Fashion And Diamonds.
26 Capítulo 25 - Before The Hurricane.
Notas iniciais
Sim, demorei. Pra quem me acompanha via twitter ou mandou MP, sabe que eu tirei umas férias do nyah (fiquei sem acessar mesmo) pra ajeitar minha vida, mas já voltei! Espero voltar com um ritmo melhor de postagem, inclusive.
Gostaria de agradecer a todos os linduxos que deixam seus reviews, em especial ao Marcitos que recomendou a fic!
E volto com uma surpresa: um vídeo com os personagens de F&D! (interpretem como um elenco de filme, por isso os atores famosos).
http://www.youtube.com/watch?v=EtKjBx6De_c
Claro que, gostaria que todos continuassem a imaginar os personagens da forma que quiserem! Isso é só uma ideiazinha da minha visão.
Comentem do vídeo! E sim, esse Edmure que eu escolhi é apenas "semelhante" ao da capa né, bem diferente na verdade.
Muito obrigada pela paciência, lindos.
Beijocas e boa leitura!
— Ah pelo amor de Deus Anthony, é claro que eu não vou fazer isso! — Gritei no celular, sentindo meu rosto corar. Vi Edmure erguer a cabeça da minha cama, com os olhos semicerrados pela luminosidade que adentrava a janela do meu quarto. Droga, não queria ter acordado ele.
— Oh, vamos lá Madre Teresa. Confie em mim, ele vai acordar bem alegre se você o surpreender com um oral. — A voz do meu amigo ressoou através do meu aparelho. Encarei Edmure nervoso, com medo de ele ter conseguido ouvir, mas me toquei que estava no celular, e ele apenas franziu mais a testa pra mim, com a expressão cansada, e ergueu os ombros, curioso e confuso.
Certo, se tinha uma razão que me fazia me arrepender de ter contado pro Tony e pro Conrad que eu e Edmure estávamos namorando, era essa: o maldito Tony não tinha um pingo de decência. Desde o momento que falamos com eles no parque, Tony me encheu de detalhes de sua vida sexual com o Conrad. Segundo ele, era agradável ter um amigo com quem compartilhar experiências, e ele tentou sugar todos os detalhes do que eu e Edmure já tínhamos feito, e fez questão de me encher com seus próprios relatos totalmente desvirtuados. Isso era incômodo e desconcertante demais, e me deixava totalmente irritado já que ele fazia questão de me dar várias dicas sexuais, apesar de eu achar que vida sexual era um assunto muito particular.
Tirando isso, pra ser sincero, eu estava muito feliz por ter contado a ele. Não sei por que estava com tanto medo antes, mas agora me sentia satisfeito por ter alguém fora o Edmure, com quem eu pudesse falar sobre meu relacionamento. Além de que o Tony era meu melhor amigo, e guardar segredos dele não me agradava. Ainda que eu tivesse um pouco de medo de um dia aquilo acabar vazando pra outras pessoas já que o Tony não era lá muito discreto, ou que numa briga de amigos aquilo se tornasse um argumento contra mim.
Mas eu tinha de admitir que suas dicas de sexo foram válidas na noite passada.
— Por favor, vá dormir. — Eu falei pra ele, revirando os olhos, e me voltei para Edmure. “E você também” formei as palavras com os lábios, gesticulando com a mão enquanto ele sentava na cama, deixando o cobertor deslizar até sua cintura, exibindo seu tronco definido. Desviei meus olhos rapidamente e dei as costas pra cama. Pela primeira vez eu acho, meu rosto não corou ao vê-lo seminu, acho que nossa intimidade estava melhorando isso.— Chega de conselhos, e ainda são oito da manhã.
— Argh, tudo bem seu chatinho. Pois bem, o meu namorado vai acordar bem hoje... Tchau Cotter. — A despedida foi acompanhada por um risinho sacana, e não consegui me impedir de sorrir também quando a ligação foi encerrada. Coloquei o aparelho celular no parapeito da janela, ao lado do meu cinzeiro.
— Quem era? — A voz grave me atingiu no mesmo momento que eu senti Edmure envolver minha cintura por trás. Dei um pequeno salto, assustado com a aproximação silenciosa dele, e meu coração falhou uma batida. — Epa, assustou? Foi mal.
Nossas peles se esfregaram quando ele apertou mais os braços em volta de meu corpo, e beijou meu ombro com delicadeza, fazendo eu me arrepiar. Ainda estava um frio intenso de inverno, mas o interior de minha casa era climatizado, o que explicava porque eu e Edmure tínhamos dormido só de cueca depois de algumas... intimidades da noite passada. Meus pais tinham ido trabalhar, e como de costume nos finais de semana tinham viajado pra minha mãe gravar um programa especial, me deixando sozinho em casa, mas com liberdade para chamar um amigo. Mais tarde também, quando eles chegassem da viagem, íamos sair todos para um bar que meus pais adoravam, e me incentivaram a chamar o Edmure.
A pele do grandão era quente contra a minha, e agradável. Pude sentir seu abdômen nas minhas costas, e coloquei minhas mãos sobre seus braços fortes. Eu admirava o fato de ele gostar tanto de academia a ponto de ter um verdadeiro corpão pra um cara tão jovem.
— O Tony... — Murmurei, distraído por seus lábios no meu pescoço, e joguei a cabeça pro lado, fechando os olhos inconscientemente. Pouco tempo atrás, eu ia sair correndo daquele toque, sem jeito e ruborizado. Mas agora, éramos um casal, e eu estava bem acostumado com isso.— Enchendo o saco...
— Hum. — Edmure murmurou baixinho, movendo os braços para apertar minha cintura com os dedos, e mordiscar minha nuca de leve. Estiquei-me preguiçosamente, sentindo um calor gostoso acompanhar os pequenos arrepios que o toque me causava. — Ele deve estar animado por termos contado pra eles ontem.
Eu sorri, e confirmei com a cabeça. Estava animado até demais, na minha opinião. E o Edmure também estava, afinal ainda eram oito da manhã e ele estava ali, mordiscando meu pescoço, fazendo meu corpo ferver, minha mente rodopiar, e minha cueca começar a ficar apertada. Isso porque tínhamos transado na noite anterior.
— Volte a dormir Edmure, você não tá cansado? — Eu perguntei de olhos fechados, sentindo minha pele toda arrepiar pela respiração dele na minha orelha quando ele descolou os lábios do meu pescoço para tomar ar. — Ah, meu Deus, transamos ontem! — Exclamei, fugindo de seus braços quando ele encostou sua ereção matinal nas minhas costas.
Edmure riu quando eu me virei pra ele, e senti minhas faces afoguearem. Provavelmente, isso não era algo que ia desaparecer tão cedo, mesmo com minhas vagas esperanças.
— Não finja que não quer... — Ele comentou com um sorriso, se aproximando, e eu dei um passo para trás, encostando minhas costas na janela gelada e me afastando rapidamente, assustado com o choque térmico.
Tá, esse era um lado positivo de namorar um cara. Não menosprezando o desejo sexual das mulheres, nem querendo chama-las de frescurentas, só que sexo tem dimensões diferentes para meninas e meninos. Garotas normalmente precisam criar um clima, uma excitação diferente, um momento propício. Não era só um beijinho na nuca pra menina se soltar. Nunca que uma garota— sem generalizar, claro, mas pelo menos a maioria.— ia sair se pegando com o namorado que acabou de acordar, não escovou os dentes nem tomou banho, menos de oito horas depois da última transa, enquanto ainda estavam com a bunda dolorida. Pelo menos elas iam fazer sua higiene matinal antes de começar os toques. Certas estavam elas, na verdade.
Só que o Edmure não era nenhuma garota, muito menos eu. E por isso, mesmo sem estar com o hálito fresco, eu correspondi quando ele avançou contra mim e colou os lábios nos meus, num dos beijos cheios de calor que precediam nossos momentos mais intensos de contato. Até esqueci do cigarro que estava me preparando para fumar.
A verdade, é que eu também não era nenhum santo. Posso morrer de vergonha de assumir, mas intimidade, sexo e qualquer outro toque com Edmure era muito bom. Aliás, tudo com Edmure era exponencialmente melhor do que aquilo que eu fazia anteriormente, essa era a razão que justificava a descoberta da minha sexualidade, a minha paixão por ele, e o nosso início de namoro. Com Edmure, eu sentia como se finalmente estivesse aproveitando a vida no máximo, mesmo com todas nossas brigas e desavenças.
E isso justificava também a razão de eu querer sim transar com ele oito horas da manhã.
Nossas bocas se encontraram já semiabertas, e nossas línguas se tocaram com aquela sensação de corrente elétrica que acompanhava nossos toques e fazia minha pele toda se arrepiar. Num primeiro momento, como era o nosso costume, o beijo seguiu lento. Edmure se aproximara com aquele sorriso sacana dele que me deixava vermelho só pelo ângulo que seus lábios formavam, e encontrou minha boca com aquela suavidade conhecida. Por mais que nossos hálitos não estivessem frescos, não estavam desagradáveis, então eu senti meu corpo ferver assim que a tranquilidade e carinho iniciais do beijo deram lugar ao desejo e a volúpia.
Quando as mãos quentes de Edmure apertaram minha cintura com força, eu me perguntei como eu vivera todo esse tempo sem ele. E claro, já estava entregue.
—
Cotter sempre parecia um pouco mais gelado do que eu.
Não no sentido figurado, mas no sentido literal. Eu sempre sentia sua pele fresca sob minhas mãos, nada fora do normal, mas eu parecia sempre mais quente. Era uma sensação gostosa, apesar de não fazer sentido já que o pequeno estava sempre com a circulação ativa, e isso devia deixar ele mais quente do que eu, que corava muito mais raramente. Mas logo a sensação térmica deixou de importar, porque senti minha mente ser dominada pela sensação de seus lábios. E esses eram sempre quentes.
Pra variar, ele estava arrepiado quando subi minha mão direita pela lateral do seu corpo, sentindo sua pele macia sob os dedos, e o larguei por apenas um segundo, tempo de colocar minha mão na sua nuca e firmá-la, sentindo os fios macios e negros. Era tão fácil mover minhas mãos com Cotter, nossos movimentos pareciam sincronizados e guiados por puro instinto, mesmo de olhos fechados. Minha ereção matinal agora estava ainda mais rígida e pulsante com aquele contato, e quando a pressionei contra o abdômen de Cotter tive de conter um pequeno espasmo de prazer que percorreu meu corpo e gerou um pequeno gemido abafado pelos lábios do meu namorado.
— Ei, devagar aí. — Cotter sussurrou, separando nossas bocas para respirar rapidamente. Percebi que junto com o espasmo tinha descontrolado minha força e cravado os dedos com um pouco mais de intensidade na sua cintura. — Vai deixar uns roxos. — Falou em tom de brincadeira, e colocou ambas as mãos no meu pescoço, esfregando sua ereção contra a minha, nas pontas dos pés. Mesmo com o tom de casualidade, eu me controlei melhor, já que atualmente eu não conseguia nem sonhar em machuca-lo.
— Desculpe. — Murmurei em seus lábios, e abri os olhos de leve, encarando os orbes cinzentos do pequeno, semiabertos.
— Também não sou de vidro... — Ele sussurrou, e arranhou de leve meu pescoço com as unhas. — Vamos logo com isso.
Eu ergui minhas sobrancelhas e afastei meu rosto do de Cotter, pausando o contato, apenas mantendo minha mão em sua cintura. O encarei, sorrindo torto de forma provocante.
— Nossa, você tá animado hein? — Brinquei, e ele revirou os olhos, arrastando as mãos do meu pescoço para o meu peito. Pra variar, ele corou ainda mais do que já estava corado e fechou o rosto pra mim irritado.
— Sério, você nunca vai deixar de ser irritante não é? — Perguntou irritado, passando as unhas no meu peitoral e me fazendo arrepiar de leve, mesmo que aquela não fosse sua intenção.
— Não. — Eu gesticulei com a cabeça, e ele soltou o ar pelos lábios.
— Não dá pra tentar fazer um clima com você... — Ele se aproximou de mim novamente, e colocou a mão na minha nuca. — Sorte sua que eu não sou uma garota. — Reclamou, emburrando e me puxando de forma brusca pra próximo novamente. — Seu idiota.
E então ele me beijou com intensidade, e eu apenas correspondi no mesmo ritmo, agarrando uma de suas nádegas e apertando com força nos dedos, fazendo ele gemer nos meus lábios e se esfregar mais em meu corpo, colocando minha cabeça naquele turbilhão de sensações prazerosas. O puxei para trás, nos afastando da janela na direção da cama, e percebi que novamente estava um pouco descontrolado, e tentei aliviar os apertos de meus dedos sobre a pele dele. Seria no mínimo chato deixar ele todo roxo, sendo que íamos sair com os pais dele naquela noite.
Imagina que agradável, o pai dele perguntar como Cotter conseguira um hematoma em forma de mão na cintura. É, nada legal.
Caí sobre Cotter na cama quente dele, sem abandonar seus lábios. Fiquei sobre ele apoiado nos braços, e enfiei uma mão em sua cueca sem dar tempo para ele reclamar, abafando sua exclamação de prazer com minha boca sobre a dele. Envolvi sua ereção com os dedos e movi lentamente, dando um pequeno espaço para ele respirar embaixo do meu corpo. Ergui um pouco meu tronco, observando-o com excitação crescente enquanto ele apertava os dedos firmes em meu ombro.
Cotter era sexy e eu estava começando a me acostumar com essa imagem dele, que antes me era tão estranha. Encarei sua expressão enquanto ele franzia a testa, vermelho como uma pimenta, e fechava os olhos, mordendo o lábio para não gemer, mas deixando escapar algum som nasalmente, que me atiçou como vento sobre uma fogueira. Na maneira envergonhada dele, o pequeno acabava me provocando mais do que qualquer outra forma de vida.
— Edmure, espera... — Ele resmungou baixinho, e eu intensifiquei a pressão sobre o membro dele, sentindo o meu pulsar ao vê-lo arquear as costas e puxar o ar com força devido ao toque. Cotter afundou mais os dedos nos meus ombros e ergueu a cabeça, me mordendo de forma medida na curva do pescoço enquanto eu o tocava. Minha pele se arrepiou com o contato, e o gemido de prazer dele escapou por seu nariz. A mordida certamente deixaria uma marca porque estava levemente dolorida, mas o prazer se misturava com a sensação e tudo acabava parecendo muito bom. — Ai! Ainda tá meio dolorido, vai devagar. — Protestou alto quando movi a mão num ritmo mais acentuado.
— Tá bom, tá bom, desculpa. — Pedi, largando-o e me aproximando para beijá-lo novamente. Fazia sentido o pênis dele estar dolorido, já que tinha feito ele gozar três vezes menos de oito horas atrás, nas duas vezes que transamos. Eu tinha gozado duas vezes e também estava meio dolorido, mas sabia que ia passar logo. — Vou fazer essa dor passar. — Provoquei o moreno, me separando de seus lábios e beijando seu peito em seguida.
— Ed... — Cotter ergueu meu rosto, segurando-o entre as mãos antes que eu chegasse no seu mamilo. Já desconfiava do que ele ia falar.
Na nossa primeira vez, ele não tinha deixado eu fazer um oral nele até o fim. Ontem, eu tinha forçado ele a aceitar — não de maneira violenta, óbvio, apenas não parei quando ele pediu e fiz ele gozar — e mesmo assim eu estava percebendo que ele ainda estava meio sem jeito com algumas práticas sexuais. Entendo porque eu mesmo estava me sentindo estranho, ainda era muito diferente transar com um cara, receber um oral e chupar um pinto. Mas ao mesmo tempo, eu tinha que tomar uma postura mais “corajosa” com as coisas, porque gostava dele, e apesar do Cotter não mostrar que era inseguro, ele o era em várias ocasiões. O pequeno já estava se adaptando, se sentindo mais a vontade com a maioria de nossos toques, mas ainda havia momentos que eu tinha de tomar a frente, do mesmo modo que no nosso relacionamento tinha momentos que ele tomava a frente.
Era a tal ideia de namoro. Um tem de servir de base pro outro, um companheirismo, uma confiança de que tudo vai ficar bem porque se faltar força pra um dos dois, o outro terá. E se não tiver, vai encontrar. Acho que por isso eu gostava tanto do Cotter, sabia que ele era um cara mais forte do que eu, e que não falharia em encontrar forças.
— Que foi meu pigmeu? — Brinquei, dando um sorriso ao invés de suspirar cansado como faria. Acho que ter esse raciocínio que narrei evitou isso.
Tinha falado pra ele ontem que ele precisava parar de graça. E pelo jeito que ele me encarou, estático por um momento, ele se recordava.
— Nada, só... vai logo ok? — Ele pediu, me puxando e dando um selinho antes de largar as mãos no colchão. — E com cuidado, tá meio dolorido mesmo. —Terminou, fechando os olhos e relaxando. Eu tinha certeza que ele estava com alguma coisa na ponta da língua para falar, mas se segurou. De alguma forma, foi legal da parte dele.
Nem falei mais nada, apenas desci meus lábios e beijei se peito com carinho, sentindo sua pele sensível arrepiar. Cotter ofegou quando mordi em volta de seu umbigo com um pouquinho de força, e aquilo me excitou.
Perder o controle a partir daí e deixar o instinto me dominar foi fácil. Era sempre comum eu perder o controle com o Cotter.
Puxei sua cueca com um movimento rápido, e a joguei do outro lado do quarto, admirando seu corpo nu por um instante antes de me inclinar e colocar seu membro na boca. Não era uma sensação desagradável, apesar de ainda me ser estranha, e o gemido que ele soltou quando meus lábios o tocaram me excitou ainda mais. Cotter não tinha um pênis pequeno, nem nada enorme, era um tamanho maior do que o esperado para sua altura, mas que não me assustava no geral. Quando o suguei com mais força e apertei sua coxa entre os dedos, ele gemeu alto e arqueou as costas.
— Ah, Edmure... — Ele soltou baixo, colocando uma mão nos meus cabelos de forma suave. Fiz o que já tinha testado anteriormente: movi a língua em torno da glande, mexi a cabeça de forma ritmada, e chupei com mais força em alguns momentos. Acompanhei seus gemidos com o ritmo, e me livrei de minha cueca de forma atrapalhada enquanto o chupava.
Alguns minutos depois — ele demorava um tempo admirável para chegar aos orgasmos — eu estava inebriado por seus gemidos, e tentei acelerar o ritmo enquanto ele se debatia controladamente embaixo de mim. Ergui meus olhos e o vi segurando o lençol da cama com a mão livre, e mordendo o lábio enquanto me observava com fogo nos olhos cinzentos. Quando nossos olhos se encontraram, ele apertou mais os dedos no meu cabelo.
Percebi a deixa e apertei mais meus lábios em torno de seu membro pulsante, sugando com vontade e sentindo ele estremecer embaixo de mim. O único aviso de que ele estava gozando foi o gemido alto que ele soltou antes do líquido atingir o céu da minha boca.
O gosto de porra ainda era algo que eu não tinha me acostumado direito, mas engoli sem reclamar, ao som dos gemidos de Cotter. Mal tive tempo de engolir tudo e ele me puxou pelos cabelos mesmo, de forma gentil, mas urgente, e se sentou na cama, me beijando com intensidade pós-clímax e tirando o gosto de seu esperma da minha boca com voracidade.
Não percebi como ele acabou me empurrando contra o colchão e ficando em cima de mim, só percebi quando ele espalmou as mãos sobre meu peito, esfregou a bunda contra minha ereção e separou nossos lábios daquele beijo incrível.
— Eu devia te preparar antes. — Ofeguei, sentindo minhas faces afogueadas pelo esforço físico e a excitação do momento. Cotter, que já estava vermelho, conseguiu atingir um tom mais forte de rubor e fechar o rosto pra mim, naquela expressão sem paciência.
— Já transamos duas vezes ontem, eu ainda estou “preparado”. — Reclamou, em tom repreensivo, se inclinando sobre mim para pegar o tubo de lubrificante no criado mudo ao lado de sua cama. Eu comprara o tubo depois da nossa primeira vez para facilitar as coisas. — Vamos logo com isso. — Anunciou, abrindo o tubo e despejando em sua mão, para em seguida agarrar meu pênis e lambuzá-lo com o gel transparente.
O tom de voz irritado me excitou. Mas que pequeno namorado corajoso e determinado eu tinha ali.
— É você quem está dizendo... — Falei, agarrando seus quadris enquanto ele se posicionava em cima de mim, masturbando minha ereção lentamente. Eu devia insistir que ele me deixasse prepara-lo, só que sabia que isso ia gerar uma discussão, e também estava desesperado pra aliviar minha ereção já dolorida pela espera, além daquela postura determinada dele me encher de tesão. Então apenas apertei sua carne entre os dedos e mordi o lábio, sentindo um arrepio subir por minha espinha quando vi Cotter franzir o rosto e ajeitar meu membro em sua entrada.
Ele desceu lentamente sobre ele, e assim que senti que começava a invadi-lo, ele gemeu alto, fechando os olhos numa expressão de dor. Ele era apertado, o que me deixava muito preocupado e levemente nervoso todas as vezes que íamos transar, apesar de estar me acostumando agora que já tínhamos transado mais vezes. Cotter se inclinou sobre mim, deixando o rosto na altura do meu enquanto tinha o início de meu pênis dentro de si. Ele tinha a expressão torcida de dor.
— Eu imediatamente me arrependo dessa decisão. — Falou, de olhos fechados, encostando a testa na minha. Meu peito apertou de pena.
— Sai então, vou te preparar. — Falei, começando a puxar ele pra cima lentamente, mas senti suas mãos segurarem meus pulsos.
— Calado e parado. — Ele falou irritado, abrindo os olhos e subindo as mãos pelos meus braços, até segurar nos meus bíceps. — Juro que se você se mexer eu te mato. — Completou no seu tom irritado, e seus olhos focaram nos meus.
Dei um sorriso de leve com ele ali, e ergui minha mão, colocando em seu rosto. Ainda não tínhamos tentado aquela posição, mas eu estava achando altamente sexy, e apesar da interrupção repentina de Cotter, imaginei que quando ele se acostumasse e se movesse, eu ia perder totalmente o controle.
— Como você é teimoso... — Sussurrei, afagando sua face com o polegar, tentando distraí-lo da dor.
— Por Deus, fique quieto. — Ele reclamou, e colou seus lábios nos meus num beijo voraz, como se colocasse sua irritação no movimento da boca. Não achei nada ruim.
Foi no meio daquele beijo voraz, que ele lentamente sentou em mim, distraído provavelmente pelo contato. Fiz o possível para aliviar a sensação dolorida: afaguei seu torso, apertei sua cintura entre os dedos, mordi seus lábios de leve, arranhei suas costas, e me segurei no limite para não começar a me mover, sucumbindo ao meu desespero de investir contra aquele corpo. Cotter gemia abafado em meus lábios e intensificou também o beijo conforme meu membro o invadia, segurando o ritmo do beijo daquela forma por vários minutos após ter colocado tudo pra dentro, se acostumando com o volume.
Então, ele liberou meus lábios, e deu uma mordida de leve na minha orelha. Uma atitude masculina que eu achei extremamente excitante. Espalmei minha mão na sua bunda e apertei de leve, fazendo ele ofegar na minha orelha.
— Você por cima é muito bom... — Murmurei baixinho, sentindo ele começar a mover o quadril de forma lenta enquanto sua respiração causava cócegas na minha orelha.
— E eu mal comecei a me mexer... — Sussurrou em tom divertido, começando a dar ritmo na penetração. Tranquilizei ao perceber que agora já não estava doendo.
Nesse momento, deixei meus instintos dominarem, e me perdi em Cotter, perdendo todo o resto de controle que eu tinha mantido.
Cotter também não me pareceu controlado. Apoiado nos joelhos, ele levantou o tronco e colocou as mãos pequenas nos meus ombros. Agarrei em suas coxas com força quando ele começou a me cavalgar naquela posição, e gemi rouco quando ele focou os olhos nos meus, o rosto bonito e vermelho. Começou a cavalgar lentamente, porém conforme perdia o controle começou a acelerar. Mesmo com o frio de inverno lá fora, meu corpo fervia enquanto ele se movia em mim, e o prazer de penetrá-lo ofuscou minha mente. De um salto, ergui meu tronco, o empurrando com delicadeza para cima e ficando sentado no colchão, com Cotter no meu colo e ainda dentro dele.
Capturei sua boca no mesmo momento de forma sedenta, e ele continuou a se mover. Questionei-me mais uma vez como ele podia ser tão apertado, de uma forma difícil de acreditar. Com minhas mãos em sua cintura, ajudei-o a ditar o ritmo, e quando o forcei em certo ponto ele rompeu nosso beijo jogando a cabeça para trás e gemendo alto.
— Ah, meu Deus! — Ele gritou, acelerando o ritmo e arranhando meu pescoço com as unhas curtas quando voltou a me beijar. Percebi que tinha acertado a próstata.
— Se quiser mudar a posição... — Sussurrei, apertando os dedos em suas coxas enquanto ele continuava a subir e descer no meu colo, ofegante. Devia estar começando a se cansar. — É só falar. — Ofereci, agarrando sua ereção que estava entre nossos abdomens, e fazendo Cotter acelerar o ritmo novamente.
— Não, não... — Murmurou fechando os olhos, sem muito nexo em sua fala. — Ah, Edmure! — Gritou quando comecei a masturba-lo.
Ouvir meu nome em seus lábios fez meu corpo vibrar, e o forcei a acelerar o movimento com a mão em sua cintura. Perdi totalmente qualquer noção do resto do mundo, só existiam aquelas sensações incríveis que ele me proporcionava, seus gemidos me inebriavam e o cheiro do eu perfume, já bem suavizado em sua pele, completava o momento.
Ajudei a penetração me movendo também embaixo dele, e perdi a noção do tempo naquele paraíso quente que nos envolvia.
— Eu ainda custo a acreditar que chegamos nesse ponto. — Murmurei em seu ouvido enquanto sentia meu orgasmo se aproximar após minutos. — Que a gente ia ficar junto. — Completei.
— Deve ser por isso que é tão forte. — Respondeu, antes de jogar a cabeça pra cima. Só falava essas coisas raramente, então guardei o momento na minha memória. — Céus, eu vou...
Cotter não conseguiu terminar porque eu colei nossos lábios novamente, e acelerei o ritmo em seu pênis, fazendo ele reclamar afobado na minha boca. Senti meu pênis atingi-lo na próstata e ele cravou os dedos em minhas costas enquanto ejaculava na minha mão. No meio de seu orgasmo, eu o acompanhei, mordendo seu lábio inferior com força medida para não gemer.
Quando caímos no colchão, com ele por cima de mim e ofegante, eu tinha mil declarações para fazer. Sabia que era devido o orgasmo recente e todas as sensações boas que ele me proporcionava, mas mesmo assim queria muito dizer um “eu te amo, seu porra” ou algo assim. Mas eu sabia que menos de um mês de namordo era cedo pra esse tipo de fala, então a única coisa que fiz foi beijá-lo lentamente, cansado pelo esforço e tentando carregar o toque de sentimento.
Se eu soubesse o que estava pra acontecer, teria me declarado. Mas ao invés disso, deixei o pós sexo esfriar calmamente, até Cotter se levantar e anunciar que ia preparar o café para nós dois.
Ainda naquele dia, me arrependi de não ter falado que o amava.
Notas finais
Espero que gostem, perdão pela demora, e comentem sobre o vídeo!
Beijos!
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