastou.
– Da próxima vez me peça permissão, Rukia. E me obedeça se eu lhe disser para não fazer algo. – Rukia assentiu. – Conversamos depois.
A morena olhou de soslaio para Ichigo. Não queria encará-lo, teve a mão puchada para fora da casa, ela até tentou se soltar, mas o que era a força dela perto da de Ichigo? Ele a levou até a garagem e a encostou contra a parede olhando fundo nos olhos dela, ele falaria algo, não sabia com que palavras mas falaria, pena que a morena, afobada, o interrompeu com um beijo. Ichigo se afastou assustado.
– Achei que fosse me bater... –Ela fez que não com a cabeça. – Me desculpe, eu... Vou tentar ser menos idiota, te ouvir mais, e... E tentar não arrumar briga com o seu irmão. Eu...”Vou tentar melhorar, porque mesmo que em pouco tempo, minha vida se resume a você agora.” – ele pensou.
Rukia o abraçou passando os braços pelo pescoço dele. Porque ele a deixava assim? Tão bem.
– Acho melhor você ir. Ainda tenho uma bronca para levar... – Viu nos olhos dele outro pedido de desculpas. O ruivo entrou no carro e Rukia foi abrir o portão. Acenou para ele enquanto passava no carro chamativo. Suspirou e andou devagar do jardim até a sala, da sala até o escritório do irmão. – Nii-sama
– Não fique tensa, só queria lhe repreender por ter trazido ele aqui, um pouco mais de atrevimento e teríamos que levar alguns pontos, pense um pouco nas consequências, Rukia.
– Eu tentei, Nii-sama, mas quem disse que eu consigo dizer não pra ele? Eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu não entendo o efeito dele sobre mim! – Viu o irmão sorrir mas se conteve, sabia que teria que descobrir sozinha, era o que os olhos dele a diziam. – Vou tomar um banho.
X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X
Ichigo coçava o peito enquanto esperava a torradeira, eram quase 6 horas da tarde, em pensar que viu Rukia de manhã e agora já sentia falta dela era um pouco estranho. Pegou suas torradas e distribuiu lentamente um pouco de manteiga nelas. Ele podia ligar, né? Não é como se fosse um crime. Olhou pro celular no hack da sala, quando virou o rosto ouviu-o tocar. Riu um pouco e foi atender.
– Então? Já se declarou para ela? Conta! Ela disse que te ama também? – O monte de perguntas caiu sobre Ichigo.
– Não, Nell. Quer se conter, por favor.
– Espera, ‘to’ indo ai! – A linha ficou muda, Ichigo voltou para as torradas. Minuto depois a porta abriu e uma Nell afobada entrou já pra pular no pescoço do rapaz. – Oi Itsugo!
Ichigo acenou com a cabeça e continuou a comer, tentando ignorara a cara de terapeuta de Nell, cada vez mais intevitável.
– Eu quase me peguei com o irmão dela. – Soltou com ar de riso.
– Achei que gostasse dela, não do irmão dela!
– Nell. Se pegar no sentido de briga, por favor. Segundo ele eu não devia estar na casa dele, mas Rukia... Não, eu fiz a Rukia me deixar entrar, e quando ele chegou acabou rolando um fight, ou mais ou menos um...
– Sabe, se pegar com o irmão dela não foi uma boa. Obrigá-la, mesmo que não a força, a deixá-lo entrar também não. Você me entende, não é? Está agindo como um idiota. Ela não é como as outras, ela só tem 17 anos, ainda vive sob as regras de alguém e sob o teto de alguém, o que ela tem que respeitar, e aposto que está se sentindo confusa com relação à você. Você tem que ser mais fácil, de um jeito que ela entenda, não que ela seja totalmente bobinha, mas é uma situação diferente para ela. E pra você né?
– Não acredito que uma guria de 17 anos me deixa assim. – Sorriu. – Ela me livra daqueles fantasmas.
– Corrigindo, daquela fantasma. O que você tinha na cabeça mesmo?
– Fala sério, no começo ela era um anjo. Porque acha que noivei com ela? Ela tinha um ótimo disfarce.
– E ótimos amantes. – Ichigo franziu o cenho. – Porque ainda a mantêm no escritório?
– Ela faz cálculos bem melhor do que eu. E arquiva documentos também. – Os dois riram.
Os dois ainda conversaram um pouco até o celular de Ichigo tocar. E não foi uma surpresa quando no visor apareceu o nome da baixinha que o fez sorrir, Mandou Nell ficar em silêncio e atendeu.
– Oi.
– “Oi Ichigo. Quero pedir um favor, se estiver ocupado eu peço à outra pessoa.”
– Antigamente, você não pedia favores ou perguntava se eu estava ocupado – ouviu-a rir do outro lado – Fala, eu estou em casa.
– “Pode me levar até a casa da minha amiga, meu irmão tem uma conferência e não vou ficar em casa.”
– Pode ficar aqui! – disse animado, mas abaixou o tom em seguida – Se seu irmão permitir, claro.
– “Já volto” – ouve um barulho, depois outro, silêncio, passos, um riso e finalmente, a voz dela – “Pode vir me pegar!”
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