Fate

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi gente! Segunda fic aqui, um pouco maior --> planejo.Espero que gostem e não me matem porque se isso acontecer não tem mais história!

CAPITULO 1

O homem entediado arrumava os papéis na mesa a sua frente, estava cansado de não ter nenhuma idéia, não era especializado em marketing, mas não precisava ser, sua empresa viveu muito bem até agora apenas com suas próprias ideias, não precisava de ajuda, só de inspiração, o que ele sabia que estava em falta no momento, o que o deixava realmente muito, muito irritado mesmo. Suspirou e bateu os papéis na mesa, revisar tudo que já tinha feito não parecia que iria ajudar, afrouxou o nó da gravata em seu pescoço, aquilo o estressava ainda mais, colocou os pés sobre o gabinete com uma pilha de papaéis na mão e bagunçou seus cabelos laranjados.

Kurosaki Ichigo, empresário, dono da Yuna Corporation: uma empresa que sustentava outras muitas, eram como um todo, mas aquela corporação tinha um problema, precisava de autênticidade, não tinha algo que lembrasse a empresa, não tinhas um logo, enfim, algo como “invisível”. Mas não era culpa do dono dessa grande empresa, quando ele a começou, o que foi bem cedo, não tinha fé que se tornaria algo tão grande como era hoje, a maior corporação da região de Karakura, por isso não investira tanto em sua imagem, achava que a empresa serviria para sobreviver, quando hoje poderia dar uma ótima vida aos seus netos, sem que eles mechessem um dedo. Ele bufou mais uma vez, olhou o relógio de pulso, não era a hora exata mais poderia dar uma escapadinha para o almoço um pouco mais cedo. Colocou os papéis sobre a mesa, pegou a sua pasta, uma bolsa transversal de couro preto, e saiu.

– Pretende sair mais cedo hoje, Kurosaki-kun? – Disse a sua secretária Inoue Orihime, apaixonada por ele desde que se conheceram na escola e ex-namorada possessiva, o que talvez o irritasse um pouco.

– Sim, preciso esfriar a cabeça, pode sair mais cedo hoje, se quiser. – Foi a resposta séria que a ruiva recebeu.

– Obrigado. Espero que o passeio funcione! – Rebateu animada.

Ichigo entrou no carro, após descer muitos andares de elevador, tirou a gravata e a jogou num canto oposto qualquer, abrui alguns botões da camisa e colocou a bolsa no banco do passageiro, olhou para o prédio ao sair do estacionamento e viu o lugar feito especialmente para o logo, que ainda não existia, grunhiu um palavrão baixo e acelerou, muito.

Acelerou o Audi R8 vermelho e foi andando à caminho de casa, passou por um parque onde pessoas andavam felizes com seus cachorros, passou por uma loja onde duas madames saiam felizes com suas sacolas de roupas fúteis e então ia passar por um colégio, onde, pela movimentação se via que era hora da saída. Esperou algumas mamães pegarem seus filhos para então acelerar seu Audi, o que ele não viu foi a garota saindo de moto bem na sua frente.

Com o impacto, que mesmo não sendo tão forte fez um belo estrago, a garota voou algo como uns dois metros e meio, machucando os braços já que tinha as pernas protegidas pela calça jeans, mas, diferente da dona, a moto se espatifou em baixo do Audi com um baque alto.

– Merda! – Ichigo grunhiu saindo do carro, quase explodindo de raiva, e observando o amassado na dianteira do seu precioso carro. – Merda!

– Desgraçado! Olha o que você fez com a minha moto! – Ichigo se virou e viu a garota com os braços e a blusa branca com sangue tirando o capacete, era uma menina baixinha, de cabelo preto e curto, e mal-educada por sinal, que pegava, dentre os destroços da moto, sua mochila escolar.

– Como assim “o que eu fiz com a sua moto”? Você que saiu sem dar aviso, sem contar que devia me esperar passar, além do mais, você deve ter uns treze anos, baixinha! Não tem tamanho pra andar de bicicleta muito menos pra dirigir uma moto! – Ichigo soltou já irritado com a afronta da ‘menininha’.

– Como assim?! Você não sabe ver placas não? – A morena apontou para a placa da escola atrás dela que dizia: “Preferência de saída para estudantes, pais e professores.” – E pra sua informação, cabeça-de-cenoura, eu tenho dezessete anos! E não é uma simples moto, é uma Harley Davidson 1961 Duo, que por sinal, virou uma pilha de sucata agora!

– Ok. Admito que o erro foi meu, por que não prestei atenção na placa. – Mastigando todo o seu orgulho, que não era pouco Ichigo assumiu a culpa, não podia discutir depois de ouvir o nome da moto, moto não, e sim uma Harley Davidson blá, blá, blá...

– Vai pagar o conserto! E ainda vou te bater muito! –A garota apontou o punho em riste para o ruivo.

– Calma menina! Primeiro a gente tem que tirar nossas ‘pilhas de destroços’ do caminho, depois você tem que ir pra uma droga de hospital: você consegue enxergar o que aconteceu com o seu braço? Aí sim a gente se resolve.

– Vai fugir? – Disse ela provocante.

O ruivo tirou um cartão do bolso e entregou a ela, tinha seu nome, número de telefone, e ele marcara o celular, E-mail, o endereço da empresa, se bobeasse até o RG e o CPF, ele pedia pra ser perseguido? A partir daí cada um foi para um canto, a morena foi ligar para alguém que pudesse buscá-la e seu mecânico e Ichigo chamou um guincho e seu amigo:

– Pode me buscar, não?... Eu atropelei uma menina... Eu sei... Sei... Não é hora pra sermão, apenas me busque logo Ishida, que merda! – O ruivo desligou o celular e por pouco não o jogou em algum lugar.

Ao se virar para perguntar o nome da garota que ele atropelou a alguns minutos atrás apenas viu ela se jogando dentro de um Mercedes SLK envelopado fosco na cor preta, suspirou, que carro... Logo o guincho chegou, e logo depois seu amigo, que o levou para casa, depois pro trabalho, depois pra casa... Num caminho cheio de sermões como: “Como você pode atropelar uma adolescente?” “Você tem 22 anos!” “'Cadê' o seu juizo?” “Onde se enfiou o homem que abriu a Yuna Corp?”. Ishida podia deixá-lo em paz por pelo menos um minuto, não? Amanhã o dia seria cheio, previu massageando as têmporas

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem reviews, eles alimentam a alma do autor!![afe'!]