Fashion And Diamonds.

19 Capítulo 18 - The Crisis!


Notas iniciais
Oi gatos!
Ai, tem tantos leitores especiais na fic agora! Estou muito emocionada com todos os reviews, obrigada!
E as recomendações! 9! Gente, minha fic tá crescendo! Muito obrigada, linda, maravilhosa Meyilin! De coração, fiquei emocionada com a recomendação!
E agora, sobre esse cap... Crisesinha, como eu disse! Mas no próximo, o tal... LEMON!
Vão ler!
Boa leitura!
Beijos!
PS: O Cotter está bêbado no final, por isso os pensamentos dele estão meio... Fora do normal e levianos.

Traguei meu cigarro e fiz uma pequena careta com o sabor forte e levemente mentolado. Eu detestava cigarros mentolados, mas eram os que Edmure se habituara a fumar, então eu havia comprado já que andava dando cigarros para ele. Esperava não precisar mais disso agora que estávamos em paz, e eu poderia finalmente voltar pros meus cigarros amadeirados e saborosos.

Soprei a fumaça pro lado, tentando evitar soltar fumaça na cara de alguém. Estávamos numa festa na casa de Yan, um dos amiguinhos da roda de Edmure. Os pais do garoto liberaram a casa, e Tony me convencera a vir, por mais que eu não estivesse muito animado com festas desde a surra que levei depois da festa do Julian. Eu estava com Tony e Conrad, e mais alguns amigos do Esther, enquanto Edmure estava rodeado pelos seus súditos, bebendo e conversando daquele jeito popular dele que não era exatamente o que eu gostava. Mesmo assim, eu estava satisfeito com os olhares que estávamos trocando quando ninguém estava vendo, e as mensagens que ele mandava no meu celular. Era o máximo que eu podia esperar num lugar cheio como aquele.

Estávamos muito bem depois que adotamos o Café. Sim, ainda é um nome ridículo, mas o cachorrinho marcara a data que Edmure superou sua crise — da qual eu ainda não sabia as razões — e voltou a ser o de sempre. Eu estava me sentindo mais à vontade com ele também, e sentia que nossa relação estranha, já não me era mais tão estranha assim.

A não ser nos momentos como aquele, que tínhamos de ficar no mesmo ambiente, cercados de conhecidos que sabiam que nossos santos não batiam. Parecia um pequeno retorno aos nossos tempos de intriguinha sem razão. Acho que até naquela época, eu gostava dele, de alguma forma. Aliás, eu sempre disse que não tinha nada contra o figurão gigantesco.

Enfim, eu não gosto de festas. Não essas festinhas de jovens regada a álcool e pornografia e menores. Nunca gostei, mas antigamente ainda vinha por causa da Maya ou outras meninas que eu estava ficando, ou em quem eu tinha interesse. As festas eram proveitosas nesse aspecto, mas não eram muito bacanas quando você tem seu affair do outro lado da sala, com todas as vadias da festa olhando para ele, e não pode fazer nada.

E não, não estou com ciúmes. Eu também estava recebendo uns olhares, se quer saber. Só estou... irritado com aquelas oferecidas. Porra, será que elas precisavam ficar secando apenas o Edmure? Tem outros caras nessa festa! Ele só era o mais bonito de todos. Isso me deixava irritado.

Tão irritado que virei um grande gole do meu drink, tentando ficar logo bêbado para não reparar mais naquela merda. Não que eu duvidasse de Edmure. Ainda não tínhamos nenhum relacionamento declarado, de qualquer forma, e eu pareceria a Maya se dissesse que aquilo me incomodava.

— E então Cotter, como vai o Café? — Perguntou Conrad, dando um beijo carinhoso na bochecha do namorado. Aqueles dois sim eram corajosos e assumidos. Bem assumidos por sinal, ficavam trocando carinhos o tempo todo, pareciam o casal perfeito.

— Vai bem, já ganhou uns quilinhos. — Respondi com um sorriso, tragando meu cigarro e soltando a fumaça. — Edmure levou ele em casa ontem.

Edmure tinha realmente ficado com o cãozinho, e estava levando ele em casa esporadicamente. Eu tinha vontade de morrer de tanto apertar o cachorro quando o via, parecia que desde que o pegamos, uma semana atrás, ele se tornara exponencialmente mais fofo.

— Eu sempre quis um cachorro. — Comentou Tony, fechando a cara de forma emburrada e infantil. Ele já estava com a voz meio alterada pelo álcool, e as faces vermelhas. — E ao invés disso, minha irmã ganhou aquela porcaria de iguana. Eu tenho nojo daquele bicho! — Ele exclamou e se encolheu, como se o bicho estivesse ali. Soltei uma risada, e Conrad deu um riso tão visivelmente apaixonado que era quase um letreiro luminoso.

— Podemos adotar um, qualquer dia. — Ele falou, e beijou o topo da cabeça de meu amigo de forma carinhosa. Perguntei-me se era assim que eu e Edmure parecíamos quando trocávamos carinhos.

Nem percebi meus olhos o caçando na multidão. A festa estava quase toda na sala da casa do jovem, mas alguns estavam lá fora, usando drogas ou se pegando. O encontrei do outro lado, apoiado na parede com uma lata de cerveja, enquanto seus amigos conversavam alto e riam. Só de olhar eu podia dizer que ele já não estava totalmente sóbrio. Uma garota bonita que eu não me recordava o nome passou na frente dos jovens, e todos mexeram com ela. Inclusive Edmure. Fiz uma pequena careta de desgosto e bebi mais um gole.

Bom, fazia parte da atuação né. Ele precisava fingir, senão todo mundo perceberia que ele não era mais o falastrão de antigamente. Era só o jeito de não levantar suspeitas.

Eu não estava com ciúmes.

Dei um sorriso para Conrad quando ele se aproximou de mim, pela primeira vez naquela noite. Ele não estava andando comigo, estava com o Tony, e o Tony estava com o Cotter, que não andava comigo em locais públicos. Acho que estou meio confuso, mas é porque estou levemente bêbado.

— E aí, cadê seu menino? — Perguntei quando ele se aproximou, com uma lata de cerveja numa das mãos.

— Foi fumar lá fora com o Cotter. — Falou, deixando subentendido que percebera que eu queria saber do meu pequeno, que sumira a alguns minutos da sala. Conrad ainda não sabia que eu estava com o Cotter, mas sabia que estávamos com uma “amizade enrustida”.

— Achei que o Tony tinha parado de fumar. — Falei, puxando assunto, e dando as costas para a roda de garotos da qual eu estava participando. Aquela festa estava legal, eu estava aproveitando bem, e bebendo bastante. Queria me afogar nos lábios do Cotter, mas estava me controlando bastante, e estava conseguindo me divertir vendo os caras correrem atrás das meninas da festa, levando foras, e vários me ameaçando, dizendo que as meninas estavam esperando que eu pegasse uma delas, e por isso não estavam ficando com outros caras.

Mal sabiam elas que eu não tinha interesse em nenhuma delas. Só num certo baixinho bem vestido e irritante.

— Ele diminuiu. Não vou obrigar ele a parar de repente. — Con me respondeu, com um sorriso.

Anui com a cabeça, e começamos a conversar. Bebemos e rimos, e ficamos bastante tempo ali, falando de todo tipo de coisas, futebol e até garotas num momento, mesmo que o foco de Conrad já não fosse mais elas, nem o meu.

— Sabe, a Erika está super interessada naquela história que o pessoal espalhou, que você tinha levado um fora dela... — Conrad comentou com um sorriso, já levemente embriagado. — Aposto que ela deve ter ficado com fama ruim entre as garotas, ninguém te dispensaria.

Ele deitou o olhar sobre mim, e eu me senti sem jeito. Não era do feitio dele fazer aquilo, mesmo bêbado, e ele era meu melhor amigo, não gostava quando agia assim.

— Boatos são fodas. — Falei sem graça, e tomei um gole. Nem queria pensar naquela porra da Erika, a menina já me dera trabalho demais. Puxei meu celular, tentando me distrair um pouco, e senti minha cabeça rodopiar. Sorri. Fazia um tempo que eu não ficava bêbado.

Inconscientemente toquei no contato de Cotter no meu celular, e comecei a digitar uma mensagem. O álcool estava me deixando levemente necessitado de contato, e eu só conseguia pensar nele. Estava com uma leve vontade de mandar toda aquela festa se foder, levar o pequeno pro carro e tentar mais uma vez transar com ele. Mesmo que ele não quisesse. Eu amava até os momentos que ele me parava.

“Me encontre no quarto de Yan daqui 10 min. Terceira porta a esquerda depois do banheiro.” Digitei, e sem pensar muito enviei. Acabei sorrindo, e tomei mais um gole da minha cerveja.

— Bom, onde estávamos? — Perguntei, olhando para meu amigo novamente, que olhava distraído para um casal que havia se apossado do sofá, e parecia prestes a começar a transar ali mesmo. Ele se voltou para mim rapidamente.

— É engraçado como eu perdi totalmente a vontade de ficar com outras pessoas depois do Tony. — Conrad me disse, com um sorriso. Estava corado pelo álcool. — Sabe, eu sempre gostei mais de meninas, mas agora não me imagino mais daquele jeito. — Ele indicou o sofá com a cabeça.

Fiquei sem jeito de novo. Caramba, eu também não pensava mais em ficar com outras garotas. Nem outras criaturas que não fossem o Cotter.

— É o amor. — Disse com simplicidade, e Conrad abriu um sorriso, encarando sua latinha distraído.

— Pode ser. — Ele ergueu os olhos para mim. — E você? Não vai ficar com ninguém? A Jessica está aí. Sei que vocês sempre se pegam nessas festas.

A Jéssica era mesmo bonita. A maioria dos meus amigos vinha falando pra eu pegar alguém naquela festa, e eu já estava ficando incomodado, sem ter como fugir daquilo. Por que eu tinha de pegar uma menina em todas as festas que eu fui antes de conhecer o Cotter? Porra!

— Sei lá. — Falei sem jeito, e desviei os olhos para minha latinha. Senti a mão de Conrad em meu ombro, e me ergui, dando de cara com meu amigo, com um sorriso enorme nos lábios.

— Edmure Prey. Eu te conheço bem demais. — Falou, e senti meu estômago revirar. Ah não, ele havia descoberto. Eu sabia que pouco escapava de Conrad, mas não esperava que ele fosse descobrir tão cedo. — Você estava meio chateado por alguma coisa, e agora está aí, sem pegar ninguém. Vai lá, aproveita a vida! Você é um cara bonito. Não faz meu tipo, mas é bonito.

Senti meus músculos relaxarem. Graças a Deus.

— É, nada te escapa mesmo. — Sorri pra ele. Era melhor eu contar logo pra ele o que estava acontecendo. Ele era meu melhor amigo, e merecia saber, eu sabia que era a melhor pessoa no mundo para eu contar.— Conrad, vamos conversar qualquer dia desses ok? Tenho de te contar uma coisa.

E surpreendentemente, com um sorriso gigantesco em lábios, ele se aproximou de mim, me abraçando de forma amigável, nosso velho abraço de parceiros. Retribuí sem jeito, devíamos estar parecendo aqueles beberrões chorões que declaravam como amavam seus amigos.

— Edmure, eu não sou cego. — Ele falou, no meu ouvido, e eu percebi que ele sorria. — Essa só foi a prova de que você realmente não quer pegar ninguém hoje. Você pode até enganar o pessoal da escola, mas não eu, um bissexual e seu melhor amigo. Babaca, você devia ter me contado logo.

Arregalei meus olhos em surpresa.

— Desde quando...

— Desde que você foi salvar ele naquela briga. — Ele falou, e se afastou de mim. Eu estava pasmo, mas ele tinha um sorriso tranquilizador em lábios. — Edmure, seu ceguinho. Já não falei que sou seu melhor amigo? Vai ter de me contar tudo depois, é só esse o preço que eu cobro por não ter me contado ainda, seu palhaço.

Acabei por sorrir, emocionado. Só o Conrad mesmo pra me entender daquela forma e agir com tanta naturalidade.

— Obrigado. — Respondi, alegre, e ele apenas sorriu em resposta e colocou uma mão no meu ombro.

— Ah, para de graça. — Disse com simplicidade. — Agora, é melhor você correr pra onde ele está, o bicho está mordido de ciúmes, e tem outras mocinhas nessa festa com grandes olhos em cima dele. Ele não é de se jogar fora...

A surpresa me invadiu. Como eu não percebera aquilo? Certeza que era o álcool.

Dei um soco amigável no meu melhor amigo, e comecei a me afastar. Precisava ver se o quarto do Yan estava desocupado.

— Tira os olhos, cabeça laranja. — Ameacei com um sorriso, e saí dali. Cotter ficaria feliz ao saber que Conrad já estava sabendo, fazia semanas que ele dizia que devíamos contar pra ele e o Anthony.

O quarto estava realmente vazio, e fiquei satisfeito ao constatar aquilo. Alguém já havia estado ali, pois os lençóis estavam meio revolvidos, mas eu não pretendia transar com o Cotter ali, de qualquer forma. Só queria ficar com ele um pouco. Já estava sendo uma tortura para mim, ficar longe dele. Talvez até o levasse embora pra ficarmos sozinhos em algum lugar.

Sentei-me na cama, sentindo minha cabeça rodopiar. Acabei por sorrir novamente, céus, eu estava bem bêbado.

Fiquei alguns minutos ali, olhando meu celular em busca de mensagens do Cotter. Mas nenhuma veio. Já estava dando os minutos que havíamos combinado.

Quando a porta do quarto se abriu, eu acabei me levantando de um salto, com um sorriso. Meu pequeno finalmente chegara.

Mas não era ele. Era uma figura que eu não esperava nem queria ver. Deus tinha senso de humor às vezes.

Erika.

— Edmure Prey... — Ela disse num tom carregado de malícia. — Temos um boato para desmentir, não acha?

Fiz uma careta enquanto entrava na casa, junto com a multidão que se espremia pela porta de vidro que dava pro quintal da casa de Yan. Merda, eu odiava chuva, e começara a chover logo agora.

Eu estava levemente bêbado, e mal sentia minhas roupas levemente molhadas com os pequenos pingos. Só queria encontrar logo com Edmure, tinha um fogo estranho nas minhas entranhas que eu sabia que se o beijasse se apagaria.

Atravessei a casa sem dar muita atenção pra ninguém. Fui direto pro corredor do banheiro, e vi uma pequena comoção no início do corredor, várias meninas reunidas e cochichando, rindo bêbadas. Engraçado o quanto eu desprezava aquilo agora. Com certeza estavam falando de alguma outra amiga que havia ido pra um dos quartos com um carinha. Mal dei atenção, e atravessei em direção à terceira porta depois do banheiro, que Edmure dissera. Ninguém prestou muita atenção em mim.

Senti meu peito esquentar, e abri a porta. Edmure já devia estar ali.

A imagem que eu tive foi a mais inesperada pro momento.

Edmure realmente estava ali. Com a Erika.

Meus olhos aumentaram de tamanho com a cena. Ele estava com aquela cara de otário dele, parecendo tão assustado quanto eu, erguendo as mãos para manter a garota afastada. Erika estava sem a camisa, apenas de calças e sutiã, sorrindo de forma visivelmente bêbada na frente dele.

— Ah Prey, vamos lá, todo mundo me quer... — A vadia disse, de costas pra mim. Meu coração parecia ter parado de bater, e eu sentia como se algo estivesse saindo de dentro de mim.

— Erika, sai fora, eu... — Foi quando ele me viu na porta. Percebi que estava com o queixo caído. Os olhos de Edmure aumentaram de forma extraordinária, e ele também deixou o queixo cair, parando a batalha. Foi quando Erika riu e avançou contra ele, mas ele ainda a afastou uma última vez. — Cotter...

Bati a porta e dei as costas pra aquilo. Merda de garoto. Pude ouvir ele dar um grito novamente, mas me afastei a passos largos.

Nem reparei que estava na frente da casa, praticamente correndo na chuva, agora grossa, em direção ao meu Mini. Minha cabeça rodopiava com a cena daquela garota seminua avançando contra o Edmure. O meu Edmure.

Pelo menos eu achava que era, até aquele momento.

Cheguei ao carro, e aquela chuva já havia me encharcado, mas eu não ligava. Não ligava mais pra nada.

Tentei abrir a porta, mas de alguma forma, eu perdera as chaves do carro. Não consegui me lembrar de onde as deixara, e minha irritação começou a aumentar, aquela cena me voltando à mente a todo instante.

Nem percebi que estava chorando.

— Filho da puta... — Falei, me sentando na sarjeta, e deixando aquela chuva maldita lavar minhas lágrimas. Eu não estava conseguindo pensar direito, estava confuso, machucado, irritado.

Puxei um cigarro, mas ele se encharcou tão rápido que não consegui acender a unidade. E acabei ali, frustrado.

Meu Edmure. Meu Edmure uma porra.

Abracei meus joelhos e enfiei minha cabeça entre eles, estremecendo com aquela chuva gelada de início de primavera. Minhas lágrimas pareciam ter inveja das gotas grossas de chuva.

— Cotter. — Ouvi a voz me chamar, e a reconheci. Ah, eu não queria vê-lo, não agora, e ainda mais com aquele tom arrependido e pesaroso na voz.

— Vai embora. — Falei, apertando mais minhas pernas contra mim, tentando afastar aquele moleque dali. Desgraçado.

Uma mão grande ergueu meu rosto com delicadeza, e me vi encarando aquele rosto bonito molhado, com os olhos violetas escorrendo arrependimento. Ele podia enfiar seu arrependimento no rabo.

Me levantei com um salto. Eu não era uma menininha pra deixar ele me convencer daquele jeito.

— Foi pra isso que você me chamou pra aquele maldito quarto?! — Eu gritei com a voz um pouco embargada pelo choro, enquanto ele também se levantava. Eu estava na sarjeta, e isso me deixava um pouquinho mais alto perto dele. Estava com vontade de bater nele como nos velhos tempos. Não, bater mais do que batia nos velhos tempos.

— Cotter, a maldita entrou lá, eu não fiz nada... — Começou a falar rápido, de forma apavorada, e eu senti mais lágrimas deixarem meus olhos. Sorte que chovia.

— Cala a boca! — Gritei. — Edmure, some da minha frente! — Eu não ia ser o fraco daquela relação. Não ia. — Você não me deve nada ok? Nunca fomos nada! Vai lá e transe com a garota se quiser, eu sei que você está sem sexo! É por isso que me chamou, pra me causar ciúmes e ver se eu cedia? — Gesticulei irritado pra casa, e mais lágrimas deixaram meus olhos. — Então vá! Some da minha frente logo!

Ele se aproximou um passo de mim, com a face séria.

— Cotter, para de falar essas besteiras bêbado... — Ele ergueu uma mão na minha direção, e a afastei com um tapa. Eu estava bêbado? Levemente. Pensando bem, minha cabeça rodopiava bastante, e eu não estava me recordando de algumas coisas, por exemplo, como chegara ali fora e onde deixei as chaves do carro.

Mesmo assim, me lembrava bem daqueles dois no quarto.

— VAI SE FERRAR! — Berrei, e me afastei dele, indo em direção a casa. Eu precisava pegar minhas chaves e sumir dali, ficar longe daquele idiota.

A mão de Edmure se fechou em meu pulso antes que eu desse dois passos. Firme, como sempre fora, mas não sem gentileza.

Com um puxão, ele colou nossos corpos, e eu perdi toda minha reação quando senti suas mãos ágeis agarrando minha cintura com força e seu rosto inclinado próximo do meu. Podia sentir seu hálito de cerveja.

— Eu não beijei a Erika. Estava te esperando e ela entrou. — Falou, e eu perdi as palavras. Edmure nunca fora bom em mentir, e aquilo não era uma mentira. Seus olhos sérios nos meus eram honestos demais. — Nesse momento deve estar falando pra escola toda como eu a larguei no quarto e vim atrás de você.

Minha mente estava vazia agora. Senti meu rosto se contorcer numa careta chorosa.

— Edmure... — Falei, e meu peito parecia dolorido.

Mas então ele agarrou minha nuca com uma mão, e me calou colando os lábios nos meus daquela forma intensa de sempre, fazendo minha mente esquecer tudo que acontecia enquanto a chuva nos banhava. Era só eu e Edmure ali, e aquele beijo tão sincero, tão quente e desejoso, que eu não podia duvidar mais dele, mesmo que tivesse visto a cena com meus olhos.

Nossas línguas se entrelaçaram, e eu não pude deixar de retribuir aqueles lábios com sabor de cerveja. Eu acho que poderia explodir em qualquer instante, e senti minhas mãos se fechando no tecido molhado da sua camiseta preta, enquanto me esticava em busca de mais contato, mais daquela prova de que ele gostava de mim e não tinha ficado com a Erika.

Ele nos afastou por um instante.

— Cotter, eu estou apaixonado por você. — Ele disse e eu senti mais lágrimas vindo aos meus olhos. Eu não podia pedir mais provas.

— Cala a boca Edmure. Só cala a boca e vamos embora daqui. — Eu disse, e envolvi seu torso com os braços, colando minha cabeça no sei peitoral, e chorando mais um pouco. Eu definitivamente estava bêbado. Ele estava afastando ela naquela hora, e não agarrando a garota.

Ele não estava mentindo. E se estivesse, eu saberia quando fosse pra escola na próxima semana.

E agora, eu só queria fazer com que ele realmente não precisasse de mais ninguém. Uma prova de que eu nunca precisaria duvidar dele.

Eu queria fazer sexo com Edmure.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem reviews coisas fofas.
Próximo tem lemon! Tô mega ansiosa, ain...
Beijos!